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- 23h22
- 10Oct
México: retratos de uma tragédia
por Lúcio de Castro
É o México. O México rebelde, o México que povoa nossos corações e mentes desde sempre com uma das mais ricas histórias entre tantos países. Do território subtraído pelos Estados Unidos, da Revolução que inspirou o mundo por décadas, dos filmes, da cultura. Hoje tão tristemente mergulhado numa crise que vai transformando o país refém do narcotráfico. O país que, dito por um mexicano, como contamos no texto anterior, inaugurou a frase “tão longe de Deus, tão perto dos Estados Unidos...”.
Rodei o país há alguns anos atrás dessas histórias e realidade nova. Da única forma que entendo esse ofício: com o pé na lama, ouvindo e conversando com todo mundo, sentado no pé-sujo, na estrada, na rua. Como contei da Costa Rica, publiquei essas lembranças desse México num site que era uma brincadeira séria de bons amigos, além de ter entrado a reportagem no DOC “Os Mercadores de Talentos”. Algumas dessas lembranças seguem abaixo. Relendo, voltam todos os personagens, suas dores e tragédias, tão claras ainda em minha mente. Os cheiros, as cores do México, as dores e as delícias, como diria o outro...
FAMINTOS DA AMÉRICA LATINA: UM PROBLEMA PARA O GUARDA DO PRÓXIMO TURNO
O velho relógio parece cansado de guerra, com preguiça de fazer o tempo passar. Preso a parede da rodoviária de Monterrey, no México, tem ponteiros lentos, como se avisassem a impossibilidade de andar mais rápido, talvez pelo calor do ambiente. São três horas da tarde. O guarda parece empurrar com os olhos os tais ponteiros, como quem reza para que mais um quarto de hora se passe. Às 15h15, o ônibus com direção a Nuevo Laredo, na fronteira com o estado americano do Texas, irá partir. Uma rápida conversa com o homem da lei e a curiosa pressa é entendida, ainda que não deixe de ser curiosa. Assim que o ônibus partir, o contingente de quarenta imigrantes ilegais deixa de ser um problema dele. Lava suas mãos, e torce para que o carro velho cruze logo a fronteira do estado de Nuevo Leon e adentre Tamaulipas, onde está a cidade de Nuevo Laredo. Uns duzentos e poucos quilômetros.
“Cumpadre, assim que cruzarem a divisa, são problema de outro estado. O colega de Tamaulipas que se ocupe. Aqui já não há lugar para tantos imigrantes ilegais a caminho dos Estados Unidos que chegam todos os dias. Tampouco as cadeias comportam mais. Nem prender estamos podendo mais. Quando partirem no ônibus, é problema de Tamaulipas”, conta, com absoluta normalidade, interrompida apenas com mais uma olhada para o relógio. No ano anterior foram 2.500 ilegais levados para as cadeias de Monterrey, acabando com os lugares para os criminosos daqui. Para que não exista dúvida sobre o que fala, ilustra com uma história definitiva.
“Você conhece a história do ônibus que fez um tour com dezenas de imigrantes ilegais? Saiu aqui da rodoviária de Monterrey. Andou 45 quilômetros, até o município de Doctor González, quando o carro foi detido com 42 pessoas. Hondurenhos, salvadorenhos, nicaragüenses, e até dois brasileiros, amigo”, frisa bem, parecendo se divertir com o interlocutor antes de continuar, não fosse a desgraça comum. “Levaram todos para a divisão de imigração. Não tinha lugar. Foram para a delegacia de Doctor González. Não tinha lugar. Levaram para San Nicolas, nos arredores. Imigração, polícia, nada. De novo para o ônibus e volta pra Monterrey. Imigração, polícia e como aqui é maior, Polícia Federal Preventiva. Nada. Levaram para o Parque Alamey, onde disseram ter uma cadeia com lugar. Chegou lá, o ônibus da véspera já tinha ocupado os lugares. Monterrey não tinha lugar tampouco. Bota no ônibus de novo e leva pro município de Santa Catarina, aqui perto. Sem lugar, volta pra Monterrey. Então aqui chegou a ordem: deixa seguirem pra Tamaulipas, que lá é problema deles. Agora, deixamos que sigam”, conta, sem conter uma longa risada, que explica a atual preguiça mesmo diante da certeza do contingente de indocumentados.
