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Na TV

West Ham x Millwall, às 10h25, na ESPN
  • 15h27
  • 22Jul

Arco-íris acinzentado

por Felipe Peretti e Levi Guimarães, especial para a revista ESPN

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Imagina se o Corinthians fosse o único time grande em São Paulo, contando com 80% dos torcedores de futebol no estado. E que o mesmo acontecesse com o Flamengo no Rio de Janeiro. Mais que isso. Imagine se o clássico entre as duas equipes re--unisse em campo pelo menos 15 jogadores da Seleção Brasileira. Em termos esportivos, é esse o significado que o confronto entre os Bulls, de Pretória, e os Stormers, da Cidade do Cabo, tem para o rúgbi sul-africano. As duas equipes são as maiores da África do Sul em torcida e títulos, estão entre as melhores do planeta e formam a base dos Springboks, seleção nacional e atual campeã mundial.

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No mais recente duelo, na Cidade do Cabo, pela última rodada do Super 14 (a “Libertadores do rúgbi”, com times da África do Sul, Nova Zelândia e Austrália) antes do ma--ta-mata, os 50 mil ingressos se esgotaram com um mês de antecedência. O jogo em si rola em clima de paz. Os ônibus dos torcedores do Bulls estacionam ao lado dos carros dos fãs dos Stormers sem nenhum problema. As duas massas dividem as ruas estreitas que dão acesso ao estádio. Antes de entrar, tempo para comprar uma bandeira, um boné ou uma camiseta do seu time favorito. A mesma barraca vende produtos dos dois times. Enquanto isso, torcedores disputam as barraquinhas dos lanches de boerwos, linguiça escura tradicional da cultura dos brancos sul-africanos.

Não há divisão de torcidas. Famílias de torcedores do Bulls sentadas ao lado de famílias de torcedores do Stormers, cada uma vestida com as cores do seu time. Os primeiros pontos do time da casa são bastante comemorados, mas nada de provocar o rival. O troco vem na sequência e os visitantes vibram em pé, sem medo de agressões. O enredo é o mesmo até o final do jogo, mas a vitória é do time da casa.

Fim de jogo e a polícia só tem o trabalho de organizar a saída dos torcedores pelos portões. Isso sem precisar usar cassetetes e palavras de baixo calão. O azul-escuro do Stormers se mistura com o azul-claro do Bulls na multidão que vai embora. Três torcedores do time de Pretória seguem a pé por outro caminho e dão de cara com um ponto de ônibus lotado de rivais. Um corredor se abre à espera da passagem deles. Quando se aproximam, começam as provocações. Nada de soco ou pontapés. O único dedo levantado é de um dos torcedores do Bulls para mostrar que, mesmo com a derrota, sua equipe ainda é a primeira na tabela.

Nem sempre os grandes clássicos sul-africanos são assim. Em 2001, uma mistura de desorganização, superlotação e tumulto no Ellis Park deixou 47 mortos em um Orlando Pirates x Kaizer Chiefs, maior encontro do futebol local.

O contraste entre os dois duelos mostra as desigualdades que ainda existem na África do Sul. Vin-te anos depois da libertação de Nelson Mandela, episódio que desencadeou os últimos acontecimentos necessários para o final das quatro décadas de apartheid, avanços foram alcançados em muitas áreas. Mesmo enfrentando obstáculos, a democracia se estabeleceu. O racismo institucionalizado foi cortado pela raiz e, aos poucos, a maioria negra da população vai ganhando mais espaço na economia. Mas o fato é que o país-sede da primeira Copa do Mundo na África ainda tem um longo e árduo caminho até diminuir o abismo social causado pelos anos de segregação racial.

As diferenças entre rúgbi e futebol têm relação direta com isso. O que pode ser visto nas arquibancadas e na composição das equipes. Há algumas décadas, a separação étnica era aguda. Hoje, já há abertura para alguma mistura. O atual elenco das seleções locais de rúgbi (Springboks) e críquete (Proteas) ainda tem maioria branca, mas Bryan Habana, melhor jogador de rúgbi do mundo em 2007, é coloured (como são classificados mestiços e indianos). No futebol, a lista dos 30 jogadores convocados por Carlos Alberto Parreira para defender os Bafana Bafana (como é conhecida a seleção de futebol) na Copa contava com quatro atletas brancos e três coloureds.

