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- 23h29
- 03Oct
Costa Rica: "tão longe de Deus, tão perto dos EUA"
por Lúcio de Castro
Já se vão uns três, quatro anos. Estava nos Estados Unidos para uma reportagem sobre a máfia das apostas no esporte. O nome Costa Rica aparecia em todas as conversas. Michael Franzese, o poderoso chefão da Cosa Nostra em Nova Iorque nos anos 80, o príncipe de Long Island, foi taxativo no bate-papo pós-entrevista, numa cidade pequena escolhida por ele: “se quiser entender mesmo como funciona a máfia das apostas, dá um pulo aqui pertinho, na Costa Rica. É lá que está toda a operação dos Sporbooks que manejam as apostas”.
Dica dada, restava aquela velha queda de braço com editores para convencê-los de que a escala e a despesa valia a pena. Autorização dada, chegava a hora de realizar uma antiga vontade: Costa Rica.
Na cabeça, os versos de Milton Nascimento exaltando o país quase ingênuo, o coração civil. Algo que se desfez rapidamente correndo os subterrâneos do pequeno país, saindo um pouco daquela rota turística que sempre encobre as mazelas de um lugar.
Máfia, turismo sexual, estado corrompido pelos mafiosos estabelecidos no país, meninas menores de idade se adequando aos padrões estéticos americanos de beleza para vender seus corpos aos turistas, assassinatos, imprensa pressionada pela máfia é o quadro que se encontra ao se tirar um pouco a primeira camada de tinta. Na volta, além do documentário sobre a máfia das apostas, escrevi para um site de reportagens especiais do qual participava com alguns bons amigos que queriam um espaço para fazer tudo o que não cabia no trabalho do dia a dia das redações. Segue o relato dessa Costa Rica, adversário do Brasil na próxima sexta, que lamentavelmente vai se transformando na Tailândia da América. Dito pelos próprios nativos, vítimas do drama de estarem a duas horas e pouco de Houston, Texas.
A GEOGRAFIA DA GLOBALIZAÇÃO: COMO A TAILÂNDIA FOI PARAR NA AMÉRICA CENTRAL
Aeroporto Intercontinental George Bush, Houston, Estados Unidos. A fila formada no portão que indica o avião para São José, na Costa Rica chama atenção. Há muito mais coisa no ar do que os óbvios aviões de carreira, que afinal, deveriam estar mesmo por ali. Pelo menos 80% dos que aguardam o embarque são homens. Para lá de cinqüentões, o que elimina a possível explicação de tamanho desequilíbrio entre os sexos pelo embarque de um time de futebol, basquete ou beisebol. Os vovôs texanos são barulhentos, qual meninos em excursão colegial. Um mistério para um desavisado que certamente não imaginaria a companhia de duzentos cowboys à caráter, botas e chapéus pelos ares. Mas que logo será desfeito.
A viagem é rápida, céu de brigadeiro para alegria dos Johns Waynes cada vez mais agitados. Menos de três horas depois, a aeronave taxia na pista do Aeroporto Juan Santamaria. Pelos comentários captados pelo ouvido curioso, muitos ali repetem a viagem todo mês, transformando o trecho numa rotineira ponte aérea Texas-São José. Ida e volta por menos de duzentos dólares, menos de três horas, um país com níveis de segurança melhores do que os vizinhos...
Na fila da imigração, é possível perceber a ansiedade maior do senhor das bochechas vermelhas. Como um adolescente em seu primeiro passeio, pergunta tudo a um dos veteranos da excursão. Doze dólares o táxi entre o distante aeroporto, situado em Alajuela, cidade-dormitório de São José e o hotel no centro da capital? A risada irrompe o salão, frio e monótono como convém a toda alfândega. Segue o questionário de preços. Jantar com bom filé e cerveja? Tome risada. Táxi para a praia mais próxima da capital? Mais risos. E eis que o mistério que havia começado ainda no aeroporto americano começa a se desfazer, antes mesmo de se cruzar o portão. A pergunta vem nos mesmo tom que viera a do táxi, a do filé e a da cerveja. “E as meninas, quanto custam”?, dispara, um segundo antes da mais estrepitosa risada. A animação ao saber que existe uma margem de negociação para os 100 dólares que serão pedidos inicialmente, indica mais um novo usuário da tal ponte aérea. Tudo isso com direito a juras de amor, e emoções há muito não vividas no fastidioso rancho texano onde a maior adrenalina é saber a cotação diária do amendoim. Já não há mais dúvidas sobre a razão da predominância masculina entre os que tomaram o avião.