Finalmente o tempo percorre o tal quarto de hora. Sua missão do dia está cumprida: tocou o problema adiante. Por hoje, não existe mais problema, quer dizer, só no próximo ônibus, daqui a quatro horas. Mas esse já não é mais um problema dele, afinal, seu turno está acabando.
“Cumpadre, quando o próximo ônibus para Nuevo Laredo encostar, estarei diante da TV assistindo ao jogo dos Sultanes. O problema passa a ser do próximo guarda”, encerra novamente, pensando no beisebol da noite com absoluta normalidade, novamente interrompida apenas com mais uma olhada para o relógio.
O ônibus ganha a “carretera” e vai cortando o México. A paisagem da janela evoca alguma poesia, gatilho de lirismo certamente disparado com a visão da Sierra Madre. Impossível, diante da visão, não se perder em memórias e confundir realidade e ficção com a lembrança de Humprey Bogart cruzando aquelas matas em “O Tesouro de Sierra Madre”. As situações limites da condição humana, ambição, cobiça, vaidade, encenadas em um clássico de John Huston...Impossível não abandonar por algum tempo o outro drama da condição humana, todas as situações limites, fome, saudade, desespero, espalhados em carne e osso por 40 poltronas, vizinhos, ali, naquele expresso Monterrey-Nuevo Laredo. Por mais fortes que sejam as lembranças ativadas pela Sierra Madre, o drama da poltrona ao lado interrompe logo o olhar perdido.
A viagem segue, sempre acompanhando as eternizadas encostas da Sierra Madre. Qualquer conversa travada com os companheiros de viagem encontra sempre histórias parecidas. São salvadorenhos, hondurenhos, nicaragüenses, em busca de uma expressão que parece mágica em seus corações e mentes: “o sonho americano”, repetido freqüentemente por cada um, que sempre carrega alguma história de amigos ou parente embarcados nesse sonho: limpadores de banheiro, descascadores de batata, vistos como heróis para quem nada restou em seu próprio país.
O ônibus passa incólume pela primeira barreira de policiais, que indica a proximidade de Nuevo Laredo. Conhecedores da lógica daquele caminho explicam que é assim mesmo, por amostragem. O próximo ônibus deve ficar, mas ainda tem uma parada na aduana antes de chegar a última cidade da fronteira mais famosa do mundo, aquela que o divide em dois: ao norte, a primeira classe do planeta, ao sul, os de terceira.
Estão certos. O ônibus é parado na aduana. O que vem a seguir é uma grande ironia. Os únicos retirados: talvez os dois únicos com documentação legal ali. O repórter e o cinegrafista. O policial federal manda o ônibus seguir viagem, os dois ficam para interrogatório.
Uma salinha de dois metros quadrados é o palco. Quatro soldados estão ali. Pouco educados, querem saber que reportagem é aquela. Nada os convence. O claro temor é o de alguma reportagem investigativa sobre narcotráfico. Nuevo Laredo é o principal ponto de passagem da fronteira México-Estados Unidos. Trinta e seis por cento da atividade comercial entre os dois países passam por ali, e cerca de cinco mil carros por dia, além de passageiros a pé nas quatro pontes que estão acima do Rio Bravo (para os americanos, o rio se chama Rio Grande). Isso claro, sem contar os ilegais, muitos deles tristemente representados nas cruzes sobre a cerca que inibe passagem de ilegais. No ano passado, cerca de 400 morreram afogados, tentando cruzar o rio, mais de um por dia. Por ano, mais de 400 mil mexicanos deixam a pátria-mãe para tentar embarcar no tal sonho, fora outros tanto latino-americanos.
A resposta de estarmos ali para reportagem de esportes soa quase como um deboche para os quatro agentes. Mesmo sendo verdade, era difícil mesmo crer.
