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Playoffs da NBA: Pacers x Heat, às 21h
Julio Gomes
Antes de mais nada. Como é curioso, o futebol, né? Os tabus, histórias, parecem besteira. Mas, de novo, o campeão da Champions não repetirá seu título (nunca aconteceu desde que a Copa dos Campeões virou Champions). De novo, Fernando Torres, aquele que passou o ano inteiro perdendo gols contra todo mundo, mete um contra a sua principal vítima: o Barça.
Quero dizer também que as derrotas de sábado e de hoje (empate que foi igual a derrota) não tiram o Barcelona do posto de melhor time de futebol do mundo.
Há meios diferentes para ganhar jogos de futebol. O método do Barça é indiscutivelmente o mais belo, o mais bacana para quem gosta do jogo bem jogado, o que vai ficar para a história e que inspira crianças, treinadores e times pelo mundo afora. Isso não invalida outras maneiras de vencer jogos e campeonatos.
O que pode acontecer é o fim de um ciclo, especialmente se Pep Guardiola decidir sair do clube. Ele ainda não falou o que vai fazer da vida, e Guardiola foi peça fundamental durante quatro anos de títulos, vitórias, recordes, valorização da base e tudo o mais. Se ele sair, tudo muda. Se Pep ficar, o Barça chega forte, como sempre, à próxima temporada.
E para a próxima temporada, com ou sem Pep, o Barcelona vai precisar se reforçar de forma cirúrgica para desbancar o Real Madrid. A Messi-dependência foi clara durante o ano. O time tem um sistema de jogo, tem uma maneira de buscar as vitórias, tem grandes jogadores. Sim. Mas Messi é o verdadeiro diferencial na hora H.
A lesão de Villa mudou a temporada do Barcelona, era um jogador de 20, 25 gols. Alexis não esteve bem o tempo todo fisicamente. E aí, quem sobrou para meter a bola pra dentro? Na hora do abafa, quando talvez, por que não, o chuveirinho se transforma em arma, quem poderia ser o alvo dentro da área? Guardiola colocou Keita por Fábregas também por isso. E o Keita não é nenhum grandalhão cabeceador.
Sem homens-gols, o Barcelona permitiu que Chelsea e Real Madrid fizessem algo semelhante. Uma ultramarcação a Lionel Messi. Pelo menos dois em cima, na maioria das vezes, três, e, em alguns momentos, até quatro jogadores em cima de Messi. Fica difícil jogar assim.
Em Stamford Bridge, Cesc e Alexis, duas vezes, além de Busquets, perderam gols feitos. No Camp Nou, sábado, foi Tello quem desperdiçou chances claras. O gol saiu de uma arrancada de Messi, e a melhor chance saiu de um passe dele para Xavi (que também perdeu cara a cara com Casillas). Nesta terça, Messi foi quem deu o passe para Iniesta marcar o segundo. Chutou na trave uma bola que mudaria o jogo. Perdeu gols, e perdeu o principal, um pênalti.
Resumindo. Se Messi resolve, está resolvido. Se Messi não resolve, sobram problemas.
Real Madrid e Chelsea foram times muito comprometidos e com jogadores que se sacrificaram pela vitória. Atacantes que marcaram, meias que se desdobraram, laterais e zagueiros que mantiveram a atenção em dia o tempo todo.
Os dois times sabiam que não adiantaria querer disputar a posse de bola com o Barcelona. Haveria de se ganhar de outra forma. Formas legítimas. Menos belas, mas legítimas.
É lógico que o Real teve mais qualidade do que o Chelsea. Foi um time consistente atrás e na frente. Ozil e Di María marcaram demais no meio e deram saída ao ataque. Pepe, Khedira e Xabi Alonso foram intransponíveis atrás. O Chelsea não teve a mesma consistência, permitiu que o Barcelona criasse mais e se aproximasse mais do gol tanto na ida quanto na volta.
