ESPN
- Sugestão da Redação:
- /everaldomarques
- /superbowl
- /pauloantunes
- /nba
- Youtube
- Orkut
Na TV
West Ham x Millwall, às 10h25, na ESPN
Rouget Maia
Vinte e quatro horas depois de conquistarem a Copa do Mundo de rugby pela segunda vez na história e acabarem com um jejum de 24 anos, os All Blacks praticamente não descansaram e deram continuidade à festa desfilando em carro aberto exibindo o troféu da conquista e parando a cidade de Auckland, na Nova Zelândia.
Os jogadores neozelandeses saíram do Eden Park, estádio da final contra a França, no domingo por volta das 2h da madrugada. Às 3h, já estavam em uma festa na cobertura do hotel Heritage.
Josh Kronfeld, um ex-All Black que jogou as Copas do Mundo de 1995 e 1999, comentou que vários jogadores deixaram as festa com o dia raiando. “Nós, kiwis, sabemos festejar”, disse.
A cidade parou para assistir a passagem dos campeões. Segundo a polícia, mais de 10 mil pessoas seguiram os jogadores pelas ruas centrais da cidade. No carro da frente, seguiam Dan Carter, John Afoa e um dos técnicos, Steve Hansen. Logo atrás, em um caminhão, o capitão Richie McCaw era ladeado pelos veteranos Mills Muliaina e Brad Thorn. No último carro, o técnico Graham Henry segurava o troféu.
Alguns jogadores estavam eufóricos. Ali Willians abraçava torcedores e dava autógrafos, Piri Weepu, um jogador normalmente sisudo, fez uma dancinha no estilo “samba de inglês”, e Aaron Cruden ou estava bêbado ou extremamente feliz.
Segundo a União de Rugby da Nova Zelândia, os All Balcks farão outro desfile nesta terça-feira (pelo horário local) em Christchurch, cidade que era uma das sedes do Mundial, mas que acabou ficando de fora após ter sido acometida por um terremoto. E mais uma na quarta-feira, desta vez em em Wellington.
Depois, os atletas encaminharam-se para a Vector Arena e participaram do IRB Awards 2011, evento que premia os melhores do esporte no ano. Abocanharam o troféu de melhor seleção da temporada, enquanto que o de melhor jogador ficou com o francês vice-campeão do mundo Thierry Dusatoir, que só não fez chover na decisão diante da Nova Zelândia. Ainda assim, não foi o suficiente para dar o primeiro título ao país que defende.
Na “Faz Zone” de Queen’s Warf, a música e a venda de comida e bebida parou por volta das 3h da madrugada, mas muitas pessoas ficaram nas ruas até o amanhecer desta segunda. A festa que se estendeu pelo noite toda de domingo ainda vai durar mais 48 horas.
E isso só prova uma teoria que desenvolvi vivendo esses quase dois meses de Copa do Mundo aqui na Nova Zelãndia: os kiwis nunca se cansam de beber e de festejar. Outro detalhe impressionante sobre os neozelandeses é que eles nunca sentem frio.
Na gelada noite de Auckland, muitos deles estavam comemorando o título vestindo somente bermudas e camisas de rugby, as mulheres estavam de shorts e camisetas. Chinelos e sandálias eram comuns, e as mulheres mais bem arrumadas que começaram a noite com vestidos curtos e salto alto, estavam descalças – os termômetros marcavam 12 graus e ventava bastante.
Os jogadores neozelandeses saíram do Eden Park, estádio da final contra a França, no domingo por volta das 2h da madrugada. Às 3h, já estavam em uma festa na cobertura do hotel Heritage.
Josh Kronfeld, um ex-All Black que jogou as Copas do Mundo de 1995 e 1999, comentou que vários jogadores deixaram as festa com o dia raiando. “Nós, kiwis, sabemos festejar”, disse.
![]()
Clique no player e veja a comemoração!
Às 14h30 desta segunda, 23h30 do domingo no horário de Brasília, começou um desfile em carro aberto no centro de Auckland com praticamente todos os campeões do mundo presentes, para delírio de milhares de fãs que lotaram as ruas seguindo o cortejo. A cidade parou para assistir a passagem dos campeões. Segundo a polícia, mais de 10 mil pessoas seguiram os jogadores pelas ruas centrais da cidade. No carro da frente, seguiam Dan Carter, John Afoa e um dos técnicos, Steve Hansen. Logo atrás, em um caminhão, o capitão Richie McCaw era ladeado pelos veteranos Mills Muliaina e Brad Thorn. No último carro, o técnico Graham Henry segurava o troféu.
Alguns jogadores estavam eufóricos. Ali Willians abraçava torcedores e dava autógrafos, Piri Weepu, um jogador normalmente sisudo, fez uma dancinha no estilo “samba de inglês”, e Aaron Cruden ou estava bêbado ou extremamente feliz.
Segundo a União de Rugby da Nova Zelândia, os All Balcks farão outro desfile nesta terça-feira (pelo horário local) em Christchurch, cidade que era uma das sedes do Mundial, mas que acabou ficando de fora após ter sido acometida por um terremoto. E mais uma na quarta-feira, desta vez em em Wellington.
Depois, os atletas encaminharam-se para a Vector Arena e participaram do IRB Awards 2011, evento que premia os melhores do esporte no ano. Abocanharam o troféu de melhor seleção da temporada, enquanto que o de melhor jogador ficou com o francês vice-campeão do mundo Thierry Dusatoir, que só não fez chover na decisão diante da Nova Zelândia. Ainda assim, não foi o suficiente para dar o primeiro título ao país que defende.
Na “Faz Zone” de Queen’s Warf, a música e a venda de comida e bebida parou por volta das 3h da madrugada, mas muitas pessoas ficaram nas ruas até o amanhecer desta segunda. A festa que se estendeu pelo noite toda de domingo ainda vai durar mais 48 horas.
E isso só prova uma teoria que desenvolvi vivendo esses quase dois meses de Copa do Mundo aqui na Nova Zelãndia: os kiwis nunca se cansam de beber e de festejar. Outro detalhe impressionante sobre os neozelandeses é que eles nunca sentem frio.
Na gelada noite de Auckland, muitos deles estavam comemorando o título vestindo somente bermudas e camisas de rugby, as mulheres estavam de shorts e camisetas. Chinelos e sandálias eram comuns, e as mulheres mais bem arrumadas que começaram a noite com vestidos curtos e salto alto, estavam descalças – os termômetros marcavam 12 graus e ventava bastante.
