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- 19h49
- 17Jul
O Uruguai e o canto do ringue
por Lúcio de Castro
Pois ninguém andou mais pelo canto do ringue no cenário do futebol mundial nos últimos anos do que o Uruguai. De tudo se falava dos gloriosos celestes. Decadentes, incapazes de renovar, bobos que confundiam raça com destempero...E tome decepções...Em silêncio, sem que se percebesse, uma revolução foi iniciada naquele país, em várias frentes, para salvar o futebol charrua. Tendo um líder inconteste à frente, o Maestro Oscar Tabárez.
Colonizados, muito mais entusiasmados com tudo o que é do tal “primeiro mundo”, eurocentristas e americanófilos dependendo do esporte em questão, mas sempre, por resumo, meramente colonizados, tal revolução passou ao largo por aqui de maneira geral. Só a grama que cresce na Europa ou no Tio Sam presta geralmente para alguns. E a grande revolução, talvez a única que ocorre dentro e fora do campo nos últimos anos foi passando despercebida (no Barcelona também aconteceu uma revolução, mas apenas dentro do campo, retomando formas mais clássicas do futebol, aliado a preceitos modernos). Era no Uruguai.
De certa forma, conheci o que é um pouco o tal canto do ringue uruguaio ao escrever sobre tal revolução lá atrás aqui nesse blog, em 18 de fevereiro. Falava sobre tal revolução no dia seguinte a uma fragorosa derrota dos sub-20 celestes, por 6 x 0 para o Brasil. Não é fácil falar de revolução num dia seguinte a um 6 x 0. Tome pancada. Mas tal revolução uruguaia é tão estruturada, consciente e sabedora dos seus destinos e razões, que independe de resultados. Eles acabam vindo por conseqüência de um trabalho honesto. Quando se tem uma ideologia, convicção, os resultados eventualmente ruins, audiência, marcas, são possíveis de serem suportados. Nesse caso, o canto do ringue é lugar de reflexão, de amadurecer convicções, de enxergar a luta. É esse Uruguai, saído do canto do ringue, que segue sua trajetória com Oscar Tabárez.
Republico abaixo o texto que escrevi em 18 de fevereiro. Contém alguns detalhes dessa revolução, os bastidores e razões, dentro e fora do campo para a única revolução que acontece no futebol mundial nos últimos tempos. Curiosamente, revejo agora que encerrava dizendo que voltaríamos ao assunto. E estou certo de que este é um assunto para voltarmos muitas vezes ainda. Nesse momento em que o modelo brasileiro, baseado apenas no talento magnífico de sua mão de obra, tão espetacular (e aqui não há ufanismo) que somos capazes de chegar mesmo com a mais incompetente gestão esportiva do mundo, parece dar mostras de ter que ser repensado, é sempre bom pensarmos em homens como Oscar Tabárez e na revolução que acontece no país vizinho, onde um universo de apenas 3 milhões de pessoas vai sendo mais fértil do que um de 200 milhões. E onde acima de tudo, a preocupação com o ser humano está acima de tudo.
A MAIOR REVOLUÇÃO DO FUTEBOL ESTÁ NO URUGUAI
(18 de fevereiro de 2011- Lúcio de Castro)
Alguma coisa está fora da ordem mundial do futebol. E se chama Uruguai. A goleada sofrida na final do Sub-20 contra os brasileiros não pode de maneira alguma apagar a coisa mais digna, revolucionária e humana que está se fazendo no cenário do futebol atual: o exemplar trabalho de base realizado no Uruguai desde 2006, idealizado desde a chegada de Oscar Tabárez na seleção principal e coordenando todas as categorias. E com ele, um personagem pouco conhecido mas com um trabalho modelo e espetacular, um dos profissionais mais brilhantes que conheci nesse meio: o psicólogo Gabriel Gutierrez.
Os resultados não são o mais relevante nesse caso. Nem mesmo a inquestionável escalada da “Celeste Olímpica” nos últimos anos. Não é tão relevante o sucesso na última copa do mundo, a classificação para as Olimpíadas de Londres no ano que vem, depois de 84 anos de ausência, comprovando que algo de diferente mesmo acontece, e não serão relevantes eventuais resultados ruins. Quando um trabalho é sólido, eventuais resultados não podem ser o fator preponderante. É mais ou menos como audiência em tv: coisas tenebrosas bombam, batem recordes de ibope, e coisas como os especiais do Geneton devem dar traço. Azar do ibope.
Existem diversos caminhos para a vitória, sem fórmulas matemáticas. Comentar em cima de resultado, além de erro, é vergonhoso. Comentários devem ser em cima de trabalhos. Pois se existe um trabalho que deveria ser analisado, comentado e divulgado por todos, é o trabalho de base realizado no Uruguai. Pelos aspectos técnicos também, conquistas, mas acima de tudo, por ser exemplo de trabalho voltado para o ser humano, como jamais foi feito aqui no Brasil, e me parece tão distante ainda de acontecer. Vale a pena um breve mergulho no país vizinho para conhecermos um pouco do que está se fazendo por lá e deveria ser feito aqui. Urgentemente, para ontem.
