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NHL: Rangers x Devils, jogo 4, às 21h na ESPN e HD
Leonardo Bertozzi
A República Tcheca chegou a ser respeitada como seleção de ponta na última década. A geração de Pavel Nedved encantou o mundo em 2004, quando alcançou a semifinal da Eurocopa com um futebol de altíssimo nível, e chegou a ocupar a segunda colocação do ranking da Fifa antes da Copa do Mundo de 2006, quando decepcionou e acabou eliminada da primeira fase.
Apesar do impressionante retrospecto de nunca terem se ausentado de uma Eurocopa desde a divisão da Tchecoslováquia, os tchecos não chegam com pinta de que podem assustar as equipes mais tradicionais do continente. A boa notícia é que nenhuma das potências está no grupo A, o que permite ao menos sonhar com uma vaga nas quartas-de-final.
O principal problema para o técnico Michal Bilek é o pequeno leque de opções ofensivas, tanto para criar quanto para concluir. O ataque ainda depende de Milan Baros, artilheiro da Euro 2004. Aos 30 anos, Baros tem no currículo 40 gols pela seleção, mas apenas dois deles nos últimos dois anos: um contra Liechtenstein e outro em um amistoso contra a Irlanda.
Os outros três atacantes do elenco (Lafata, Pekhart e Necid) registram, somados, nove gols pela equipe nacional. Não por acaso, o rendimento ofensivo nas eliminatórias foi pobre: dos 12 gols marcados em oito jogos, apenas três sairam nos jogos em casa, mostrando dificuldade nas ocasiões em que o time precisa tomar a iniciativa.
Por isso, muitas expectativas são depositadas em Tomas Rosicky. O meia conhecido como "Pequeno Mozart" por seu talento na armação das jogadas é um dos veteranos do grupo, ao lado de Baros e Petr Cech, mas seu histórico de lesões é uma preocupação.
Rosicky teve de atrasar sua apresentação a Bilek para fazer exames em uma lesão muscular. O técnico decidiu, então, acrescentar à lista de pré-convocados Vladimir Darida, do Viktoria Plzen, para o caso de não poder contar com o jogador do Arsenal durante o torneio.
Além de Darida, outros seis jogadores chamados disputaram a Champions League pelo Plzen nesta temporada. Um deles, Petr Jiracek, transferiu-se em janeiro para o Wolfsburg e desponta como um dos nomes que podem dar opções criativas ao treinador pelos lados do campo.
Campeã como Tchecoslováquia em 1976 e vice já como República Tcheca em 1996, a equipe sabe que dificilmente repetirá uma daquelas performances. Desta vez, o limite parece ser a segunda fase, já que o cruzamento com o grupo B deve colocar uma seleção de primeiro nível como adversária.
Fique de olho - Em alta após a noite de herói no título do Chelsea na Champions League, Petr Cech já tem uma década de experiência como titular da seleção. Ele fez parte de momentos áureos da seleção tcheca, e agora sabe que suas defesas serão ainda mais cruciais, já que o time dependerá muito de suas atuações.
Cech, que completou 30 anos um dia após a consagração com os Blues em Munique, teve dúvidas sobre a sequência de sua carreira após a pancada na cabeça recebida em um choque com Stephen Hunt, do Reading, em outubro de 2006. Sofreu uma fratura no crânio, mas se recuperou e desde então joga com o capacete protetor que hoje é característico.
Em sua primeira temporada no Chelsea, a de 2004/05, Cech já mostrou o quanto era especial. O time sofreu apenas 15 gols em toda a campanha do título da Premier League. Depois do acidente, ele teve alguns momentos de oscilação, mas em seus melhores dias não deve nada aos principais goleiros de sua era.
O comandante - Aplicado meia-direita em seus tempos de jogador, Michal Bilek foi uma das principais figuras da Tchecoslováquia na Copa do Mundo de 1990.
Bilek assumiu o comando da República Tcheca após o fracasso nas eliminatórias do Mundial de 2010. Até então, era auxiliar do ex-companheiro de seleção Ivan Hasek.
O futebol sob o comando do atual treinador nem sempre foi convincente, apesar dos sinais de evolução na reta final do qualificatório para a Euro 2012, com vitórias convincentes sobre Montenegro.
Apesar do título nacional com o Sparta Praga em 2007, a carreira de técnico de Bilek ainda não é plenamente convincente, e um bom trabalho com a seleção, com um elenco de poucos grandes nomes, seria um importante trampolim.
Os pré-convocados (dois serão cortados):
Goleiros: Petr Cech (Chelsea/ING), Jan Lastuvka (Dnipro/UCR), Jaroslav Drobny (Hamburgo/ALE), Tomas Grigar (Teplice);
Defensores: Roman Hubnik (Hertha Berlim/ALE), Michal Kadlec (Bayer Leverkusen/ALE), Tomas Sivok (Besiktas/ITA), Daniel Pudil (Cesena/ITA), David Limbersky (Viktoria Plzen), Frantisek Rajtoral (Viktoria Plzen), Theo Gebre Selassie (Slovan Liberec), Marek Suchy (Spartak Moscou/RUS);
Meio-campistas: Tomas Rosicky (Arsenal/ING), Petr Jiracek (Wolfsburg/ALE), Daniel Kolar (Viktoria Plzen), Vaclav Pilar (Viktoria Plzen), Jan Rezek (Anorthosis Famagusta/CHP), Jaroslav Plasil (Bordeaux/FRA), Milan Petrzela (Viktoria Plzen), Tomas Hubschman (Shakhtar Donetsk/UCR), Vladimir Darida (Viktoria Plzen);
Atacantes: Milan Baros (Galatasaray/TUR), Tomas Pekhart (Nürnberg/ALE), David Lafata (Jablonec), Tomas Necid (CSKA Moscou/RUS).
Ouça as partidas da Eurocopa a partir do dia 8 de junho pela Rádio Estadão/ESPN, e acompanhe diariamente o Fora de Jogo especial na ESPN e ESPN HD.
Apesar do impressionante retrospecto de nunca terem se ausentado de uma Eurocopa desde a divisão da Tchecoslováquia, os tchecos não chegam com pinta de que podem assustar as equipes mais tradicionais do continente. A boa notícia é que nenhuma das potências está no grupo A, o que permite ao menos sonhar com uma vaga nas quartas-de-final.
O principal problema para o técnico Michal Bilek é o pequeno leque de opções ofensivas, tanto para criar quanto para concluir. O ataque ainda depende de Milan Baros, artilheiro da Euro 2004. Aos 30 anos, Baros tem no currículo 40 gols pela seleção, mas apenas dois deles nos últimos dois anos: um contra Liechtenstein e outro em um amistoso contra a Irlanda.
Os outros três atacantes do elenco (Lafata, Pekhart e Necid) registram, somados, nove gols pela equipe nacional. Não por acaso, o rendimento ofensivo nas eliminatórias foi pobre: dos 12 gols marcados em oito jogos, apenas três sairam nos jogos em casa, mostrando dificuldade nas ocasiões em que o time precisa tomar a iniciativa.
Por isso, muitas expectativas são depositadas em Tomas Rosicky. O meia conhecido como "Pequeno Mozart" por seu talento na armação das jogadas é um dos veteranos do grupo, ao lado de Baros e Petr Cech, mas seu histórico de lesões é uma preocupação.
Rosicky teve de atrasar sua apresentação a Bilek para fazer exames em uma lesão muscular. O técnico decidiu, então, acrescentar à lista de pré-convocados Vladimir Darida, do Viktoria Plzen, para o caso de não poder contar com o jogador do Arsenal durante o torneio.
Além de Darida, outros seis jogadores chamados disputaram a Champions League pelo Plzen nesta temporada. Um deles, Petr Jiracek, transferiu-se em janeiro para o Wolfsburg e desponta como um dos nomes que podem dar opções criativas ao treinador pelos lados do campo.
Campeã como Tchecoslováquia em 1976 e vice já como República Tcheca em 1996, a equipe sabe que dificilmente repetirá uma daquelas performances. Desta vez, o limite parece ser a segunda fase, já que o cruzamento com o grupo B deve colocar uma seleção de primeiro nível como adversária.
Fique de olho - Em alta após a noite de herói no título do Chelsea na Champions League, Petr Cech já tem uma década de experiência como titular da seleção. Ele fez parte de momentos áureos da seleção tcheca, e agora sabe que suas defesas serão ainda mais cruciais, já que o time dependerá muito de suas atuações.
Cech, que completou 30 anos um dia após a consagração com os Blues em Munique, teve dúvidas sobre a sequência de sua carreira após a pancada na cabeça recebida em um choque com Stephen Hunt, do Reading, em outubro de 2006. Sofreu uma fratura no crânio, mas se recuperou e desde então joga com o capacete protetor que hoje é característico.
Em sua primeira temporada no Chelsea, a de 2004/05, Cech já mostrou o quanto era especial. O time sofreu apenas 15 gols em toda a campanha do título da Premier League. Depois do acidente, ele teve alguns momentos de oscilação, mas em seus melhores dias não deve nada aos principais goleiros de sua era.
O comandante - Aplicado meia-direita em seus tempos de jogador, Michal Bilek foi uma das principais figuras da Tchecoslováquia na Copa do Mundo de 1990.
Bilek assumiu o comando da República Tcheca após o fracasso nas eliminatórias do Mundial de 2010. Até então, era auxiliar do ex-companheiro de seleção Ivan Hasek.
O futebol sob o comando do atual treinador nem sempre foi convincente, apesar dos sinais de evolução na reta final do qualificatório para a Euro 2012, com vitórias convincentes sobre Montenegro.
Apesar do título nacional com o Sparta Praga em 2007, a carreira de técnico de Bilek ainda não é plenamente convincente, e um bom trabalho com a seleção, com um elenco de poucos grandes nomes, seria um importante trampolim.
