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- 01h42
- 18Feb
A maior revolução do futebol atual está no Uruguai
por Lúcio de Castro
Alguma coisa está fora da ordem mundial do futebol. E se chama Uruguai. A goleada sofrida na final do Sub-20 contra os brasileiros não pode de maneira alguma apagar a coisa mais digna, revolucionária e humana que está se fazendo no cenário do futebol atual: o exemplar trabalho de base realizado no Uruguai desde 2006, idealizado desde a chegada de Oscar Tabárez na seleção principal e coordenando todas as categorias. E com ele, um personagem pouco conhecido mas com um trabalho modelo e espetacular, um dos profissionais mais brilhantes que conheci nesse meio: o psicólogo Gabriel Gutierrez.
Os resultados não são o mais relevante nesse caso. Nem mesmo a inquestionável escalada da “Celeste Olímpica” nos últimos anos. Não é tão relevante o sucesso na última copa do mundo, a classificação para as Olimpíadas de Londres no ano que vem, depois de 84 anos de ausência, comprovando que algo de diferente mesmo acontece, e não serão relevantes eventuais resultados ruins. Quando um trabalho é sólido, eventuais resultados não podem ser o fator preponderante. É mais ou menos como audiência em tv: coisas tenebrosas bombam, batem recordes de ibope, e coisas como os especiais do Geneton devem dar traço. Azar do ibope.
Existem diversos caminhos para a vitória, sem fórmulas matemáticas. Comentar em cima de resultado, além de erro, é vergonhoso. Comentários devem ser em cima de trabalhos. Pois se existe um trabalho que deveria ser analisado, comentado e divulgado por todos, é o trabalho de base realizado no Uruguai. Pelos aspectos técnicos também, conquistas, mas acima de tudo, por ser exemplo de trabalho voltado para o ser humano, como jamais foi feito aqui no Brasil, e me parece tão distante ainda de acontecer. Vale a pena um breve mergulho no país vizinho para conhecermos um pouco do que está se fazendo por lá e deveria ser feito aqui. Urgentemente, para ontem.
A militância e o especial interesse por categorias de base, por entender que lá estão as maiores aberrações realizadas nesse mundo do futebol me chamaram atenção para o Uruguai há algum tempo. Algo de novo acontecia por lá. Comecei a ter contato com os responsáveis em diversos sul-americanos sub-15, sub-17, e a tentar conhecer o que acontecia. Uma revolução silenciosa estava em andamento. Uma revolução de humanistas, de gente com escrúpulos e de bem, em um mundo da bola onde geralmente só o dinheiro interessa, e como já vimos e falamos aqui tantas vezes, meninos são tratados como bichos em criadouros até os 18 anos, quando a ampla maioria é devolvida para a sociedade como o que foram criados: bichos.
Era diferente aquele Uruguai que tanto me chamava a atenção. De um “maestro” e líder, o simpático Oscar Tabárez, capaz de discorrer sobre botânica, história, política e filosofia em um papo, além de deliciosas histórias sobre o futebol de ontem e hoje. Assim que assumiu, mudou o rumo da história dos seus comandados. Estudar era preciso, e em cada seleção de base, os meninos eram incentivados e as condições para tal eram criadas. Muito diferente do cenário brasileiro, onde os bichos são confinados em alojamentos por meses, anos, saindo, tal e qual bichos mesmo, apenas para treinamentos. A mente sendo deixada atrofiada...E depois não entendem minha revolta quando vejo o cara sendo criticado porque virou um bicho, quando faz bobagem, e não o sistema que criou esses bichos...
Procurei me aprofundar mais um pouco sobre aquilo que acontecia no Uruguai. A tal revolução que começava a ver. Que tinha começado de forma surpreendente: em um país de três milhões de habitantes apenas, sem a mesma base larga de observação como o Brasil, o primeiro passo para a renovação do futebol uruguaio foi uma imensa peneira pelo país, ainda em 2006, para compor as seleções de base. Feito isso, selecionados jogadores, o estudo passou a ser tão importante quanto treinos de campo e físicos.