- 18h42
- 23Oct
Quando Richie McCaw entrou na coletiva de imprensa com a medalha de ouro no peito e a Taça Webb Ellis na mão, os aplausos começaram. Ele parou por um segundo para colocar a troféu de campeão do mundo na bancada e olhou para as dezenas de jornalistas e fotógrafos que lotavam a sala, seu sorriso era a imagem do alivio.
McCaw estava plácido, um homem consciente da enorme conquista que havia acabado de concretizar, seus conterrâneos festejavam como loucos fora do estádio e ele sorria como um Buda.
Suas respostas foram verdadeiras porque não importava que a França tivesse jogado melhor no segundo tempo, não importava que o pênalti marcado pelo árbitro no final da partida quando os franceses quase conseguiram um contra ataque teve uma interpretação duvidosa, ninguém iria questionar a partida verdadeiramente. Richie McCaw sabia que ele e os outros All Blacks haviam cumprido para Nova Zelândia, e de certa forma para o mundo, a única tarefa que importava: Ser campeão do mundo.
No país onde mais 45% das pessoas acham que a Copa do Mundo de Rugby é mais importante do que as eleições que se avizinham, não existe opção, os All Blacks tinham que ser campeões e mais nada importava.
Um fardo duro para esse time que está trabalhando junto há oito anos e sobreviveu ao fracasso de 2007. A carga que esse capitão dos All Blacks carregou nos últimos quatro anos, desde a derrota para mesma seleção francesa nas quartas de final do Mundial de 2007 até a vitória de ontem foi algo desumano.
A questão maior dessa Copa do Mundo para os All Blacks foi cumprir o que era esperado. Foi um trabalho de 8 anos sobre a pressão de uma história de 24 anos de fracasso que tiraram das costas. O técnico Graham Henry falava com os jornalistas com a mão encostada no troféu, como se isso garantisse que tudo era verdade e que aquele título havia sido conquistado realmente.
“Eu não ia continuar depois do Mundial de 2007, declarou Henry, “mas os jogadores queriam o mesmo técnico e foi por isso que eu fiquei. Nós colocamos muita pressão nos jogadores naquele mundial, eu tinha que continuar porque era isso que eu esperava dos jogadores.”
McCaw disse que a vitória “mostra que tipo de homens são os All Blacks.”
“Não foi uma partida perfeita, mas nós tivemos a coragem e o desejo de vencer. Os jogadores fizeram muito para chegar até aqui e nós não deixaríamos a vitória escapar. Na semana passada [contra Austrália] nós jogamos tudo o que sabemos e hoje [o trabalho] foi suportar a pressão. Eu tiro meu chapéu para o time.” completou o McCaw.
Caminhei atrás dele por alguns instantes enquanto ele andava pelos corredores internos do Estádio Eden Park, os seguranças e voluntários da Copa do Mundo gritavam seu nome e aplaudiam quando ele passava, Richie McCaw mancava um pouco mas andava com leveza.

McCaw estava plácido, um homem consciente da enorme conquista que havia acabado de concretizar, seus conterrâneos festejavam como loucos fora do estádio e ele sorria como um Buda.
Suas respostas foram verdadeiras porque não importava que a França tivesse jogado melhor no segundo tempo, não importava que o pênalti marcado pelo árbitro no final da partida quando os franceses quase conseguiram um contra ataque teve uma interpretação duvidosa, ninguém iria questionar a partida verdadeiramente. Richie McCaw sabia que ele e os outros All Blacks haviam cumprido para Nova Zelândia, e de certa forma para o mundo, a única tarefa que importava: Ser campeão do mundo.
No país onde mais 45% das pessoas acham que a Copa do Mundo de Rugby é mais importante do que as eleições que se avizinham, não existe opção, os All Blacks tinham que ser campeões e mais nada importava.
Um fardo duro para esse time que está trabalhando junto há oito anos e sobreviveu ao fracasso de 2007. A carga que esse capitão dos All Blacks carregou nos últimos quatro anos, desde a derrota para mesma seleção francesa nas quartas de final do Mundial de 2007 até a vitória de ontem foi algo desumano.
A questão maior dessa Copa do Mundo para os All Blacks foi cumprir o que era esperado. Foi um trabalho de 8 anos sobre a pressão de uma história de 24 anos de fracasso que tiraram das costas. O técnico Graham Henry falava com os jornalistas com a mão encostada no troféu, como se isso garantisse que tudo era verdade e que aquele título havia sido conquistado realmente.
“Eu não ia continuar depois do Mundial de 2007, declarou Henry, “mas os jogadores queriam o mesmo técnico e foi por isso que eu fiquei. Nós colocamos muita pressão nos jogadores naquele mundial, eu tinha que continuar porque era isso que eu esperava dos jogadores.”
McCaw disse que a vitória “mostra que tipo de homens são os All Blacks.”
“Não foi uma partida perfeita, mas nós tivemos a coragem e o desejo de vencer. Os jogadores fizeram muito para chegar até aqui e nós não deixaríamos a vitória escapar. Na semana passada [contra Austrália] nós jogamos tudo o que sabemos e hoje [o trabalho] foi suportar a pressão. Eu tiro meu chapéu para o time.” completou o McCaw.
Caminhei atrás dele por alguns instantes enquanto ele andava pelos corredores internos do Estádio Eden Park, os seguranças e voluntários da Copa do Mundo gritavam seu nome e aplaudiam quando ele passava, Richie McCaw mancava um pouco mas andava com leveza.
- 04h54
- 23Oct
Hoje é dia da final de Copa do Mundo de Rugby, Nova Zelândia e França entrarão em campo, no lendário estádio Eden Park, em algumas horas, para decidir quem será o próximo campeão mundial.
A principal “Fan Zone” da Copa do Mundo fica próxima do porto de Auckland - Queen’s Warf - e estava completamente lotada de na manhã de hoje. O fluxo de pessoas era tão grande que em determinado momento a segurança do local vetou a entrada de mais torcedores.
E não é só incentivo para equipe, a confiança na vitória também é grande entre os neozelandeses. Alguns já estão “comemorando como se fosse 1987”, uma referência ao único título mundial da Nova Zelândia, escrita em camisetas vendidas na rua.
A campanha inconstante da França comparada com a bela campanha da Nova Zelândia e, principalmente, a vitória contra Austrália na semifinal, considerada por muitos como a verdadeira final desse Mundial, é o principal motivo dessa comemoração antecipada.
Quando o árbitro da final, Craig Joubert, apitar o final da partida essa onda negra vai explodir, para bem ou para mal.