Os pré-convocados (dois serão cortados):
Goleiros: Petr Cech (Chelsea/ING), Jan Lastuvka (Dnipro/UCR), Jaroslav Drobny (Hamburgo/ALE), Tomas Grigar (Teplice);
Defensores: Roman Hubnik (Hertha Berlim/ALE), Michal Kadlec (Bayer Leverkusen/ALE), Tomas Sivok (Besiktas/ITA), Daniel Pudil (Cesena/ITA), David Limbersky (Viktoria Plzen), Frantisek Rajtoral (Viktoria Plzen), Theo Gebre Selassie (Slovan Liberec), Marek Suchy (Spartak Moscou/RUS);
Meio-campistas: Tomas Rosicky (Arsenal/ING), Petr Jiracek (Wolfsburg/ALE), Daniel Kolar (Viktoria Plzen), Vaclav Pilar (Viktoria Plzen), Jan Rezek (Anorthosis Famagusta/CHP), Jaroslav Plasil (Bordeaux/FRA), Milan Petrzela (Viktoria Plzen), Tomas Hubschman (Shakhtar Donetsk/UCR), Vladimir Darida (Viktoria Plzen);
Atacantes: Milan Baros (Galatasaray/TUR), Tomas Pekhart (Nürnberg/ALE), David Lafata (Jablonec), Tomas Necid (CSKA Moscou/RUS).
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Se considerarmos o período em que fazia parte da União Soviética, a Rússia tem uma história rica nos campeonatos europeus. Os soviéticos conquistaram o título em 1960 e chegaram a outras três finais, em 1964, 1972 e 1988. Depois da separação, a Rússia viveu outro grande momento em 2008, quando surpreendeu e alcançou as semifinais.
Naquela ocasião, a equipe impressionou com um futebol ofensivo e atraente, eliminando nas quartas-de-final a Holanda, considerada a melhor seleção do torneio até aquele momento. Guus Hiddink ganhou status de mágico, mas o feitiço não durou muito tempo e a história terminou com o fracasso nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.
Sob o comando de Dick Advocaat, a Rússia chega à Euro 2012 com um problema: o elenco está envelhecido, há poucos sinais de renovação, e algumas das estrelas da última campanha, como Arshavin, Pavlyuchenko e Zhirkov, estão em declínio. O trio retornou recentemente ao futebol russo, na esperança de reencontrar o futebol de outros tempos e não comprometer o lugar no elenco.
O time solto de 2008 deu lugar a uma formação mais cautelosa, que valeu ao time o primeiro lugar no grupo B das eliminatórias, com apenas quatro gols sofridos em dez jogos. Uma das peças mais importantes da defesa, porém, está fora: Vasily Berezutsky, do CSKA Moscou, foi cortado por contusão.
Curiosamente, a principal esperança de gols do momento é um jogador que desfalcou o time na última Eurocopa, por lesão. Pavel Pogrebnyak, que se transferiu para o Fulham em janeiro, marcou seis gols em seus primeiros oito jogos na Premier League. Na lista de 25 pré-convocados, apenas Pogrebnyak e o meia Marat Izmailov atuam no exterior.
Izmailov, de 29 anos, viu sua carreira ressurgir no Sporting e recebeu sua primeira convocação para a seleção russa desde 2006. Apontado como uma das maiores promessas do país, ele participou da Copa do Mundo de 2002 e da Euro 2004, mas sofreu com as lesões nos anos que se seguiram.
Entre os torcedores, o clima é de pouca confiança, e superar a primeira fase já seria um sucesso. O grupo, com Polônia, Grécia e República Tcheca, não parece um grande empecilho para este objetivo, mas será necessário que os principais nomes voltem a render pela seleção.
Com a Copa do Mundo sendo disputada na Rússia em 2018, a renovação será uma necessidade nos próximos anos. Sendo assim, é inevitável pensar em um ciclo que se encerra para a atual geração.
Fique de olho - A contratação de Andrei Arshavin pelo Arsenal por 15 milhões de libras, em fevereiro de 2009, foi festejada como sinal de ambição do clube londrino. O atacante era tratado como um dos nomes mais importantes do futebol europeu, depois de liderar o Zenit a um título da Copa da Uefa e brilhar na Euro 2008.
No início, tudo correu como esperado - ou até melhor, como em um jogo contra o Liverpool, quando fez todos os gols dos Gunners no empate por 4 a 4. Aos poucos, porém, o rendimento foi caindo, e seu comprometimento com o time passou a ser questionado pelos torcedores e pela mídia.
Arshavin foi perdendo espaço no time até virar peça frequente no banco de reservas. O torcedor se virou contra o russo, passou a vaiá-lo, e a saída foi um retorno por empréstimo ao Zenit, na última janela de transferências. Na Rússia, houve quem questionasse até sua permanência na seleção.
Advocaat, que dirigiu Arshavin na primeira passagem pelo Zenit, descartou a ideia de abrir mão do jogador e promete dar a ele um papel importante no time. Resta saber se será o jogador que chegou ao Arsenal ou o que saiu dele.
O comandante - Advocaat tem em comum com Hiddink apenas a nacionalidade. Sem o carisma do antecessor, o técnico de 64 anos mostrou em várias oportunidades não se importar com a opinião pública e de seus jogadores, guiando a seleção russa de maneira autoritária.
O fato de não se preocupar muito em fazer amigos tornou Advocaat uma figura constantemente criticada, pelo estilo de futebol da equipe e pela dificuldade em renovar o elenco. Independemente do resultado, sua saída após a Eurocopa é fato consumado: ele retornará ao PSV, onde trabalhou nos anos 90.
Em duas passagens pela seleção holandesa, Advocaat chegou às quartas-de-final da Copa do Mundo de 1994 e às semifinais da Euro 2004. No futebol russo, levou o Zenit ao primeiro título nacional em 23 anos, em 2007, e à inédita Copa da Uefa em 2008.
Os pré-convocados (dois serão cortados):
Goleiros: Igor Akinfeev (CSKA Moscou), Vyacheslav Malafeev (Zenit), Anton Shunin (Dynamo Moscou);
Defensores: Alexander Anyukov (Zenit), Alexei Berezutsky (CSKA Moscou), Sergei Ignashevich (CSKA Moscou), Roman Sharonov (Rubin Kazan), Roman Shishkin (Lokomotiv Moscou), Vladimir Granat (Dynamo Moscou);
Meio-campistas: Igor Denisov (Zenit), Roman Shirokov (Zenit), Konstantin Zyryanov (Zenit), Yuri Zhirkov (Anzhi), Alan Dzagoev (CSKA Moscou), Igor Semshov (Dynamo Moscou), Denis Glushakov (Lokomotiv Moscou), Magomed Ozdoev (Lokomotiv Moscou), Marat Izmailov (Sporting/POR), Dmitry Kombarov (Spartak Moscou);
Atacantes: Andrei Arshavin (Zenit), Alexander Kerzhakov (Zenit), Roman Pavlyuchenko (Lokomotiv Moscou), Artem Dzyuba (Spartak Moscou), Alexander Kokorin (Dynamo Moscou), Pavel Pogrebnyak (Fulham/ING).
Ouça as partidas da Eurocopa a partir do dia 8 de junho pela Rádio Estadão/ESPN, e acompanhe diariamente o Fora de Jogo especial na ESPN e ESPN HD.
Naquela ocasião, a equipe impressionou com um futebol ofensivo e atraente, eliminando nas quartas-de-final a Holanda, considerada a melhor seleção do torneio até aquele momento. Guus Hiddink ganhou status de mágico, mas o feitiço não durou muito tempo e a história terminou com o fracasso nas eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.
Sob o comando de Dick Advocaat, a Rússia chega à Euro 2012 com um problema: o elenco está envelhecido, há poucos sinais de renovação, e algumas das estrelas da última campanha, como Arshavin, Pavlyuchenko e Zhirkov, estão em declínio. O trio retornou recentemente ao futebol russo, na esperança de reencontrar o futebol de outros tempos e não comprometer o lugar no elenco.
O time solto de 2008 deu lugar a uma formação mais cautelosa, que valeu ao time o primeiro lugar no grupo B das eliminatórias, com apenas quatro gols sofridos em dez jogos. Uma das peças mais importantes da defesa, porém, está fora: Vasily Berezutsky, do CSKA Moscou, foi cortado por contusão.
Curiosamente, a principal esperança de gols do momento é um jogador que desfalcou o time na última Eurocopa, por lesão. Pavel Pogrebnyak, que se transferiu para o Fulham em janeiro, marcou seis gols em seus primeiros oito jogos na Premier League. Na lista de 25 pré-convocados, apenas Pogrebnyak e o meia Marat Izmailov atuam no exterior.
Izmailov, de 29 anos, viu sua carreira ressurgir no Sporting e recebeu sua primeira convocação para a seleção russa desde 2006. Apontado como uma das maiores promessas do país, ele participou da Copa do Mundo de 2002 e da Euro 2004, mas sofreu com as lesões nos anos que se seguiram.
Entre os torcedores, o clima é de pouca confiança, e superar a primeira fase já seria um sucesso. O grupo, com Polônia, Grécia e República Tcheca, não parece um grande empecilho para este objetivo, mas será necessário que os principais nomes voltem a render pela seleção.
Com a Copa do Mundo sendo disputada na Rússia em 2018, a renovação será uma necessidade nos próximos anos. Sendo assim, é inevitável pensar em um ciclo que se encerra para a atual geração.
Fique de olho - A contratação de Andrei Arshavin pelo Arsenal por 15 milhões de libras, em fevereiro de 2009, foi festejada como sinal de ambição do clube londrino. O atacante era tratado como um dos nomes mais importantes do futebol europeu, depois de liderar o Zenit a um título da Copa da Uefa e brilhar na Euro 2008.
No início, tudo correu como esperado - ou até melhor, como em um jogo contra o Liverpool, quando fez todos os gols dos Gunners no empate por 4 a 4. Aos poucos, porém, o rendimento foi caindo, e seu comprometimento com o time passou a ser questionado pelos torcedores e pela mídia.