Ainda em 2007, procurei o psicólogo Gabriel Gutierrez, braço direito e peça fundamental no trabalho de Oscar Tabárez com garotos da base. Encontrei ali convicções e ideologia, certezas muito acima de resultados eventuais, e uma imensa preocupação com ser humano acima de tudo. Muito diferente de tudo o que eu já havia visto no futebol e da nossa máquina de moer gente das categorias de base. Repasso aqui trechos da entrevista brilhante que Gabriel, que segue até hoje em todas as seleções de base uruguaias e também esteve na África do Sul com a seleção principal em 2010, me concedeu em 2007. Discorria sobre o quanto é fundamental fazer esses meninos da base completarem os estudos e do crime que é relegar isso em detrimento da ganância e de interesses maiores.
Gabriel Gutierrez:
“Menos de um por cento chega a ser profissional. Seria muito irresponsável estimular que o futebol é a salvação, quando a estatística marca que 99% não irão se salvar”.
“Falar com os pais é fundamental, mas creio que as instituições esportivas tem que divulgar essas cifras, que são duras, e estabelecer políticas, nas quais, quem está participando do processo esportivo não abandone os estudos, que consolidem sua personalidade. É tarefa dos adultos porque em algum momento os prejudicados serão esses 99%, que em algum momento vão reclamar. Um dia eles se perguntam: ‘Por que não me disseram que esse caminho não era seguro, me disseram tantas vezes que ia chegar’. O menino tem 12, 14, 15 anos, e há adultos, que, com pouca responsabilidade, estimulam, estimulam e depois quando esse menino, ou adulto está só, não vê ninguém ao redor, para dizer que agora tem 20, 25, 30 anos, e futebol te disse que não, e está só na vida”.
“É obrigatório exigir o estudo como plano A ou B como atividade fundamental porque as cifras do futebol são muito duras”
Alguns aspectos dessa revolução charrua devem ser ressaltados:
- A seleção sub-20 uruguaia do sul-americano no Peru já é fruto dessa experiência incrível e dessa revolução de costumes e modos que vai se processando no Uruguai. Dez dos 22 acabaram o segundo grau, sendo que todos acabaram o primeiro grau. Alguns ingressaram na universidade. Não tenho os números aqui, mas provavelmente, nas outras seleções da competição, seja um milagre encontrar algum jogador com segundo grau completo, salvo um esforço individual imenso. Repito: 10 jogadores da sub-20 uruguaia terminaram o segundo grau.
- Lideranças são estimuladas, ao contrário do comportamento de “boizinhos de presépio” geralmente estimulado no futebol de uma maneira geral. O capitão Diogo Polenta é capitão desde a seleção Sub-15, passando pela sub-17.
- A presença e a liderança de Oscar Tabárez vai muito além de algo superficial, um jogar para a torcida. O “Maestro”, como é chamado no Uruguai, comparece a praticamente todos, exatamente isso, praticamente todos os treinamentos das seleções sub-15, sub-17 e sub-20. E se necessário, sem maiores melindres, entra em campo, corrige o necessário, conversa com jogadores e treinadores.
- O estímulo para o estudo e o incentivo para o surgimento de lideranças começa a ter efeito prático no cenário uruguaio. Jogadores com maior senso crítico despontam, com suficiente postura e clarividência para se posicionarem e decidirem as coisas por si. A nova geração de talentos, a geração de Tabaréz, tem sistematicamente se insurgido contra decisões de seus empresários, e muitas vezes inclusive rompido com os poderosos do futebol uruguaio, dominado muito tempo por Juan Figger, depois por Paco Casal e mais recentemente por Daniel Fonseca. Os jovens Luis Suarez e Nicolas Lordeiro, ambos presentes em 2010 foram dois a se insurgir contra o empresário nos últimos tempos, sempre lutando por seus direitos.