A principal “Fan Zone” da Copa do Mundo fica próxima do porto de Auckland - Queen’s Warf - e estava completamente lotada de na manhã de hoje. O fluxo de pessoas era tão grande que em determinado momento a segurança do local vetou a entrada de mais torcedores.
Torcedores proibidos de entrar na Fan Zone
Crédito da imagem: Rouget Maia
Os bairros mais afastados da cidade estão vazios, literalmente os neozelandeses estão se juntando para festejar. Segundo a Secretaria de Turismo de Auckland, ao meio dia 60 mil pessoas estavam se divertindo com os shows e eventos organizados em Queen’s Warf. Crédito da imagem: Rouget Maia
Neoelandeses reunidos em Queen's Warf
Crédito da imagem: Rouget Maia
A grande maioria dos torcedores veste com a camisa dos All Blacks ou simplesmente com o corpo pintado de preto. Andando em grupos eles cantam músicas de rugby e como um mantra gritam,”All Blacks, All Blacks, All Blacks”. Como uma onda negra, avançam por todos os lados da cidade. A citação que a Nova Zelândia virou um estádio de quatro milhões de pessoas é mais verdadeira do que nunca.Crédito da imagem: Rouget Maia
E não é só incentivo para equipe, a confiança na vitória também é grande entre os neozelandeses. Alguns já estão “comemorando como se fosse 1987”, uma referência ao único título mundial da Nova Zelândia, escrita em camisetas vendidas na rua.
Torcedor segura uma cópia da Taça Webb Ellis, ao fundo um multdão caminha pela cidade
Crédito da imagem: Rouget Maia
Diferente dos dias anteriores, o medo de um novo fracasso numa Copa do Mundo desapareceu. Hoje, todos tem certeza da vitória, a cidade está se preparando para enlouquecer e festejar. Crédito da imagem: Rouget Maia
A campanha inconstante da França comparada com a bela campanha da Nova Zelândia e, principalmente, a vitória contra Austrália na semifinal, considerada por muitos como a verdadeira final desse Mundial, é o principal motivo dessa comemoração antecipada.
Quando o árbitro da final, Craig Joubert, apitar o final da partida essa onda negra vai explodir, para bem ou para mal.
- 09h54
- 20Oct
O desafio que a França tem pela frente é enorme: vencer a melhor seleção dessa Copa do Mundo que joga em casa com o apoio da torcida. Os All Blacks aprenderam com os erros e estão focados na conquista do título.
Mas se a seleção francesa está final da Copa do Mundo de Rugby, podem ter certeza de uma coisa, não é por acaso. E nenhum desafio é insuperável para uma verdadeira equipe de rugby.
A formação de uma equipe de rugby é muito diferente, não adianta comparar com o futebol ou outros esportes com bola.
Digo isso, porque o rugby é um esporte que envolve acima de tudo, lealdade, não só com o adversário, mas muito mais com seu companheiro. Um time de rugby continua existindo dentro do coração de cada um dos jogadores que fizeram parte dele. Um time de rugby dura uma vida inteira.
Um clube de rugby é uma entidade catártica que transcende ligações familiares, de raça e de credo.
No rugby, o contato é muito pesado e muitas vezes o jogador se expõe contando com seu companheiro ou pelo seu companheiro. Se expõe par conquistar uma vitória que é de todos. Por isso, um jogador de rugby é antes de mais nada um doador, um jogador de rugby é uma pessoa cheia de irmãos que sabe que o jogo só acaba quando o juiz apita o final dos 80 minutos da partida.
Mais que isso, um jogador de rugby sabe que o jogo já começou nos treinos da semana anterior.
A final da Copa do Mundo já começou e a França tem pela frente a seleção que apresentou o melhor padrão de jogo e o ataque mais forte. Mais que tudo isso, apresentou o melhor preparo físico e um sistema defensivo eficiente e agressivo. Pode parecer antagônico, mas é assim que os All Blacks defendem, eles atacam a bola até conseguirem ficar com ela.
Quem nunca jogou rugby acha que a França já perdeu essa partida. Eu não acho, acho que os All Blacks são favoritos, ponto.
A França não perdeu essa partida, só se ela acreditar que já perdeu Mas duvido que os franceses caiam nesse tipo de non sense. Além do profissionalismo, está a vivencia de cada um dos 30 jogadores que formam o plantel da equipe. Cada minuto de jogo desde a infância até hoje, diz para cada jogador que a partida de rugby está lá para ser respeitada. A partida está lá para vencida.
A final da Copa do Mundo não será vencida pela melhor equipe, será vencida pela time que se superar.
Os All Blacks precisam superar essa estranha mistura do favoritismo de ser a melhor equipe com o medo de perder mais uma vez uma Copa do Mundo, precisam superar a pressão.
A França precisa superar uma deficiência técnica e tática em relação ao adversário mais forte, precisa superar a falta de credibilidade da equipe, precisa superar a condição de bando par tornarem-se um time.
E eles deram o primeiro passo nessa direção depois da derrota para Tonga. Quando os jogadores se reuniram e decidiram ser um time de rugby a claudicante França que pareceu fraca contra Tonga, venceu a Inglaterra de forma incontestável. Venceu como uma equipe de rugby, superou seus defeitos, superou as intrigas, as fofocas e as diferenças.
Na final dessa Copa do Mundo de Rugby vai vencer a lealdade, vai vencer a camaradagem, vai vencer a história. Isso é o rugby. Não importa quem seja o campeão.
Quero dedicar esse post para meu amigo Eduardo Guedes Pinto, jogador do Pasteur Athletic Club. Eterno primeira linha, jogador de rugby no melhor sentido da palavra. Um dos adversários de jogo mais querido, um amigo que vivia me incentivando para correr mais, tacklear mais, para ser sempre mais jogador de rugby.
Guedão, meus pensamentos estão com você que sabe tudo o que significa superação.
Mas se a seleção francesa está final da Copa do Mundo de Rugby, podem ter certeza de uma coisa, não é por acaso. E nenhum desafio é insuperável para uma verdadeira equipe de rugby.
A formação de uma equipe de rugby é muito diferente, não adianta comparar com o futebol ou outros esportes com bola.
Digo isso, porque o rugby é um esporte que envolve acima de tudo, lealdade, não só com o adversário, mas muito mais com seu companheiro. Um time de rugby continua existindo dentro do coração de cada um dos jogadores que fizeram parte dele. Um time de rugby dura uma vida inteira.
Um clube de rugby é uma entidade catártica que transcende ligações familiares, de raça e de credo.