Arshavin foi perdendo espaço no time até virar peça frequente no banco de reservas. O torcedor se virou contra o russo, passou a vaiá-lo, e a saída foi um retorno por empréstimo ao Zenit, na última janela de transferências. Na Rússia, houve quem questionasse até sua permanência na seleção.
Advocaat, que dirigiu Arshavin na primeira passagem pelo Zenit, descartou a ideia de abrir mão do jogador e promete dar a ele um papel importante no time. Resta saber se será o jogador que chegou ao Arsenal ou o que saiu dele.
O comandante - Advocaat tem em comum com Hiddink apenas a nacionalidade. Sem o carisma do antecessor, o técnico de 64 anos mostrou em várias oportunidades não se importar com a opinião pública e de seus jogadores, guiando a seleção russa de maneira autoritária.
O fato de não se preocupar muito em fazer amigos tornou Advocaat uma figura constantemente criticada, pelo estilo de futebol da equipe e pela dificuldade em renovar o elenco. Independemente do resultado, sua saída após a Eurocopa é fato consumado: ele retornará ao PSV, onde trabalhou nos anos 90.
Em duas passagens pela seleção holandesa, Advocaat chegou às quartas-de-final da Copa do Mundo de 1994 e às semifinais da Euro 2004. No futebol russo, levou o Zenit ao primeiro título nacional em 23 anos, em 2007, e à inédita Copa da Uefa em 2008.
Os pré-convocados (dois serão cortados):
Goleiros: Igor Akinfeev (CSKA Moscou), Vyacheslav Malafeev (Zenit), Anton Shunin (Dynamo Moscou);
Defensores: Alexander Anyukov (Zenit), Alexei Berezutsky (CSKA Moscou), Sergei Ignashevich (CSKA Moscou), Roman Sharonov (Rubin Kazan), Roman Shishkin (Lokomotiv Moscou), Vladimir Granat (Dynamo Moscou);
Meio-campistas: Igor Denisov (Zenit), Roman Shirokov (Zenit), Konstantin Zyryanov (Zenit), Yuri Zhirkov (Anzhi), Alan Dzagoev (CSKA Moscou), Igor Semshov (Dynamo Moscou), Denis Glushakov (Lokomotiv Moscou), Magomed Ozdoev (Lokomotiv Moscou), Marat Izmailov (Sporting/POR), Dmitry Kombarov (Spartak Moscou);
Atacantes: Andrei Arshavin (Zenit), Alexander Kerzhakov (Zenit), Roman Pavlyuchenko (Lokomotiv Moscou), Artem Dzyuba (Spartak Moscou), Alexander Kokorin (Dynamo Moscou), Pavel Pogrebnyak (Fulham/ING).
Ouça as partidas da Eurocopa a partir do dia 8 de junho pela Rádio Estadão/ESPN, e acompanhe diariamente o Fora de Jogo especial na ESPN e ESPN HD.
Em 2004, a Grécia estreou contra os donos da casa no caminho para uma das conquistas mais inesperadas da história do esporte. Apesar da coincidência em 2012 - o primeiro jogo do grupo A será contra os poloneses -, é difícil acreditar que seja possível repetir a façanha de oito anos atrás.
Renovar a seleção não tem sido tarefa simples para o técnico Fernando Santos, que substituiu Otto Rehhagel após a Copa do Mundo de 2010. Veteranos como Katsouranis, Karagounis e Liberopoulos continuam por lá, e por pouco não sobrou até um lugar para Charisteas, o herói de Lisboa, que chegou a ser chamado pelo treinador português, mas não apareceu na lista prévia de 25 nomes.
A maneira de atuar não mudou muito desde a saída de Rehhagel. A Grécia segue sendo uma seleção baseada em um forte esquema defensivo. Classificou-se invicta nas eliminatórias, à frente de Croácia e Israel, e sofreu apenas cinco gols em 10 partidas. Mais do que filosofia, a retranca é uma necessidade para uma seleção que sofre para produzir ofensivamente.
Os 14 gols marcados no qualificatório representam o pior número entre as seleções classificadas. No 4-3-3, Gekas atua como referência na área, mas já não tem o desempenho de outros tempos - como quando foi artilheiro das eliminatórias europeias do Mundial de 2010. Samaras, que atua pelos lados, não é exatamente um goleador: marcou apenas sete vezes em 52 jogos pela seleção nacional.
A defesa, em contrapartida, oferece boas alternativas. Avraam Papadopoulos, do Olympiacos, é nome certo na zaga, após ser eleito o jogador do ano no futebol grego. A princípio, ele formaria dupla com Sokratis Papastathopoulos, do Werder Bremen, mas a ascensão do jovem Kyriakos Papadopoulos, do Schalke 04, deve deixar dúvidas para Santos.
Os laterais Torosidis e Holebas também são confiáveis, e ainda respondem por boa parte da produção ofensiva da equipe, com liberdade para apoiar, como fazem no Olympiacos. Holebas fez carreira no futebol da Alemanha, onde nasceu, mas se qualifica para defender a Grécia por causa do pai grego (a mãe é uruguaia). Ele também pode atuar na meia ou na ponta-esquerda, se necessário.
Fique de olho - Sotiris Ninis é considerado uma das maiores joias do futebol grego. Aos 22 anos, o meia-direita do Panathinaikos já é um jogador experiente, tendo estreado pelo clube aos 17 anos e pela seleção aos 18 - marcando em um amistoso contra o Chipre.
Em 2010, o baixinho integrou o elenco na Copa do Mundo, mas Rehhagel não parecia plenamente convencido, sobretudo por uma certa displicência sem a bola. Foi reserva e entrou duas vezes no segundo tempo. Desde então, mostrou grande amadurecimento.
Santos transformou Ninis em uma de suas peças fundamentais, mas por pouco as expectativas não foram frustradas por uma grave lesão no joelho sofrida em setembro. Ele retornou a tempo de terminar a temporada e confirmar seu lugar entre os convocados.
Armador com boa visão de jogo, Ninis também é conhecido por seu talento para chutes de fora da área, qualidade fundamental para uma equipe que não tem atacantes em grande momento.
O comandante - Substituir o homem que alcançou um feito praticamente inigualável não era tarefa simples para Fernando Santos, mas o português não caiu de paraquedas na função.
O treinador de 57 anos tem vasta experiência no futebol grego, tendo dirigido alguns dos principais times do país, como AEK, Panathinaikos e PAOK. Está, portanto, plenamente adaptado ao estilo de vida e à cultura do país, e é sempre visto nos estádios observando os atletas. Sob seu comando, a seleção só perdeu uma vez, em um amistoso contra a Romênia no ano passado.
Sem medo de fazer experiências, Santos convocou 55 jogadores desde que assumiu, 18 deles pela primeira vez. A capacidade de exercer o trabalho tático vem em primeiro lugar na avaliação do técnico. "Se tivéssemos um Messi na Grécia, talvez fosse diferente", alega o técnico, que já dirigiu os três principais times de seu país.
Os pré-convocados (dois serão cortados):
Goleiros: Kostas Chalkias (PAOK), Michalis Sifakis (Aris), Alexis Tzorvas (Palermo/ITA);
Defensores: Avraam Papadopoulos (Olympiacos), Sokratis Papastathopoulos (Werder Bremen/ALE), Vassilis Torosidis (Olympiacos), José Holebas (Olympiacos), Stelios Malezas (PAOK), Yiannis Maniatis (Olympiacos), Giorgos Tzavellas (Monaco/FRA), Kyriakos Papadopoulos (Schalke 04/ALE);
Meio-campistas: Yiannis Fetfatzidis (Olympiacos), Grigoris Makos (AEK), Costas Katsouranis (Panathinaikos), Giorgos Fotakis (PAOK), Costas Fortounis (Kaiserslautern/ALE), Giorgos Karagounis (Panathinaikos), Alexandros Tziolis (Monaco/FRA), Sotiris Ninis (Panathinaikos), Panayiotis Kone (Bologna/ITA);
Atacantes: Georgios Samaras (Celtic/ESC), Dimitris Salpingidis (PAOK), Costas Mitroglou (Olympiacos), Nikos Liberopoulos (AEK), Fanis Gekas (Samsunspor/TUR).
Ouça as partidas da Eurocopa a partir do dia 8 de junho pela Rádio Estadão/ESPN, e acompanhe diariamente o Fora de Jogo especial na ESPN e ESPN HD.
Renovar a seleção não tem sido tarefa simples para o técnico Fernando Santos, que substituiu Otto Rehhagel após a Copa do Mundo de 2010. Veteranos como Katsouranis, Karagounis e Liberopoulos continuam por lá, e por pouco não sobrou até um lugar para Charisteas, o herói de Lisboa, que chegou a ser chamado pelo treinador português, mas não apareceu na lista prévia de 25 nomes.
A maneira de atuar não mudou muito desde a saída de Rehhagel. A Grécia segue sendo uma seleção baseada em um forte esquema defensivo. Classificou-se invicta nas eliminatórias, à frente de Croácia e Israel, e sofreu apenas cinco gols em 10 partidas. Mais do que filosofia, a retranca é uma necessidade para uma seleção que sofre para produzir ofensivamente.
Os 14 gols marcados no qualificatório representam o pior número entre as seleções classificadas. No 4-3-3, Gekas atua como referência na área, mas já não tem o desempenho de outros tempos - como quando foi artilheiro das eliminatórias europeias do Mundial de 2010. Samaras, que atua pelos lados, não é exatamente um goleador: marcou apenas sete vezes em 52 jogos pela seleção nacional.
A defesa, em contrapartida, oferece boas alternativas. Avraam Papadopoulos, do Olympiacos, é nome certo na zaga, após ser eleito o jogador do ano no futebol grego. A princípio, ele formaria dupla com Sokratis Papastathopoulos, do Werder Bremen, mas a ascensão do jovem Kyriakos Papadopoulos, do Schalke 04, deve deixar dúvidas para Santos.