Ainda que a paisagem natural e a hospitalidade da gente tica, como são chamados os que nascem na Costa Rica, confirmem a áurea de charme que cerca o pequeno país centro-americano, espremido entre a Nicarágua e o Panamá, e os índices de desenvolvimento humano conservem o país em um honroso 47° lugar entre as nações, feito bem razoável para quem está abaixo do Rio Grande, o olhar atento para a paisagem humana acaba por concluir que aqueles tempos em que Milton Nascimento cantava “Quero a utopia...a felicidade nos olhos de um pai...São José da Costa Rica, coração civil...” são versos de um tempo que vai ficando para trás.
As páginas do diário abertas na banca da capital trazem o triste diagnóstico da nova era, estampando em letras garrafais o apelido que começaram a carregar no início dos anos 90: “Costa Rica, Tailândia del patio trasero de los Estados Unidos”. Um veredito duro e cortante como o que se vai encontrando nas esquinas.
Se duas décadas transformaram a antiga referência de utopia do poeta mineiro em uma Nova Tailândia, a meca asiática do turismo sexual, é fácil entender que o mercado se adequou a demanda e ao gosto do freguês, no caso aqueles John Waynes que lotavam o vôo entre Houston e São José, agora multiplicados por milhares, soltos pelas ruas a repetir as gargalhadas com os preços.
A tal adequação do mercado, obedecendo a elementar lei da oferta que se esforça para satisfazer a procura, responde por uma chocante constatação, uma quase peça de ficção, uma pintura surreal, que talvez nem o mais brilhante autor do gênero imaginasse: para as dezenas de meninas empurradas para a prostituição por uma demanda que chega aos borbotões na ponte aérea entre o primeiro e o terceiro mundo, tão primordial quanto comer e respirar, é ostentar um par de seios turbinados por enormes bolas de silicone. Uma questão de mercado, cruel como quase todas são. No lugar dos antigos sonhos de menina, as ainda meninas idealizam os seios/sonhos de consumo que irão permitir negociar as horas de prazer combinadas com homens que poderiam chamar de avô, mas que a vida fez com que chamassem por adjetivos tão verdadeiros quanto os seios que ostentam.
“Antes de ter dinheiro para a operação, passava as noites no cassino dos hotéis encostada nas máquinas de caça-níquel, sobrando. Agora, toda noite arrumo um americano”, conta a menina que garante ter 19 anos, embora aparente 16. Por 2.500 dólares, repetiu o que as suas colegas de trabalho já haviam feito: próteses imensas, seios no padrão americano, contrariando uma preferência local familiar a ouvidos brasileiros: costarriquenhos admiram as mulheres mais indo do que vindo. Mas desde que a Nova Tailândia virou a Disney sexual dos texanos, elas passaram a se preocupar mais com o vindo.
O epicentro desta agitação é Parque Morazán, uma área que concentra bares, hotéis e cassinos, e o olho do furacão é o Hotel Del Rey, onde mais de 100 meninas circulam entre as famosas máquinas “tragamonedas”, roletas e mesas verdes onde rolam os dados. É possível que entre as 100 alguma não esteja adequada as exigências americanas de seios GGG, mas não foi encontrada. Pode parecer um número surreal, um disparate, mas a realidade que vai mudando a paisagem da Costa Rica é ainda mais surreal.
Para enfrentar a concorrência cada dia mais forte, as meninas de um tempo para cá passaram a aceitar um capricho dos gringos que, garantem, há pouco tempo não aceitavam. “Agora eles querem fazer o programa e nos filmar nuas, em poses eróticas. Antes não aceitávamos, até porque todas sabem que isso pode até acabar vendido no país deles, ou na internet. Mas algumas aceitaram, vai se fazer o que, quem não aceita perde o cliente”, conta Rita, uma morena de 26 anos que a noite envelheceu mais do que os anos biológicos, embora o peito pareça do último verão.