- Finalizando: me incomoda profundamente toda vez que vejo louvações a “estrutura do vôlei brasileiro” na imprensa. Será admissível que meninos de 15 anos fiquem confinados no centro de treinamento de Saquarema por meses em treinamento sem estudar? Os próprios treinadores Bernardinho e Zé Roberto já se pronunciaram sobre a questão, lamentando. Toda vez que alguém louva tal “estrutura”, é cúmplice desse desrespeito ao ser humano, dessa eterna escolha por resultados em detrimento ao ser humano. Voltaremos ao assunto.
por Lúcio de Castro
/luciodecastro- 20h29
- 04Mar
Arnaldo
Outro belo texto Lúcio, parabéns!!! Não sabia que a famosa estrutura do volei brasileiro consistia em isolar jovens, impedindo-os de seguir os estudos. LAMENTÁVEL Mas se já um erro no processo devemos corrigi-lo e não somente desqualificar todo o resto que está sendo feito corretamente no volei. Abraço
- 21h07
- 02Mar
Marcos Goulart Macedo
Lucio, como sempre parabens. Acredito realmente que o problema no nosso pais seja realmente de cultura. Cultura da necessidade de sobrevivencia que as familias depositam nos meninos logo ao nascerem, para que sejam craques ao crescerem, da pressão da mídia, bombardeando as crianças com o sucesso de jogadores que conseguiram vencer, e ninguem se preocupa com o futuro da vida real, dos 99% que não vão se tornar sequer jogadores de futebol e vão ter que viver de verdade trabalhando, dando duro para sobreviver, e quando acordam para a realidade geralmente é muito tarde. Enfim já nos acostumamos com os nossos vizinhos serem muito mais cultos e continuamos achando que nos somos os craques da bola. Enfim para não me alongar muito é um prazer termos um jornalista esportivo que nos brinda com reportagens como as suas. Parabens a voce e a ESPN por nos proporcionar o prazer de poder conviver com voce. Um abraço.
- 12h13
- 02Mar
Ricardo Riso
Lucio, meu caro, sempre leio com prazer seus textos. A respeito do Adriano, ano passado meio aos escândalos que a imprensa reproduzia a respeito do craque, escrevi o artigo "O problema de Adriano mascara o racismo ao jogador negro " no meu blog A Bola Limpa. Convido-te a fazer a leitura. Segue o link: http://abolalimpa.blogspot.com/2010/03/o-problema-de-adriano-mascara-o-racismo.html um grande abraço e fico feliz por ainda termos jornalistas como você. Ricardo Riso
- 01h15
- 02Mar
Wilson - Lavras MG
Lucio, que texto sensacional, deveria ser lida por todos os brasileiros, que acham estar tudo às mil maravilhas no futebol brasileiro tsc tsc... Como todos nós somos ignorantes, letrados ou não! O exemplo dos moleques celestes mostra uma luz no fim do túnel para todos os esportes, mas que infelizmente com todo o sistema que está aí não dá para mexer!!! Como diz o Coronel Nascimento, o sistema é fd!!!
- 22h38
- 27Feb
Renato Prazeres
Olha, a questão não se trata apenas de se constituir cidadãos os jovens atletas, não. É também uma questão de rendimento no próprio esporte. Quando um atleta tem um nível de escolaridade maior, o seu rendimento aumenta muito em comparação a outro atleta de mesma habilidade, mas com escolaridade mais baixa. É só refletirmos: um jogador letrado absorve muito mais os ensinamentos dos treinadores, o planejamento de jogadas, o estudo de seu adversário, o comportamento dos atletas rivais, enfim, entende muito mais o jogo do que o atleta menos esclarecido. Resultado: há jogadores que, embora menos habilidosos que outros, rendem muito mais por conta de sua escolaridade. Vejam os exemplos do Brasil: Raí não era craque, mas rendia mais do que muitos assim denominados; Leonardo, idem, e assim por diante; No futebol atual: Kaká é inferior tecnicamente a Ronaldinho Gaúcho, sem dúvida. Mas olha o que este último fez da sua carreira, enquanto o outro só não fez mais sucesso porque se machucou...
