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Com trilha sonora própria, boliche tem 'bronca' por gritos e torcida que atrapalha
por Thiago Arantes, de Guadalajara (México), para o ESPN.com.br
Depois de quase três horas no Bolerama Tapatío, sede do boliche nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, o som não sai da cabeça. O rolar da bola sobre a pista, o impacto com os pinos que batucam entre si, tudo fica registrado por pelo menos uns 20 minutos após o fim das partidas.
É a trilha sonora de um dos esportes mais praticados do mundo, mas que ainda é um primo pobre na disputa continental.
O barulho que não sai da cabeça é o som predominante na ampla área de competições, composta por 34 das 42 pistas disponível no salão de jogos. Mas não é o único. A torcida - composta na maioria por familiares, outros atletas e integrantes das delegações dos países - também se manifesta.
No Bolerama Tapatío foi construída uma arquibancada com capacidade para 500 pessoas. Nesta segunda-feira, data de início das competições de duplas, não estava lotada. Mas qualquer manifestação mais efusiva era reprimida. Era um mexicano se empolgar com um strike de um atleta do país, e os funcionários já olhavam com cara de reprovação, pediam silêncio.
A alegação dos voluntários e fiscais era de que, ao fazerem barulho, os mexicanos poderiam atrapalhar os atletas de outros países, já que são 34 pistas com jogos simultâneos no Bolerama Tapatío. Mas, segundo o brasileiro Márcio Vieira, um dos integrantes da dupla do país, o problema maior da torcida é para quem joga em casa.
"Sinceramente, acho que jogar em casa, com a torcida, atrapalha. Você não pode pensar em muitas coisas quando vai jogar. E, quando está com todo mundo atrás de você, olhando o que você vai fazer, é mais fácil sentir a pressão e se desconcentrar", explicou o veterano, de 56 anos.
Federer - Por ser uma instalação que não foi construída especificamente para a disputa dos jogos, o local de competição do boliche tem suas limitações de espaço e logística. Para conversar com os jogadores brasileiros após o primeiro dia de jogos, os jornalistas fizeram uma espécie de peregrinação.
Diante de tantas restrições - os jogadores tiveram de interromper as entrevistas duas vezes - Márcio Vieira até brincou. "Nossa, nada pode, parece até que eu sou o Federer". O companheiro de competição Marcelo Suartz entrou na brincadeira e foi irônico. "Parece até que o boliche é esporte olímpico."
É a trilha sonora de um dos esportes mais praticados do mundo, mas que ainda é um primo pobre na disputa continental.
O barulho que não sai da cabeça é o som predominante na ampla área de competições, composta por 34 das 42 pistas disponível no salão de jogos. Mas não é o único. A torcida - composta na maioria por familiares, outros atletas e integrantes das delegações dos países - também se manifesta.
No Bolerama Tapatío foi construída uma arquibancada com capacidade para 500 pessoas. Nesta segunda-feira, data de início das competições de duplas, não estava lotada. Mas qualquer manifestação mais efusiva era reprimida. Era um mexicano se empolgar com um strike de um atleta do país, e os funcionários já olhavam com cara de reprovação, pediam silêncio.
A alegação dos voluntários e fiscais era de que, ao fazerem barulho, os mexicanos poderiam atrapalhar os atletas de outros países, já que são 34 pistas com jogos simultâneos no Bolerama Tapatío. Mas, segundo o brasileiro Márcio Vieira, um dos integrantes da dupla do país, o problema maior da torcida é para quem joga em casa.
"Sinceramente, acho que jogar em casa, com a torcida, atrapalha. Você não pode pensar em muitas coisas quando vai jogar. E, quando está com todo mundo atrás de você, olhando o que você vai fazer, é mais fácil sentir a pressão e se desconcentrar", explicou o veterano, de 56 anos.
Federer - Por ser uma instalação que não foi construída especificamente para a disputa dos jogos, o local de competição do boliche tem suas limitações de espaço e logística. Para conversar com os jogadores brasileiros após o primeiro dia de jogos, os jornalistas fizeram uma espécie de peregrinação.
Diante de tantas restrições - os jogadores tiveram de interromper as entrevistas duas vezes - Márcio Vieira até brincou. "Nossa, nada pode, parece até que eu sou o Federer". O companheiro de competição Marcelo Suartz entrou na brincadeira e foi irônico. "Parece até que o boliche é esporte olímpico."
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