Os laterais Torosidis e Holebas também são confiáveis, e ainda respondem por boa parte da produção ofensiva da equipe, com liberdade para apoiar, como fazem no Olympiacos. Holebas fez carreira no futebol da Alemanha, onde nasceu, mas se qualifica para defender a Grécia por causa do pai grego (a mãe é uruguaia). Ele também pode atuar na meia ou na ponta-esquerda, se necessário.
Fique de olho - Sotiris Ninis é considerado uma das maiores joias do futebol grego. Aos 22 anos, o meia-direita do Panathinaikos já é um jogador experiente, tendo estreado pelo clube aos 17 anos e pela seleção aos 18 - marcando em um amistoso contra o Chipre.
Em 2010, o baixinho integrou o elenco na Copa do Mundo, mas Rehhagel não parecia plenamente convencido, sobretudo por uma certa displicência sem a bola. Foi reserva e entrou duas vezes no segundo tempo. Desde então, mostrou grande amadurecimento.
Santos transformou Ninis em uma de suas peças fundamentais, mas por pouco as expectativas não foram frustradas por uma grave lesão no joelho sofrida em setembro. Ele retornou a tempo de terminar a temporada e confirmar seu lugar entre os convocados.
Armador com boa visão de jogo, Ninis também é conhecido por seu talento para chutes de fora da área, qualidade fundamental para uma equipe que não tem atacantes em grande momento.
O comandante - Substituir o homem que alcançou um feito praticamente inigualável não era tarefa simples para Fernando Santos, mas o português não caiu de paraquedas na função.
O treinador de 57 anos tem vasta experiência no futebol grego, tendo dirigido alguns dos principais times do país, como AEK, Panathinaikos e PAOK. Está, portanto, plenamente adaptado ao estilo de vida e à cultura do país, e é sempre visto nos estádios observando os atletas. Sob seu comando, a seleção só perdeu uma vez, em um amistoso contra a Romênia no ano passado.
Sem medo de fazer experiências, Santos convocou 55 jogadores desde que assumiu, 18 deles pela primeira vez. A capacidade de exercer o trabalho tático vem em primeiro lugar na avaliação do técnico. "Se tivéssemos um Messi na Grécia, talvez fosse diferente", alega o técnico, que já dirigiu os três principais times de seu país.
Os pré-convocados (dois serão cortados):
Goleiros: Kostas Chalkias (PAOK), Michalis Sifakis (Aris), Alexis Tzorvas (Palermo/ITA);
Defensores: Avraam Papadopoulos (Olympiacos), Sokratis Papastathopoulos (Werder Bremen/ALE), Vassilis Torosidis (Olympiacos), José Holebas (Olympiacos), Stelios Malezas (PAOK), Yiannis Maniatis (Olympiacos), Giorgos Tzavellas (Monaco/FRA), Kyriakos Papadopoulos (Schalke 04/ALE);
Meio-campistas: Yiannis Fetfatzidis (Olympiacos), Grigoris Makos (AEK), Costas Katsouranis (Panathinaikos), Giorgos Fotakis (PAOK), Costas Fortounis (Kaiserslautern/ALE), Giorgos Karagounis (Panathinaikos), Alexandros Tziolis (Monaco/FRA), Sotiris Ninis (Panathinaikos), Panayiotis Kone (Bologna/ITA);
Atacantes: Georgios Samaras (Celtic/ESC), Dimitris Salpingidis (PAOK), Costas Mitroglou (Olympiacos), Nikos Liberopoulos (AEK), Fanis Gekas (Samsunspor/TUR).
Ouça as partidas da Eurocopa a partir do dia 8 de junho pela Rádio Estadão/ESPN, e acompanhe diariamente o Fora de Jogo especial na ESPN e ESPN HD.
- 18h14
- 17May
Co-anfitriã da Euro 2012, a Polônia é a pior entre as seleções participantes segundo o ranking da Fifa. No entanto, o fato de jogar em casa e ter um grupo que poderia ser bem mais complicado são razões para acreditar em uma campanha positiva no torneio - entenda-se a classificação para as quartas-de-final.
Ao contrário dos anos 70 e 80, quando era presença frequente em Copas do Mundo (terceira colocada em 1974 e 1982) e contava com talentos do calibre de Lato e Boniek, hoje a Polônia não conta com muitos jogadores em cenários importantes. Há exceções, como o goleiro Szczesny, do Arsenal, e o trio de campeões alemães pelo Borussia Dortmund.
O lateral-direito Lukasz Piszczek, o meia Jakub "Kuba" Blaszczykowski e o atacante Robert Lewandowski formarão a espinha dorsal da equipe, que tem Rússia, Grécia e República Tcheca como adversárias.
Eliminada na primeira fase em 2008, a Polônia sabe que o apoio do torcedor será crucial para as chances de classificação à segunda fase - algo que o país não consegue em um torneio desde a Copa do Mundo de 1986. A dificuldade em selecionar jogadores levou o técnico Franciszek Smuda a procurar jogadores de origem polonesa nascidos ou criados em outros países.
São os casos, por exemplo, do zagueiro Perquis, do Sochaux, e o meia Obraniak, do Bordeaux, nascidos na França, e dos meio-campistas Matuszczyk, do Fortuna Dusseldorf, e Polanski, do Mainz, ambos poloneses de nascimento, mas formados no futebol alemão.
Entre os 26 jogadores pré-convocados, o único que ainda não fez sua estreia na seleção é o jovem meia Rafal Wolski, do Legia Varsóvia. Somente dois nomes na lista (Wasilewski e Murawski) têm 30 anos ou mais, mas nenhum deles alcança o número de jogos pela seleção de Dudka, volante do Auxerre. Dudka, que também pode ser zagueiro ou lateral, acumula 61 jogos pela Polônia e carrega a experiência de quem disputou a Copa do Mundo de 2006 e a Euro 2008.
Fique de olho - Robert Lewandowski, 23 anos, tornou-se um dos atacantes mais valorizados da Europa com sua campanha pelo Borussia Dortmund, vencedor da Bundesliga e da Copa da Alemanha. O ex-jogador do Lech Poznan marcou 30 gols na temporada, sendo 22 no campeonato nacional (nenhum de pênalti), e tornou-se também esperança para a seleção.
Em seu último ato pelo Dortmund na temporada, Lewandowski fez um hat-trick (três gols) na goleada de 5 a 2 sobre o Bayern de Munique, na final da Copa da Alemanha. Avaliado em pelo menos 15 milhões de euros, ele revelou que gostaria de jogar no futebol inglês ou espanhol no futuro.
O atacante vem de uma família muito ligada ao esporte: o pai foi lutador de judô e a mãe jogadora de voleibol. Sua noiva, Anna Stachurska, é lutadora de caratê.
O comandante - O ex-jogador Franciszek Smuda, que completará 64 anos durante o torneio, é conhecido como um técnico disciplinador e assumiu o cargo em 2009, depois de a Polônia perder a classificação para a Copa do Mundo da África do Sul.
Smuda é lembrado por seu grande trabalho à frente do Widzew Lodz nos anos 90, quando foi duas vezes campeão nacional e disputou a fase de grupos da Champions League na temporada 1996/97.
O treinador adotou uma linha de tolerância zero com casos de bebedeira, o que custou o lugar de alguns jogadores no grupo. Foi o caso de Slawomir Peszko, meio-campista do Colônia, expulso da seleção.
Criado no sul da Polônia, região de fortes laços culturais com a Alemanha, Smuda teve suas primeiras experiências como técnico no país vizinho, dirigindo times de divisões inferiores, e talvez por isso adote um estilo germânico em seu trabalho.
Os pré-convocados (três serão cortados):
Goleiros: Lukasz Fabianski (Arsenal/ING), Wojciech Szczesny (Arsenal/ING), Przemyslaw Tyton (PSV Eindhoven/HOL);
Defensores: Sebastian Boenisch (Werder Bremen/ALE), Kamil Glik (Torino/ITA), Marcin Kaminski (Lech Poznan), Tomasz Jodlowiec (Polonia Varsóvia), Damien Perquis (Sochaux/FRA), Lukasz Piszczek (Borussia Dortmund/ALE), Marcin Wasilewski (Anderlecht/BEL), Jakub Wawrzyniak (Legia Varsóvia), Grzegorz Wojtkowiak (Lech Poznan);
Meio-campistas: Jakub "Kuba" Blaszczykowski (Borussia Dortmund/ALE), Dariusz Dudka (Auxerre/FRA), Kamil Grosicki (Sivasspor/TUR), Adam Matuszczyk (Fortuna Düsseldorf/ALE), Adrian Mierzejewski (Trabzonspor/TUR), Rafal Murawski (Lech Poznan), Ludovic Obraniak (Bordeaux/FRA), Eugen Polanski (Mainz/ALE), Maciej Rybus (Terek Grozny/RUS), Rafal Wolski (Legia Varsóvia);
Atacantes: Pawel Brozek (Celtic/ESC), Michal Kucharczyk (Legia Varsóvia), Robert Lewandowski (Borussia Dortmund/ALE), Artur Sobiech (Hannover 96/ALE).
Ouça as partidas da Eurocopa a partir do dia 8 de junho pela Rádio Estadão/ESPN, e acompanhe diariamente o Fora de Jogo especial na ESPN e ESPN HD.
Ao contrário dos anos 70 e 80, quando era presença frequente em Copas do Mundo (terceira colocada em 1974 e 1982) e contava com talentos do calibre de Lato e Boniek, hoje a Polônia não conta com muitos jogadores em cenários importantes. Há exceções, como o goleiro Szczesny, do Arsenal, e o trio de campeões alemães pelo Borussia Dortmund.
O lateral-direito Lukasz Piszczek, o meia Jakub "Kuba" Blaszczykowski e o atacante Robert Lewandowski formarão a espinha dorsal da equipe, que tem Rússia, Grécia e República Tcheca como adversárias.
