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- 01h45
- 06Feb
Diário da CAN: O destino cruel do ídolo nacional
por Leonardo Bertozzi, blogueiro do ESPN.com.br
Filho de um ex-capitão da seleção, Aubameyang era o grande nome do torneio até sua cobrança ser defendida no canto esquerdo pelo goleiro do Mali, Soumailia Diakité, neste domingo. O jogador do Saint-Etienne, de apenas 22 anos, havia participado de seis dos sete gols do Gabão no torneio, incluindo o de Mouloungui que abriu o placar em Libreville.
Aubameyang também lamentará a bola que caprichosamente bateu na trave no primeiro tempo, quando os donos da casa se recuperaram de um início complicado para terminar dominando. Na segunda etapa, já com o placar em 1 a 0, o veterano Cousin também acertou o poste, na melhor chance de matar o jogo.
Alain Giresse, técnico do Mali, jogou por nove anos no Bordeaux com Gernot Rohr, treinador do Gabão. E Rohr assumiu o atual cargo justamente na vaga do francês, que não conseguiu levar os gaboneses além da fase de grupos em 2010. Giresse aumentou o potencial ofensivo do Mali com substituições que empurraram para trás o Gabão, que sofria com a demora no passar do tempo.
Justamente um dos reservas malineses, Cheick Diabaté, marcou o gol de empate a nove minutos do fim do tempo normal. O Gabão nunca se recuperou do choque, e a prorrogação mostrou que as duas equipes estavam mais satisfeitas em deixar a decisão para os pênaltis do que se arriscar a vencer o jogo.
Aubameyang foi o único dos dez cobradores a errar. No final, quando Seydou Keita selou a vitória do Mali, o atacante caiu no choro e permaneceu inconsolável até deixar o gramado - sob aplausos que romperam o silêncio generalizado.
Apesar de o Gabão ter perdido a chance de disputar uma inédita semifinal por causa do erro, a torcida não deixará de reconhecer o atacante como o grande nome desta seleção.
O outro jogo do domingo também foi decidido além dos 90 minutos. Gana venceu a Tunísia por 2 a 1, na prorrogação, graças à incrível falha do goleiro Mathlouthi. Em um cruzamento banal, daqueles que o goleiro costuma agarrar sem esforço, ele deixou a bola escapar nos pés de André Ayew, que agradeceu o presente.
No tempo normal, jogo duro como se imaginava. John Mensah, de volta ao time titular de Gana, fez 1 a 0 com seu segundo gol no torneio, mas Khalifa empatou ainda antes do intervalo. No tempo extra, depois do erro crucial de Mathlouthi, os tunisianos perderam a cabeça. Abdennour foi expulso por uma cotovelada, e outros poderiam ter ido junto se a arbitragem fosse mais rígida.
Com a eliminação da Tunísia, campeã de 2004, é decretado o fim do período de domínio das seleções do norte da África - as três últimas edições foram vencidas pelo Egito.
Zâmbia, adversária de Gana, e Mali, que enfrenta a Costa do Marfim, são os obstáculos para a final mais aguardada desde o sorteio das chaves da CAN. Apontadas como favoritas, Gana e Costa do Marfim nem sempre jogaram um futebol à altura da responsabilidade que carregam, mas certamente são as mais fortes do torneio. Encontro marcado para quarta-feira.
por Leonardo Bertozzi
/leonardobertozzi- 16h00
- 06Feb
Felipe Henriques/ Rio de Janeiro - RJ
Foi uma crueldade imensa o Aubameyang desperdiçar o penalti e Gabão ser eliminado da CAF. Acho que a final será Zambia x Costa do Marfim. Esse ano é o ano das Zebras na CAF.
- 09h53
- 06Feb
Alexandre Rodrigues Alves
Não dá para não ser clichê: O destino do futebol foi cruel com o Aubameyang; pelo que jogou na CAN, o Gabão merecia passar; por outro lado, ainda bem que a Tunísia não passou (time chato) e Gana foi à frente; de fato não dá para esperar outra coisa a não ser C.Marfim x Gana na final, mas as zebras estão à solta.
- 11h53
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Leonardo Bertozzi é comentarista de futebol dos canais ESPN e da rádio Estadão/ESPN. Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte - Uni-BH - faz parte da equipe desde 2009.
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