No rugby, o contato é muito pesado e muitas vezes o jogador se expõe contando com seu companheiro ou pelo seu companheiro. Se expõe par conquistar uma vitória que é de todos. Por isso, um jogador de rugby é antes de mais nada um doador, um jogador de rugby é uma pessoa cheia de irmãos que sabe que o jogo só acaba quando o juiz apita o final dos 80 minutos da partida.
Mais que isso, um jogador de rugby sabe que o jogo já começou nos treinos da semana anterior.
A final da Copa do Mundo já começou e a França tem pela frente a seleção que apresentou o melhor padrão de jogo e o ataque mais forte. Mais que tudo isso, apresentou o melhor preparo físico e um sistema defensivo eficiente e agressivo. Pode parecer antagônico, mas é assim que os All Blacks defendem, eles atacam a bola até conseguirem ficar com ela.
Quem nunca jogou rugby acha que a França já perdeu essa partida. Eu não acho, acho que os All Blacks são favoritos, ponto.
A França não perdeu essa partida, só se ela acreditar que já perdeu Mas duvido que os franceses caiam nesse tipo de non sense. Além do profissionalismo, está a vivencia de cada um dos 30 jogadores que formam o plantel da equipe. Cada minuto de jogo desde a infância até hoje, diz para cada jogador que a partida de rugby está lá para ser respeitada. A partida está lá para vencida.
A final da Copa do Mundo não será vencida pela melhor equipe, será vencida pela time que se superar.
Os All Blacks precisam superar essa estranha mistura do favoritismo de ser a melhor equipe com o medo de perder mais uma vez uma Copa do Mundo, precisam superar a pressão.
A França precisa superar uma deficiência técnica e tática em relação ao adversário mais forte, precisa superar a falta de credibilidade da equipe, precisa superar a condição de bando par tornarem-se um time.
E eles deram o primeiro passo nessa direção depois da derrota para Tonga. Quando os jogadores se reuniram e decidiram ser um time de rugby a claudicante França que pareceu fraca contra Tonga, venceu a Inglaterra de forma incontestável. Venceu como uma equipe de rugby, superou seus defeitos, superou as intrigas, as fofocas e as diferenças.
Na final dessa Copa do Mundo de Rugby vai vencer a lealdade, vai vencer a camaradagem, vai vencer a história. Isso é o rugby. Não importa quem seja o campeão.
Quero dedicar esse post para meu amigo Eduardo Guedes Pinto, jogador do Pasteur Athletic Club. Eterno primeira linha, jogador de rugby no melhor sentido da palavra. Um dos adversários de jogo mais querido, um amigo que vivia me incentivando para correr mais, tacklear mais, para ser sempre mais jogador de rugby.
Guedão, meus pensamentos estão com você que sabe tudo o que significa superação.
A impressionante vitória sobre a Austrália na semifinal colocou os All Blacks na condição de favoritos para conquista do título mundial. A França, além de ter feito uma campanha com mais momentos ruins do que bons, na partida semifinal contra Gales, apesar da vitória, não fez uma boa apresentação.
Por conta desse favoritismo, a prefeitura de Auckland já está planejando o desfile pela vitória na Copa do Mundo de Rugby. Um desfile em carro aberto na quarta ou quinta-feira da semana que vem.
Mas nem todos os neozelandeses estão embarcando nessa onda, durante a conferência de imprensa realizada pela prefeitura de Auckland hoje no centro da cidade, um repórter da TVNZ lembrou que antes da eliminação para França nas quartas de final em 2007 essa mesma movimentação também foi organizada pela prefeitura de Auckland. O porta-voz da prefeitura não quis comentar essa lembrança ruim.
Auckland pretende realizar o desfile no meio na semana que vem, e ideia parece que já está mexendo com o psicológico da nação. Parece que os kiwis esqueceram um pouco de algumas desastrosa partidas contra França no passado.
O New Zealand Herald também escreve no seu editorial de hoje que em 1999 a prefeitura de Auckland discutia quem iria pagar a conta das comemorações quando os franceses eliminaram a Nova Zelândia nas quartas de final.
Um comentarista da TV Maori, Keith Quinn, resumiu bem a situação, “Estão colocando o carro na frente dos bois. É assim que eu estou me sentindo em relação à Nova Zelândia nesse Mundial. Só quero todos se lembrem do sentimento nos jogos de 1999 e 2007 contra França. Ninguém acreditava que eles [All Blacks] poderiam perder. Esse excesso de confiança pode afetar qualquer um. Excesso de confiança entra dentro de nós, mexe com o psicológico, da nação e dos All Blacks.”
Depois da vitória sobre a Austrália or 20 a 6, os fãs festejaram pelas ruas de Auckland e uma rádio chamada NewstalkZB tocou a música do Queen “We are the Champions” durante toda noite.
É feriado nacional na segunda-feira (um dia depois da final) aqui na Nova Zelândia, Dia do Trabalho. A União de Rugby da Nova Zelândia não comenta o assunto, mas aqui todos já sabem que está preparada uma festa com os jogadores na principal praça do centro da cidade de Auckland.
Parece que tudo mudou, os neozelandeses que antes só se preocupavam e morriam de medo da “uruca” que sempre rondou os All Blacks, parecem que já passaram dessa fase, quando alguém fala do tabu em Mundiais eles já estão tampando o ouvido e cantando “Lá, lá, lá, lá” – para muitos deles os All Balcks já venceram o jogo mais difícil e a Copa já está papo.
Alguém aí já avisou a França?
Por conta desse favoritismo, a prefeitura de Auckland já está planejando o desfile pela vitória na Copa do Mundo de Rugby. Um desfile em carro aberto na quarta ou quinta-feira da semana que vem.
Mas nem todos os neozelandeses estão embarcando nessa onda, durante a conferência de imprensa realizada pela prefeitura de Auckland hoje no centro da cidade, um repórter da TVNZ lembrou que antes da eliminação para França nas quartas de final em 2007 essa mesma movimentação também foi organizada pela prefeitura de Auckland. O porta-voz da prefeitura não quis comentar essa lembrança ruim.
Auckland pretende realizar o desfile no meio na semana que vem, e ideia parece que já está mexendo com o psicológico da nação. Parece que os kiwis esqueceram um pouco de algumas desastrosa partidas contra França no passado.
O New Zealand Herald também escreve no seu editorial de hoje que em 1999 a prefeitura de Auckland discutia quem iria pagar a conta das comemorações quando os franceses eliminaram a Nova Zelândia nas quartas de final.