A concorrência não é só entre as ticas que aceitam filmagem e as que não aceitam. De uns tempos para cá, a notícia da Nova Tailândia cruzou as fronteiras. Mulheres de outros países centro-americanos, da América do Sul e dos caribenhos República Dominicana e Haiti já podem ser encontradas se prostituindo em São José. Organizações Não Governamentais como a “Paniamor” e a sueca “Save the Children” denunciam o tráfico de meninos e meninas de até 12 anos de outros países terceiro-mundistas para a Costa Rica com a finalidade de se tornarem escravos sexuais, atendendo ao mercado desses turistas.
A chegada de concorrência exógena incomoda e acirra o clima das pistas em alguns momentos. Mas o porvir pode ser ainda pior, e as prostitutas já se organizam para frear uma concorrência que consideram desleal: temem que o Tratado de Livre Comércio (TLC) em andamento com os Estados Unidos, traga inclusive americanas para disputar americanos. Na dúvida, ainda que pareça improvável, criaram a Frente de Meretrices Contra el TLC, juntando assim suas vozes pela campanha do “NO”, que organiza manifestações contrárias no país.
Enquanto isso, americanos seguem desembarcando em hordas diariamente. Ainda que a página da embaixada americana na Costa Rica (http://sanjose.usembassy.gov) liste 28 dicas de proteção que seus cidadão devem tomar no país e as 7 modalidades mais comuns de golpes aplicados por criminosos locais.
Sem mencionar entretanto, a chegada recente de americanos cujas atividades vão além daqueles que buscam o turismo sexual.
Alguns comprovadamente envolvidos com a máfia, que se instalaram na Costa Rica driblando a possibilidade da indústria das apostas no esporte pela internet, conhecida como sportbooks funcionar nos Estados Unidos, e hoje movimentam estimados 100 milhões de dólares anualmente. Membros das Famílias Bonnano, Luchese e Gambino, da Cosa Nostra, promovendo transferência irregular de dinheiro e financiamento de campanhas políticas, já comprovadas pelo próprio governo costa-riquenho, são outra ponta dos novos visitantes.
Fatos que levam qualquer visitante fora de um desses grupos, a atualizar mais uma vez as conhecidas palavras do mexicano Porfírio Dias, proferidas em um longínquo 1911 sobre seu país: “Coitado do México. Tão longe de Deus, tão perto dos Estados Unidos”. No decorrer do século que se seguiu, o adágio passou a ser usado tendo Cuba como personagem. Depois da Guerra Fria, do muro cair, e e com a tal globalização que aproximou tanto Houston de São José, já é tempo de incluir mais um personagem, revisando a sentença do mexicano. “Coitada da Costa Rica, tão longe de Deus, tão perto dos Estados Unidos...”
por Lúcio de Castro
/luciodecastro- 11h44
- 10Oct
Rodrigo
Lúcio, nesse mundo transnacional em que vivemos, é bom que a gente pare pra pensar pra que lado estamos indo... No futebol, nas relações pessoais, na busca pelo sexo, como estamos deixando as pessoas? melhores ou piores? Já não é hora de concluirmos que temos de nos proteger desse capitalismo voraz que toma a vida das pessoas? Abraço e parabéns!
- 08h08
- 09Oct
Carlos Bastos
Lucio, quanto mais leio as coisas que voce escreve, mais te admiro. continuo assim, SEMPRE!!!!
- 02h28
- 09Oct
Jordan Luiz
Fala meu chará de Profissão... Historiador convicto (rsrsrsrsrs) td belza? Eu venho aqui para lhe dar meus parabéns pela brilhante reportagem sobre a Costa Rica... Excelente o olhar sobre este povo, e o título, ñ tem comentários... tão perto dos EUA.... que m.... (coisa ñ)! Gostaria de lhe pedir um favor, vc mencionou outro dia um estudo que fala sobre a Guerra do Paraguai, eu ñ peguei a bibliografia, tem como me enviar por favor, sei que vc disse que neste estudo o autor fala sobre as tropas de Solano começarem a guerra, e ñ serem exterminadas como diz a historiografia tradicional... Um forte abraço a tds (a Enciclopédia Peveciniana; a Grande Marreta Mauro das "Marretas" (rsrsrsrsr) e a vc... a tds os âncoras! Excelente "Mesa Redonda" ñ perco, e quando perco, perco meu dia! vc e o mauro são o símbolo da URSS, o mauro a marreta e vc a foice... rsrsrsrsrsrsr Socialismo Camarada! é isso ai! Um forte abraço
- 16h41
- 08Oct
rodrigo
Lúcio, parabéns! É isso que precisamos, que o esporte seja lazer e também espaço de reflexão e desenvolvimento social! Parabéns! coracaoconfiante.blogspot.com
- 12h15
- 07Oct
Luigi Jannuzzi
Lucio,grande trabalho,boa reportagem.Ainda bem que você não está mais participando do redação sportv.Que programa mais chato.Sem contar com o apresentador que não me lembro o nome agora,que até para falar é chato.Sem contar com o Mauricio Prado.Chatos de galocha.