E aí uma pergunta se faz necessária, embora não pareça existir uma resposta exata: qual é o esporte mais importante da África do Sul? O futebol é o preferido pelos negros, 80% dos 50 milhões de habitantes do país. No entanto, os menos de 10% de brancos ainda dominam a economia, fazendo que seus esportes tenham desproporcional atenção da mídia e de patrocinadores.

Apreciado, teoricamente, por uma parcela menor da população, o rúgbi tem mais estrutura, torneios mais organizados e, por consequência, é responsável pelos maiores públicos – não raramente atrai 40 mil ou até 50 mil torcedores para partidas que não sejam decisivas. Pelo menos três clubes sul-africanos (Bulls, Stormers e Sharks, de Durban) têm condições de enfrentar de igual para igual as melhores equipes do mundo. Os Springboks também figuram entre os favoritos de qualquer torneio. E os jogos da modalidade dominam a grade de programação nos canais de esportes da TV fechada.

Enquanto isso, no futebol, poucos jogos atraem grandes multidões. Na temporada 2008-09 da Premiership, o Campeonato Sul-Africano, a média de público foi de 7,5 mil pessoas. Apenas o clássico entre Chiefs e Pirates é capaz de reunir multidões em jogos não decisivos. Internacionalmente, os times do país também não fazem sucesso: na Liga dos Campeões da África, por exemplo, o Orlando Pirates foi eliminado logo na rodada preliminar pelo Gaborone United, de Botsuana, e o Super-Sport United caiu nas oitavas de final diante do Heartland, da Nigéria.

Ao reassumir o comando da seleção em novembro de 2009, substituindo Joel Santana, Parreira afirmou que um dos problemas do futebol sul-africano é que a Premier Soccer League (liga que organiza a primeira divisão) permite que cada time jogue com até cinco estrangeiros. Com isso, os jogadores locais têm de dividir espaço com atletas de outros países, como Zimbábue, Namíbia e Suazilândia, o que para o treinador brasileiro “não aporta em nada tecnicamente e freia o desenvolvimento do jogador local”.

Esse provavelmente é um dos motivos que explicam por que os anfitriões da Copa chegam ao torneio ocupando o 90º lugar no ranking da Fifa – entre as 32 seleções classificadas para o Mundial, estão à frente apenas da Coreia do Norte. E também porque o futebol local não tem o mesmo destaque na mídia que o rúgbi ou o críquete. Os jogos do campeonato nacional, claro, são veiculados. Mas dividem atenções com outros esportes e as principais competições europeias, incluindo ligas nacionais da Inglaterra, Itália e Espanha e a Liga dos Campeões. Divisão que se reflete nas ruas, onde camisas de times como Manchester United, Chelsea e Liverpool disputam popularidade com os maiores clubes locais e superam de longe os médios e pequenos.

Se existem contradições entre os esportes mais populares na África do Sul, também não são poucas as semelhanças entre eles. Uma das que mais chamam a atenção é a idolatria dada aos capitães dos times, independentemente de eles serem ou não os jogadores de melhor desempenho. Entre os ex-jogadores, dois conquistaram seu lugar na história ao proporcionar exatamente o que Nelson Mandela desejava para os primeiros anos de seu governo: conquistas que dessem um sentimento de união ao país.

O mais famoso deles – especialmente depois de ter sido interpretado por Matt Damom no filme Invictus – é François Pienaar, líder dos Springboks campeões da Copa do Mundo de Rúgbi de 1995, sediada na própria África do Sul. O outro é Neil Tovey, que em 1996 ergueu, também dentro de casa, o troféu de campeão da Copa Africana de Nações, título mais importante da história do país no futebol.