- 15h03
- 27Feb
henrique lucas
Que materia bacana Lucio!!! E essa diferença ja se nota nas seleçoes do Uruguai, te mando um grande abraço, henrique popo, de laranjeiras, e aproveito pra te parabenizar pela coluna aqui no ESPN, pelos comentarios e por nos trazer mais informaçoes uteis..valeu!!!
- 11h01
- 27Feb
Bruno Sorroche
É um "MARACANASSO" de lição de cultura, história e moral que o Uruguai nos dá. Até quando Brasil seremos de Neymares, Ronaldinhos e Robinhos. Parabens Lucio!!
- 00h23
- 27Feb
Amilcar
LUCIO CASTRO VC FOI MUITO INTELIGENTE EM SAIR DA SPORT TV , ALEM DE PAGAR MAL OS PROGRAMAS HJ ESTÃO UMA DROGA. É UM LÉ COM CRE DANADO. MUITO FRACO.
- 09h16
- 25Feb
giovani - conceição do rio verde- mg
Bela matéria sobre o futebol Uruguaio. Alguma coisa de muito boa está acontecendo naquele Paíz. Não bastasse a campanha na copa da África, jogadores Uruguaios, fazem bonito pelo mundo. O que será que está sendo feito, em um paíz com menos de 4 milhões de habitantes, sendo que a metada na capital? Acredito, que a diferença de trabalho nos ultimos anos,tenha sido justamente os profissionais que trabalham nas divisões de base. Exceção se faça ao Nei Franco, o futebol de base no Brasil, sempre foi entregue a pessoas sem currículo no futebol. Rogério Lourenço e outros que o digam. Quem sabe estamos presenciando o inicio de uma nova era no nosso futebol de base.
- 00h02
- 25Feb
Bruno Perdigão
Cara, não sei como você um dia conseguiu emprego na SporTV. Devia sofrer bastante! Obrigado pelos seus textos!
- 22h09
- 24Feb
gremista
Deveria haver uma forma de os times do Uruguai jogarem como convidados talvez, a copa do Brasil, pois sem um campeonato nacional importante, times multicampeões como o Penharol e Nacional, acabam por não ter visibilidade e não conseguem sobreviver financeiramente no nível que merecem.
- 14h06
- 23Feb
Anderson Neves - Praia Grande-ES
Excelente texto Lucio, como sempre, mas estou postando esse comentario por outro motivo, sou da Grande Vitória no ES, e gostaria de saber como faço para conhecer as dependecias da ESPN no Rio, pois estarei indo ao Rio de Janeiro no início do mês e ficaria muito feliz se pudesse visitar os estúdios da Sucursal Rio da ESPN e conhece-lo e todos que trabalham no melhor canal esportivo do Brasil. Muito obrigado. Anderson
- 22h24
- 22Feb
Gustavo Lessa
Neymar: Craque. Apenas 18 anos e muita marra. Se tivesse educação, aproveitaria melhor a sua imagem e faria menos "criancices". Robinho: Professor do Neymar. Pato: Assistam a um vídeo no Youtube que conta quantas vezes ele diz a expressão "a gente". Um cara desse com certeza, não estudou muito. Ronaldinho Gaúcho: Entrevistas pobres e falta de cuidado com a imagem. São milhares de exemplos. Os acima são apenas a amostra mais glamurosa do sistema injusto do futebol brasileiro. Lembrem-se: Não é culpa deles (jogadores)!! E sim, do sistema ganancioso que só enxergou neles os jogadores, e não os cidadãos. Parabéns ao Uruguai, letrado e tetracampeão mundial (2 olimpíadas e 2 Copas do Mundo).