- 21h29
- 06Oct
Pedro - Rio de Janeiro
Lúcio, gostaria que vocês comentassem o verdadeiro motivo de termos jogos de campeonato em data FIFA: a rede Globo. A Globo não pode ficar sem jogo para transmitir e por isso manda a CBF marcar os jogos nos dias (e horarios) convenientes. Vocês sempre falam de desorganização na CBF, mas no caso dos jogos concomitantes eh mais do que bagunça, tem interesse por trás.
- 16h11
- 06Oct
Carlos
Se acrescentar mais algumas mazelas e podridões poderia-se dizer que voce esatav no Brasil. Parabéns.
- 13h53
- 06Oct
walter oaquim
Os sulistas americanos são eleitores do partido republicano, religiosos, criacionistas, defensores da escalada armamentista, contrários ao Tratado de Kioto, defensores da moral e do bons costumes. Quanto cinismo!
- 00h50
- 06Oct
owww
CUBA graças a REVOLUÇÃO se livrou de ser o PUTEIRO DOS USA COMO COSTA RICA...
- 21h26
- 05Oct
EDUARDO BENTO/ SENADOR CANEDO GOIAS
Isso ae Lucio otimo texto, sempre dizendo a verdade, jornalistas como você Lucio de Castro são espetaculares, para mim você esta caminhando para ser um Jose Trajano, Juca kfouri e Jorge Kajuru !!!!!!!!
- 16h33
- 05Oct
eduardo
sem dúvida um texto espetacular...não obstante a tristeza que nos provoca...parabéns
- 09h48
- 05Oct
Deyse
Lúcio querido, que talento você tem para escrever. Aliado a sua bela capacidade crítica que faz sua visão do mundo ser lúcida, tem-se belos textos. Vou endossar uma campanha lançada pelos seus leitores: Um livro, Já!!! Abraços
- 09h27
- 05Oct
Deilson Antônio - Serra - ES
"Homem primata, CAPETAlismo selvagem..."
- 08h43
- 05Oct
Vitor Hugo Nabeth
Lúcio, parabéns! Texto e matéria excepcionais, mantendo o ótimo nível das publicações, assim como as participações no BB1. Abraços!
- 08h08
- 05Oct
Romildo
Um dia ainda vamos estudar esse período da america latina, seculos 19 e 20, como uma epoca em que o racismo contra os americanos era moda no continente. Há uma corrente da esquerda mais retrógrada que considera tudo culpa dos eua! Sempre. Beira o racismo. Lembra a europa culpando os judeus por tudo no seculo 19. O sentimento que virou o nazismo. Tomem cuidado com esse ressentimento com os eua. Logo pode desembocar em tragedias.
- 07h58
- 05Oct
Beto Passeri
Sensacional, Lúcio! Tente postar mais no blog que, particularmente, acho um dos melhores de jornalismo esportivo. Sei que é difícil; eu que nem jornalista sou não encontro tempo suficiente para dedicar ao blog, mas peço que tente. Suas matérias fogem do jornalismo comum e carregam sempre um viés sociológico que me agrada e que tento levar ao meu blog também. Vivendo e aprendendo com os grandes... Abraços, www.futebologiabrasil.blogspot.com
- 07h21
- 05Oct
Caio Marcelo - Barra Mansa RJ
Grande Lúcião, tava sentindo falta dos seus posts por aqui. Sua precisão é impressionante, mais uma vez muito obrigado por exercer tão bem o seu oficio!
- 04h25
- 05Oct
Willy
Parabéns mesmo!! mto bom !
- 00h15
- 05Oct
Dennis - Fortaleza(CE)
Como sempre, sem mais. Perfeito texto. Vá escrever bem assim, lá no Rio de Janeiro. HEHEHEHEEHHE. Abç.