Nuevo Laredo é umas das regiões mais violentas do mundo. Fácil entender. A dois passos do paraíso do consumo das drogas, sua localização fronteiriça vale ouro. Em meio a disputa sangrenta do “Cartel do Golfo” e seu braço armado Los Zetas contra o rival “Cartel de Sinaloa”, vive uma cidade que deve ter sido pacata um dia.
Dominar Nuevo Laredo hoje é ter o controle das drogas que chegam aos Estados Unidos. Um negócio de riscos calculados, já que apenas 10% dos carros passam por revista, e um exército de imigrantes famintos está disponível para ser o portador das drogas na travessia.
Nesse cenário, onde recentemente todos os agentes da polícia foram afastados por indícios de envolvimento com o narcotráfico e corrupção, faz sentido que o jogo esteja pesado para dois jornalistas brasileiros alegando estarem em missão esportiva. Numa tentativa de afastar os intrusos, tentam um número que devem sempre repetir: mostram um jornal popular da cidade, com quatro presuntos decapitados na capa e dizem: “Olhem o que acontece com intrusos por aqui”. O esquete prossegue, ainda que meio canastrão, a própria novela mexicana. Discutem entre eles a melhor solução. Argumentam, dão risadas. Extraditar ou levar os repórteres para a prisão? Sem nada mais concreto amparando (como também se ali, naquele pedaço, fosse possível se fiar na legalidade das decisões...) a discussão, resolvem dar uma chance: “vocês vão fazer a reportagem de vocês, as imagens do Rio Bravo que querem. Mas se amanhã não estiverem de volta, fora do estado de Tamaulipas, vão direto para a cadeia. Os passaportes ficam, pegam na volta, de saída”.
Na impossibilidade de recusa, o acordo é aceito. Ainda que 24 horas pareçam muito pouco para mostrar um mundo de personagens e histórias que reescrevem o profético título de Eduardo Galeano, concebido há mais de 4 décadas. São as veias abertas da América Latina, pulsando e sangrando, abaixo do Rio Bravo.
Um dos grandes personagens ali possivelmente seja mesmo o Rio Bravo. Águas que dividem o mundo. A bandeira mexicana de um lado, a americana de outro. Poucos metros, e uma distância tão abissal... As cruzes falam por si.
O sol inclemente e sua luminosidade não assustam alguns que se aventuram em plena luz do dia a tentar a travessia, aproveitando um raro período de águas baixas. Sabem que aquele é apenas mais uma parte do desafio, que muitas vezes começou no vagão de carga do trem que vem desde El Salvador, Nicarágua ou Honduras, no qual milhares sobem e segue viagem no teto, sem qualquer proteção.
As cenas são de filme: de tempos em tempos, alguém se joga nas águas do Rio Bravo e deixa para trás uma pátria, uma família, um lar, sem nada de concreto do outro lado do rio, talvez na crença, tal e qual o autor da música, apenas de “acreditar ter visto uma luz, do outro lado do rio”. Uma simples crença já parece suficiente para quem não nada tem. Se tudo der certo, não ficarem presos na margem sul, conseguirem cruzar o rio, não acabarem presos na margem norte, cruzarem os dias de deserto a sol e sol, começam as dificuldades. Imagens gravadas, as tais horas parecem cada vez menores e insuficientes para tanta coisa a ser vista, tanto a ser mostrado.
Saindo do rio, descendo a principal avenida da cidade, chega-se a “Casa Del Migrante Nazareth”, da Diocese de Nuevo Laredo.
É uma visão estarrecedora. Cerca de cem pessoas, na maioria homens, visivelmente no auge de suas capacidades produtivas, encostados no chão, deitados, esperando o tempo passar. Um coletivo de deserdados, filhos da divisão do mundo, que determinou a sorte de cada lado do Rio Bravo, a sorte de cada um. Todos com a mesma história: vindos de trem das cidades centro-americanas, chegaram ali para cruzar o rio. Por algum motivo, não conseguiram. Seja o nível das águas, polícia, picada de cobra. Como já não há lugar na cadeia, e cada guarda passa o problema adiante, ficaram vagando pela cidade, adiando por alguns dias nova tentativa.