Eliminada na primeira fase em 2008, a Polônia sabe que o apoio do torcedor será crucial para as chances de classificação à segunda fase - algo que o país não consegue em um torneio desde a Copa do Mundo de 1986. A dificuldade em selecionar jogadores levou o técnico Franciszek Smuda a procurar jogadores de origem polonesa nascidos ou criados em outros países.
São os casos, por exemplo, do zagueiro Perquis, do Sochaux, e o meia Obraniak, do Bordeaux, nascidos na França, e dos meio-campistas Matuszczyk, do Fortuna Dusseldorf, e Polanski, do Mainz, ambos poloneses de nascimento, mas formados no futebol alemão.
Entre os 26 jogadores pré-convocados, o único que ainda não fez sua estreia na seleção é o jovem meia Rafal Wolski, do Legia Varsóvia. Somente dois nomes na lista (Wasilewski e Murawski) têm 30 anos ou mais, mas nenhum deles alcança o número de jogos pela seleção de Dudka, volante do Auxerre. Dudka, que também pode ser zagueiro ou lateral, acumula 61 jogos pela Polônia e carrega a experiência de quem disputou a Copa do Mundo de 2006 e a Euro 2008.
Fique de olho - Robert Lewandowski, 23 anos, tornou-se um dos atacantes mais valorizados da Europa com sua campanha pelo Borussia Dortmund, vencedor da Bundesliga e da Copa da Alemanha. O ex-jogador do Lech Poznan marcou 30 gols na temporada, sendo 22 no campeonato nacional (nenhum de pênalti), e tornou-se também esperança para a seleção.
Em seu último ato pelo Dortmund na temporada, Lewandowski fez um hat-trick (três gols) na goleada de 5 a 2 sobre o Bayern de Munique, na final da Copa da Alemanha. Avaliado em pelo menos 15 milhões de euros, ele revelou que gostaria de jogar no futebol inglês ou espanhol no futuro.
O atacante vem de uma família muito ligada ao esporte: o pai foi lutador de judô e a mãe jogadora de voleibol. Sua noiva, Anna Stachurska, é lutadora de caratê.
O comandante - O ex-jogador Franciszek Smuda, que completará 64 anos durante o torneio, é conhecido como um técnico disciplinador e assumiu o cargo em 2009, depois de a Polônia perder a classificação para a Copa do Mundo da África do Sul.
Smuda é lembrado por seu grande trabalho à frente do Widzew Lodz nos anos 90, quando foi duas vezes campeão nacional e disputou a fase de grupos da Champions League na temporada 1996/97.
O treinador adotou uma linha de tolerância zero com casos de bebedeira, o que custou o lugar de alguns jogadores no grupo. Foi o caso de Slawomir Peszko, meio-campista do Colônia, expulso da seleção.
Criado no sul da Polônia, região de fortes laços culturais com a Alemanha, Smuda teve suas primeiras experiências como técnico no país vizinho, dirigindo times de divisões inferiores, e talvez por isso adote um estilo germânico em seu trabalho.
Os pré-convocados (três serão cortados):
Goleiros: Lukasz Fabianski (Arsenal/ING), Wojciech Szczesny (Arsenal/ING), Przemyslaw Tyton (PSV Eindhoven/HOL);
Defensores: Sebastian Boenisch (Werder Bremen/ALE), Kamil Glik (Torino/ITA), Marcin Kaminski (Lech Poznan), Tomasz Jodlowiec (Polonia Varsóvia), Damien Perquis (Sochaux/FRA), Lukasz Piszczek (Borussia Dortmund/ALE), Marcin Wasilewski (Anderlecht/BEL), Jakub Wawrzyniak (Legia Varsóvia), Grzegorz Wojtkowiak (Lech Poznan);
Meio-campistas: Jakub "Kuba" Blaszczykowski (Borussia Dortmund/ALE), Dariusz Dudka (Auxerre/FRA), Kamil Grosicki (Sivasspor/TUR), Adam Matuszczyk (Fortuna Düsseldorf/ALE), Adrian Mierzejewski (Trabzonspor/TUR), Rafal Murawski (Lech Poznan), Ludovic Obraniak (Bordeaux/FRA), Eugen Polanski (Mainz/ALE), Maciej Rybus (Terek Grozny/RUS), Rafal Wolski (Legia Varsóvia);
Atacantes: Pawel Brozek (Celtic/ESC), Michal Kucharczyk (Legia Varsóvia), Robert Lewandowski (Borussia Dortmund/ALE), Artur Sobiech (Hannover 96/ALE).
Ouça as partidas da Eurocopa a partir do dia 8 de junho pela Rádio Estadão/ESPN, e acompanhe diariamente o Fora de Jogo especial na ESPN e ESPN HD.
Terminar a temporada na zona de classificação para a Champions League e, ainda assim, não disputá-la. Pode acontecer com o Tottenham, caso o Chelsea seja campeão neste sábado. Mas já aconteceu antes, em 2000, quando o Zaragoza, quarto colocado na liga espanhola, foi preterido para que o Real Madrid defendesse seu título.
A diferença para a situação atual, como explica o último post, é que a substituição do quarto colocado pelo atual campeão é obrigatória. Na época, não era. A decisão coube à federação espanhola, que (não diga!) preferiu indicar o Real Madrid.
Sobrou apenas a Copa da Uefa para o Zaragoza, que havia feito uma temporada excepcional, incluindo uma goleada de 5 a 1 sobre o próprio Real Madrid, em pleno Bernabéu. Algo impensável para os dias de hoje, em que o Real Madrid termina uma liga com 100 pontos e o Zaragoza faz milagre para fugir do rebaixamento.
O fato de o atual campeão depender de um aval da federação local para defender o título já deveria ter alertado a Uefa sobre a necessidade de rever o regulamento. Mas não aconteceu, e em 2005 eles se viram de frente a uma situação semelhante. O Liverpool, campeão europeu em uma final histórica contra o Milan, não terminou entre os quatro da Premier League.
Naquela ocasião, porém, a federação inglesa não abriu mão de inscrever os quatro melhores do campeonato. O impasse envolvia dois rivais, já que o Everton seria o time ameaçado de perder a vaga.
Diante do absurdo de um regulamento que não dava vaga automática ao campeão, a Uefa se viu pressionada. Incluir o Liverpool na fase de grupos significaria tirar a vaga de um time que não tinha nenhuma culpa da situação. Depois de vários dias de discussão, a entidade aprovou a entrada dos Reds na primeira fase preliminar, quando enfrentaram o TNS, do País de Gales.
Uma decisão administrativa que viola algo previsto em regulamento não é nada diferente de uma virada de mesa, por mais que torcedores radicais possam questionar o termo.
A virada teve efeitos colaterais. O regulamento que prevê o máximo de quatro times por país tem uma razão de ser. Uma parte da receita distribuída aos clubes pela participação na Champions League vem do "market share", ou seja, o valor do mercado televisivo de cada país. Portanto, se o país tem um clube a mais, as fatias do bolo ficam menores.
A circunstância excepcional da inscrição do Liverpool fez com que o time jogasse sem proteção de país, podendo enfrentar clubes ingleses em qualquer etapa do torneio. Aconteceu na fase de grupos, quando o time de Rafa Benítez se deparou com o Chelsea.
Quem tem dúvidas sobre a história pode consultar os links a seguir, de notícias da época.
Uefa clarifies warning to Everton (Uefa esclarece alerta ao Everton) - 11/3/2005
Uefa rules out extra Euro place (Uefa descarta vaga europeia extra) - 25/4/2005
Uefa give top priority to resolving Liverpool issue (Uefa dá prioridade a resolver caso Liverpool) - 30/5/2005
Liverpool get in Champions League (Liverpool entra na Champions League) - 10/6/2005
A partir daquele caso, o campeão passou a ter sempre a vaga automática na fase de grupos da competição seguinte. Mas, naquela ocasião, a Uefa rasgou seu regulamento. Trata-se de uma entidade infinitamente mais organizada do que vemos por aqui, mas não significa que seja imaculada e não dê suas escorregadas de vez em quando.
A diferença para a situação atual, como explica o último post, é que a substituição do quarto colocado pelo atual campeão é obrigatória. Na época, não era. A decisão coube à federação espanhola, que (não diga!) preferiu indicar o Real Madrid.
Sobrou apenas a Copa da Uefa para o Zaragoza, que havia feito uma temporada excepcional, incluindo uma goleada de 5 a 1 sobre o próprio Real Madrid, em pleno Bernabéu. Algo impensável para os dias de hoje, em que o Real Madrid termina uma liga com 100 pontos e o Zaragoza faz milagre para fugir do rebaixamento.
O fato de o atual campeão depender de um aval da federação local para defender o título já deveria ter alertado a Uefa sobre a necessidade de rever o regulamento. Mas não aconteceu, e em 2005 eles se viram de frente a uma situação semelhante. O Liverpool, campeão europeu em uma final histórica contra o Milan, não terminou entre os quatro da Premier League.
Naquela ocasião, porém, a federação inglesa não abriu mão de inscrever os quatro melhores do campeonato. O impasse envolvia dois rivais, já que o Everton seria o time ameaçado de perder a vaga.
Diante do absurdo de um regulamento que não dava vaga automática ao campeão, a Uefa se viu pressionada. Incluir o Liverpool na fase de grupos significaria tirar a vaga de um time que não tinha nenhuma culpa da situação. Depois de vários dias de discussão, a entidade aprovou a entrada dos Reds na primeira fase preliminar, quando enfrentaram o TNS, do País de Gales.
Uma decisão administrativa que viola algo previsto em regulamento não é nada diferente de uma virada de mesa, por mais que torcedores radicais possam questionar o termo.
A virada teve efeitos colaterais. O regulamento que prevê o máximo de quatro times por país tem uma razão de ser. Uma parte da receita distribuída aos clubes pela participação na Champions League vem do "market share", ou seja, o valor do mercado televisivo de cada país. Portanto, se o país tem um clube a mais, as fatias do bolo ficam menores.