A militância e o especial interesse por categorias de base, por entender que lá estão as maiores aberrações realizadas nesse mundo do futebol me chamaram atenção para o Uruguai há algum tempo. Algo de novo acontecia por lá. Comecei a ter contato com os responsáveis em diversos sul-americanos sub-15, sub-17, e a tentar conhecer o que acontecia. Uma revolução silenciosa estava em andamento. Uma revolução de humanistas, de gente com escrúpulos e de bem, em um mundo da bola onde geralmente só o dinheiro interessa, e como já vimos e falamos aqui tantas vezes, meninos são tratados como bichos em criadouros até os 18 anos, quando a ampla maioria é devolvida para a sociedade como o que foram criados: bichos.
Era diferente aquele Uruguai que tanto me chamava a atenção. De um “maestro” e líder, o simpático Oscar Tabárez, capaz de discorrer sobre botânica, história, política e filosofia em um papo, além de deliciosas histórias sobre o futebol de ontem e hoje. Assim que assumiu, mudou o rumo da história dos seus comandados. Estudar era preciso, e em cada seleção de base, os meninos eram incentivados e as condições para tal eram criadas. Muito diferente do cenário brasileiro, onde os bichos são confinados em alojamentos por meses, anos, saindo, tal e qual bichos mesmo, apenas para treinamentos. A mente sendo deixada atrofiada...E depois não entendem minha revolta quando vejo o cara sendo criticado porque virou um bicho, quando faz bobagem, e não o sistema que criou esses bichos...
Procurei me aprofundar mais um pouco sobre aquilo que acontecia no Uruguai. A tal revolução que começava a ver. Que tinha começado de forma surpreendente: em um país de três milhões de habitantes apenas, sem a mesma base larga de observação como o Brasil, o primeiro passo para a renovação do futebol uruguaio foi uma imensa peneira pelo país, ainda em 2006, para compor as seleções de base. Feito isso, selecionados jogadores, o estudo passou a ser tão importante quanto treinos de campo e físicos.
Ainda em 2007, procurei o psicólogo Gabriel Gutierrez, braço direito e peça fundamental no trabalho de Oscar Tabárez com garotos da base. Encontrei ali convicções e ideologia, certezas muito acima de resultados eventuais, e uma imensa preocupação com ser humano acima de tudo. Muito diferente de tudo o que eu já havia visto no futebol e da nossa máquina de moer gente das categorias de base. Repasso aqui trechos da entrevista brilhante que Gabriel, que segue até hoje em todas as seleções de base uruguaias e também esteve na África do Sul com a seleção principal em 2010, me concedeu em 2007. Discorria sobre o quanto é fundamental fazer esses meninos da base completarem os estudos e do crime que é relegar isso em detrimento da ganância e de interesses maiores.
Gabriel Gutierrez:
“Menos de um por cento chega a ser profissional. Seria muito irresponsável estimular que o futebol é a salvação, quando a estatística marca que 99% não irão se salvar”.
“Falar com os pais é fundamental, mas creio que as instituições esportivas tem que divulgar essas cifras, que são duras, e estabelecer políticas, nas quais, quem está participando do processo esportivo não abandone os estudos, que consolidem sua personalidade. É tarefa dos adultos porque em algum momento os prejudicados serão esses 99%, que em algum momento vão reclamar. Um dia eles se perguntam: ‘Por que não me disseram que esse caminho não era seguro, me disseram tantas vezes que ia chegar’. O menino tem 12, 14, 15 anos, e há adultos, que, com pouca responsabilidade, estimulam, estimulam e depois quando esse menino, ou adulto está só, não vê ninguém ao redor, para dizer que agora tem 20, 25, 30 anos, e futebol te disse que não, e está só na vida”.
“É obrigatório exigir o estudo como plano A ou B como atividade fundamental porque as cifras do futebol são muito duras”
Alguns aspectos dessa revolução charrua devem ser ressaltados:
- A seleção sub-20 uruguaia do sul-americano no Peru já é fruto dessa experiência incrível e dessa revolução de costumes e modos que vai se processando no Uruguai. Dez dos 22 acabaram o segundo grau, sendo que todos acabaram o primeiro grau. Alguns ingressaram na universidade. Não tenho os números aqui, mas provavelmente, nas outras seleções da competição, seja um milagre encontrar algum jogador com segundo grau completo, salvo um esforço individual imenso. Repito: 10 jogadores da sub-20 uruguaia terminaram o segundo grau.
- Lideranças são estimuladas, ao contrário do comportamento de “boizinhos de presépio” geralmente estimulado no futebol de uma maneira geral. O capitão Diogo Polenta é capitão desde a seleção Sub-15, passando pela sub-17.