Aí, entrou o fator sorte. E, sem o fator sorte, não existe futebol. Aquele mesmo fator sorte que sorriu para o Barça em Stamford Bridge, três anos atrás, sorriu para o Chelsea hoje.
A bola que não entra. O pênalti que o melhor do mundo chuta na trave.
Sacrifício, comprometimento e sorte. Sem um deles, o Chelsea não teria passado. Mas o Chelsea teve todos eles na hora certa. Não dá para dizer que não mereceu.
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- 19h40
- 18Apr
Sabem a história da eliminatória de 180 minutos? Às vezes, essa "máxima" se aplica. Às vezes, é apenas discurso vazio, frase feita de jornalista ou jogador.
No caso de Chelsea x Barcelona, a história será a mesma durante 180 minutos, mudando apenas data e local. O duelo do Camp Nou será idêntico ao de Stamford Bridge: um time atacando e buscando o jogo, o outro time usando armas diferentes. Menos nobres, talvez, na visão dos românticos da bola, mas igualmente honestas.
Em 2009, nas semifinais da Champions League, o Chelsea de Guus Hiddink saiu do Camp Nou no jogo de ida com um empate de 0 a 0. Mas não foi só às custas de marcação. Foi com muitas faltas, muita pancadaria e a total conivência do árbitro alemão Wolfgang Stark. Estão mais vivos na memória coletiva os pênaltis não marcados para o Chelsea naquela semifinal de Londres, mas o fato é que o juiz tinha sido decisivo para o empate sem gols da ida.
No jogo desta quarta-feira, o Chelsea marcou e não bateu, foi o leal o tempo todo (aqui, fica o recado para Mourinho: intensidade não significa, necessariamente, destempero). Uma linha de quatro atrás, com laterais que não avançavam e zagueiros firmes, e uma linha de cinco no meio. Mata e Ramires tinham a clara missão de marcar forte (um pela esquerda, o outro pela direita) e, eventualmente, puxar algum contra ataque. Foi um 4-5-1 clássico, que às vezes virava 4-6-0, já que até Drogba marcava.
Em nenhum momento, os jogadores do Barcelona se encontravam em situação de um contra um. As ajudas chegavam de forma imediata.
Tem mais. O Chelsea fez a lição de casa e percebeu que uma das grandes armas do Barcelona é a forte marcação no ataque exercida por seus jogadores. Um bom percentual do número de gols do Barcelona sai de bolas roubadas por Messi, Alexis e companhia no campo de defesa do rival. Pressiona, toma a bola, troca passes rapidamente e finaliza a jogada.
Os jogadores do Chelsea tinham hoje a claríssima ordem para não perder tempo com a bola no pé. Assim que a bola era recuperada, havia a imediata conexão direta com Drogba ou quem estivesse à frente. A ideia era não arriscar, não perder uma bola boba no meio. Isso só aconteceu uma vez durante todo o jogo: Mikel perde uma bola para Messi, que rouba, arranca em velocidade e dá o passe de gol para Cesc Fábregas. Cesc tira de Cech, mas Ashley Cole se recupera a tempo, na linha do gol. Um erro, um quase gol.
A ironia é que foi justamente com um erro, com uma bola recuperada no meio de campo, que o Chelsea chegou à vitória. E uma bola perdida por Messi. Coisa raríssima.
Lampard rouba a bola de Messi, levanta a cabeça e logo aciona Ramires. A velocidade de Ramires no lance é impressionante. E aí Drogba teve a competência que marcou toda a sua carreira. Competência, esta, que faltou ao time do Barcelona.
No primeiro tempo, o Barça parecia satisfeito com a repetição do script de Milão (0 a 0). No segundo tempo, abaixo no placar, a coisa mudou. Foi um time mais enérgico, mais a fim, só que o nervosismo foi substituindo a paciência e facilitou a vida da defesa do Chelsea. Fábregas e Alexis tiveram duas chances claras na partida, e o gol perdido por Busquets nos acréscimos beirou o inacreditável.