Para piorar o que parece não ter como piorar, muitos contam serem vítimas de extorsão do pouco dinheiro que carregam por parte da polícia local.
“Nem documento temos, visto. Eles sabem que não podemos reclamar. Vamos para a delegacia reclamar? E ficamos por falta de documento? Ora, somos o alvo mais fácil para sermos roubados”, contam.
Urinelson Lopes pegou o teto do trem na sua Guatemala. Tem mulher e filho em Los Angeles, conseguiram ir há 3 anos, tempo que não vê e poucas notícias tem dos seus. Já não lembra direito do rosto do menino Pablo, que viu pela última vez quando ele completou um ano. Espera agora cruzar o rio, o deserto e de alguma forma chegar na cidade dos anjos. Sabe que sua mulher é faxineira de uma lanchonete, espera sorte igual.
“Já não tinha mais nada pra fazer em meu país. Só restou a fome por lá. Não tinha outra opção. Há 3 anos juntei o dinheiro para um coyote atravessar minha mulher e filho, primeiro eles para se salvarem. Agora juntei e tento eu. Na primeira tentativa, fui visto por um helicóptero quando ainda chegava na margem de lá. Agora vou esperar a água baixar e vou. O que me resta?”, pergunta, diante do silêncio.
Silêncio maior é causado por Luís Francisco, hondurenho, 27 anos. O mais solícito entre a massa faminta que deixou qualquer tentativa de entrevista ao sinal da hora da sopa, uma água rala distribuída uma vez por dia pela igreja. Parece ainda mais melancólico diante do microfone. Difícil decifrar tal tristeza em sua expressão.
“Chegar até aqui já foi muito difícil. Mas não existe em meu país outra opção. Não há trabalho, só existe a fome”, conta Luís, que ia tentar cruzar o rio novamente naquela noite.
Entrevista encerrada, chama a equipe num canto. Pela primeira vez esboça um sorriso, ainda que tímido. “Fiquei feliz em ver um colega de profissão. Sou jornalista também, trabalhava em um jornal em Honduras, mas há dois anos quase toda a redação foi mandada embora. Só me restou essa opção”, conta.
As horas de prazo dadas pelo agente federal vão chegando ao fim. Nem era preciso. Agora parecem uma eternidade. Hora de ir embora. Mais do que hora. O nó toma a garganta. Impossível seguir normalmente, guardando distanciamento, como se tudo estivesse do outro lado do rio, ou mesmo como se tudo fosse apenas um problema para o guarda do próximo turno.
por Lúcio de Castro
/luciodecastro- 23h04
- 20Oct
Felipe
Sem palavras... sou um grande fã seu!
- 18h18
- 20Oct
Deyse
Lúcio querido, parabéns pelo prêmio recebido, você merece mais que todos, pela sua coragem e coerência. Gostaria que você colocasse o nome os livros que você falou hoje no BB1, pois não tive tempo de anotar. Adoro livros, depois de gente e de música é o que mais gosto. Aproveito para comentar que o Canal Brasil está reprisando em capítulos o espetacular documentário do Geneton, sobre o exílio de Caetano e Gil, com as participações de Mautner e Macalé. Que maravlha, música, história e arte pura na vida desses quatro. Abraços e mais uma vez, parabéns.
- 10h50
- 18Oct
Cadaminuto.com.br
Denúncias sobre a copa ! Visite o Link : http://cadaminuto.com.br/blog/blog-do-bob
- 23h10
- 17Oct
Felipe Martins
Lúcio meus mais sinceros PARABENS pelo prêmio Vladimir Herzog na categoria documentário de TV. Quem acompanha seu blog e suas participações no bate-bola sabe que o prêmio é mais que merecido. É aliviador ver que ainda existe gente que nem você, que nos oferece textos interessantes e inteligentes, com muita crítica social (seria absurdo ignorar os seríssimos problemas sociais que existem dentro e fora do esporte na américa latina) representando o que na minha opinião é um jornalismo de primeiríssima linha. Bom ver que o grande Trajano valoriza gente que nem você Lúcio. Parabéns também aos seus colegas de ESPN-Brasil que ganharam o prêmio na categoria de melhor reportagem. Vai ter comemoração na barraca do Agnaldo? hehe. Grande abraço.