Um comentarista da TV Maori, Keith Quinn, resumiu bem a situação, “Estão colocando o carro na frente dos bois. É assim que eu estou me sentindo em relação à Nova Zelândia nesse Mundial. Só quero todos se lembrem do sentimento nos jogos de 1999 e 2007 contra França. Ninguém acreditava que eles [All Blacks] poderiam perder. Esse excesso de confiança pode afetar qualquer um. Excesso de confiança entra dentro de nós, mexe com o psicológico, da nação e dos All Blacks.”
Depois da vitória sobre a Austrália or 20 a 6, os fãs festejaram pelas ruas de Auckland e uma rádio chamada NewstalkZB tocou a música do Queen “We are the Champions” durante toda noite.
É feriado nacional na segunda-feira (um dia depois da final) aqui na Nova Zelândia, Dia do Trabalho. A União de Rugby da Nova Zelândia não comenta o assunto, mas aqui todos já sabem que está preparada uma festa com os jogadores na principal praça do centro da cidade de Auckland.
Parece que tudo mudou, os neozelandeses que antes só se preocupavam e morriam de medo da “uruca” que sempre rondou os All Blacks, parecem que já passaram dessa fase, quando alguém fala do tabu em Mundiais eles já estão tampando o ouvido e cantando “Lá, lá, lá, lá” – para muitos deles os All Balcks já venceram o jogo mais difícil e a Copa já está papo.
Alguém aí já avisou a França?
EU querial ser uma mosca na parede do escritório de François Fillon, primeiro ministro francês? O primeiro ministro é um rugbier, um torcedor fanático. Ele é casado com Penelope, uma galesa mais fanática por rugby que ele.
E não é só o Primeiro Ministro que está vivenciando o rugby como nunca em terras francesas. A França inteira está ligada no jogo de hoje. Com sua seleção mostrando altos e baixos, a população simplesmente está seguindo o rugby como se fosse uma novela. Os franceses só estão esperando o próximo capitulo.
A campanha francesa foi marcada por uma primeira fase com apresentações ruins, com o treinador Marc Lievremont usando a imprensa para reclamar dos jogadores. Um clima terrível entre jogadores, treinador e imprensa.
Em alguns momentos temeu-se que algo parecido com o que ocorreu com a seleção de futebol da França, na Copa do Mundo da África do Sul no ano passado, estivesse se repetindo com a seleção de rugby.
Mas tudo foi esquecido, literalmente esquecido por torcedores e imprensa depois que a França venceu seu velho inimigo nas quartas de final, a Inglaterra. Para os franceses, essa vitória teve quase a mesma importância que o título e essa foi a história de um novo capitulo.
O resultado desse cortejo de notícias cheias de emoção, envolvendo altos e baixos, é quase um conto sobre como brigas de desunião sendo superadas pela honra e coragem.
O título do jornal Le Parisien no dia seguinte da vitória sobre a Inglaterra foi “A história de um renascimento”.
A partida entre Inglaterra e França foi vista por 8 millhões de telespectadores, isso com o jogo passando às 09:00 da manhã.
Um site da Copa do Mundo lançado pela rede de televisão TF1 teve 775 mil visitas e 210 mil pessoas assitiram a partida on line. Hoje em dia, na França, os jogadores são reconhecidos mesmo por quem não é fã de rugby.
O Bayonne, um dos grandes clubes de rugby da França, está oferecendo ingressos pela metade do preço na partida contra Montpellier, mas só para os torcedeores que chegarem com o bigode igual ao que Lievremont começou a usar durante o Mundial.
Se os franceses vencerem hoje será uma confirmação do crescimento do esporte no país. Antes visto como primo pobre do futebol, com poucos torcedores e sem expressão nacional.
O país está acompanhando a campanha francesa como uma novela, esperando que hoje não seja dia de último capitulo.
E não é só o Primeiro Ministro que está vivenciando o rugby como nunca em terras francesas. A França inteira está ligada no jogo de hoje. Com sua seleção mostrando altos e baixos, a população simplesmente está seguindo o rugby como se fosse uma novela. Os franceses só estão esperando o próximo capitulo.
A campanha francesa foi marcada por uma primeira fase com apresentações ruins, com o treinador Marc Lievremont usando a imprensa para reclamar dos jogadores. Um clima terrível entre jogadores, treinador e imprensa.
Em alguns momentos temeu-se que algo parecido com o que ocorreu com a seleção de futebol da França, na Copa do Mundo da África do Sul no ano passado, estivesse se repetindo com a seleção de rugby.
Mas tudo foi esquecido, literalmente esquecido por torcedores e imprensa depois que a França venceu seu velho inimigo nas quartas de final, a Inglaterra. Para os franceses, essa vitória teve quase a mesma importância que o título e essa foi a história de um novo capitulo.
O resultado desse cortejo de notícias cheias de emoção, envolvendo altos e baixos, é quase um conto sobre como brigas de desunião sendo superadas pela honra e coragem.
O título do jornal Le Parisien no dia seguinte da vitória sobre a Inglaterra foi “A história de um renascimento”.
A partida entre Inglaterra e França foi vista por 8 millhões de telespectadores, isso com o jogo passando às 09:00 da manhã.
Um site da Copa do Mundo lançado pela rede de televisão TF1 teve 775 mil visitas e 210 mil pessoas assitiram a partida on line. Hoje em dia, na França, os jogadores são reconhecidos mesmo por quem não é fã de rugby.
O Bayonne, um dos grandes clubes de rugby da França, está oferecendo ingressos pela metade do preço na partida contra Montpellier, mas só para os torcedeores que chegarem com o bigode igual ao que Lievremont começou a usar durante o Mundial.
Se os franceses vencerem hoje será uma confirmação do crescimento do esporte no país. Antes visto como primo pobre do futebol, com poucos torcedores e sem expressão nacional.
O país está acompanhando a campanha francesa como uma novela, esperando que hoje não seja dia de último capitulo.
O maior leilão de memorábilia dos All Blacks será realizado hoje, em Auckland, é uma oportunidade sem precedentes para os colecionadores, alguns dos itens que serão vendidos tem valor inestimável para os fãs.
“A galeria Art + Object normalmente lida com peças de arte moderna, mas fez um trabalho de pesquisa e curadoria enorme e traz itens da história dos All Blacks e do rugby neozelandês de 1884 até os dias de hoje”, contou o diretor Hamish Coney.
O item mais antigo é um raríssimo boné de 1884, da primeira seleção neozelandesa que viajou para Austrália e venceu todos os oito jogos.