Atualmente, dois outros capitães já começam a ter o status de lendas do esporte sul-africano. John Smit, atual líder dos Springboks, bateu o recorde de jogos como capitão da equipe, já que ocupa a posição desde 2003 e, nesse período, só deixou de participar de 13 partidas. Ele levou a equipe ao bicampeonato mundial em 2007 e é o primeiro nome que vem à mente dos fãs de rúgbi, mesmo tendo Bryan Habana como companheiro. O outro “mito” é Graeme Smith, o capitão dos Proteas. Ele não tem uma coleção extensa de títulos e coleciona polêmicas fora de campo, mas compensa com grandes atuações dentro dele.

Smit e Smith têm, respectivamente, 32 e 29 anos, o que significa que ainda devem demorar algumas temporadas para se aposentar. Mas as biografias dos dois – Captain in the Cauldron, sobre John Smit, e A Captain’s Diary, de Graeme Smith – estão entre os livros de mais destaque nas livrarias do país. Sinal de que a imortalidade já se aproxima de ambos, pelo menos no tratamento dos torcedores.

Com a Copa de 2010, um novo nome pode se incluir nessa lista. Aos 29 anos, Aaron Mokoena será a voz de Parreira dentro de campo. Ele já é o recordista de atuações pelos Bafana Bafana (99 vezes) e um exemplo do processo de unificação étnica do país. O zagueiro do Portsmouth foi criado em Boipatong, violenta região de Joanesburgo. Em 1992, correu o boato de que o Inkatha Freedom Party, hoje o quarto maior partido na Assembleia sul-africana, pretendia matar todos os meninos da comunidade. O então grupo guerrilheiro matou 46 pessoas no que ficou conhecido como Massacre de Boipatong. Mokoena escapou porque sua mãe, Maria, lhe colocou um vestido da irmã. Sobre a tragédia, o zagueiro lembra do dia seguinte, “andava para a escola e todas as pessoas voltavam no sentido contrário chorando”.

Como ocorre na maior parte dos países, os esportes coletivos são os mais populares da África do Sul. As modalidades individuais, porém, também têm espaço entre os sul-africanos. Provas de Fórmula 1, por exemplo, foram disputadas no país. De 1960 a 1966 no circuito Prince George, em East London, e de 1967 a 1993 no autódromo de Kyalami, em Joanesburgo. Em East London, uma das principais cidades sul-africanas entre as que não vão receber jogos da Copa, nasceu Jody Scheckter, único africano campeão da categoria (levou o título em 1979 a bordo de uma Ferrari).

Ao longo de todo o território sul-africano também existem campos de golfe em abundância, um deles localizado dentro do Parque Nacional do Kruger, destino mais procurado para a realização de safáris. Trata-se do Leopard Creek Country Club, considerado o 91º melhor campo do mundo. Líder do PGA Tour, Ernie Els nasceu no país.

Mas se o assunto é esporte individual, o destaque fica mesmo para as corridas de rua e provas ciclísticas realizadas nas duas principais cidades litorâneas. Na Cidade do Cabo, acontecem a Two Oceans Marathon, com 56 km e cerca de 8 mil corredores; a Cape Argus Cycle Tour, com trajeto de 109 km e participação de mais de 30 mil ciclistas (em 2010, Lance Armstrong foi o maior nome na prova, apesar de terminar apenas em nono); e a Cape Epic, corrida de mountain bike disputada por 600 duplas durante oito dias e que tem um trajeto diferente a cada ano. Já em Durban acontece a Comrades Marathon, autodeclarada mais antiga e maior ultramaratona do planeta, com 90 km.

O próprio fato de eventos elitistas como a Fórmula 1 e o golfe estarem dividindo espaço com modalidades mais democráticas, como o pedestrianismo, mostra a nova face da África do Sul. Ainda há desigualdade, e o esporte que não é abraçado pela elite sofre com desorganização e até tragédias. Mas a Copa do Mundo está aí para acelerar o processo de mudança, contribuindo ainda mais no lento processo de reconciliação do povo sul-africano e no fortalecimento da Nação Arco-Íris sonhada por Nelson Mandela.