- 10h07
- 15Oct
Saul Carneiro
Caro Lúcio gostaria que no programa de segunda feira você chamasse a atenção para a baderna que se instalou na série C, além do caso CRB e Fortaleza há ainda um absurdo tão grande quanto. Explico: Após ter acionado a Justiça Comum juntamente com a Federação de Futebol do Estado do Acre (FFAC) para recorrer da decisão da Procuradoria de Defesa do Consumidor do Estado do Acre, que interditou o estádio Arena da Floresta, o Rio Branco/AC foi punido e perdeu todos os pontos que havia conquistado na primeira fase. Porém O Rio Branco conseguiu um efeito suspensivo pelo prórprio STJD e isso possibilitou que ele pudesse participar da segunda fase do campeonato da série C. Pois bem, após ter realizado seus 3 jogos na segunda fase, no dia 14 o STJD decidiu por excluir o Rio Branco do campeonato permitindo assim que o luverdense ocupe seu lugar e realizando todos os jogos que o RB realizou, ou seja os times que venceram o RB tiveram seus jogos anulados e precisarão jogar novamente
- 01h13
- 14Oct
Ronaldo Alves
Tenho um amigo que morava na região de Parelheiros e há alguns anos foi tentar a sorte nos EUA.Ele esta lá até hoje como imigrante ilegal,nos comunicamos pela internet. É muito triste saber que diversos paises latino-americanos não oferecem condições minimas de sobrevivência para seus habitantes.Pessoas que poderiam estar produzindo algo de util na sua terra natal são obrigadas a limpar privada nos EUA para nao morrer de fome. Estamos em pleno século XXI mas bilhões de pessoas ainda sobrevivem em condições precarias,e o que me deixa mais triste é que esse quadro aparentemente não vai mudar a curto ou médio prazo. Textos como esse nos mostram o quão duro é a realidade de bilhões de pessoas e a disparidade social dos diversos povos de nosso planeta.
- 14h27
- 13Oct
eliel marinho-paty do laferes-rj
primeiramente, boa tarde lucio. tenha uma curiosidade que ta me instigando tem um tempinho ja. voce ja fez a simulacao do brasileirao? se fez qual o resultado? uma modesta e humilde sugestao de pauta para o bate bola e linha de passe: mostrar a simulacao dos participantes da bancada e discutir o tema. um abracao!
- 01h59
- 13Oct
Anderson Marinho - Barra do Bugres - MT
Lúcio, fiquei muito tocado e comovido com os detalhes da reportagem. Fico me perguntando: Até quando nós, e eu digo nós com a abrangência de todos os latino americanos, precisaremos correr ao encontro de oportunidades em outros lugares que não o lugar que nós nascemos, vivemos e amamos? É tudo muito complicado, e só quem está fazendo isto pode saber as razões. Eu espero mesmo com fé que um dia isto mude, e que ninguém precise abandonar sua pátria em busca da dignidade que ela não oferece. Só para constar, sou teu fã, vejo o BB todos os dias e seus comentários merecem repercussão maior do que tem. Vou até mandar um e-mail pro nosso querido Trajano sugerindo uma trinca no Rio no dia Linha de Passe: Calazans, Márcio Guedes e você. o que acha? Abração
- 21h30
- 11Oct
Gilberto Cardoso, Lumiar/RJ
Maneirissimo o teu relato, Lucio, de uma sensibilidade tocante... Agora so nos resta aguardar nao mais pela troca da guarda mas sim pela ausencia dela. Corruptos que achacam miseraveis!!! Causa e efeito, certamente pagarao por isso...