- A presença e a liderança de Oscar Tabárez vai muito além de algo superficial, um jogar para a torcida. O “Maestro”, como é chamado no Uruguai, comparece a praticamente todos, exatamente isso, praticamente todos os treinamentos das seleções sub-15, sub-17 e sub-20. E se necessário, sem maiores melindres, entra em campo, corrige o necessário, conversa com jogadores e treinadores.
- O estímulo para o estudo e o incentivo para o surgimento de lideranças começa a ter efeito prático no cenário uruguaio. Jogadores com maior senso crítico despontam, com suficiente postura e clarividência para se posicionarem e decidirem as coisas por si. A nova geração de talentos, a geração de Tabaréz, tem sistematicamente se insurgido contra decisões de seus empresários, e muitas vezes inclusive rompido com os poderosos do futebol uruguaio, dominado muito tempo por Juan Figger, depois por Paco Casal e mais recentemente por Daniel Fonseca. Os jovens Luis Suarez e Nicolas Lordeiro, ambos presentes em 2010 foram dois a se insurgir contra o empresário nos últimos tempos, sempre lutando por seus direitos.
- Finalizando: me incomoda profundamente toda vez que vejo louvações a “estrutura do vôlei brasileiro” na imprensa. Será admissível que meninos de 15 anos fiquem confinados no centro de treinamento de Saquarema por meses em treinamento sem estudar? Os próprios treinadores Bernardinho e Zé Roberto já se pronunciaram sobre a questão, lamentando. Toda vez que alguém louva tal “estrutura”, é cúmplice desse desrespeito ao ser humano, dessa eterna escolha por resultados em detrimento ao ser humano. Voltaremos ao assunto.
por Lúcio de Castro
/luciodecastro- 19h28
- 24Jul
walter oaquim
O esporte é promoção social, promoção de saúde, prevenção as drogas e CIDADANIA . Lucio, a sua visão humanista é contagiante.
- 12h56
- 24Jul
Cássio - Macapá-AP
Sua visão humanista sobre o esporte é incrível, Lúcio! Lembro de quando li este post do dia 18 de fevereiro e fiquei surpreso com seu posicionamento único na imprensa naquele momento. Afinal, quem diria que depois de sofrer um 6 X 0, o trabalho estava sendo conduzido de forma correta. Gostaria que você escrevesse sobre a forma como a Confederação Uruguaia conduz o futebol no país. No mais, lamento por termos uma imprensa que, em sua maioria, não valoriza profissionais como você. Um grande abraço.
- 20h22
- 23Jul
Thadeu Eduardo - São Joçao da Boa Vista
Parabéns pelo seu trabalho, sempre acompanho o blog, acho animal seu posicionamento em relação a vida e ao esporte pelo o que eu consigo entender de vc.Sempre mando mensagem falando que vc é um jornalista com sensibilidade de artista, sinto que o mundo precisa de mais pessoas com esse tipo de posicionamento em relação a vida, uma simplicidade, uma raiz com as coisas do povo e da história. Parabens companheiro. E vamos a luta!
- 19h37
- 23Jul
Diogo-Bh
Lúcio, já havia ouvido você falar no bate bola sobre a revolução uruguaia no futebol. Isto me impressiona muito, mas confesso que não fico tão surpreso, por uma população mais politizada do que a outra no mesmo continente latino americano. Se olhar para história, quando ainda erámos colonia de portugal, já havia indícios de colônias espanholas como argentina, uruguai, paraguai e chile, com claros avanços sociais e econômicos...indicando mais um caminho para soberania do que nossa falsa indepêndencia, como diria o peninha, o brasil não deveria jogar copa libertadores da américa, pois nunca conseguiu ser independente de fato: lutando!!
- 10h08
- 23Jul
Deyse
Lúcio querido, você é o cara, acho que mais uma vez você está sobrando em seu ambiente de trabalho, você destoa dos demais, pela inteligencia e pela pertinencia dos seus comentários. Qunado ouço os discursos apaixonados de alguns de seus colegas, penso naqueles religiosos fervorosos em casa e cheios de amantes na rua ou então no Lacerda, comunista na juventude e um direitista ferrenho depois. Toda vez que vejo um motorista de onibus, ou um carteiro com aquela bolsa pesadona ou uma caixa de supermercado, uma faxineira de instituição pública, penso: como podem exigir deles que não queiram um emprego público, para se estabilizarem e poderem eventualmente ficar em casa cuidando de suas mazelas. Como podem dizer que o povo brasileiro não gosta de trabalhar, ou que gostam de levar vantagem em tudo. Abraços
- 20h43
- 22Jul
Fernando - Praia Grande -SP
Esse é um texto de quem enxerga o futebol com uma visão maior, cultural, que envolve ideais de entendimento de mundo. Brilhante.