Aclamado como o item mais raro de memorábilia All Black já oferecido para venda, o boné tem valor estimado entre 7 mil e 10 mil dólares neozelandeses, algo em torno de 10 mil e 14 mil reais.
Segundo Coney, o boné vem atraindo muito interesse porque, “O boné representa o marco zero para o rugby neozelandês e vem da nossa primeira seleção realmente representativa. A lenda dos All Blacks começa aqui.”
Outros itens raros, como fotos autografadas pelas equipes de 1905 conhecida como “All Black Originals”, de 1924 “Os Invencíveis” e da primeira equipe que viajou para África do Sul em 1928, também fazem parte da coleção.
A camisa usada pela lenda do rugby Sean Fitzpatrick, na final do Mundial de 1987, a única vencida pelos All Balcks, também será leiloada.
Existe também alguns itens que agradarão os adversário, como por exemplo, o programa da partida entre Inglaterra vs All Blacks de 1936. Onde o estreante, Príncipe Alexander Obolensky, marcou dois tries e ajudou a garantir a primeira vitória inglesa sobre uma seleção neozelandesa (13 a 0).
[Obolensky foi um grande jogador de rugby da sua época, chamado somente de “O Principe” pelos fãs, ele era verdadeiramente um príncipe russo da dinastia Rurik]
O leilão começa às 2:30 da madrugada dessa quinta-feira, a Galeria Art + Object fica na 3 Abbey Street, Newton, Auckland e lances podem ser dados via e-mail.
Para isso, envie uma mensagem para Hamish Coney, hamish@artandobject.co.nz, E peça o catalogo do leilão (também pode ser obtido em PDF pelo endereço: http://www.artandobject.co.nz/files/Content/Pdf/2011/09/29/16,40,15,AO_Cat_48_Rugby.pdf)
Indique quais peças você tem interesse, a galeria vai manter um canal on line assim que a peça entrar no púlpito. Não esqueça de enviar seus dados, e-mail e telefone de contato.
Boa sorte!
“A galeria Art + Object normalmente lida com peças de arte moderna, mas fez um trabalho de pesquisa e curadoria enorme e traz itens da história dos All Blacks e do rugby neozelandês de 1884 até os dias de hoje”, contou o diretor Hamish Coney.
O item mais antigo é um raríssimo boné de 1884, da primeira seleção neozelandesa que viajou para Austrália e venceu todos os oito jogos.
Esse boné da primeira gira dos All Blacks pode ser seu
Crédito da imagem: Art + Object
Crédito da imagem: Art + Object
Aclamado como o item mais raro de memorábilia All Black já oferecido para venda, o boné tem valor estimado entre 7 mil e 10 mil dólares neozelandeses, algo em torno de 10 mil e 14 mil reais.
Segundo Coney, o boné vem atraindo muito interesse porque, “O boné representa o marco zero para o rugby neozelandês e vem da nossa primeira seleção realmente representativa. A lenda dos All Blacks começa aqui.”
Outros itens raros, como fotos autografadas pelas equipes de 1905 conhecida como “All Black Originals”, de 1924 “Os Invencíveis” e da primeira equipe que viajou para África do Sul em 1928, também fazem parte da coleção.
A camisa usada pela lenda do rugby Sean Fitzpatrick, na final do Mundial de 1987, a única vencida pelos All Balcks, também será leiloada.
Existe também alguns itens que agradarão os adversário, como por exemplo, o programa da partida entre Inglaterra vs All Blacks de 1936. Onde o estreante, Príncipe Alexander Obolensky, marcou dois tries e ajudou a garantir a primeira vitória inglesa sobre uma seleção neozelandesa (13 a 0).
[Obolensky foi um grande jogador de rugby da sua época, chamado somente de “O Principe” pelos fãs, ele era verdadeiramente um príncipe russo da dinastia Rurik]
O leilão começa às 2:30 da madrugada dessa quinta-feira, a Galeria Art + Object fica na 3 Abbey Street, Newton, Auckland e lances podem ser dados via e-mail.
Para isso, envie uma mensagem para Hamish Coney, hamish@artandobject.co.nz, E peça o catalogo do leilão (também pode ser obtido em PDF pelo endereço: http://www.artandobject.co.nz/files/Content/Pdf/2011/09/29/16,40,15,AO_Cat_48_Rugby.pdf)
Indique quais peças você tem interesse, a galeria vai manter um canal on line assim que a peça entrar no púlpito. Não esqueça de enviar seus dados, e-mail e telefone de contato.
Boa sorte!
Os All Blacks são uma instituição da Nova Zelândia, uma instituição que de várias formas representa a integração da cultura europeia com a cultura Maori. Uma das características mais marcantes é a forma como a hereditariedade é entendida: uma vez All Black, um jogador sempre será um All Black.
A passagem pela seleção da Nova Zelândia cria entre os jogadores uma ligação tão forte que transcende o esporte. Na terça, os All Blacks receberam a visita de alguns antigos All Blacks, as lendas vivas que venceram o Mundial de 1987, o primeiro deles, aliás. Os campeões são verdadeiro heróis para o povo neozelandês.
Muitos conselhos e histórias foram ouvidos. Por exemplo, o atual treinador do Canadá, o ex-All Black Kieran Crowley, um dos full backs mais agressivos de sua geração, com 19 jogos pela seleção da Nova Zelândia e inacreditáveis 105 pontos, disse de forma humilde.
"Nós sabemos o que eles [jogadores] estão passando, mas eles possuem todos os conselhos possíveis dos seus treinadores... Eles não estariam onde estão se contassem com os conselhos de velhos companheiros como nós", disse, em tom mais que humilde.
Crowley ainda acrescentou que o Mundial de 1987 não parece em nada com o grande show dos dias de hoje e que a tarefa dos atuais All Blacks é gigantesca. "Não existia 20 anos de falhas pesando sobre nossos ombros", disse. "Nós tivemos um pouco de sorte porque aquele [Mundial] foi o primeiro", seguiu.
Para o capitão de 1987, David Kirk, o único All Black que levantou a taça Webb Ellis, os jogadores de hoje estão muito bem treinados e possuem um grande líder em Richie McCaw. “Mas não existe propósito em dizer que eles merecem ganhar. Porque você não tem aquilo que merece na vida, você tem o que você é bom o suficiente para conquistar", colocou.
Segundo Kirk, em 1987 todos os jogadores estavam de volta ao trabalho na segunda-feira depois da conquista da Copa do Mundo.