- 16h07
- 11Oct
Godofredo - Aquiraz/Ceará
Lúcio, gosto muito da forma que você encara o fazer jornalismo: direta e transparente. Tomei a liberdade de reproduzir esse artigo e enviar para todos os meus contatos. Continue nessa linha, porque jornalista com o seu perfil, se encontra muito pouco. Parabéns a você e a ESPN Brasil.
- 15h37
- 11Oct
Guilherme Andrade
Lucio você é o ultimo dos Moicanos. Ótimo texto, e vc sempre demonstra com muito talento, o que um jornalista pode mostrar. Um Abraço.
- 13h15
- 11Oct
Leonardo
Lúcio seu texto, assim como o da Costa Rica, nos mostra na verdade o descompaso que vivemos no mundo, a prostituição infantil, trafico de drogas, fome, falta de oportunidades são muito mais comuns do que imaginamos no mundo todo. Me preocupa os custos de realizar uma Copa do Mundo quando encontramos dentro do nosso Brasil várias Costas Rica e Méxicos, qual o legado que vamos deixar aos nossos filhos enquanto seres humanos, de ignorar esses fatos ou de inconformismo e se tornarem homens de ação com disposição de mudar esse estado de coisas. abs Leonardo
- 13h09
- 11Oct
DBT
Caro colega Lúcio de Castro - já que também sou jornalista -, sinto falta na mídia brasileira e, por que não a mundial, de relatos e textos jornalísticos bem escritos como os seus. Parabéns pelo trabalho. Abraço. DBT
- 12h37
- 11Oct
Renato
Já era seu fã pelos comentários no programa da hora do almoço na ESPN. Êste texto demonstra sua extrema sensibilidade e aguda visão do nosso mundo. Continue divulgando suas historias antigas mas atuais como nunca. Torço pelo seu sucesso!!
- 12h09
- 11Oct
rodrigo
Ola Lucio, vejo sue trabalho desde a sportv, mas confesso q sua cara mesmo é a espn. Poxa como me fez refletir seu texto, assim como os outros(principalmente aquele sobre Oscar Tavarez), fiquei pensando na minha vida que ´´e muito dura tb, mas me deu uma força maior pra continuar lutando sabe, estive na Africa do Sul e Moçambique ano passado e vi um pouco disso, dessa desproporcionalidade de dinheiro, uns milionarios e outros sem ter o q comer, jogados nas estradase ruas da cidade. s vezes fico triste e choro de saber q vivo em meio a tudo isso e fico querendo comprar roupas de marca e carro, pensando em esportes e mulheres e meus semelhants semter o q comer. Venho de um familia pobre que cresceu em uma periferia de Sao Paulo, trabalhei como manobrista durante 8 anos e consegui cursar Educação Fisica no Mackezie e depóis ir fazer mestrado na Universidade De São Paulo, me sinto um privilegiado, porem tambem um grande egoista, pois hj penso somente na minha familia.
- 11h18
- 11Oct
Vitor Hugo Nabeth
Lúcio, o comentário é igual aos dos textos passados que li: excelente coluna (ou post)! História real e extremamente triste, mas ainda assim, mesmo sendo um documentário, está muito bem escrito. Obrigado por mais essa. Abraços e SV.
- 11h01
- 11Oct
Luiz Fernando Niquet
Lúcio, meus parabéns pelo excelente texto, muito bem escrito. E parabéns também pela bela história.
- 10h47
- 11Oct
Daniel Cardoso dos Santos
Muito obrigado Lúcio, por mais uma aula de História,seus textos são verdadeiras luzes da realidade e de valores humanos.Parabens.
- 10h27
- 11Oct
RETRATO
É UM RETRATO DA IMAGEM VENDIDA PELOS E.U.A para a América Central e CARIBE.
- 10h18
- 11Oct
João Luiz - Araraquara SP
Lúcio, mais uma vez, parabéns. O seu texto nos faz refletir sobre a divisão do mundo...o que será que aconteceu com os pobres Urinelson Lopes e Luis fernando? conseguiram atravessar do 3º para o 1º ? mas e suas mentes elas também conseguem fazer essa travessia?