- 15h54
- 22Jul
Thiago Luiz
Hoje faz 60 anos do título mundial conquistado pelo Palmeiras contra a base da seleção italiana (Juventus de Turim). A FIFA não tinha o reconhecimento, poder e dinheiro que tem hoje; você pensa que é por isso que ela não reconhece o título ? Afinal, o futebol existe desde o século 19 e muita coisa importante aconteceu antes da FIFA se tornar "tão" importante.Não torço para o fracasso dos outros (penso que São Paulo, Santos, Corinthians...são campeões mundiais) e sim, pelo sucesso do meu time.Foi um título muito importante, principalmente depois da derrota de 1950, e foi o primeiro título internacional do Brasil, quee contribuiu para nossa conquista de 1958.Seria a mesma coisa que, daqui 50 anos, ninguém considerar os títulos que são ganhos hoje ! A FIFA vai reconhecer? Abraço. Thiago - Mooca - São Paulo.
- 21h40
- 21Jul
machado
Lucio hoje assisti uma discordância entre voce e o Jean, achei voce ufanista demais em relação ao brasil(com letra minúscula) sobre o brasileiro querer levar vantagem em tudo, voce reparou no intervalo do Bate Bola 1ª edição o comercial da Adidas o cara usando o desodorante sem ter pago, mais uma vez o brasileiro dando uma de esperto querendo levar vantagem
- 21h21
- 21Jul
LauroCezar
Taí!! Gostei da ideia de um especial sobre a revolução do futebol uruguaio. Outra coisa: Lúcio, vi o programa hoje, entendo você, mas concordo com Gian! Claro que brasileiro tem muitas virtudes! Mas eu não me animo não! Todos os dias vejo o comportamento de uma boa parcela e esse comportamento é egoísta sim. Nos mais variados locais e o trânsito é um exemplo claríssimo! Como pensa em si BOA PARTE do povo brasileiro!
- 21h40
- 20Jul
Gabriel
Excelente texto. Parabéns Lúcio. Achei particularmente interessante o fato de o braço direito do Oscar Tabarez ser um psicólogo. Acho que esse é o primeiro caso (em grande escala) onde os efeitos do trabalho de um bom profissional da area de Psicologia influenciaram na construção de um projeto vencedor e que é ao mesmo tempo importante na vida dos jogadores do clube/seleção; os resultados estão acontecendo naturalmente, enquanto o foco é centrado na humanização dos profissionais, sem deixar de valorizar o sucesso e a vitória ao longo do processo. No mais, aguardaremos mais uma grande reportagem da Espn Brasil com o tema "A ressurreição do futebol uruguaio".
- 21h20
- 20Jul
Lalá
Lúúúúúúúcio, Publica um livro... Se possível, com vídeo tb. Vc merece, seus fãs merecem, O Uruguai merece, o Brasil precisa. ;)
- 19h53
- 20Jul
Max Almeida-Itaetê - BA
Urgente Lúcio e ESPN queremos um especial sobre essa revolução... Como você mesmo diz: Um abraço amigo e perabéns!!! fala de mim ae Lúcio coloca Itaetê no mapa
- 17h00
- 20Jul
JOAO
Prezado Lúcio, muito legal assistir sua participação todo dia COM AQUELES CANÁLIAS...HAUIAHIAHAIUAUHIAHI, vc sempre faz intervenções pertinentes e focadas, gostaria de sugerir para que converse com seu diretor do programa com o João enfim, para que vocês levem um engenheiro especialista em construção existem milhares, e que esse engenheiro faça rapidamente on line o orçamento de 1 m2 construido na tv, e projete pelo numero de m2 do fielzão como vocês estao comentando entendo e acho muito legal, porem acho que daria mais credibilidade vocês mostrarem por exemplo o orçamento na alemanha que o pedreiro ganha 5mil dólares e eles gastam 200 pra fazer uma arena e aqui o pessoal gasta 820. Espero que assim os comentários seus e do grupo fiquem mais contundentes para o povão...e evite que os curinthianos falem de vocês como quem só corneta e não sabe o que fala. Espero que aceite minha sugestão e mande um abraço para gente no programa. Muito grato e grande abraço ao João meu aquele CANÁLIA.
- 16h35
- 20Jul
\ José A Pavinato
Parabens Lucio. Esta materia mostra que você é um cara de grande carater sem paixão clubistica, diferente da maioria da imprensa esportiva. Sugiro a você, enviar esta matéria a todos os presidentes de clubes do país. Provavelmente, irá encontrar ressonancia em alguns. Agora, para a CBF é perda de tempo, a não ser que seja para construir estádio. Saudações.