É claro que ainda existe uma semifinal, eu não quero antecipar nada, e a Austrália talvez possua mais predicados para ir para a final que os donos da casa, mas se os All Blacks de hoje conquistarem a Copa do Mundo no domingo, dia 23, diferentemente de 1987, nem os jogadores nem os torcedores voltarão realmente ao trabalho na segunda-feira.
A passagem pela seleção da Nova Zelândia cria entre os jogadores uma ligação tão forte que transcende o esporte. Na terça, os All Blacks receberam a visita de alguns antigos All Blacks, as lendas vivas que venceram o Mundial de 1987, o primeiro deles, aliás. Os campeões são verdadeiro heróis para o povo neozelandês.
Muitos conselhos e histórias foram ouvidos. Por exemplo, o atual treinador do Canadá, o ex-All Black Kieran Crowley, um dos full backs mais agressivos de sua geração, com 19 jogos pela seleção da Nova Zelândia e inacreditáveis 105 pontos, disse de forma humilde.
"Nós sabemos o que eles [jogadores] estão passando, mas eles possuem todos os conselhos possíveis dos seus treinadores... Eles não estariam onde estão se contassem com os conselhos de velhos companheiros como nós", disse, em tom mais que humilde.
Crowley ainda acrescentou que o Mundial de 1987 não parece em nada com o grande show dos dias de hoje e que a tarefa dos atuais All Blacks é gigantesca. "Não existia 20 anos de falhas pesando sobre nossos ombros", disse. "Nós tivemos um pouco de sorte porque aquele [Mundial] foi o primeiro", seguiu.
Para o capitão de 1987, David Kirk, o único All Black que levantou a taça Webb Ellis, os jogadores de hoje estão muito bem treinados e possuem um grande líder em Richie McCaw. “Mas não existe propósito em dizer que eles merecem ganhar. Porque você não tem aquilo que merece na vida, você tem o que você é bom o suficiente para conquistar", colocou.
Segundo Kirk, em 1987 todos os jogadores estavam de volta ao trabalho na segunda-feira depois da conquista da Copa do Mundo.
É claro que ainda existe uma semifinal, eu não quero antecipar nada, e a Austrália talvez possua mais predicados para ir para a final que os donos da casa, mas se os All Blacks de hoje conquistarem a Copa do Mundo no domingo, dia 23, diferentemente de 1987, nem os jogadores nem os torcedores voltarão realmente ao trabalho na segunda-feira.
Estreia da Argentina contra Inglaterra na Copa do Mundo de rugby. Courtney Lawes, segunda linha inglês, entra de forma criminosa com o joelho na cabeça do hooker da Argentina (muitos acham que não foi proposital, mas eu estava pertinho do lance, e aquele joelho não precisava estar ali).
A pancada teria derrubado um touro, mas não Mario Ledesma Aroncero. Ele se levantou e continuou jogando. Um cara durão.
Ledesma é um primeira linha na essência da palavra, não sorri, não reclama. É sólido como aço e não se entrega nunca. Aprendeu os caminhos do campo com a experiência e a sabedoria de quem é mestre na sua posição. Aos 38 anos, ainda é um dos hookers mais consistentes do rugby mundial.
Com 84 jogos com a camisa da seleção argentina, Ledesma encerrou sua carreira internacional como jogador na partida de domingo contra os All Blacks. Agora vai desfilar sua técnica apurada na arte de dirigir o scrum fixo como técnico dos fowards do Stade Française.
Ele não é o jogador que mais vezes vestiu a camisa dos Pumas, Lisandro Arbizu e Rolando Martin jogaram 86 vezes. Ele também não tem a vida mais longeva, já que o lendário Hugo Porta esteve com os Pumas por 19 anos. Mas entre todos, Ledesma teve as maiores conquistas dentro de campo e é reconhecido internacionalmente como um dos melhores da sua geração.
Mario Ledesma Aroncero é um jogador de rugby, no campo, no estilo, na força, na filosofia. Ele mereceu como ninguém sair de campo aplaudido de pé por todos os presentes no estádio mais emblemático do país que mais ama o rugby. Eden Park parou para homenagear esse titã.
A pancada teria derrubado um touro, mas não Mario Ledesma Aroncero. Ele se levantou e continuou jogando. Um cara durão.
Ledesma é um primeira linha na essência da palavra, não sorri, não reclama. É sólido como aço e não se entrega nunca. Aprendeu os caminhos do campo com a experiência e a sabedoria de quem é mestre na sua posição. Aos 38 anos, ainda é um dos hookers mais consistentes do rugby mundial.
Com 84 jogos com a camisa da seleção argentina, Ledesma encerrou sua carreira internacional como jogador na partida de domingo contra os All Blacks. Agora vai desfilar sua técnica apurada na arte de dirigir o scrum fixo como técnico dos fowards do Stade Française.

Argentino Mario Ledesma durante entrevista coletiva na Nova Zelândia
Crédito da imagem: Reuters
Sua primeira partida com a camisa azul e branca dos Pumas foi no dia 18 de setembro de 1996, contra o Uruguai; seu primeiro Mundial foi em 1999. Facilmente esse portenho estaria com muito mais do que 100 jogos nas costas se a Argentina tivesse mais espaço no cenário internacional.Crédito da imagem: Reuters
Ele não é o jogador que mais vezes vestiu a camisa dos Pumas, Lisandro Arbizu e Rolando Martin jogaram 86 vezes. Ele também não tem a vida mais longeva, já que o lendário Hugo Porta esteve com os Pumas por 19 anos. Mas entre todos, Ledesma teve as maiores conquistas dentro de campo e é reconhecido internacionalmente como um dos melhores da sua geração.
Mario Ledesma Aroncero é um jogador de rugby, no campo, no estilo, na força, na filosofia. Ele mereceu como ninguém sair de campo aplaudido de pé por todos os presentes no estádio mais emblemático do país que mais ama o rugby. Eden Park parou para homenagear esse titã.
![]()
Veja o momento em que Ledesma, muito emocionado, foi substituído no 2º tempo do jogo contra a Nova Zelândia, na madrugada de sábado!
Um detalhe curioso chamou a minha atenção para as semifinais do Mundial de 2011. Os semifinalistas são os mesmos do Mundial de 1987, o primeiro da história, também disputado na Nova Zelândia.
É verdade que a ordem dos jogos é diferente. Em 1987, a Austrália enfrentou a França jogando em Sidney, perdeu por 30 a 24 (apesar da Copa ser na Nova Zelândia alguns jogos foram disputados na Austrália), uma das derrotas mais sentidas dos Wallabies na história recente do rugby australiano.