- 10h10
- 11Oct
Pelodan
Não consigo entender essa cegueira que é o sonho Americano, ok que não tenham oportunidades na terra natal e tenham que migrar, mas porque a America é a opção principal ?? Porque correr tantos riscos de morte ?? Normalmente por um sonho vão. Me parece que os USA são como o El Dorado. Apenas uma ilusão.
- 10h07
- 11Oct
Saulo
Ótimo texto, Lúcio. É impressionante a realidade vivida por essas pessoas. Meus parabéns!
- 09h52
- 11Oct
Fernando Viana
Excelente texto!
- 09h09
- 11Oct
Francelino Bouéres - São Luís-MA
Lúcio, sendo seu colega de profissão (historiador) e apegado com as coisas do futebol, que preenchem minha vida cultural, emocional e sentimental por completo - por que não, sou botafoguense; nos alvinegros temos essa dimensão com o nosso time - encontro em seus relatos, sempre, um refugio que ultrapassa a mesmices das crônicas e pensamentos dos profissionais que escrevem sobre o futebol, esses sempre coniventes com situações graves e rasos em seus comentários a respeito da sociedade, do futebol e da cultura (não há como separá-los). Tenho que ser justo com a ESPN Brasil, único meio difusor do esporte que trata as questões com isenção e lisura. Vida longa, companheiro de mentalidade, para suas crônicas e para a ESPN Brasil. Saudações.me
- 08h58
- 11Oct
Rafael Mendes
Mais um boníssimo texto. Não sei quantas histórias dessas vc tem para contar, mas elas dariam um bom livro se reunidas. Tenho certeza de que muitos dos que lêem seu texto aqui comprariam o livro.
- 08h23
- 11Oct
Hugo Cruz
Parabéns pelo ótimo trabalho Lúcio. Gostei muito desse texto e do último, sobre a Costa Rica. Estarei no México no fim desse mês e início do próximo e seu texto me deu ainda mais inspiração sobre o que observar durante minha viagem que se aproxima. Sou estudante de História e pretendo cursar jornalismo, você é meu principal exemplo. Obrigado.
- 08h11
- 11Oct
Sergio Luiz Pinto Rodrigues
Parabéns pelo excelente texto Lúcio, mas principalmente pela iniciativa e pela coragem de mostrar uma das muitas mazelas deste nosso mundo, tão belo e tão podre ao mesmo tempo. Você ilustrou perfeitamente algo que muitos de nós nem imaginávamos. Ou melhor, sabemos que existe, mas não temos a noção da verdadeira tragédia que é aquilo, em todos os sentidos.
- 08h03
- 11Oct
Frantz Leão
Parabéns pelo belo texto Lúcio! Ainda acho que vocês tiveram muita sorte de sair daquela cidade sem lei, geralmente eles passam a faca sem dó! Tudo de bom.
- 07h13
- 11Oct
Deilson Antônio - Serra - ES
Impossível seguir normalmente...
- 07h09
- 11Oct
Joao Guandalini
Excepcional, devorei o texto com afinco. Muito bem escrito e organizado! Parabéns!
- 03h50
- 11Oct
Fabiano Souza, Ibirubá-RS
Lúcio Nada como um choque de realidade para revermos conceitos e valorizarmos a vida, as vezes nos indignamos e reclamamos por tão pouco.
- 01h39
- 11Oct
Rodrigo Santos Rio de Janeiro
Brilhante texto Lucio, parabéns.
- 00h23
- 11Oct
Luiz Gomes
Parabéns Lúcio pelo trabalho, você enxerga o jornalismo como poucos nesse país! Seus textos são claros, de uma tristeza real e bela.
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Lúcio é carioca, formado em História e Jornalismo. Conquistou os principais prêmios de jornalismo: Embratel (2003 e 2006), TV Globo (2005,2006 e 2009) Anamatra Direitos Humanos 2009, Prêmio Direitos Humanos MJDH/OAB 2008 e 2010, Ibero-Americano (UNICEF-EFE) Fundación Nuevo Periodismo (dirigida por Gabriel Garcia Márquez) e Vladimir Herzog (2011)
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