- 22h15
- 22Feb
Gustavo Lessa
Parabens pela materia, Lucio!!! Em meio a tantas discussões desagradáveis sobre CBF, sobre o futuro fiasco da Copa do Mundo no Brasil, Clube dos Treze, entre outros, você nos mostra um matéria original, de bom gosto e que infelizmente não vai inspirar nosso dirigentes. Quando digo dirigentes, me refiro também aos políticos e não apenas aos cartolas. É gritante a necessidade que os clubes tem de formar cidadãos-jogadores ao invés de jogadores-cidadãos. Todo dia vemos repetidamente atos e declarações infelizes de jogadores, aliás cidadãos que não tiveram a educação básica. Gostaria até de citar alguns nomes, pelo menos os mais famosos. E um comentário ao lado de cada nome: Bruno (ex-goleiro do Flamengo): Não precisa de comentários Adriano (Roma):É um dos jogadores mais burros (perdão pela palavra). Não só pelas fraquíssimas entrevistas, mas principalmente por desgastar sua imagem e desperdiçar seu talento ao aparecer em escândalos com mulheres, traficantes, bebida e futilidades. . . .
- 11h24
- 22Feb
Vitor Hugo Nabeth
Lúcio, excelente texto! O Brasil, embora esteja muito à frente dos outros em relação a futebol, o Brasil se encontrar anos luz atrás dos nossos vizinhos, Uruguai, Argentina e Chile, no quesito respeito ao homem e crescimento do ser humano. Parabéns pelo trabalho no Bate Bola e pelo altíssimo nível do blog. Abraços.
- 10h51
- 22Feb
javier
Fico feliz em ver um jornalista esportivo sair da mesmice de analise de resultados de jogos e nos proporcionar uma leitura esclarecedora e politica sobre o que ocorre com a educação dos atletas. Parabéns, a educaçao é o unico caminho que nos pode libertar das nossas opreções sociais e nos encaminhar para um futuro digno. Os jogadores bem sucedidos que estão retornando ao Brasil com toda pompa e mascara do mundo deveriam ser sabatinados sobre o assunto e mostrar que um idolo oco por dentro não tem valia alguma.
- 22h09
- 21Feb
rogério
obrigado pela informação LUCIO DE CASTRO. Uruguai é um Exemplo à ser seguido. Parabens ao Grande Maestro Oscar Tabarez pela visão e cuidado com os "meninos" da base. Independente do resultado alcançado em campo, o Uruguai é com certeza o grande vencedor por formar "homens". Parabens...
- 19h14
- 21Feb
Felipe Valente
Lucio, Gostaria muito de ler sua opinião sobre as possíveis consequências dos recentes acontecimentos no norte da África para o esporte da região.
- 19h12
- 21Feb
Felipe Valente
Me chamam de chato por não torcer nem um pouquinho pela seleção brasileira. Torcer é se identificar, e nossos selecionáveis, representam Ricardo Teixeira, entretenimento barato para europeu (ao vivo) e brasileiro (pela globo). Representa o entrave para times brasileiros em campanhas importantes e a alegria de empresários. Em fim, OS CANARINHOS NÃO ME REPRESENTAM EM NADA! E, agora, como estudante professor e poeta, tenho muito mais motivos para torcer para a celeste. www.felliterario.blogspot.br
- 13h10
- 21Feb
Margarita
Soy de URUGUAY, y me encanto el tema, tengo un hijo jugando en seleccion sub 17 , se estan preparando para el sudamericano de Ecuador en marzo, y es asi como UD. lo dice , Tabarez esta haciendo un exelente trabajo, concurre a las practicas, habla con los jugadores, les inculca "VALORES", y esta muy atento a todo, al comportamiento, y al juego, es un orgullo para nosotros tenerlo . Aca todos los jugadores tienen que estar estudiando, para poder jugar en la seleccion, y existe un PROGRAMA llamado GOL AL FUTURO, que se dedica solo a eso a buscar la manera de que todos los chicos de todos los equipos, estudien, ahora para los que empiesan 1º , 2º y 3º años ya hay un Liceo con un programa adecuado para jugadores, con horarios adecuados, y atendiendo todas las necesidades de los chicos. Es muy necesario prepararlos para el futuro que puede ser la vida real y no el futbol, como tu bien lo dices es la minoria que llega. Te felicito por el tema, EXELENTE.