Resultado justo?
Tenho enormes dificuldades para julgar partidas assim. O Barcelona foi o time que buscou o jogo, que quis construir futebol, que chegou perto do gol adversário. Teve a bola (74% de posse), finalizou mais (19 a 4), dominou, criou...
Mas como tirar os méritos do Chelsea? Tinha uma proposta, foi fiel a ela, defendeu com perfeição. No fim, creio que o placar foi justo na medida em que refletiu a competência dos dois times na busca de seus objetivos. O Chelsea atingiu o que queria, o Barça errou demais nas finalizações.
No Camp Nou, no entanto, o Barcelona é amplo favorito. E o campo, mais largo do que Stamford Bridge, dificulta demais a vida dos times que querem só se defender. Só uma vez na temporada, em outubro, contra o Sevilla, o Barça passou em branco em um jogo em casa.
O Barcelona jogará da mesma maneira. Precisa ser mais eficiente e "esticar" mais o campo para abrir a retranca rival. O Chelsea sonha com um gol fora de casa, que lhe permitiria até mesmo levar dois para avançar.
Sigo acreditando em Real e Barça favoritos para reverter as derrotas. Em busca do milagre de eliminar os gigantes espanhóis, o Chelsea leva ligeira vantagem em relação ao Bayern por não ter levado gol em casa.
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- 21h23
- 17Apr
De José Mourinho, falarei a seguir. Antes, algumas opiniões curtinhas sobre o jogo.
Vitória merecida do Bayern de Munique. Foi melhor, mais corajoso, merecia sair de campo com a vitória. E saiu. Mas, como previsto em meu post anterior, foi uma vitória curta demais, que deixa poucas chances de classificação no Bernabéu.
O Bayern é forte, disso não há dúvida. Mas o Real Madrid não passa jogo sem marcar, então os alemães que se preparem para, em algum momento, irem à frente e ficarem expostos aos contra ataques. Insisto: Neuer será peça chave, terá de operar milagres em Madri. Creio que, com a derrota por 2 a 1, o Real Madrid tem algo entre 60 a 70% de chances de passar para a final. O gol fora de casa é fundamental.
Arbitragem. Realmente, não gosto de perder tempo com arbitragens salvo lances muito claros e aquela vontade que alguns árbitros têm de decidir partidas.
Não acredito em impedimento no primeiro gol do Bayern, não acredito em pênalti naquela falta cobrada por Cristiano Ronaldo. Creio que o árbitro foi condescendente com o Real Madrid nos cartões - poderia ter amarelado Coentrão no primeiro tempo, Arbeloa no segundo e poderia ter expulsado Marcelo no fim. Mas nenhum desses cartões pode ser visto como determinante no destino do jogo.
O grande erro de Howard Webb, na minha visão, foi não ter marcado pênalti em Mario Gómez aos 43 do segundo tempo. O lance foi confuso, foi difícil, mas para mim houve pênalti. Alguns minutos depois, justiça foi feita e o Bayern fechou a partida com 2 a 1 - possivelmente o mesmo placar que teria sido o final em caso de pênalti apitado.
Dito tudo isso, vamos a José Mourinho.
Eu gosto de Mourinho. Sempre gostei. Acompanhei muito de perto seu Porto campeão da Europa, os anos de Chelsea, de Inter e, agora, no Real. Quem diz que ele é um "retranqueiro" ou um "Celso Roth de terno" precisaria ver alguns VTs de seus times. Nem precisa ir muito longe, basta ver algumas partidas da atual liga espanhola. Talvez conversar com jogadores que passaram por suas mãos também ajudaria a iluminar algumas ideias.
O cara é o anti-Barça, o único capaz de desafiar, às vezes ganhar, o melhor time dos últimos sete anos, talvez da história. O Barça é ataque, fantasia, posse de bola, futebol bem jogado. É normal que fique no português a marca oposta a essas qualidades.