- 00h07
- 05Oct
Kirk Douglas, rio de janeiro
Muito legal. E triste realidade, como a nossa tambem. Mas, eu nao entendo sua posicao de o tempo inteiro falar sobre estupro ao maracana, sobre uma marquise no meio de uma obra, que mesmo com o absurdo orcamento e tal, porque isso eh uma outra conversa... Mas no fim da obra, o Maracana certamente estara lindo. Nao tenho duvidas disso. Vao gastar, estao gastando um dinheiro surreal nisso, e disso eu discordo. Mas estupro nao! Wembley foi ao chao e ressurgiu. A tal marquise estara no passado, que nao nos pertence. Egoismo querer aprisionar a saudade, o tempo que corre. Mas um novo maracana vai surgir, gerar novas historias e grandes jogos. Ai, no futuro, um jovem jornalista vai recordar da epoca da obra, o quanto importante foi para o estado, ter um estadio moderno e grandioso. com ou sem marquise, vai ficar bem bonito. Com certeza, quando cair no usual, haverao ingressos mais em conta. Alias, os ingressos de hoje em dia no engenhao estao em conta? Nao, ja sao caros, no pais todo eh assi
- 00h05
- 05Oct
Guilherme Tesch (São Luís)
Caro Lúcio, parabéns pelo texto. Aliás, todos os seus textos são belíssimos e nos prendem na leitura. A levada poética, o saudosismo e a riqueza de informação que te são sempre comuns, nos geram profunda admiração. Abraços.
- 19h35
- 04Oct
Geraldo - Belém/PA
Excelente texto Lúcio! triste realidade Costa Rica!
- 17h07
- 04Oct
Jocélio - Itajubá MG
Lúcio Um belo texto misturando realidade com um pouco de poesia amarga e infelizmente não chocante, pois estamos caminhando rapidamente para o ponto máximo negativo da senoide que define o comportamento cíclico deste nosso mundo.
- 16h46
- 04Oct
Roberto Alexandre
Parabéns Lúcio (jornalista diferenciado)! Fico me perguntando como podemos mudar a realidade ao nosso redor? O mundo anda tão louco! Amamos as coisas e usamos as pessoas! Deveria ser o contrário né, mas fazemos das pessoas coisas e o dinheiro compra tudo, menos a felicidade! Fico pensando em como Deus vê todas as injustiças que praticamos! E o pior de tudo é que muitas são cometidas em nome dEle. Sabe, as vezes fico meio deprê e me pergunto: será que o mal prevalecerá? Mas tenho esperança e sei que há pessoas do bem. Gente que é gente de verdade, não deixou de ser humano. Que essas se levantem para fazer a diferença e combater todo tipo de injustiça. Que um ser humano não seja mais rebaixado ao estado de coisa por causa da maldade dos homens. Grande abraço.
- 16h17
- 04Oct
Paulo S. Martins
Belíssimo texto, uma aula de jornalismo. Porém a realidade é feia, muito feia. Paulo S. Martins São José do Rio Preto-SP
- 15h32
- 04Oct
Walter
Belíssimo texto!
- 15h11
- 04Oct
João Nóbrega - NATAL/RN
Grande Post, Lúcio de Castro, Tá na hora de reunir em livro seus post....
- 15h02
- 04Oct
Professor Guilherme
Parabéns pelo excelente texto. Você está se tornando um dos grandes jornalistas esportivos do Brasil.
- 15h02
- 04Oct
ADRIANNO AUGUSTO
JORNALISTA PADRÃO OTIMO TEXTO
- 14h33
- 04Oct
OitoeMeia - Rio de Janeiro/RJ
texto perfeito ! se resume a isso,nada mais .. parabens !
- 13h56
- 04Oct
Luiz Fellipe
Primeiramente queria lhe parabenizar Lúcio por destacar fatos ñ só do futebol mais tudo que o envolve,muito inteligente seus comentários ontem e hoje sobre a Costa Rica e gostei tbm da sua fala sobre a postura dos dirigentes brasileiros para a copa de 2014, por favor de uma conferida no meu blog sobre futebol www.luizfelliperamos.blogspot.com
- 12h18
- 04Oct
Goncalves
Perfeito, perfeito este relato. a costa rica é ' vendida ' nas agências de turismo brasileiras como ' o paraíso do caribe '. Nada mais é que a Cuba dos século 21. Igualzinha a cuba da década de 40, 50, de Fulgêncio Batista. Mafia estadunidense dominando, cidadãos do fétido país estuprando menores ( é sempre assim : Costariquenho que vai para os eua é para trabalhar de faxineiro, garçom, pedreiro, doméstica, americano que vai para país da america central e do sul é para turismo sexual ).