- 16h25
- 20Jul
LauroCezar
Maravilhoso texto, Lúcio! Estou muito feliz com a revolução no Uruguai. tenho grande simpatia pelo país e é ótimo ver que uma força no futebol de outros tempos está voltando. E melhor ainda saber que é revolução mesmo, algo profundo, possível quando se tem real vontade. E quando se tem gente de caráter. Parabéns também pelo TEU trabalho. Eu te acompanhava no Sportv e fiquei muito feliz quando foi contratado pela ESPN. E é ótimo te ver todos os dias no Bate-Bola, com tempo, espaço, liberdade. Vida longa à parceria! Abs
- 13h32
- 20Jul
Lucas Amaro
Do Blog - Sound Vision Quem quer comprar os estádios do Euro 2004? de João Lopes 1. A herança dos estádios do Euro 2004 não é exactamente um caso de sucesso (o Estádio de Leiria, por exemplo, está à venda). Nada que tivesse escapado a algumas pessoas que, em 2002/2003, não se esqueceram de perguntar que sentido fazia sobrecarregar o país com tamanha despesa. Em boa verdade, não sei se o número de tais pessoas excedia os dedos de uma mão... 2. Quase uma década depois, sobretudo em televisão, passou a ser chique discutir a "crise" e protestar, com um misto de preocupação e sarcasmo: "Ah!... E os estádios do Euro 2004!! Que desgraça!!!". 3. É tal a abundância de militantes anti-Euro 2004 que só podemos deduzir que regressaram há pouco de outro planeta. Daí o pedido: da próxima vez que se ausentarem para além dos anéis de Saturno, deixem um endereço para nós mandarmos notícias. Se ainda não sabem, acrescento que Portugal perdeu na final, com a Grécia. A Grécia?
- 20h08
- 19Jul
Rafael - SJC
Lúcio, boa noite! Me junto a todos os outros leitores para parabenizá-lo pelo excelente texto! Sou brasileiro, mas digo que há algum tempo, dá muito mais vontade de ver essa camisa celeste em campo do que a nossa amarelinha. É triste assumir isso mas é um fato. Na última copa do mundo, eu assistia aos jogos da seleção uruguaia e ao ver aquele comprometimento, aquela vontade, aquela garra, de toda a equipe, sempre me surgia a pergunta "Por que a minha seleção não se entrega em campo assim também?". Eles podem até cair, mas cairão de pé, lutando sempre. E não há orgulho maior para um torcedor! Ver a sua equipe lutando até o fim. Nesse tipo de situação, penso, o resultado pouco importa: a camisa foi representada dignamente. Já para nós brasileiros, o futuro parece incerto: estamos longe de termos uma equipe com um espirito de luta como a celeste; do outro lado, o nosso famoso "talento individual" parece não ser mais suficiente para ganhar jogos e competições. Um fiasco em 2014 nos espera.
- 16h35
- 19Jul
Gabriel
Por favor, ESPN, faça um especial sobre esse renascimento do futebol uruguaio. Sobre o texto: gênial.
- 16h16
- 19Jul
Yasmin
Parabéns pelo sempre ótimo trabalho, Lúcio. Sou sua fã. É sempre bom ver comentários tão contundentes. São raros por aí. Abraço!
- 04h20
- 19Jul
Lalá
Cara, vc acaba de dar sentido a tudo que sinto pelo Uruguai e pela Celeste! Pensava que os amava pelo Maracanazo, pela vontade em campo e, sempre, por Eduardo Galeano. Mas agora percebo que minha "intuição política" tinha mais fundamentos. Amo seus textos. Dá tesão de ler! Sempre brilhantes e sem pedantismo de iluminado! Obrigada! PS: Uma final Uruguai X Venezuela seria td de bom. Eu ficaraia dividida, mas pensando bem... pra Venzuela, ser vice -- e do Uruguai! -- já seria uma grande vitória.
- 00h43
- 19Jul
Gerardo Carvalho
Caro Lúcio: sou uruguaio, morando ha 9 anos no Brasil, em Natal-RN. Acompanhei sempre o futebol do meus país, desde os anos dourados, passando pela "noite", e vivendo com alegria novamente o re-começo. Tenho um filho de 10 anos que é fanático da celeste, felizmente. Acompanho diariamente seus comentários no Bate Bola, e sempre achei que a equipe da ESPN é a mais preparada com relação a comentários sobre futebol porque existe pesquisa e investigação antes de qualquer matéria, coisa ausente na maioria dos programas esportivos. Já falei isso pra PVC. Com relação à matéria, excelente e com rigor empírico. Levanto a bandeira de vários comentários lidos acima, e peço a você um livro sobre o assunto. Acho que o processo merece e pode ajudar a muitos profissionais e políticos a pensar no assunto. Me coloco a disposição pra contatos no Uruguai e bibliografia sobre o assunto Abraços Gerardo Carvalho
- 21h24
- 18Jul
Maiquel
Gracias por exaltar a Uruguay, a nuestra gente, nuestra educación, estoy orgullosa del pais en el cual vivo de nuestra cultura y estoy totalmente de acuerdo cuando mencionas en que se estan formando ciudadanos conscientes! HUMILDAD es el secreto de la victoria!Gracias tambien por exaltar sobre todo a la seleccion Uruguaya y al maestro!! Un saludo desde Uruguay! Obrigada!