Ao mesmo tempo em que gosto de Mourinho, entendo a "bronca" que muitos têm. Sim, ele transmite arrogância. Quem já o encontrou pessoalmente diz e jura que não é assim, e conheço pessoas nas quais confio plenamente que o entrevistaram por horas, já o encontraram fora de salas de imprensa. Possivelmente, ele não seja um pessoa arrogante, um mau caráter. Porém, é essa a imagem que ele transmite. Para Mourinho, o jogo começa a ser vencido nas entrevistas, então ele usa essa arma, mesmo que em detrimento de sua imagem.
Eu gosto de Mourinho porque ele é uma pessoa pragmática no futebol - eu sou muito pragmático na vida, então tenho essa identificação. Para Mourinho, o futebol é uma ciência exata. É matemática.
Ele escalou mal o time em Munique?
Nunca saberemos. Kaká poderia ter jogado no lugar de Ozil e feito três gols. Mas poderia não ter feito nada. Marcelo poderia ter jogado no lugar de Coentrão e dado dois passes de gol. Ou poderia ter feito uma falta por trás em Robben e ter sido expulso com 10 minutos de jogo. Nunca saberemos.
A discussão é válida? Sim, é. Porque é a graça do futebol.
Eu, aqui, não discuto. Analiso. E é tão simples quanto isso: Marcelo segue sendo um jogador com problemas defensivos. Melhorou muito, demais mesmo, mas Mourinho não quis arriscar tê-lo marcando Robben. A maioria dos "brasileirinhos" que ficaram indignados com a reserva de Marcelo o fizeram porque são fãs do Marcelo-lateral-que-ataca-dá-assistência-e-faz-gol. E não se lembram da faceta defensiva da posição.
Foi boa a escolha de Coentrão? No papel, sim. Na teoria, sim. E é assim que Mourinho trabalha.
Na prática, não. Acabou sendo uma péssima escolha. Coentrão jogou mal e levou um baile de Robben mesmo em um dia em que Robben não jogou nada. Se Robben tivesse tido uma atuação 15% melhor, o Bayern chegaria à vitória mais ampla que precisava. Mourinho disse que Coentrão "cumpriu sua missão". Ele está errado? Não, não está. Ele entrou em campo para marcar Robben. O jogo acabou, e Robben não fez nada.
Eu diria que Coentrão "saiu de campo com a missão cumprida". Não foi ele quem cumpriu a missão, entendem? Porque ele foi mal. Mas a missão foi cumprida. É uma questão de semântica...
Pois bem. O primeiro tempo começa com o Real Madrid melhor e uma bela defesa de Neuer no chute de Benzema. Mas o gol do Bayern, em falha da defesa do Real na bola aérea, muda tudo. Kroos, Luiz Gustavo e Schweinsteiger foram superiores no meio de campo, e o Real não conseguia sair com a bola para alimentar Cristiano Ronaldo e Di María. Ozil foi se apagando, sumindo do jogo.
Não foram criadas grandes chances, mas a superiordade do Bayern em campo no primeiro tempo foi flagrante.
Eu acredito que a entrada de Kaká por Ozil era óbvia na partida. Mas aí Ozil empata o jogo. E é aqui, nesse momento da partida, quando Mourinho, tão matemático, tão pragmático, erra.
O Real Madrid era superior ao Bayern. O time de Munique sentiu o gol, sabia que a eliminatória estava comprometida após uma jogada besta, em que a defesa teve chances para eliminar a possibilidade de gol. O Bayern se abateu em campo.
Mas José Mourinho é um homem que entende o futebol como uma ciência exata.
E, para ele, o empate estava bom. A verdade é essa. 1 a 1 era um placar dos sonhos para o Real Madrid decidir em seu campo na volta. E, no momento em que o time tinha tudo para fazer com o Bayern o que faz domingo sim, domingo também, com os rivais da liga espanhola, Mourinho resolveu abdicar da vitória em nome do bom empate.