A circunstância excepcional da inscrição do Liverpool fez com que o time jogasse sem proteção de país, podendo enfrentar clubes ingleses em qualquer etapa do torneio. Aconteceu na fase de grupos, quando o time de Rafa Benítez se deparou com o Chelsea.
Quem tem dúvidas sobre a história pode consultar os links a seguir, de notícias da época.
Uefa clarifies warning to Everton (Uefa esclarece alerta ao Everton) - 11/3/2005
Uefa rules out extra Euro place (Uefa descarta vaga europeia extra) - 25/4/2005
Uefa give top priority to resolving Liverpool issue (Uefa dá prioridade a resolver caso Liverpool) - 30/5/2005
Liverpool get in Champions League (Liverpool entra na Champions League) - 10/6/2005
A partir daquele caso, o campeão passou a ter sempre a vaga automática na fase de grupos da competição seguinte. Mas, naquela ocasião, a Uefa rasgou seu regulamento. Trata-se de uma entidade infinitamente mais organizada do que vemos por aqui, mas não significa que seja imaculada e não dê suas escorregadas de vez em quando.
Que tal um grupo da Champions League com Real Madrid, Manchester City, Juventus e Borussia Dortmund? Na temporada 2012/13, o sorteio deve deixar aberta a possibilidade de os quatro campeões das maiores ligas da Europa caírem na mesma chave.
O coeficiente da Uefa usado para ranquear os times, levando em consideração os resultados das cinco últimas temporadas, deixaria cada uma em um pote do sorteio, no fim de agosto. Este site especializado no cálculo dos coeficientes mostra a divisão à medida que as equipes vão se classificando.
O Real Madrid é um dos cabeças-de-chave, ao lado de Barcelona, Manchester United, Bayern, Arsenal, Porto e Milan. Em caso de título do Chelsea, o time inglês encabeçará outro grupo. Do contrário, o privilégio sobra para o Valencia.
O Manchester City ficaria no segundo pote - já representando uma melhora em relação a 2011/12, quando ficou no terceiro escalão. A Juventus, ausente de competições europeias na atual temporada, entra no pote 3. O bicampeão alemão Borussia Dortmund, que vem de eliminação na fase de grupos, fica no quarto pote.
O cálculo projeta a classificação dos times melhor ranqueados nas fases preliminares e nos play-offs. Os potes só serão definitivos após a conclusão dos play-offs de agosto, que prometem confrontos equilibrados, em função do ranking baixo dos classificados de ligas mais tradicionais, como Málaga, Borussia Mönchengladbach, Udinese e Lille.
Secadores - O Tottenham também entrará no bolo dos play-offs, desde que o Chelsea não conquiste o título europeu no próximo sábado. No caso de vitória dos Blues sobre o Bayern, os Spurs terão de disputar a Liga Europa, já que o regulamento impede a participação de mais de quatro times de um mesmo país na Champions.
A regra foi modificada após o constrangimento de 2005, quando o Liverpool, campeão, não tinha se classificado através da Premier League. Na época, cabia à federação do país escolher como ocupar a última vaga nestas hipóteses, e a FA confirmou o Everton, quarto colocado.
A Uefa, então, ignorou seu próprio regulamento e excepcionalmente classificou também o Liverpool, que jogou a competição em 2005/06 a partir da primeira fase preliminar. Depois da virada de mesa, o texto foi modificado, prevendo sempre a prioridade do campeão europeu sobre o quarto colocado.
Um título do Bayern seria comemorado não apenas pelo Tottenham, mas também pelo campeão belga Anderlecht. Como a vaga do atual campeão não precisaria ser usada, abriria-se um lugar nos grupos, a ser ocupado pelo campeão do país melhor ranqueado ainda sem vaga direta - no caso, a Bélgica.
O Bayern, portanto, jogará por outros dois clubes no próximo sábado. Secadores ligados em Londres e Bruxelas.
Quem já se garantiu nos grupos: Manchester City, Manchester United, Arsenal, Real Madrid, Barcelona, Valencia, Borussia Dortmund, Bayern Munique, Schalke 04, Juventus, Milan, Montpellier, Paris Saint-Germain, Porto, Benfica, Zenit, Shakhtar Donetsk, Ajax, Galatasaray, Olympiacos.
Quem falta se garantir: atual campeão (se for o Chelsea) ou campeão belga (Anderlecht), campeão dinamarquês (Copenhague ou Nordsjaelland). Dez vagas são distribuídas nos play-offs, sendo cinco para campeões nacionais.
O coeficiente da Uefa usado para ranquear os times, levando em consideração os resultados das cinco últimas temporadas, deixaria cada uma em um pote do sorteio, no fim de agosto. Este site especializado no cálculo dos coeficientes mostra a divisão à medida que as equipes vão se classificando.
O Real Madrid é um dos cabeças-de-chave, ao lado de Barcelona, Manchester United, Bayern, Arsenal, Porto e Milan. Em caso de título do Chelsea, o time inglês encabeçará outro grupo. Do contrário, o privilégio sobra para o Valencia.
O Manchester City ficaria no segundo pote - já representando uma melhora em relação a 2011/12, quando ficou no terceiro escalão. A Juventus, ausente de competições europeias na atual temporada, entra no pote 3. O bicampeão alemão Borussia Dortmund, que vem de eliminação na fase de grupos, fica no quarto pote.
O cálculo projeta a classificação dos times melhor ranqueados nas fases preliminares e nos play-offs. Os potes só serão definitivos após a conclusão dos play-offs de agosto, que prometem confrontos equilibrados, em função do ranking baixo dos classificados de ligas mais tradicionais, como Málaga, Borussia Mönchengladbach, Udinese e Lille.
Secadores - O Tottenham também entrará no bolo dos play-offs, desde que o Chelsea não conquiste o título europeu no próximo sábado. No caso de vitória dos Blues sobre o Bayern, os Spurs terão de disputar a Liga Europa, já que o regulamento impede a participação de mais de quatro times de um mesmo país na Champions.
A regra foi modificada após o constrangimento de 2005, quando o Liverpool, campeão, não tinha se classificado através da Premier League. Na época, cabia à federação do país escolher como ocupar a última vaga nestas hipóteses, e a FA confirmou o Everton, quarto colocado.
A Uefa, então, ignorou seu próprio regulamento e excepcionalmente classificou também o Liverpool, que jogou a competição em 2005/06 a partir da primeira fase preliminar. Depois da virada de mesa, o texto foi modificado, prevendo sempre a prioridade do campeão europeu sobre o quarto colocado.
Um título do Bayern seria comemorado não apenas pelo Tottenham, mas também pelo campeão belga Anderlecht. Como a vaga do atual campeão não precisaria ser usada, abriria-se um lugar nos grupos, a ser ocupado pelo campeão do país melhor ranqueado ainda sem vaga direta - no caso, a Bélgica.
O Bayern, portanto, jogará por outros dois clubes no próximo sábado. Secadores ligados em Londres e Bruxelas.
Quem já se garantiu nos grupos: Manchester City, Manchester United, Arsenal, Real Madrid, Barcelona, Valencia, Borussia Dortmund, Bayern Munique, Schalke 04, Juventus, Milan, Montpellier, Paris Saint-Germain, Porto, Benfica, Zenit, Shakhtar Donetsk, Ajax, Galatasaray, Olympiacos.
Quem falta se garantir: atual campeão (se for o Chelsea) ou campeão belga (Anderlecht), campeão dinamarquês (Copenhague ou Nordsjaelland). Dez vagas são distribuídas nos play-offs, sendo cinco para campeões nacionais.
Pela falta de um planejamento específico para os Jogos Olímpicos, Mano Menezes usará a série de quatro amistosos da Seleção Brasileira para montar seu time pensando em Londres 2012. Nada mais natural que essa preocupação, já que o técnico tem sido constantemente avisado de que seu futuro no cargo passa pelo resultado na Olimpíada.
Como a lista de 23 nomes tem apenas seis jogadores nascidos antes de 1989 - Daniel Alves, David Luiz, Hulk, Jefferson, Marcelo e Thiago Silva -, é possível deduzir que estejam entre eles os três convocados para cumprir a cota permitida fora da idade limite. Thiago Silva é nome certo.
A julgar pelo restante dos convocados, Marcelo tem grandes chances de ser o titular na lateral-esquerda, deixando dúvidas sobre a última vaga. Dois dos zagueiros relacionados, Bruno Uvini e Juan, não jogam com frequência em seus clubes, o que aumenta as possibilidades de David Luiz.
Para o gol e a lateral-direita há boas opções no grupo: Rafael e Danilo. Por outro lado, o outro goleiro convocado, Neto, foi reserva da Fiorentina durante toda a temporada e pode ser um risco.
A lista definitiva de 18 nomes dificilmente fugirá do grupo chamado nesta sexta-feira. Mano tem obrigação de sair destes quatro jogos, contra Dinamarca, Estados Unidos, México e Argentina, com ideias claras sobre o time que estreará nos Jogos Olímpicos contra o Egito.
Rafael; Danilo, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo; Rômulo, Casemiro; Lucas, Ganso, Neymar; Leandro Damião. É o time que o blogueiro escalaria entre os convocados. E o seu?
Como a lista de 23 nomes tem apenas seis jogadores nascidos antes de 1989 - Daniel Alves, David Luiz, Hulk, Jefferson, Marcelo e Thiago Silva -, é possível deduzir que estejam entre eles os três convocados para cumprir a cota permitida fora da idade limite. Thiago Silva é nome certo.
A julgar pelo restante dos convocados, Marcelo tem grandes chances de ser o titular na lateral-esquerda, deixando dúvidas sobre a última vaga. Dois dos zagueiros relacionados, Bruno Uvini e Juan, não jogam com frequência em seus clubes, o que aumenta as possibilidades de David Luiz.