- 12h07
- 21Feb
Gustavo
Gracias Lucio!! Muy bueno el texto!! Que Uruguay sea ejemplo es una alegria enorme!! Vamo Arriba Uruguay!!
- 11h51
- 21Feb
gustavo
Lucio exelente trabajo me gusto mucho y la copa del mundo tiene q volver para sudamerica q nunca se acabe el futbol!!!!
- 10h40
- 21Feb
paulo filipin
Boa matéria, parabéns. Imagina se a CBF estipulasse algumas regras, tipo, para cada seleção sub-alguma coisa um mínimo de estudo e só aceitasse convocar para a seleção principal quem tivesse o segundo grau completo. Seria uma pressãozinha mínima, mas que iria fazer os empresários, clubes e, principalmente, a molecada a correr atrás disso. Não é uma coisa tão dificil de se fazer! obvio que teria que ter um período de adaptação, mas a médio prazo, pelo menos teríamos, mais jovens que não servirão para o futebol com uma base para vida um pouco melhor!
- 08h38
- 21Feb
Fabio Luis de Lima
Boa Lucio, Pra quem teve que contar os "gados" essa sim é uma boa noticia que deve ser seguida...
- 21h50
- 19Feb
Mauro Bellenzier
Lúcio, matéria excelente! Parabéns! Sempre tive simpatia pelo Uruguai e seu futebol. Mais do que nunca, o sucesso deles servirá de exemplo para o mundo de futebol. Vida longa ao futebol uruguaio!!!
- 20h57
- 19Feb
Thomaz Santos
Excelente texto, e não só por mostrar essa admirável iniciativa uruguaia, mas por deixar claro que não há há prêmios ou troféus maiores ou mais importantes do que uma boa formação como ser humano. E isso passa, obviamente, pela educação. Espero, talvez em vão, que um dia esse exemplo do Uruguai se alastre mundo afora, e que mais jovens possam se beneficiar de um direito humano básico como o da educação. Parabéns, Lúcio, pelo ótimo trabalho. Thomaz Santos - Porto Alegre/SP
- 20h34
- 19Feb
Alessandro
Lúcio uma vez mais ótima matéria..parabéns
- 12h21
- 19Feb
leo jr
Parabens Lucio de Castro ,cada vez mais sou uns dos seus maoires adimiradores ,o fato de voce se atentar a esta questão ,uma queatão tão pouco debatida mas de fundamental importancia ,faz de voce esse genio que é,essa conscientizaçao é extremamente necessaria para o processo de formaçao de homens atletas ,que hoje em nosso futebol é raro vermos ,com pouquissimas excessões.
- 11h30
- 19Feb
Eduardo Conde Tega
Lúcio, parabéns pela sua abordagem no texto. Infelizmente, para a grande maioria dos projetos que "(de)formam" atletas, o discurso sobre os diferenciais sócio-educacionais se perde e surge a mesmice: verdadeiros depósitos de atletas, que oferecem alojamento, alimentação, treinamento e escola pública... e que de modo geral é de péssima qualidade. Um abraço! Tega www.cadernodecampo.com
- 11h08
- 19Feb
Juliano - Ipatinga/MG
Á, muito bacana seu texto e de causar uma profunda reflexão sobre como são administrados as carreiras dos jovens jogadores. Parabéns pelo artigo.
- 11h07
- 19Feb
Juliano - Ipatinga/MG
Lucio, bem ou mal, o Cruzeiro faz um trabalho nesse sentido na Toquinha, tendo uma escola dentro do CT dos jovens.