Marcelo no meio de campo é uma estratégia normal, já utilizada em muitos outros momentos. Mas teve conotação defensiva com sua entrada no lugar de Ozil. Se o jogo estivesse 1 a 0 para o Bayern, Kaká e Marcelo entrariam por Ozil e Coentrão. Com 1 a 1, foi Marcelo no lugar de Ozil, para fechar a linha no meio de campo. Logo depois, Granero por Di María, outro jogador tático, para proteger o meio.
Mourinho recuou seu time de tal forma que o Bayern de Munique passou, de novo, a dominar a partida. E fez o suficiente nos minutos finais para conseguir um pênalti (não marcado) e um gol, o gol da vitória.
Sim, ele vai apanhar, ser criticado, xingado. Mourinho vê o futebol de forma matemática. O problema, para os lados dele, é que pouquíssimos torcedores e formadores de opinião (possivelmente nenhum?) fazem o mesmo.
A matemática do jogo de terça deu errado para Mourinho. Mas, creio, a matemática da eliminatória vai dar certo.
Ao Bayern, aplausos. Dez jogos em Munique, nove vitórias e um empate contra o Real. É um desempenho impressionante. Mas os alemães terão de fazer um jogo heróico demais em Madri para voltarem à final em sua casa.
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Foi no 10 de março de 2004, há oito anos, que eu fui ao primeiro jogo de Champions League da minha vida. Santiago Bernabéu, oitavas de final, Real Madrid 1 x 0 Bayern de Munique. Gol de Zidane.
O primeiro jogo de Champions a gente nunca esquece... Mas há mais coisas das quais a gente não esquece. Sempre me impressionou o excesso de respeito, medo é a melhor palavra, do Real Madrid em relação ao Bayern de Munique.
O número que explica isso é o retrospecto em Munique. Na Alemanha, foram nove jogos entre os gigantes em competições europeias: oito vitórias do Bayern, um empate, nenhuma vitória do Real. Isso rendeu ao Bayern o apelido de "bestia negra" do time de Madri. No entanto, não são apenas números que geram um sentimento tão forte e complexo quanto o medo.
O Real Madrid não é uma instituição que tem, por costume, olhar de igual para igual aos seus pares. Seu grande inimigo é o Barcelona, então há um respeito mútuo. Mas, apesar do domínio catalão nos últimos anos, o madridista segue considerando o Real Madrid o maior clube do mundo, o melhor clube do mundo, o clube de história mais vitoriosa no mundo, onde atuam os melhores do mundo. O Madridismo, no fim das contas, não coloca Real e Barcelona em um mesmo patamar. Para Madrid, a instituição Real é, sempre foi e sempre será maior.
Manchester United, Milan, Juventus, Liverpool... são todos respeitados. Mas, nunca, temidos.
E é isso que faz do Bayern de Munique um clube diferente, o que faz dessa semifinal uma semi diferente. Ele é o único da Europa, o único do mundo, que chega a fazer o Real Madrid se apequenar antes de um duelo direto. O torcedor do Real tem medo do Bayern, não gosta de jogar com o Bayern, lembra de eliminações doídas quando se fala no nome do Bayern.
O alemão sabe disso. Por isso foram feitos até cachecóis com os dizeres "bestia negra", em espanhol mesmo, para o jogo desta terça-feira.
Não me aprofundarei mais, mas eu diria que entra aqui nessa salada até mesmo o componente entre nações. A Espanha tem na Alemanha o país exemplo de coisas que funcionam, o país que foi decisivo na Guerra Civil Espanhola, nos anos 30, e depois abriu os cofres para a formação e equalização dos países da União Europeia. O espanhol tem orgulho de ser espanhol. Mas vê, no alemão, um povo exemplo de produtividade, competitividade, vitórias.