Para o gol e a lateral-direita há boas opções no grupo: Rafael e Danilo. Por outro lado, o outro goleiro convocado, Neto, foi reserva da Fiorentina durante toda a temporada e pode ser um risco.
A lista definitiva de 18 nomes dificilmente fugirá do grupo chamado nesta sexta-feira. Mano tem obrigação de sair destes quatro jogos, contra Dinamarca, Estados Unidos, México e Argentina, com ideias claras sobre o time que estreará nos Jogos Olímpicos contra o Egito.
Rafael; Danilo, Thiago Silva, David Luiz, Marcelo; Rômulo, Casemiro; Lucas, Ganso, Neymar; Leandro Damião. É o time que o blogueiro escalaria entre os convocados. E o seu?
- 17h59
- 06May
Dias atrás, Antonio Conte afirmou que um título da Juventus nesta temporada lembraria a inesperada conquista do Verona em 1985. Naturalmente, é um exagero. Não dá para comparar mais uma conquista do maior campeão italiano da história à de um time pequeno. Ao usar a hipérbole, Conte remete ao fato de que poucos seriam capazes de apostar na Juve no início da temporada.
Uma desconfiança que soava natural, depois de dois anos consecutivos passando vergonha. Os bianconeri pareciam distantes de recuperar a grandeza de outros tempos, a força arrancada pelos atos inconsequentes dos dirigentes que levaram o time à segunda divisão.
Até mesmo a escolha de Conte, que vinha de um ótimo trabalho com o Siena, era motivo para ficar com o pé atrás. A aposta em um antigo jogador do clube já havia sido feita com Ciro Ferrara, e os resultados não apareceram. Conte, porém, foi capaz de construir uma equipe à sua imagem e semelhança, aguerrida e disciplinada.
O mercado conduzido por Beppe Marotta foi crucial para que tivesse as peças necessárias. Desde operários valiosos como Vidal e Lichtsteiner até o maestro Pirlo, que acabou com as dúvidas de quem o via em declínio. Quem não estivesse disposto a se sacrificar pelo time teria de ficar de fora - que o digam Krasic e Elia, por exemplo.
Conte não foi refém de um esquema. Assim que notou que seu 4-4-2 com ares de 4-2-4 não teria sucesso, adaptou suas peças a um 4-3-3 com Pirlo em sua posição ideal, de armador recuado. Marchisio e Vidal completaram um sólido meio-campo, de um time caracterizado por ser uma cooperativa de gols - o artilheiro, Matri, fez apenas 10.
Uma conquista especial para estandartes como Buffon e Del Piero, que estavam em campo no último título oficial, em 2003, e viveram junto com o torcedor a agonia de ter conquistas cassadas e ter de jogar a Serie B. Del Piero foi um profissional modelo ao aceitar um papel de coadjuvante no elenco, mesmo depois de saber que não teria seu contrato renovado.
A Juve conquista o scudetto contra um Milan de maiores meios técnicos - e um Ibrahimovic que, pela primeira vez, não se sagra campeão italiano em campo. Um time de história gigantesca soube identificar a necessidade de se impor na vontade e na determinação para terminar na frente.
E assim foi. Uma história que ainda não termina aqui, já que na próxima semana o time pode se confirmar campeão invicto contra a Atalanta, antes de decidir a Copa da Itália contra o Napoli. É possível até terminar toda a temporada com dobradinha e sem derrota em jogos oficiais. Um brinde à Velha Senhora!
Uma desconfiança que soava natural, depois de dois anos consecutivos passando vergonha. Os bianconeri pareciam distantes de recuperar a grandeza de outros tempos, a força arrancada pelos atos inconsequentes dos dirigentes que levaram o time à segunda divisão.
Até mesmo a escolha de Conte, que vinha de um ótimo trabalho com o Siena, era motivo para ficar com o pé atrás. A aposta em um antigo jogador do clube já havia sido feita com Ciro Ferrara, e os resultados não apareceram. Conte, porém, foi capaz de construir uma equipe à sua imagem e semelhança, aguerrida e disciplinada.
O mercado conduzido por Beppe Marotta foi crucial para que tivesse as peças necessárias. Desde operários valiosos como Vidal e Lichtsteiner até o maestro Pirlo, que acabou com as dúvidas de quem o via em declínio. Quem não estivesse disposto a se sacrificar pelo time teria de ficar de fora - que o digam Krasic e Elia, por exemplo.
Conte não foi refém de um esquema. Assim que notou que seu 4-4-2 com ares de 4-2-4 não teria sucesso, adaptou suas peças a um 4-3-3 com Pirlo em sua posição ideal, de armador recuado. Marchisio e Vidal completaram um sólido meio-campo, de um time caracterizado por ser uma cooperativa de gols - o artilheiro, Matri, fez apenas 10.
Uma conquista especial para estandartes como Buffon e Del Piero, que estavam em campo no último título oficial, em 2003, e viveram junto com o torcedor a agonia de ter conquistas cassadas e ter de jogar a Serie B. Del Piero foi um profissional modelo ao aceitar um papel de coadjuvante no elenco, mesmo depois de saber que não teria seu contrato renovado.
A Juve conquista o scudetto contra um Milan de maiores meios técnicos - e um Ibrahimovic que, pela primeira vez, não se sagra campeão italiano em campo. Um time de história gigantesca soube identificar a necessidade de se impor na vontade e na determinação para terminar na frente.
E assim foi. Uma história que ainda não termina aqui, já que na próxima semana o time pode se confirmar campeão invicto contra a Atalanta, antes de decidir a Copa da Itália contra o Napoli. É possível até terminar toda a temporada com dobradinha e sem derrota em jogos oficiais. Um brinde à Velha Senhora!
A última rodada do Campeonato Espanhol, a se disputar no próximo fim de semana, promete emoções fortes para os envolvidos. Marcas históricas podem ser alcançadas ou melhoradas, e ainda há dez times envolvidos nas brigas por vagas europeias ou permanência na primeira divisão.
O campeão Real Madrid, que contou um gol contra nos acréscimos para vencer o Granada por 2 a 1, pode ser o primeiro clube a alcançar 100 pontos na liga. Para isso, precisa vencer em casa o Mallorca, que tem perspectivas de classificação para a próxima Liga Europa. O time de José Mourinho conclui o campeonato com uma sequência de 17 jogos sem derrota como visitante.
No Barcelona, depois da emotiva despedida de Guardiola no Camp Nou com goleada de 4 a 0 sobre o Espanyol, a expectativa é por saber com quantos gols Lionel Messi terminará sua monstruosa temporada. A artilharia da liga, com 50 gols, parece garantida, já que são cinco a mais que Cristiano Ronaldo.
Ainda mais impressionante é o número total de gols do argentino. Com 72, Messi torna-se o recordista de tentos em jogos oficiais por um clube na mesma temporada, ultrapassando os 70 marcados por Archie Stark pelo norte-americano Bethlehem Steel em 1924/25 (fonte: Infostrada).
Além da última rodada, quando o Barça visita o já salvo Betis, Messi ainda terá a final da Copa do Rei contra o Athletic Bilbao para aumentar seu recorde.
O Valencia já garantiu o terceiro lugar e vai para a fase de grupos da Champions League. Três equipes disputam a quarta vaga, que dá direito a jogar os play-offs, em agosto: Málaga, com 55 pontos, Atlético de Madrid, com 53, e Levante, com 52. O Mallorca também tem 52 pontos, mas leva desvantagem nas possíveis combinações de confronto direto.
O Málaga recebe o Sporting Gijón, ameaçado pelo rebaixamento, e confirma a quarta colocação em caso de vitória. Se empatar, precisa esperar que o Atlético de Madrid não vença o Villarreal, outro que teme o descenso, fora de casa. Em caso de derrota, o Málaga tem de torcer não apenas contra o Atlético, mas também contra o Levante, que não poderia vencer o Athletic Bilbao em casa.
Vale lembrar que o primeiro critério de desempate é o confronto direto entre os times envolvidos. O Málaga leva desvantagem tanto contra o Atlético quanto contra o Levante.
O quinto e o sexto colocados disputarão a Liga Europa junto do Athletic Bilbao, finalista da Copa do Rei. O Athletic, com 49 pontos, ainda tem chances de ser o sexto colocado, dependendo da combinação de resultados. Neste caso, abriria-se uma vaga para o sétimo colocado. A final da Liga Europa não influencia a disputa: o título de Atlético ou Athletic não dá direito a uma nova vaga para o país.
Osasuna, oitavo com 51 pontos, está na briga por Liga Europa e visita o já rebaixado Racing Santander na última rodada. O Sevilla tem 49 pontos, mas todas as hipóteses de confronto direto em caso de igualdade são desfavoráveis: o time não disputará competições europeias.
Cinco times lutarão por três lugares na primeira divisão. O Sporting Gijón, com 37 pontos, é o mais próximo do rebaixamento, mas ainda tem chances: precisa vencer o Málaga e torcer por derrotas do Zaragoza, que visita o Getafe, e do Rayo Vallecano, que joga em casa contra o Granada. Neste caso haveria tríplice empate com 40 pontos, e a vantagem nos confrontos é do Sporting.
Os outros envolvidos na briga por sobrevivência só dependem dos próprios resultados. Se o Rayo vencer o Granada, que tem 42 pontos, está salvo. O fato de dois rivais diretos se enfrentarem é bom para o Zaragoza, que vai a Getafe sabendo que uma vitória vale a permanência. Empatando, precisa de uma derrota do Rayo.
O Granada dependerá apenas do empate, mas em caso de derrota terá de esperar que o Villarreal não pontue ou que o Zaragoza não vença. O Villarreal, com 41, tem de no mínimo empatar com o Atlético de Madrid (como lembra o Emerson nos comentários abaixo, em último caso ficaria igual em 42 com o Granada, sobre quem leva vantagem no confronto). O Submarino Amarelo pode se complicar com derrota (leva desvantagem no confronto direto com o Zaragoza), já que passaria a torcer por tropeço dos rivais.
