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- 15h10
- 10Feb
Treinadores de peso
por Roberto Porto, especial para o ESPN.com.br
Hoje, nesta minha coluna da ESPN Brasil, gostaria de falar de quatro técnicos de futebol que trabalharam no Rio: Mário Jorge Lobo Zagallo, Telê Santana (1931-20065), Cláudio Coutinho (1939-1982) e Valdir Espinosa. Por quê? Porque eles ajudar a modificar o futebol brasileiro, hoje tão diferente de épocas passadas. Tão medíocre e sem emoções.
Zagallo – não preciso me esticar no assunto – introduziu o 4-3-3 nos times que jogou e treinou (inclusive a Seleção Brasileira, sacrificando principalmente o ponteiro-esquerdo, que devia ajudar o meio-campo. Telê Santana, jogador importante do Fluminense, também ajudava o meio de campo. E na Copa do Mundo de 1982, na Espanha, teve a coragem de abolir o ponteiro-direito (que seria Paulo Isidoro), escalando um centroavante fixo (Serginho) e ponteiro-esquerdo que não tinha a obrigação de voltar;
Em compensação, dispunha de um meio-campo difícil de se ver hoje em dia, com Toninho Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico, todos eles com instruções de avançar quando o Brasil fosse ao ataque. A rigor, somente Cerezo ficava mais plantado, protegendo uma zaga simplesmente formada por Leandro, Oscar, Lusinho (Atlético Mineiro) e Júnior. Só o goleiro Valdir Peres não ficava à altura desse time que perdeu o título nos pênaltis.
Cláudio Coutinho – que morreu afogado em Copacabana – foi ainda mais ousado. Criou o que ele chamava de ‘overlapping’, ou seja, o avanço como ponta do lateral-direito, no início Toni Boy, o Toninho do Flamengo. Os dois, Gil, ponteiro-direito e Tony Boy levaram os ingleses à loucura em Wembley (Wembley antigo) e pude testemunhar essa partida, que terminou 1 a 1 (Gil para o Brasil e Keegan para a Inglaterra. Na Copa da Argentina, porém, Toninho caiu de produção e ele teve que utilizar Nelinho do Cruzeiro, mesmo assim autor de um gol espetacular.
Mas o mais ousado de todos – repito que pelo menos no Rio – foi o gaúcho Valdir Espinosa, no Botafogo de 1989. Espinosa escalou apenas dois ponteiros (Maurício e Gustavo) e obrigava o pessoal do meio de campo chegar para as conclusões, como Paulo Criciúma, por exemplo. Estive com Espinosa em General Severiano e ele me disse que fui um dos únicos a perceber seu esquema de jogo (elogio imerecido).
Hoje, confesso, não entendo os esquemas de jogo, com apenas um centroavante e nove jogadores atrás. Não critiquem, pois, esses centroavantes, que atuam isolados contra uma defesa inteira. É injustiça. Os laterais? Bem, esses só sabem levantar bolas na área para a defesa rebater porque o ponta-de-lança está sempre só contra um monte de zagueiros.
Zagallo – não preciso me esticar no assunto – introduziu o 4-3-3 nos times que jogou e treinou (inclusive a Seleção Brasileira, sacrificando principalmente o ponteiro-esquerdo, que devia ajudar o meio-campo. Telê Santana, jogador importante do Fluminense, também ajudava o meio de campo. E na Copa do Mundo de 1982, na Espanha, teve a coragem de abolir o ponteiro-direito (que seria Paulo Isidoro), escalando um centroavante fixo (Serginho) e ponteiro-esquerdo que não tinha a obrigação de voltar;
Em compensação, dispunha de um meio-campo difícil de se ver hoje em dia, com Toninho Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico, todos eles com instruções de avançar quando o Brasil fosse ao ataque. A rigor, somente Cerezo ficava mais plantado, protegendo uma zaga simplesmente formada por Leandro, Oscar, Lusinho (Atlético Mineiro) e Júnior. Só o goleiro Valdir Peres não ficava à altura desse time que perdeu o título nos pênaltis.
Cláudio Coutinho – que morreu afogado em Copacabana – foi ainda mais ousado. Criou o que ele chamava de ‘overlapping’, ou seja, o avanço como ponta do lateral-direito, no início Toni Boy, o Toninho do Flamengo. Os dois, Gil, ponteiro-direito e Tony Boy levaram os ingleses à loucura em Wembley (Wembley antigo) e pude testemunhar essa partida, que terminou 1 a 1 (Gil para o Brasil e Keegan para a Inglaterra. Na Copa da Argentina, porém, Toninho caiu de produção e ele teve que utilizar Nelinho do Cruzeiro, mesmo assim autor de um gol espetacular.
Mas o mais ousado de todos – repito que pelo menos no Rio – foi o gaúcho Valdir Espinosa, no Botafogo de 1989. Espinosa escalou apenas dois ponteiros (Maurício e Gustavo) e obrigava o pessoal do meio de campo chegar para as conclusões, como Paulo Criciúma, por exemplo. Estive com Espinosa em General Severiano e ele me disse que fui um dos únicos a perceber seu esquema de jogo (elogio imerecido).
Hoje, confesso, não entendo os esquemas de jogo, com apenas um centroavante e nove jogadores atrás. Não critiquem, pois, esses centroavantes, que atuam isolados contra uma defesa inteira. É injustiça. Os laterais? Bem, esses só sabem levantar bolas na área para a defesa rebater porque o ponta-de-lança está sempre só contra um monte de zagueiros.
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