Nosso roteiro

A Copa do Mundo faz o futebol sul-africano ter atenção especial, mas uma experiência esportiva completa no país precisa ter um toque de rúgbi e críquete, que, aos poucos, deixam de ser exclusivos para brancos

Para torcer

NEWLANDS
Cidade do Cabo. Trem: estação Newlands

O tranquilo e rico bairro no sul da Cidade do Cabo é onde estão localizadas duas importantes arenas esportivas. Uma delas é o tradicional estádio de rúgbi Newlands, casa do Stormers/Western Province, com capacidade para 50 mil pessoas. A outra é o Newlands Cricket Ground, considerado um dos palcos de críquete mais bonitos do mundo, cercado pela Montanha da Mesa e pelo Devil’s Peak.

ESTÁDIO ELLIS PARK

Joanesburgo. 2.028, esquina da Currey com Staib Street, Doornfontein

Famoso por ter sido o palco onde o capitão dos Springboks, François Pienaar, recebeu a taça de campeão mundial de 1995 das mãos do então presidente Nelson Mandela, o local sediou a conquista brasileira na Copa das Confederações do ano passado. No Mundial de futebol, receberá sete partidas, incluindo a estreia brasileira diante da Coreia do Norte. www.ellispark.co.za

ESTÁDIO SEISA RAMABODU

Bloemfontein. Botshabelo township

Localizada no bairro de Botshabelo, criado pelo governo do apartheid para abrigar os negros de Bloemfontein, a arena é símbolo do futebol sul-africano. Reformada para a Copa do Mundo e com capacidade para 20 mil torcedores, será utilizada como campo de treino durante a competição.

KINGS PARK SPORTING PRECINCT

Walter Gilbert Road - Stamford Hill - Durban

É o maior centro esportivo do país e está em Durban. Abriga o estádio de rúgbi do Sharks, o centro aquático que recebe uma das etapas do Mundial de natação, além de infraestrutura para a prática do atletismo, golfe, canoagem, arco e flecha e ciclismo. A última construção foi o moderno estádio Moses Mabhida, onde acontecerão sete partidas da Copa do Mundo de futebol. Em 2020, o complexo é a aposta da cidade para a Olimpíada.

Para curtir

SA RUGBY MUSEUM

Ao lado do estádio Newlands

Pequeno no tamanho, mas grande na importância. O museu da história do rúgbi na África do Sul não é só um lugar para amantes do esporte. Aqueles que não conhecem as regras têm a oportunidade de acompanhar a evolução do jogo e dos materiais utilizados na confecção de bolas e chuteiras. www.sarugby.net

EASTWOODS

Pretória. 391, Eastwoods Street, Arcadia

Comida, bebida e ambiente muito bons para acompanhar o jogo sem estar no estádio. Fica em Pretória, em frente ao estádio Loftus Versfeld, e é ponto de encontro dos torcedores do Bulls, atual campeão sul-africano de rúgbi.

STONES

Vários endereços

Sem rumo à noite? Esta rede de bares, com unidades nas principais cidades do país, conta com dezenas de mesas de bilhar e algumas de pebolim (conhecido em algumas regiões do Brasil como totó). Destino certo para quem quer paquerar, beber, dançar ou apenas assistir a um jogo.

Para ler

Dois livros são fundamentais para entender a cultura local e o desenvolvimento do esporte. Conquistando o Inimigo, de John Carlin, conta um pouco da história do apartheid e ajuda a entender a representatividade de Nelson Mandela e do rúgbi para o país. Mais que Apenas um Jogo, de Chuck Korr e Marvin Close, narra a importância do futebol praticado na Ilha Robben, prisão símbolo do regime segregacionista. Os principais jornais do país são o Cape Argus, da Cidade do Cabo, e o Sowetan, de Joanesburgo, ambos em inglês. O primeiro tem cerca de 400 mil leitores diários e o segundo, 1,54 milhão. Aos domingos, a melhor opção é o caderno de esportes do semanal Sunday Times, com seus 500 mil exemplares vendidos. Entre as revistas, destaque para a Sports Illustrated, com assuntos de todas as modalidades, e a Kickoff, principal título sobre futebol local.