O campeão Real Madrid, que contou um gol contra nos acréscimos para vencer o Granada por 2 a 1, pode ser o primeiro clube a alcançar 100 pontos na liga. Para isso, precisa vencer em casa o Mallorca, que tem perspectivas de classificação para a próxima Liga Europa. O time de José Mourinho conclui o campeonato com uma sequência de 17 jogos sem derrota como visitante.
No Barcelona, depois da emotiva despedida de Guardiola no Camp Nou com goleada de 4 a 0 sobre o Espanyol, a expectativa é por saber com quantos gols Lionel Messi terminará sua monstruosa temporada. A artilharia da liga, com 50 gols, parece garantida, já que são cinco a mais que Cristiano Ronaldo.
Ainda mais impressionante é o número total de gols do argentino. Com 72, Messi torna-se o recordista de tentos em jogos oficiais por um clube na mesma temporada, ultrapassando os 70 marcados por Archie Stark pelo norte-americano Bethlehem Steel em 1924/25 (fonte: Infostrada).
Além da última rodada, quando o Barça visita o já salvo Betis, Messi ainda terá a final da Copa do Rei contra o Athletic Bilbao para aumentar seu recorde.
O Valencia já garantiu o terceiro lugar e vai para a fase de grupos da Champions League. Três equipes disputam a quarta vaga, que dá direito a jogar os play-offs, em agosto: Málaga, com 55 pontos, Atlético de Madrid, com 53, e Levante, com 52. O Mallorca também tem 52 pontos, mas leva desvantagem nas possíveis combinações de confronto direto.
O Málaga recebe o Sporting Gijón, ameaçado pelo rebaixamento, e confirma a quarta colocação em caso de vitória. Se empatar, precisa esperar que o Atlético de Madrid não vença o Villarreal, outro que teme o descenso, fora de casa. Em caso de derrota, o Málaga tem de torcer não apenas contra o Atlético, mas também contra o Levante, que não poderia vencer o Athletic Bilbao em casa.
Vale lembrar que o primeiro critério de desempate é o confronto direto entre os times envolvidos. O Málaga leva desvantagem tanto contra o Atlético quanto contra o Levante.
O quinto e o sexto colocados disputarão a Liga Europa junto do Athletic Bilbao, finalista da Copa do Rei. O Athletic, com 49 pontos, ainda tem chances de ser o sexto colocado, dependendo da combinação de resultados. Neste caso, abriria-se uma vaga para o sétimo colocado. A final da Liga Europa não influencia a disputa: o título de Atlético ou Athletic não dá direito a uma nova vaga para o país.
Osasuna, oitavo com 51 pontos, está na briga por Liga Europa e visita o já rebaixado Racing Santander na última rodada. O Sevilla tem 49 pontos, mas todas as hipóteses de confronto direto em caso de igualdade são desfavoráveis: o time não disputará competições europeias.
Cinco times lutarão por três lugares na primeira divisão. O Sporting Gijón, com 37 pontos, é o mais próximo do rebaixamento, mas ainda tem chances: precisa vencer o Málaga e torcer por derrotas do Zaragoza, que visita o Getafe, e do Rayo Vallecano, que joga em casa contra o Granada. Neste caso haveria tríplice empate com 40 pontos, e a vantagem nos confrontos é do Sporting.
Os outros envolvidos na briga por sobrevivência só dependem dos próprios resultados. Se o Rayo vencer o Granada, que tem 42 pontos, está salvo. O fato de dois rivais diretos se enfrentarem é bom para o Zaragoza, que vai a Getafe sabendo que uma vitória vale a permanência. Empatando, precisa de uma derrota do Rayo.
O Granada dependerá apenas do empate, mas em caso de derrota terá de esperar que o Villarreal não pontue ou que o Zaragoza não vença. O Villarreal, com 41, tem de no mínimo empatar com o Atlético de Madrid (como lembra o Emerson nos comentários abaixo, em último caso ficaria igual em 42 com o Granada, sobre quem leva vantagem no confronto). O Submarino Amarelo pode se complicar com derrota (leva desvantagem no confronto direto com o Zaragoza), já que passaria a torcer por tropeço dos rivais.
Roy Hodgson não parece a escolha mais empolgante para dirigir a seleção inglesa na Eurocopa - e, se cumprir o contrato que lhe foi oferecido nesta segunda-feira, pelos próximos quatro anos. Por outro lado, olhando para a decepcionante história do English Team em grandes competições, eles parecem feitos um para o outro: um técnico de times médios para uma seleção de história medíocre.
Hodgson tem experiência em seleções nacionais. Nos anos 90, dirigiu a Suíça, que não se classificava para um torneio desde 1966. Conseguiu a vaga nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 1994 e, depois de obter a classificação para a Euro 96, aceitou um convite da Internazionale. Na Itália, pegou uma Inter em transição, no início da era Moratti, e saiu em 1997 após perder a final da Copa da Uefa.
Entre 2006 e 2007, à frente da seleção finlandesa, Hodgson quase alcançou uma histórica classificação para a Euro 2008. Acabou com 24 pontos em 14 jogos, apenas três e quatro pontos, respectivamente, atrás dos classificados Polônica e Portugal. Foi a época em que a Finlândia teve sua melhor colocação no ranking da Fifa.
As passagens citadas são intervalos de uma carreira nômade, com os títulos mais importantes conquistados na Escandinávia: quatro campeonatos na Suécia (dois com o Halmstad e dois com o Malmö) e um na Dinamarca, com o Copenhague.
Os três últimos trabalhos mostram um Hodgson mais adequado a lidar em ambientes de menor exigência. Com o Fulham, chegou a uma final de Liga Europa e mereceu o prêmio de técnico do ano na Inglaterra. De lá, foi para o Liverpool, onde durou não mais de meia temporada.
Dos Reds, saiu para o West Bromwich Albion - ironia do destino, substituindo Roberto Di Matteo, que daqui a algumas semanas pode ser o novo campeão europeu de clubes. Naquele restante de temporada 2010/11, ajudou o time a permanecer com folga na primeira divisão. E na atual, a duas rodadas do fim, tem o time no décimo lugar, podendo terminar na parte de cima da tabela.
A opção por Hodgson surpreende porque Harry Redknapp sempre foi o favorito de todos: imprensa, torcedores e vários dos jogadores ingleses. No entanto, como parecia haver uma clara determinação de buscar um treinador inglês, não havia muitos outros nomes fortes para assumir.
A princípio, Hodgson é uma escolha de longo prazo, mas o que aconteceria em caso de um fracasso na Eurocopa? Em um grupo com França, Ucrânia e Suécia, e sem Wayne Rooney nas duas primeiras partidas, uma eliminação logo de cara está nas cartas.
Em um país com uma mídia capaz de exaltar e execrar com o mesmo radicalismo, não seria de se duvidar caso a FA já estivesse buscando outro treinador em julho. Nem que Hodgson fizesse mais um milagre com um time médio. Porque, convenhamos, quando se trata de Eurocopa e Copa do Mundo, a Inglaterra não costuma fazer muito mais que o Fulham ou o WBA.
Hodgson tem experiência em seleções nacionais. Nos anos 90, dirigiu a Suíça, que não se classificava para um torneio desde 1966. Conseguiu a vaga nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 1994 e, depois de obter a classificação para a Euro 96, aceitou um convite da Internazionale. Na Itália, pegou uma Inter em transição, no início da era Moratti, e saiu em 1997 após perder a final da Copa da Uefa.
Entre 2006 e 2007, à frente da seleção finlandesa, Hodgson quase alcançou uma histórica classificação para a Euro 2008. Acabou com 24 pontos em 14 jogos, apenas três e quatro pontos, respectivamente, atrás dos classificados Polônica e Portugal. Foi a época em que a Finlândia teve sua melhor colocação no ranking da Fifa.
As passagens citadas são intervalos de uma carreira nômade, com os títulos mais importantes conquistados na Escandinávia: quatro campeonatos na Suécia (dois com o Halmstad e dois com o Malmö) e um na Dinamarca, com o Copenhague.
Os três últimos trabalhos mostram um Hodgson mais adequado a lidar em ambientes de menor exigência. Com o Fulham, chegou a uma final de Liga Europa e mereceu o prêmio de técnico do ano na Inglaterra. De lá, foi para o Liverpool, onde durou não mais de meia temporada.
Dos Reds, saiu para o West Bromwich Albion - ironia do destino, substituindo Roberto Di Matteo, que daqui a algumas semanas pode ser o novo campeão europeu de clubes. Naquele restante de temporada 2010/11, ajudou o time a permanecer com folga na primeira divisão. E na atual, a duas rodadas do fim, tem o time no décimo lugar, podendo terminar na parte de cima da tabela.
A opção por Hodgson surpreende porque Harry Redknapp sempre foi o favorito de todos: imprensa, torcedores e vários dos jogadores ingleses. No entanto, como parecia haver uma clara determinação de buscar um treinador inglês, não havia muitos outros nomes fortes para assumir.
A princípio, Hodgson é uma escolha de longo prazo, mas o que aconteceria em caso de um fracasso na Eurocopa? Em um grupo com França, Ucrânia e Suécia, e sem Wayne Rooney nas duas primeiras partidas, uma eliminação logo de cara está nas cartas.
Em um país com uma mídia capaz de exaltar e execrar com o mesmo radicalismo, não seria de se duvidar caso a FA já estivesse buscando outro treinador em julho. Nem que Hodgson fizesse mais um milagre com um time médio. Porque, convenhamos, quando se trata de Eurocopa e Copa do Mundo, a Inglaterra não costuma fazer muito mais que o Fulham ou o WBA.
Leonardo Bertozzi é comentarista de futebol dos canais ESPN e da rádio Estadão/ESPN. Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte - Uni-BH - faz parte da equipe desde 2009.
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