Na outra semifinal, o País de Gales foi massacrado pelos All Blacks que venceram por 49 a 6, marcando oito tries, um recorde. A maior lavada numa partida de semifinal de Copa do Mundo.
Diferente do Mundial de 1987, dessa vez, as semifinais são “caseiras”. No sábado às 5:00 da manhã, França e Gales jogam a primeira semifinal. No mesmo horário, na madrugada de domingo, Nova Zelândia e Austrália disputam a outra semi.
Austrália e Nova Zelândia já jogaram duas vezes esse ano pelo Tri-Nations, uma vitória para cada lado. Essa semifinal de Mundial será, como fala a molecada no Brasil, “a nega”.
Mas, se você quer acreditar que nessa Copa do Mundo a história está se repetindo de alguma forma, talvez você possa mesmo colocar suas fichas na Austrália.
As duas seleções do hemisfério sul mediram forças duas vezes em Mundiais, 1999 e 2003. Como hoje, Nas duas ocasiões os All Blacks eram os favoritos, mas a vitória foi para Austrália sempre.
Além disso, a bicampeã Austrália, parece mais afeita a pressão dos Mundiais, esteve em quatro semifinais, uma a menos que a Nova Zelândia, mas venceu três vezes, disputando três finais de Copa do Mundo.
Já a Nova Zelândia parece que amarela nas fases finais dos Mundiais. Os All Blacks só não estiveram presentes na semifinal no Mundial de 2007, das cinco semis que disputou perdeu três, foram para final duas vezes e só venceram uma, em 1987, jogando em casa.
Mas espere antes de fazer seu palpite. Talvez o fator Nova Zelândia seja o diferencial negativo para quem quiser apostar na Austrália. A única derrota dos Wallabies em semis foi em 1987 e a única derrota numa final, foi no Mundial de 2003, na Austrália.
Jogar em casa, ou na casa do vizinho parece não fazer bem para os australianos.
Na outra semi, se vamos falar de história e números, a vantagem é toda francesa. Mas antes de continuar, outra coincidência: Gales só esteve presente numa partida de semifinal de Copa do Mundo. Em 1987, vocês já sabem aonde.
A França é muito forte em Mundiais, tem quase o mesmo histórico dos All Blacks. Assim como eles, já esteve presente em cinco semifinais, só falharam no Mundial de 1991 e da mesma forma, a França perdeu três vezes e só chegou em duas finais.
Aí está o quase, a diferença. Nem quando o Mundial foi em casa (2007), os franceses venceram, falta um título para o rugby francês que está sempre oscilando entre o céu e o inferno.
Esse ano no Six Nations, os Bleus venceram os galeses jogando em casa. Gales pode conquistar uma revanche em grande estilo se for para sua primeira final de Copa do Mundo empatando essa conta.
Mas se depender da história, não será tarefa fácil. França e Gales nunca enfrentaram-se em Mundiais, mas nos últimos 10 anos já jogaram 11 vezes, a França venceu 9.
Uma “pequena” vantagem no saldo histórico.
É verdade que a ordem dos jogos é diferente. Em 1987, a Austrália enfrentou a França jogando em Sidney, perdeu por 30 a 24 (apesar da Copa ser na Nova Zelândia alguns jogos foram disputados na Austrália), uma das derrotas mais sentidas dos Wallabies na história recente do rugby australiano.
Na outra semifinal, o País de Gales foi massacrado pelos All Blacks que venceram por 49 a 6, marcando oito tries, um recorde. A maior lavada numa partida de semifinal de Copa do Mundo.
Diferente do Mundial de 1987, dessa vez, as semifinais são “caseiras”. No sábado às 5:00 da manhã, França e Gales jogam a primeira semifinal. No mesmo horário, na madrugada de domingo, Nova Zelândia e Austrália disputam a outra semi.
Austrália e Nova Zelândia já jogaram duas vezes esse ano pelo Tri-Nations, uma vitória para cada lado. Essa semifinal de Mundial será, como fala a molecada no Brasil, “a nega”.
Mas, se você quer acreditar que nessa Copa do Mundo a história está se repetindo de alguma forma, talvez você possa mesmo colocar suas fichas na Austrália.
As duas seleções do hemisfério sul mediram forças duas vezes em Mundiais, 1999 e 2003. Como hoje, Nas duas ocasiões os All Blacks eram os favoritos, mas a vitória foi para Austrália sempre.
Além disso, a bicampeã Austrália, parece mais afeita a pressão dos Mundiais, esteve em quatro semifinais, uma a menos que a Nova Zelândia, mas venceu três vezes, disputando três finais de Copa do Mundo.
Já a Nova Zelândia parece que amarela nas fases finais dos Mundiais. Os All Blacks só não estiveram presentes na semifinal no Mundial de 2007, das cinco semis que disputou perdeu três, foram para final duas vezes e só venceram uma, em 1987, jogando em casa.
Mas espere antes de fazer seu palpite. Talvez o fator Nova Zelândia seja o diferencial negativo para quem quiser apostar na Austrália. A única derrota dos Wallabies em semis foi em 1987 e a única derrota numa final, foi no Mundial de 2003, na Austrália.
Jogar em casa, ou na casa do vizinho parece não fazer bem para os australianos.
Na outra semi, se vamos falar de história e números, a vantagem é toda francesa. Mas antes de continuar, outra coincidência: Gales só esteve presente numa partida de semifinal de Copa do Mundo. Em 1987, vocês já sabem aonde.
A França é muito forte em Mundiais, tem quase o mesmo histórico dos All Blacks. Assim como eles, já esteve presente em cinco semifinais, só falharam no Mundial de 1991 e da mesma forma, a França perdeu três vezes e só chegou em duas finais.
Aí está o quase, a diferença. Nem quando o Mundial foi em casa (2007), os franceses venceram, falta um título para o rugby francês que está sempre oscilando entre o céu e o inferno.
Esse ano no Six Nations, os Bleus venceram os galeses jogando em casa. Gales pode conquistar uma revanche em grande estilo se for para sua primeira final de Copa do Mundo empatando essa conta.
Mas se depender da história, não será tarefa fácil. França e Gales nunca enfrentaram-se em Mundiais, mas nos últimos 10 anos já jogaram 11 vezes, a França venceu 9.
Uma “pequena” vantagem no saldo histórico.
Rouget Maia jogou rugby durante 17 anos na 1ª divisão brasileira. Foi campeão brasileiro e paulista, defendeu a seleção brasileira em três Campeonatos Sul-Americanos e na Copa do Mundo de 2003.