- 12h13
- 04Oct
Anna Kaum
Bom dia Lucio! Corrupção,drogas,máfia e prostituição infantil,principalmente esta última,são de revirar o estômago e nos fazer duvidar da tal racionalidade que, dizem,os seres humanos tem.Por mais que me detenha no entendimento da alma humana,não consigo aceitar,a não ser que falemos de patologias,como um homem de mais de 60 anos se permite fazer sexo com uma menina de 14, mas lembrando de um outro compositor brasileiro,além do Haiti,parece que a Costa Rica também é aqui.Abraços,Anna Kaum.
- 12h00
- 04Oct
Jejê - Salvador/BA
texto de arrepiar - de indignação - Lúcio. Obrigado por nos oferecer reportagem tão rica de conteúdo e engajamento. Continue assim.
- 12h00
- 04Oct
Luciano Pimentel
Muito bom texto Lucio!!..a ESPN ganhou muito com a qualidade da sua visão jornalística. Parabens.
- 11h06
- 04Oct
Rafael
Essa história de tráfico de meninas e turismo sexual é parecida com o que temos no Brasil. Embora a mídia goste de mostrar apenas o que acontece nas regiões Norte e Nordeste, tenho certeza que isso é uma realidade no país todo.
- 11h06
- 04Oct
Lucas Queiroz (Fortaleza)
Muito legal, Lúcio. Irei à Costa Rica no ano que vem, e é sempre bom ter uma visão menos, digamos assim, turística do local, a exemplo desse seu texto. Um abraço.
- 10h58
- 04Oct
Leonardo
Um retrato da américa central, desconhecida por muitos e que graças a este excelente texto pode ser melhor elucidada, não apenas com o futebol mas sim em seus desdobramentos sociais. Abraços
- 10h46
- 04Oct
norberto mariani-taubate sp
Lucio. brilhante texto. Como disse outro assinante, o nordeste do brasil vai indo no mesmo caminho.
- 10h21
- 04Oct
Joaquim Pereira
Ótima matéria!!!! É sempre bom puder contar com boas informações. Parabéns, Lúcio!!!
- 10h13
- 04Oct
Érico Barros Crato-CE
Agora tá explicado a pressa do amistoso na Costa Rica. Belo texto Lúcio.
- 10h10
- 04Oct
Enver - João Pessoa
ótimo texto!
- 09h02
- 04Oct
Daniel Cardoso dos Santos
Somente voce Lúcio, poderia nos abrilhantar com mais um brilhante texto. Parabens!!!!!!
- 08h41
- 04Oct
Ivan Gavioli
Parabéns... espero ter acesso a todo este seu trabalho. Começando a buscar por ele. Grande texto, Lúcio!!!
- 08h16
- 04Oct
Bom baiano
Zorra... Textaço!!!!!! Lúcio de Castro brocou mais uma vez. P.S. Sacanagem do Flávio Gomes em lhe desmascarar como comunista... P.S. Sabendo que o texto e o problema é sério, mas não posso deixar passar, não prefiro a mulher indo, nem vindo, prefiro ela ficando ao meu lado, sobretudo.
- 08h12
- 04Oct
Gentil Mendonça
Espetacular! Agora, Lúcio, essa realidade não fica muito distante do nordeste brasileiro, claro que com bem menos dinheiro envolvido e sem a "proteeção" dos cassinos e apostas proibidas.
- 23h54
- 03Oct
Victor de Brito - Fortaleza/CE
Grande texto, Lúcio!!!
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Lúcio é carioca, formado em História e Jornalismo. Conquistou os principais prêmios de jornalismo: Embratel (2003 e 2006), TV Globo (2005,2006 e 2009) Anamatra Direitos Humanos 2009, Prêmio Direitos Humanos MJDH/OAB 2008 e 2010, Ibero-Americano (UNICEF-EFE) Fundación Nuevo Periodismo (dirigida por Gabriel Garcia Márquez) e Vladimir Herzog (2011)
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