- 10h52
- 19Feb
Alanir Nunes / Nova Iguaçu - RJ
Ola Lucio e bom dia a todos! eu como professor de matematica e amante do futebol, não podeira deixar de exaltar esse belo texto! digo aos meus alunos que jogam bola, que tem que ter estudo, por que a vida de jogador é ingrata! nem todos ganham milhões e muitos são seduzidos por propostas e promessas de algo melhor. Por isso, vou levar esse texto para a escola que eu trabalho e mostrar a realidade pra esses garotos! grande abraço e sucesso sempre!
- 21h04
- 18Feb
Vitor Cymrot
"Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente". Só uma análise mais profunda mesmo consegue dizer quais os resultados sociais (os mais importantes) da formação dos atletas. E levar em consideração não somente os que tiveram ótimos resultados, mas também aqueles que não atingiram grandes metas é essencial para dizer se os métodos estão corretos. Parabéns, mais uma vez, pela ótima análise e por evidenciar a conexão esporte-sociedade.
- 20h57
- 18Feb
Gustavo Guedes
Lúcio de Castro o verdadeiro "Fenômeno"! Para mim a formação humana no Brasil, não só no esporte, segue o modelo da industria ou da agropecuária. Somos criados para sermos peças ou gado, transportados empilhados em caixas, fatiados, desgastados, destruídos, enfim, explorados sempre que possível. Gado só pasta, peça tem aos montes para repor. Não é realmente importante no nosso país pessoas que pensem ou tenham opinião diferente do "interesse público", tal interesse é tão obscuro que não faço idéia do que seja, mas sei que valorizar o bem da maioria não faz parte dele. E para piorar temos que escutar que cada um é especial, mesmo que o país que vivemos, a cada dia, diga que isso não é verdade.
- 20h02
- 18Feb
João Henrique
Muito bom o assunto e extremamente oportuno em um país onde o ensino é deixado para segundo plano por grande maioria da sociedade.
- 19h20
- 18Feb
Lauro Furtado
Professor Lúcio de Castro parabéns pelo texto. Essa iniciativa uruguaia dificilmente encontrará eco no Brasil, pois nossos empresários e lideres políticos, não só no campo esportivo, têm medo da educação. Para a maioria deles educar o povo, os trabalhadores, os atletas não significa investir no país, e sim criar cobras para mordê-los.
- 19h16
- 18Feb
Rosivan Rodrigues - Belém-PA
Que beleza de texto Lucio, Parabéns, esse texto vai deveria servir de base para todos que cuidam das categorias de base desse país, para não criarmos jogadores sem cultura, sem opinião, sem caráter, verdadeiros marionetes em mãos de empresários e dirigentes.
- 18h44
- 18Feb
Ismael de Oliveira
Muito importante seu texto! Explicita o quão é desvalorizado o lado humanístico nos dias de hoje, ainda mais quando se trata de futebol brasileiro. E, ao mesmo tempo, mostra que a solução existe: aliar educação, esporte e cultura aos jovens atletas das categorias de base, para que, num futuro próximo, os que obtiverem insucesso na cerreira possam ter outras alternativas para sobreviver. Sem contar que os futuros jogadores profissionais com essa formação humanística poderiam promover uma grande mudança no mundo do futebol, lutando pelos seus direitos contra a cartolagem e os impresários...
- 18h21
- 18Feb
Arthur
Ótimo texto! É muito bom poder contar com comentaristas como você.
- 17h45
- 18Feb
Leonardo Pereira
Grande Lucio. Como sempre, fantástico nas suas colocações. Discordo apenas num ponto: Se no Uruguai 10 garotos (dos 22) completaram o segundo grau, no Brasil acredito que 90% (se não for 100%) tem o segundo grau completo. É sim. O estudo, pelo menos até o Segundo Grau, é obrigatório na maioria dos clubes de primeira linha( São Paulo, Gremio, Inter, ...). O que eles não incentivam é a entrada na faculdade, o que acho errado. Concordo com o restante do seu texto. Não há um acompanhamento para preparar minimamente estes garotos para o insucesso no futebol. E isto vai acontecer com a grande maioria deles. Abs.