- 21h06
- 18Jul
beto abreu
muito bom lucio. Estamos esquecendo que quem faz a revolução somos nós. Tem que haver algo que possamos fazer para que interesses particulares do Sr Ricardo Teixeira não sobreponha toda uma nação que está perdendo uma essencia do futebol sob meu ponto de vista "o patriotismo através da nossa seleção". Você concorda? Eu era criança e tinha o maior orgulho de ser brasileiro por causa do nosso time de futebol, tinha dó das outras criançãs de outros países por não setem brasileiras. Este comentario não é baseado no jogo de ontem, mas no momento que o nosso futebol vive. Um abraço. Todos os dias acompanho o BB1 no horario do meu almoço.
- 20h21
- 18Jul
Marco Antonio
Prezado Lúcio. Sou uruguaio e quase chorei com seu texto. Como escreveram por ai, BRILHANTE. Realmente o trabalho que vem sendo feito nas categorias de base do futebol uruguaio é maravilhoso, não sei se é uma revoluão mas é um bom trabalho. Á selecão uruguaia sub 17 sagrou-se vicecampeão do mundial jogado no Mexico, e havendo eliminado o Brasil com um placar de 3 a 0. Acho que o melhor ainda está por vir com as novas geraçoes. Um grande abraço (y disculpas por mi portugués) Marco
- 19h11
- 18Jul
Igor Guedes
Lúcio, parabéns texto louvável, acho suas falas, concepções e postura admiráveis.
- 19h01
- 18Jul
Jefferson Prata (Petrópolis\RJ)
Boa Lúcio, excelente artigo, e isso poderia dar até um bom especial pro canal, mostrando o que se faz no Uruguai !
- 18h53
- 18Jul
Júlia
Lúcio, parabéns pelos dois textos, brilhante análise do futebol uruguaio. Deixei de torcer pelo Brasil tanto na Copa do ano passado quanto nessa Copa América porque me encantei pelo time uruguaio e pela raça (NÃO destempero, como você bem nos faz perceber) com que eles jogam. Devíamos ter mais seleções como a do Uruguai e mais jornalistas como você.
- 18h07
- 18Jul
Leandro Vendramin Azevedo - Jundiaí / SP
Brilhante, Lúcio!
- 17h39
- 18Jul
RICARDO
Lúcio, Parabéns pelos dois textos. Como outros leitores escreveram, tb me lembrei do 1º post quando assistia à resistência uruguaia diante dos ataques de Messi & cia. O que diria Eduardo Galeano sobre esse jogo, hein?! Ele já escreveu a respeito disso? Um abs.
- 16h04
- 18Jul
thiago faquineli
Muito bom o texto. Já tinha lido na primeira publicação e lembrei dele na hora do jogo contra a Argentina. Sensacional
- 15h02
- 18Jul
Gustavo
Lucio, EXCELENTE!! La verdad que nos llena de orgullo lo que está haciendo el MAESTRO Tabarez. Gracias por esa publicacion. VAMOS LA MAS LINDA, LA MAS HERMOSA, LA CELESTE DEL ALMA!!
- 14h50
- 18Jul
Rubens Mario
Lúcio, antes de tudo, parabéns! Seu blog aqui é uma pérola do jornalismo no Brasil. Ah e aproveita a Copa América e pressiona o pessoal aí da ESPN pra mostrar na TV esse trabalho da seleção uruguaia ou ao menos escreve mais sobre isso e nos passa mais fontes para conhecermos um pouco melhor esse tão bela revolução.
- 14h10
- 18Jul
Mauricio Abdrade
Continuando equipes e atletassão punidos quando ultrapassam o número de faltas permitidos. No futebol não, cabe ao árbitro tomar essa decisão apenas expulsando os jogadores, mas isso raramente acontee e quando acontece, ainda se discute que a falta não foi para tudo isso. É um absurdo. O Edllson Pereira de Carvalho, dizia: eu não preciso marcar nada absurdo, basta marcar aquilo que é duvidoso e ponto, como penalys e vão ficar discutindo o resto da vida. Expulsar em falta simples essas coisas que vemos toda hora acontecer. E ainda elogiam o futebol do Uruguai que faz mais de 25 faltas por partida. Não estou falando do processo de trabalho, mas do time dentro de campo. Então acho que o Real Madri deveria contratar o Vera, afinal de contas ele faz faltas o tempo todo e jogadores como Neymar, diant dele não cosneguem jogar, por que os árbitros não fazem cumprir a regra, tão claro para aquele imbecil do Arnaldo Cesar Coelho, aliás cadê o tira-teima no lance do Fred.
