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- 11Aug
Uma pitada de ironia no Tri-Nations
por Rouget Maia, blogueiro do ESPN.com.br
Antes do inicio do 3N a África do Sul estava em alta. Para mim iria levar o bi-campeonato, eram favas contadas. Afinal, ano passado essa equipe apresentou uma poderosa defesa, muita inteligência e competência no jogo de chutes que permitia a recuperação da posse da bola, e assim, contra-ataques mortais. Esses predicados valeram a menção de “melhor geração da história dos Springboks” por Ian McGeechan, o lendário ex-treinador dos British Lions que sofreu muito em 2009 contra esses mesmos sul africanos.
A desclassificação do 3N com quatro derrotas consecutivas causou mal estar nos Campeões Mundiais. Um dos motivos é simples e direto, 90% dos jogadores e muito do padrão de jogo apresentado por África do Sul, Nova Zelândia e Austrália nesse 3N serão vistos na Copa do Mundo do ano que vem. Nada de muito animador para os boks.
Uma visão compartilhada por muitos da imprensa propõe a seguinte teoria: os Springboks não souberam evoluir no jogo no mesmo nível que Austrália e Nova Zelândia.
Aqui entra a ironia.
Em novembro do ano passado na Conferência da SANZAR, as equipes do Super 14 de África do Sul, Austrália e Nova Zelândia foram orientadas segundo as novas interpretações de aspectos específicos do jogo de rúgbi e os times que não se adaptassem acabariam penalizados de forma rigorosa.
Os objetivos da SANZAR eram, dar dinâmica para a partida e impedir que equipes e jogadores retardassem o jogo, principalmente defendendo os rucks e seus entornos. Mais particularmente ainda, possibilitar que o time em ataque possa reativar as fases com velocidade.
Dezessete árbitros dos três países que compõe a SANZAR apitaram 99 jogos do Super 14. O Crusaders, seguidos do Hurricanes, clubes da Nova Zelândia, foram as equipe que mais cometeram pênaltis no Super 14 desse ano, 90 no total, 75 deles em defesa, impedindo as bolas rápidas.
Conclui-se que em teoria não se adaptaram as novas interpretações das regras da SANZAR tão bem quanto Bulls e Stormers, as duas equipes sul africanas que disputaram a final do Super 14.
Aí eu pergunto: Como é que a seleção sul africana, recheada de jogadores que foram tão bem no Super 14, pôde ir tão mal no 3N? E o contrario, com os All Blacks, porque?
Talvez porque nenhum dos dezessete árbitros da SANZAR trabalharam nas partidas do 3N, como era obviamente esperado.
Então pode ser que a relação entre diferente interpretações da regra e suas adaptações foram mais “benéficas” para os All Blacks que aplicaram dois sacodes nos Springboks e mais dois nos Wallabies?
Para australianos e sul africanos mais do que diferentes interpretações, os All Blacks estão infringindo as regras e fazendo anti-jogo. Vejam o vídeo abaixo produzido pelo blog australiano www.greenandgoldrugby.com e tirem as suas conclusões.
Enfim, as duas equipes verde e amarelas da SANZAR reclamam das arbitragens no 3N. Os Wallabies mais comedidos ainda reconhecem a superioridade atual dos All Blacks. Já os sul africanos estão pegando pesado, acusam de má fé o arbitro Alan Roland que apitou a partida da segunda rodada entre as duas equipes e ainda postam na primeira página do site oficial http://www.sarugby.com/news/News/article/sid=14037.html uma matéria intitulada: Como os All Blacks roubam.
A desclassificação do 3N com quatro derrotas consecutivas causou mal estar nos Campeões Mundiais. Um dos motivos é simples e direto, 90% dos jogadores e muito do padrão de jogo apresentado por África do Sul, Nova Zelândia e Austrália nesse 3N serão vistos na Copa do Mundo do ano que vem. Nada de muito animador para os boks.
Uma visão compartilhada por muitos da imprensa propõe a seguinte teoria: os Springboks não souberam evoluir no jogo no mesmo nível que Austrália e Nova Zelândia.
Aqui entra a ironia.
Em novembro do ano passado na Conferência da SANZAR, as equipes do Super 14 de África do Sul, Austrália e Nova Zelândia foram orientadas segundo as novas interpretações de aspectos específicos do jogo de rúgbi e os times que não se adaptassem acabariam penalizados de forma rigorosa.
Os objetivos da SANZAR eram, dar dinâmica para a partida e impedir que equipes e jogadores retardassem o jogo, principalmente defendendo os rucks e seus entornos. Mais particularmente ainda, possibilitar que o time em ataque possa reativar as fases com velocidade.
Dezessete árbitros dos três países que compõe a SANZAR apitaram 99 jogos do Super 14. O Crusaders, seguidos do Hurricanes, clubes da Nova Zelândia, foram as equipe que mais cometeram pênaltis no Super 14 desse ano, 90 no total, 75 deles em defesa, impedindo as bolas rápidas.
Conclui-se que em teoria não se adaptaram as novas interpretações das regras da SANZAR tão bem quanto Bulls e Stormers, as duas equipes sul africanas que disputaram a final do Super 14.
Aí eu pergunto: Como é que a seleção sul africana, recheada de jogadores que foram tão bem no Super 14, pôde ir tão mal no 3N? E o contrario, com os All Blacks, porque?
Talvez porque nenhum dos dezessete árbitros da SANZAR trabalharam nas partidas do 3N, como era obviamente esperado.
Então pode ser que a relação entre diferente interpretações da regra e suas adaptações foram mais “benéficas” para os All Blacks que aplicaram dois sacodes nos Springboks e mais dois nos Wallabies?
Para australianos e sul africanos mais do que diferentes interpretações, os All Blacks estão infringindo as regras e fazendo anti-jogo. Vejam o vídeo abaixo produzido pelo blog australiano www.greenandgoldrugby.com e tirem as suas conclusões.
Enfim, as duas equipes verde e amarelas da SANZAR reclamam das arbitragens no 3N. Os Wallabies mais comedidos ainda reconhecem a superioridade atual dos All Blacks. Já os sul africanos estão pegando pesado, acusam de má fé o arbitro Alan Roland que apitou a partida da segunda rodada entre as duas equipes e ainda postam na primeira página do site oficial http://www.sarugby.com/news/News/article/sid=14037.html uma matéria intitulada: Como os All Blacks roubam.
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