Para comprar

TOTAL SPORTS

Vários endereços

Rede de lojas esportivas presente na maioria dos shoppings centers espalhados pelo país. Vale a pena visitar a do Canal Walk, na Cidade do Cabo, para encontrar uma maior variedade de produtos.

SPORTSMANS WAREHOUSE

Vários endereços

Onde você encontra tudo de qualquer esporte. Atrai pelo tamanho de suas lojas e pela quantidade de equipamentos para rúgbi, críquete, futebol, atletismo, artes marciais e esportes radicais, entre outros. www.sportsmanswarehouse.co.za

Copa 2010 - Onde a bola vai rolar

ELLIS PARK

Cidade Joanesburgo
Capacidade 61.639
Inauguração 1982
Principais jogos Brasil x Coreia do Norte, Argentina x Nigéria e uma quarta de final

SOCCER CITY

Cidade Joanesburgo
Capacidade 88.460
Inauguração 1987*
Principais jogos África do Sul x México, Brasil x Costa do Marfim e a final

PETER MOKABA

Cidade Polokwane
Capacidade 45.264
Inauguração 2010
Principais jogos França x México e Grécia x Argentina

GREEN POINT

Cidade Cidade do Cabo
Capacidade 66.005
Inauguração 2009
Principais jogos Uruguai x França, uma quarta de final e uma semifinal

FREE STATE

Cidade Bloemfontein
Capacidade 45.958
Inauguração 1952
Principais jogos África do Sul x França e uma oitava de final

NELSON MANDELA BAY

Cidade Port Elizabeth
Capacidade 46.082
Inauguração 2009
Principais jogos Costa do Marfim x Portugal, Alemanha x Sérvia e uma quarta de final

LOFTUS VERSFELD

Cidade Pretória
Capacidade 49.365
Inauguração 1906*
Principais jogos África do Sul x Uruguai, Chile x Espanha e uma oitava de final

MBOMBELA

Cidade Nelspruit
Capacidade 43.589
Inauguração 2009

Principais jogos Itália x Nova Zelândia e Coreia do Norte x Costa do Marfim

ROYAL BAFOKENG

Cidade Rustenburg
Capacidade 44.530
Inauguração 1999
Principais jogos Inglaterra x Estados Unidos, México x Uruguai e uma oitava de final

MOSES MABHIDA

Cidade Durban
Capacidade 69.957
Inauguração 2009
Principais jogos Espanha x Suíça, Brasil x Portugal e uma semifinal

Mês a mês

JANEIRO

J&B Met, uma das principais provas do turfe local (em Kenilworth)

FEVEREIRO

South African Tennis Open, torneio 250 do circuito ATP (em Joanesburgo)

Início da Liga dos Campeões da CAF (final em novembro). Em 2010, os representantes sul-africanos foram Supersport United e Orlando Pirates – ambos já eliminados

Início do Super 14, competição entre clubes mais importante do rúgbi no Hemisfério Sul (final em maio)

MARÇO

Cape Argus Pick’n Pay Cycle Tour, a mais longa prova individual cronometrada do ciclismo mundial, com 109 km (na Cidade do Cabo)

ABRIL

Two Oceans, ultramaratona com 56 km

Início da Nedbank Cup, a Copa da África do Sul de futebol (final em maio)

MAIO

Comrades Marathon, a mais antiga e longa (90 km) ultramaratona (em Durban)

JUNHO

Início da Copa do Mundo (em 2010)

JULHO

Final da Copa do Mundo (em 2010)

Billabong Pro, etapa do ASP World Tour (em Jeffreys Bay)

Início da Copa das Três Nações de rúgbi (final em setembro)

AGOSTO

Início da Premiership, o Campeonato Sul-Africano de Futebol (final em maio do ano seguinte)

SETEMBRO

Início do SuperSport Series, campeonato local de críquete (final em março do ano seguinte)

DEZEMBRO

South African Open, principal torneio de golfe do Sunshine Tour (circuito nacional) e válido pelo European Tour (em Paarl)

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