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- 03Feb
Após surpresa em 2011, França abre Six Nations tentando espantar zebra italiana
por Antonio Martoni especial para o ESPN.com.br
França e Itália abrem neste sábado um dos mais antigos torneios esportivos do mundo. Depois de serem surpreendidos no ano passado e perderem para os italianos pela primeira vez para os italianos, os francês voltam com status de grande favorito.
A ESPN E A ESPN HD MOSTRAM O JOGO, AO VIVO, A PARTIR DAS 12H25 DESTE SÁBADO
Para este primeiro jogo em Paris, as duas seleções vêm com mudanças importantes em suas comissões técnicas. Na França o polêmico Marc Livremont deu lugar ao ex-ponta e capitão nos anos 1990, Phillipe Saint-André. Com 44 anos, o comandante tem boa bagagem e experiência. Já pPelo lado italiano saiu o defensivista Nick Mallet, e assumiu em seu lugar entra um dos melhores treinadores da atualidade, o francês Jacques Brunel, campeão do duríssimo Top 14 da França com o Perpignan em 2009.
Apesar do vice-campeonato mundial, a inconsistência foi a marca registrada da França no ano passado. Conseguiu proezas memoráveis: perdeu para a Itália no Six Nations, perdeu para Tonga no mundial e, ao mesmo tempo, não conquistou o título mundial por muito pouco. Na final contra os All Blacks, sufocou o adversário e poderia perfeitamente ter vencido.
A França de Saint-André pretende viver um período de calma, tranquilidade entre os jogadores e comissão técnica, mas também de mudanças na mentalidade de jogar, um pouco mais solta, buscando reencontrar o estilo francês de passe, apoio, dribles, velocidade e técnica refinada. “O Rugby francês não se resume aos últimos quatro anos. É importante honrar os mais de 100 anos de história”, disse o próprio treinador. Ou seja, consistência é a palavra de ordem de Saint-André. Uma nova era do Rugby francês começa a partir dessa partida.
Na Itália as pressões e objetivos são diferentes. A Federação Italiana, ao longo de sua moderna história, tem dado espaço para muitos estrangeiros em sua seleção. Estratégia que foi positiva, galgando etapas importantes até conseguir chegar e se manter no Six Nations e nas Copas do Mundo. Por outro lado, a falta de identidade e do “modo italiano de jogar rugby” ainda atrapalham a equipe.
Jacques Brunel é um treinador que busca o rugby total. Seu diagnóstico sobre como a Itália deve jogar tem dois aspectos fundamentais. Primeiro, o jogador italiano tem que acreditar mais no seu potencial. Depois, é apostar na velocidade, no passe e no apoio com utilização de sua linha durante as partidas.
Atingir esses objetivos demanda tempo. São mudanças radicais de ordem comportamental e que podem fazer surgir uma nova Itália, com um padrão de jogo também ofensivo. Desafio interessante para esse brilhante treinador.
O prognóstico para a partida não pode ser diferente. A França jogando contra a Itália, em qualquer lugar do mundo, é a favorita. Jogando em Paris ainda mais. Aliás, a França é uma das grandes favoritas ao título da competição.
FICHA TÉCNICA:
Local: Stade de France/ Paris
Arbitro : Nigel Owens
FRANÇA:
15 Maxime Medard, 14 Vincent Clerc, 13 Aurelien Rougerie, 12 Wesley Fofana, 11 Julien Malzieu, 10 François Trinh-Duc, 9 Dimitri Yachvili, 8 Louis Picamoles, 7 Julien Bonnaire, 6 Thierry Dusautoir (capitão ), 5 Lionel Nallet, 4 Pascal Pape, 3 Nicolas Mas, 2 William Servat, 1 Vincent Debaty.
Reservas: 16 Dimitri Szarzewski, 17 Jean-Baptiste Poux, 18 Yoann Maestri, 19 Imanol Harinordoquy, 20 Morgan Parra, 21 Lionel Beauxis, 22 Maxime Mermoz. Treinador: Phillipe Saint-André
ITÁLIA: 15 Andrea Masi, 14 Giovanbattista Venditti, 13 Tommaso Benvenuti, 12 Alberto Sgarbi, 11 Luke McLean, 10 Kristopher Burton, 9 Edoardo Gori, 8 Sergio Parisse (capitão) 7 Robert Barbieri, 6 Alessandro Zanni, 5 Quintin Geldenhuys, 4 Cornelius van Zyl, 3 Martin Castrogiovanni, 2 Leonardo Ghiraldini, 1 Andrea Lo Cicero.
Reservas: 16 Tommaso D'Apice, 17 Lorenzo Cittadini, 18 Marco Bortolami, 19 Simone Favaro, 20 Fabio Semenzato, 21 Tobias Botes, 22 Gonzalo Canale. Treinador: Jacques Brunel
Sobre o Six Nations - Iniciado em 1883, o Six Nations era intitulado Home-Nations e disputado apenas por Inglaterra, Irlanda, Escócia e País de Gales. Em 1910 adquiriu o nome de Five Nations com a entrada da França na competição. Entre 1914 e 1918 e entre 1939 e 1945 não foi disputado em virtude das duas grandes guerras mundiais. O modelo atual do Six Nations data de 2000, com a entrada da Itália.
O RBS Six Nations continua sendo considerado como um dos principais balizadores de como estão algumas das principais seleções do mundo, pois, se hipoteticamente incluíssemos as nações que hoje disputam o Four Nations (Nova Zelândia, África do Sul, Austrália e Argentina), teríamos os principais protagonistas das Copas do Mundo.