- 14h10
- 18Jul
Atila Rafael
Lúcio de Castro, meus parabéns pelo excelente texto e informação que nos trás, estou repassando para todos! Abraços
- 14h06
- 18Jul
Mauricio Abdrade
Finalmente apareceu alguém para fazer uma análise correta. Se cobrou muito quando perdemos a copa de 2010. E qual eram a cobranças iime mais jovem? foi feito. Time mais ofensivo com volantes que saem para jogo foi feito? Mas se esquecem de cobar o obvio. O processo de renovação não pode ser feito por imorais. Nossas seleções de base são dominadas por empresários e interesss comercaiis e quanto a isso não se cobra. Na última copa a seleção foi formada em cima de preceitos religiosos e ninguém falou nada. Agora chamram um técnico que enorme conhecimento, paciência mas atrelado a imoralidade da CBF. Então as derotas não podem ser creditadas apenas ao campod e jogo. Quanto a este, nossa imprensa deveria se preocupar com arbitragens facciosas, profundamente comprometidas como as de ontem em qeu um time passa o jogo inteiro fazendo faltas e não é púnido. Um jogador chamado Vera fez mais de seis faltas em Neymar e não foi expulso. Em outros esportes, equipes e atletas são punidos quando
- 13h59
- 18Jul
Dennis - Fortaleza(CE)
Sensacional, como sempre. Parabéns.
- 13h37
- 18Jul
Julio Cesar Cardoso - Floripa
Ótimo texto! Enquanto a CBF tratar as categorias de base como petiscos para empresários, jamais haverá uma revolução verdadeira.
- 13h01
- 18Jul
Gustavo - Botucatu SP
Lúcio vocês são fodas! A ESPN Brasil é de longe o melhor veículo de informação de esportes! Tá de parabéns o post e a política do futebol uruguaio. Queria eu que os jogadores de base brasileiros fossem formados com senso crítico. É ridículo ver a pressão de empresários, patrocinadores e CBF que só buscam lucro em cima do esporte.
- 12h23
- 18Jul
Bruno Monteiro
Há algum tempo atrás vi na ESPN o belíssimo trabalho sobre o Haiti, o país dos Rest Avec. Me recordo de ter pensado em escrever aqui, parabenizando a você e sua equipe, mas não o fiz na oportunidade. O faço agora. Quanto ao presente artigo, além de mais uma vez parabenizá-lo, quero agradecê-lo. Muitas vezes a banalidade do que leio, vejo e ouço nos meios de comunicação me desalentam. A imbecilização tornou-se um culto e as reflexões em busca da evolução humana parecem ter sido esquecidas. A formação da individualidade humana é, ao meu ver, a mais valorosa conquista a ser perseguida. Esse exemplo uruguaio aborda, ainda que em questões basais, formas de tentar prover ao futuro homem a possibilidade de criar-se a si mesmo, de ser livre e ter opções. O escravagismo mental que se impõe aos jovens é algo monstruoso que deveria ser repudiado, porém isso não é suficiente; é preciso compartilhar idéias, soluções, experiências, para que possamos de fato superar tais barreiras. Obrigado, Lúcio.
- 12h04
- 18Jul
Pierre
Caro Lucio, no Brasil, com RT e os governantes que temos, creio ser dificil (senao impossivel) qualquer revoluçao. A propria destinaçao do orçamento nos orienta à direçao das coisas...
- 11h58
- 18Jul
Alexandre Rodrigues Alves
Brasil e Argentina ainda estão montando seus times e tem isso como "desculpa" para a eliminação precoce, mas penso que o que sobra em Uruguai e Paraguai falta nos 2 "gigantes" sul-americanos, que é a vontade de vencer, a abnegação tática e a disciplina, mesmo de seus jogadores mais conhecidos. No caso da Argentina ainda tem o fato da pressão psicológica de muito tempo sem título e no caso do Brasil, alguns erros dentro de campo (tirar Neymar e Ganso ao mesmo tempo na prorrogação, deixar Lucas Leiva e André Santos no time) e fora dele (livre acesso de presidentes de clubes e empresários por exemplo) fazem com que nem sempre a "amarelinha" jogue sozinha em campo. Admiro o Uruguai e também seus textos aqui no site, parabéns Lucio!
- 11h40
- 18Jul
Matheus
Indo para além do futebol e do esporte, o eurocentrismo é o reduto de quem se acha superior ao ianquecentrismo. A Miami dessa galera é Paris (que de fato é um espetáculo né?...). Viajar pelas Américas, nem pensar. Não interessa conhecer nossos vizinhos. Nem África, Ásia... É aquela história de que os artistas africanos são naif, meros artesãos, e que só a partir do momento em que um Miró se inspira neles é que vira arte. Para limpar a lente embaçada do eurocentrismo que nubla nossas visões (é inevitável né... somos subproduto deles) dois livros são muito bons: 1421 O Ano em que a China Descobriu a América; e 1434 - O Ano em que uma Magnífica Frota Chinesa Velejou para a Itália e deu Início ao Renascimento. Boa leitura!