- 16h44
- 18Feb
Davi Oliveira
Parabéns pelo texto, Lúcio. Já discordei algumas vezes de algumas opiniões suas, mas esse texto é perfeito. Que sirva de exemplo pros brasileiros. Abraços
- 16h25
- 18Feb
Tiago
Mais um artigo com status de obra-prima! Parabéns, outra vez, Lúcio de Castro!
- 16h23
- 18Feb
Bernardo
Ótimo texto! Parabéns, aguardo para ver o documentário do Haiti.
- 16h17
- 18Feb
Lilian Regiane
Nossa! Que maravilha. Tanto pelo trabalho que está sendo realizado no Uruguai quanto pelo jornalista que nos presenteia com este post. Grata.
- 16h11
- 18Feb
Filipe Adriano BH/MG
Pô Lúcio, você é muito fera! Todos os seus textos são excelentes, ótimos, perfeitos! Parabéns!!
- 16h07
- 18Feb
Diego-RJ
Excelente, Lúcio! O trabalho no Uruguai é de tirar o chapéu! A respeito do vôlei, não sabia que os jovens eram submetidos a isso. Acredito que muitos que elogiam esse trabalho de base desconhecem realmente o que ocorre, só veem os resultados. Abraço, Lúcio! Continue com esses posts deveras interessante.
- 15h58
- 18Feb
roosevelt villanueva
otimo; inteligente,educativo
- 15h53
- 18Feb
Thalisson Télio
parabéns pelo exelente trabalho, por focar em um tema que é incômodo para boa parte da imprensa. Espero que questões como essa continuem sendo levandadas, pois assim mais pessoas terão ciência do que se passa nas profundezas dos nossos esportes...
- 15h50
- 18Feb
Marcelo W
Eu lembro de um dia que meu pai me chamou pra ver um documentário interessante sobre imigrantes bolivianos que trabalhavam na indústria têxtil no Brasil. O hobby dos caras era uma pelada de fim de semana, no unico período que eles podiam sair das fábricas durante o dia. O resto do tempo eles levavam uma rotina semi-escrava nos "sweatshops". Eu lembro que falei pro meu pai: "nossa, mas como um documentário desses está passando num canal da... Globo!?!?" Ele não soube responder. Tempos depois descobri quem havia escrito aquela reportagem. É realmente um prazer ler seus textos e acompanhar suas ideias. Abraço!
- 15h25
- 18Feb
Fabio Galvão-Belém-Pa
Lúcio, em primeiro lugar, meus parabéns, meus parabéns mesmo, salvo engano, nem na ESPN eu nunca li nem ouvi algum comentário tão importante e preocupado com o ser humano no esporte como acabei de lê, a imprensa toda deveria a muito tempo estar denunciando esta situação tão triste no nosso país, mas não é o que acontece, infelizmente só se fala do lado técnico e econômico da questão, que Deus te abençoe e te dê muito mais sabedoria e saúde para continuar mostrando esse lado podre das instituições esportivas que a cada ano levam milhares de jovens para um caminho de uma vida dura, ignorante e infeliz, pois como você revelou, 99% desses jovens não chegarão aonde sonham.
- 10h46
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Lúcio é carioca, formado em História e Jornalismo. Conquistou os principais prêmios de jornalismo: Embratel (2003 e 2006), TV Globo (2005,2006 e 2009) Anamatra Direitos Humanos 2009, Prêmio Direitos Humanos MJDH/OAB 2008 e 2010, Ibero-Americano (UNICEF-EFE) Fundación Nuevo Periodismo (dirigida por Gabriel Garcia Márquez) e Vladimir Herzog (2011)
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