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- 08Sep
As obras no Maracanã velho de guerra
por Roberto Porto, especial para o ESPN.com.br
Em minha penúltima coluna para o site da ESPN Brasil, por um lapso de minha parte, esqueci de dizer que as cadeiras, abaixo das arquibancadas do Maracanã, recentemente retiradas, irão dar lugar, quando o estádio estiver pronto em 2012, a mais degraus da velha arquibancada. Isso quer dizer que o gramado, além de ter suas dimensões reduzidas para 105m x 68m (hoje tem 110m x 75m) terá que ser novamente rebaixado, para permitir uma visão pelo menos razoável aos torcedores que ocuparem os primeiros lugares nos novos degraus a serem construídos.
Quando a geral do Maracanã desapareceu, surgindo novas cadeiras – agora retiradas – o gramado já fora rebaixado. Curiosamente, nas obras, foram encontrados diversos objetos, como troféus enferrujados, pratos, colheres e chicotes, porque no terreno onde foi erguido o estádio funcionava o Centro Hípico do Exército, cedido porque a prefeitura do Rio precisava erguer o Maracanã para a Copa do Mundo de 1950. E fica a pergunta: com novo rebaixamento, o que ainda poderá ser descoberto?
Particularmente, minha maior preocupação é em relação à diminuição do gramado, segundo determinações da FIFA. Com o preparo físico de hoje, os jogadores correm muito mais do que no passado, e a redução do campo de 110m x 75m para 105m x 68m irá provocar uma diferença de terríveis 1.110 metros quadrados para manobras dos times. Em poucas e resumidas palavras, as equipes que adotarem retrancas, tipo 4-5-1, irão tornar o futebol enfadonho. Mas se a FIFA quer assim, o que se pode fazer? O Engenhão, aliás, já tem essas novas medidas.
Por fim, já que não brinco em serviço, gostaria de dizer ao leitor Daniel – um dos que comentaram minha citada coluna – que o recorde de público no Maracanã é exatamente o que relatei, ou seja, 183 mil 341 pagantes em 31 de agosto de 1969, na vitória do Brasil por 1 a 0 (gol de Pelé) sobre o Paraguai, nas eliminatórias para a Copa do Mundo do México. Jamais houve jogos com mais público, como 194 mil e 185 mil em jogos entre Flamengo e Fluminense. O jogo que mais se aproxima do recorde é o de 1969, do Fla-Flu de 1963, que terminou zero a zero, com 177 mil pagantes. Gostaria de saber onde o leitor, que tentou me corrigir, encontrou esses números superiores aos de Brasil x Paraguai. Se encontrou, a informação é errada.
É possível que na final do Mundial de 1950 entre Brasil x Uruguai o Maracanã tenha comportado mais de 200 mil pessoas – o povo derrubou muros e pulou catracas e alambrados. Mas o público oficial dessa partida – de triste lembrança para o Brasil – está registrado como de 173 mil 850 pagantes. Gostaria de esclarecer ainda que aceito comentários opostos quando emito opiniões. Mas quando cito números, faço a mais absoluta e fechada questão de esclarecer que tenho uma imensa biblioteca de futebol que consulto antes de escrever. Minha memória é razoável, mas não é de ferro, como costuma dizer nosso companheiro José Inácio Werneck, de Bristol, nos EUA.
Quando a geral do Maracanã desapareceu, surgindo novas cadeiras – agora retiradas – o gramado já fora rebaixado. Curiosamente, nas obras, foram encontrados diversos objetos, como troféus enferrujados, pratos, colheres e chicotes, porque no terreno onde foi erguido o estádio funcionava o Centro Hípico do Exército, cedido porque a prefeitura do Rio precisava erguer o Maracanã para a Copa do Mundo de 1950. E fica a pergunta: com novo rebaixamento, o que ainda poderá ser descoberto?
Particularmente, minha maior preocupação é em relação à diminuição do gramado, segundo determinações da FIFA. Com o preparo físico de hoje, os jogadores correm muito mais do que no passado, e a redução do campo de 110m x 75m para 105m x 68m irá provocar uma diferença de terríveis 1.110 metros quadrados para manobras dos times. Em poucas e resumidas palavras, as equipes que adotarem retrancas, tipo 4-5-1, irão tornar o futebol enfadonho. Mas se a FIFA quer assim, o que se pode fazer? O Engenhão, aliás, já tem essas novas medidas.
Por fim, já que não brinco em serviço, gostaria de dizer ao leitor Daniel – um dos que comentaram minha citada coluna – que o recorde de público no Maracanã é exatamente o que relatei, ou seja, 183 mil 341 pagantes em 31 de agosto de 1969, na vitória do Brasil por 1 a 0 (gol de Pelé) sobre o Paraguai, nas eliminatórias para a Copa do Mundo do México. Jamais houve jogos com mais público, como 194 mil e 185 mil em jogos entre Flamengo e Fluminense. O jogo que mais se aproxima do recorde é o de 1969, do Fla-Flu de 1963, que terminou zero a zero, com 177 mil pagantes. Gostaria de saber onde o leitor, que tentou me corrigir, encontrou esses números superiores aos de Brasil x Paraguai. Se encontrou, a informação é errada.
É possível que na final do Mundial de 1950 entre Brasil x Uruguai o Maracanã tenha comportado mais de 200 mil pessoas – o povo derrubou muros e pulou catracas e alambrados. Mas o público oficial dessa partida – de triste lembrança para o Brasil – está registrado como de 173 mil 850 pagantes. Gostaria de esclarecer ainda que aceito comentários opostos quando emito opiniões. Mas quando cito números, faço a mais absoluta e fechada questão de esclarecer que tenho uma imensa biblioteca de futebol que consulto antes de escrever. Minha memória é razoável, mas não é de ferro, como costuma dizer nosso companheiro José Inácio Werneck, de Bristol, nos EUA.
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Página do Roberto Porto