Por ser jogado em apenas cinco rodadas de turno único, num período de aproximadamente 50 dias, a competição é extremamente difícil e desgastante. Quem recebe o adversário em um ano, jogará na casa do adversário no ano seguinte.
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Para este primeiro jogo em Paris, as duas seleções vêm com mudanças importantes em suas comissões técnicas. Na França o polêmico Marc Livremont deu lugar ao ex-ponta e capitão nos anos 1990, Phillipe Saint-André. Com 44 anos, o comandante tem boa bagagem e experiência. Já pPelo lado italiano saiu o defensivista Nick Mallet, e assumiu em seu lugar entra um dos melhores treinadores da atualidade, o francês Jacques Brunel, campeão do duríssimo Top 14 da França com o Perpignan em 2009.
Apesar do vice-campeonato mundial, a inconsistência foi a marca registrada da França no ano passado. Conseguiu proezas memoráveis: perdeu para a Itália no Six Nations, perdeu para Tonga no mundial e, ao mesmo tempo, não conquistou o título mundial por muito pouco. Na final contra os All Blacks, sufocou o adversário e poderia perfeitamente ter vencido.
A França de Saint-André pretende viver um período de calma, tranquilidade entre os jogadores e comissão técnica, mas também de mudanças na mentalidade de jogar, um pouco mais solta, buscando reencontrar o estilo francês de passe, apoio, dribles, velocidade e técnica refinada. “O Rugby francês não se resume aos últimos quatro anos. É importante honrar os mais de 100 anos de história”, disse o próprio treinador. Ou seja, consistência é a palavra de ordem de Saint-André. Uma nova era do Rugby francês começa a partir dessa partida.
Na Itália as pressões e objetivos são diferentes. A Federação Italiana, ao longo de sua moderna história, tem dado espaço para muitos estrangeiros em sua seleção. Estratégia que foi positiva, galgando etapas importantes até conseguir chegar e se manter no Six Nations e nas Copas do Mundo. Por outro lado, a falta de identidade e do “modo italiano de jogar rugby” ainda atrapalham a equipe.
Jacques Brunel é um treinador que busca o rugby total. Seu diagnóstico sobre como a Itália deve jogar tem dois aspectos fundamentais. Primeiro, o jogador italiano tem que acreditar mais no seu potencial. Depois, é apostar na velocidade, no passe e no apoio com utilização de sua linha durante as partidas.
Atingir esses objetivos demanda tempo. São mudanças radicais de ordem comportamental e que podem fazer surgir uma nova Itália, com um padrão de jogo também ofensivo. Desafio interessante para esse brilhante treinador.
O prognóstico para a partida não pode ser diferente. A França jogando contra a Itália, em qualquer lugar do mundo, é a favorita. Jogando em Paris ainda mais. Aliás, a França é uma das grandes favoritas ao título da competição.
FICHA TÉCNICA:
Local: Stade de France/ Paris
Arbitro : Nigel Owens
FRANÇA:
15 Maxime Medard, 14 Vincent Clerc, 13 Aurelien Rougerie, 12 Wesley Fofana, 11 Julien Malzieu, 10 François Trinh-Duc, 9 Dimitri Yachvili, 8 Louis Picamoles, 7 Julien Bonnaire, 6 Thierry Dusautoir (capitão ), 5 Lionel Nallet, 4 Pascal Pape, 3 Nicolas Mas, 2 William Servat, 1 Vincent Debaty.
Reservas: 16 Dimitri Szarzewski, 17 Jean-Baptiste Poux, 18 Yoann Maestri, 19 Imanol Harinordoquy, 20 Morgan Parra, 21 Lionel Beauxis, 22 Maxime Mermoz. Treinador: Phillipe Saint-André
ITÁLIA: 15 Andrea Masi, 14 Giovanbattista Venditti, 13 Tommaso Benvenuti, 12 Alberto Sgarbi, 11 Luke McLean, 10 Kristopher Burton, 9 Edoardo Gori, 8 Sergio Parisse (capitão) 7 Robert Barbieri, 6 Alessandro Zanni, 5 Quintin Geldenhuys, 4 Cornelius van Zyl, 3 Martin Castrogiovanni, 2 Leonardo Ghiraldini, 1 Andrea Lo Cicero.
Reservas: 16 Tommaso D'Apice, 17 Lorenzo Cittadini, 18 Marco Bortolami, 19 Simone Favaro, 20 Fabio Semenzato, 21 Tobias Botes, 22 Gonzalo Canale. Treinador: Jacques Brunel
Sobre o Six Nations - Iniciado em 1883, o Six Nations era intitulado Home-Nations e disputado apenas por Inglaterra, Irlanda, Escócia e País de Gales. Em 1910 adquiriu o nome de Five Nations com a entrada da França na competição. Entre 1914 e 1918 e entre 1939 e 1945 não foi disputado em virtude das duas grandes guerras mundiais. O modelo atual do Six Nations data de 2000, com a entrada da Itália.
O RBS Six Nations continua sendo considerado como um dos principais balizadores de como estão algumas das principais seleções do mundo, pois, se hipoteticamente incluíssemos as nações que hoje disputam o Four Nations (Nova Zelândia, África do Sul, Austrália e Argentina), teríamos os principais protagonistas das Copas do Mundo.
Por ser jogado em apenas cinco rodadas de turno único, num período de aproximadamente 50 dias, a competição é extremamente difícil e desgastante. Quem recebe o adversário em um ano, jogará na casa do adversário no ano seguinte.
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