- 11h39
- 18Jul
Rosemberg Oliveira
Lúcio, belíssimo trabalho, esse seu. Parabens pelas felizes colocações, sem o surrado viés tupiniquim que, nos últimos anos, tanto tem norteado as opiniões dos nossos jornalistas esportivos, mormente aqueles que colocam as suas pessoais paixões clubísticas acima de qualquer outra realidade nacional. Somente uma pergunta ao amigo: Você não acha que treinador que detém ou negocia contratos de jogadores de futebol podem, mercê de seus interesses, vender ou permutar resultados de jogos? Se possível, leve esse singelo tema ao bom debate do Bate-bola, pois eu gostaria de saber, também, as opiniões do Mauro, PVC, e demais ilibados que formam aquele valoroso debate esportivo. Fique com Deus e mantenha-se lúcido, como lhe é peculiar!!! Rosemberg Oliveira São Mateus/ES
- 11h32
- 18Jul
Geferson Martins - Arraial do Cabo/RJ
Bom dia amigos, vou lhes dizer algo muito sério, ainda nao digeri o zagalo, a ultima copa ainda esta engasgada, e ontem?! Melhor deixar-mos pra lá e faça-mos uma boa dieta!! Será que a culpa foi mesmo do Dunga? Do Mano? Dos Jogadores? Bom, enquanto os nossos "melhores-jogadores"(Marketing), não vestirem a canarinho com honra, cantarem um hino nacional com garra, e ao menos olharem de cara feia para os nossos adversários tudo vai continuar assim..!! Qual a preoculpaçao de ganhar algo? Ate por que os "Milhonários da CBF", estao rindo à toa!! Nos próx. 3 anos não temos obrigaçao nenhuma de classificar-mos p/ coisa alguma. Vergonha! Vergonha! Vergonha!Copa do Mundo no Brasil?!! Um fiasco!!!
- 11h30
- 18Jul
Matheus
Lucio, em primeiro lugar, como sempre, parabéns! Para mim a principal fonte do eurocentrismo no futebol é a própria ESPN. Acho um canal fantástico na independência jornalística e na qualidade das análises da maioria dos comentaristas (vc está incluído nesta maioria!). Mas me incomoda profundamente, há tempos aliás, o eurocentrismo absurdo do canal. Não passa e mal comenta o futebol argentino!!! Chega a ser vergonhoso para um canal com as bandeiras que sempre levanta. E é ainda mais acentuado em alguns comentaristas, para quem absolutamente tudo que vem do velho continente é maravilhoso. Certa vez ouvi do Julinho que para ele a Libertadores tem que se aproximar da Liga dos Campeões em todos os aspectos. Falou isso para mostrar sua posição em relação a um jogo final único. Aí eu pergunto: quem iria, aqui no Brasil, a uma final entre LDU e Estudiantes??? Então, Lúcio, levante mais essa bandeira dentro do canal!
- 11h16
- 18Jul
Marcos Arante
Por isso sou seu fã, Lúcio. Camarada que sempre vê estas questões das "humanidades" em vez de ficar de oba-oba escrevendo bobagens e ufanias descabidas. Belos textos, continue assim. Parabéns!
- 10h37
- 18Jul
luiz cláudio
Parabéns Lúcio. Excelente texto e contexto.
- 10h30
- 18Jul
Rafa
Muito bom o texto. E melhor ainda é ver a maneira como eles jogam; não são os melhores, mas não desistem nunca. Só perdem pros que são realmente melhores que eles, nunca pros que têm mais garra.
- 10h24
- 18Jul
Brunno
Fantástico!!! É um prazer imenso ter a oportunidade, em uma segunda de manhã, ler um texto extremamente bem redigido sobre um tema que envolve muito mais que futebol. O mundo precisa de mais jornalistas como você, que dentro da sua área, consegue tratar com maestria diversos temas que estão interligados entre si, sem deixar de falar do próprio futebol e criticar aqueles que devem ser criticados, com delicadeza e precisão. Você, assim como os comentaristas em geral na ESPN, são quase como essa seleção uruguaia. Trabalham em silêncio, porém plantam qualidade e um pouco de visão cultural na cabeça de seus assinantes. O futebol por si só já é apaixonante e, tratado dessa forma, onde ele é parte de um todo que é a sociedade, se torna ainda mais. Essa seleção uruguaia merece um livro, espero que você o escreva, o mundo precisa saber que é possível e necessário se reinventar e renovar com consciência para se tornar um lugar melhor. Parabéns!
- 09h58
- 18Jul
Alcysio Canette
Ah, que bom seria se mais pessoas lessem um artigo dessa qualidade.. Mas infelizmente nós estamos em uma sociedade boizinho de presépio, onde o senso crítico é algo a ser combatido, não estimulado
- 17h20
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Lúcio é carioca, formado em História e Jornalismo. Conquistou os principais prêmios de jornalismo: Embratel (2003 e 2006), TV Globo (2005,2006 e 2009) Anamatra Direitos Humanos 2009, Prêmio Direitos Humanos MJDH/OAB 2008 e 2010, Ibero-Americano (UNICEF-EFE) Fundación Nuevo Periodismo (dirigida por Gabriel Garcia Márquez) e Vladimir Herzog (2011)
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