No retrospecto histórico entre os clubes, foram 18 jogos válidos por Copa dos Campeões e Champions League. No total, 10 vitórias do Bayern e 6 do Real. Em oito mata-matas, o Bayern passou 4 vezes, o Real passou 4.
"Equilíbrio total", dirá o leitor. Por que, então, esse medo por parte do Real?
Oras bolas. Que outro time da Europa tem retrospecto tão equilibrado contra o Real Madrid? São raros os times que encararam tantas vezes o Madrid e têm taxa de aproveitamento de 50% ou mais. O Bayern eliminou times históricos do Real: a "Quinta del Buitre" nas semifinais de 87, com direito a 4 a 1 no Olímpico de Munique, e o time já galáctico de 2001 - que ganharia a Champions em 2000 e 2002.
Em semifinais europeias, foram quatro duelos. O Bayern passou três vezes, tendo sido campeão em 76 e 2001. O Real Madrid só eliminou os alemães em uma semifinal, no ano 2000 - acabaria sendo campeão.
Tudo isso é história. Como sabemos, história não ganha jogo. Mas pode virar um fator de pressão em ombros menos preparados para tal.
Do elenco de 2007 do Real Madrid, o último eliminado pelo Bayern em uma Champions League, sobram apenas quatro personagens: Casillas, Sergio Ramos, Marcelo e Higuaín - esses últimos dois chegaram jovenzinhos no meio daquela temporada, não eram titulares de Capello.
Ou seja. Não há muita gente buscando vingança. E, tenho certeza, José Mourinho vai se aproveitar mais da história de "bestia negra" do que se incomodar com isso. O desafio do português é não deixar esse respeito em excesso que existe em Madri tomar conta do seu grupo de jogadores.
Serão duelos interessantes e, sem dúvida alguma, a chave para o Bayern de Munique é fazer um bom placar em casa no jogo de ida, terça. Qualquer vitória sem levar gols pode ser considerado um ótimo resultado. Se levar algum gol, o Bayern sabe que precisa abrir dois de vantagem para sonhar com qualquer coisa no Bernabéu.
O Bayern tem jogadores de primeiro nível na frente e que podem explorar bem o ponto fraco do Real (laterais), mas uma defesa pouco confiável. Só há uma possibilidade, creio, de o time de Munique sair de campo sem levar gols: Neuer. O goleiro do Bayern tem um nível altíssimo, opera milagres em sequência e será um dos homens-chave dessa semifinal.
Palpite? Para a eliminatória, creio no Real. Mas, em Munique, vai dar Bayern. E você, o que acha que vai acontecer no jogo de terça?
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Conhecem aquela piada do português? Parece que o Manuel falou para o Joaquim: "Ó pá! Gostei dessa coisa de ser campeão. Como está muito difícil ganhar o Campeonato Paulista, vamos cair para a segunda divisão! Assim seremos campeões ano que vem..."
Se bobear, a história é verídica. A Lusa traçou seu plano para o próximo título! Cai esse ano, leva a Série A-2 com louvor em 2013.
É curioso, o tal futebol. Quatro meses atrás, eu estava chorando no Canindé, emocionado em todos os momentos, em todos os minutos da linda campanha da Série B. E agora a Portuguesa consegue algo quase impossível: cai pra segundona no Paulistão.
Primeiro, preciso dizer que, pessoalmente, a tristeza de uma queda para mim é muito menor do que a alegria de uma vitória, de um título, de um momento. Eu não encaro o futebol desse jeito. Já foi assim, claro, e talvez isso seja sinal do meu amadurecimento como torcedor apaixonado.
Quando eu era moleque, sentia muito mais as derrotas do que me deliciava com as vitórias - e as vitórias vinham em mais quantidade do que vêm hoje. Hoje, sinceramente, o rebaixamento passou batido. Não tem comparação o sentimento de tristeza em relação à alegria do ano passado.
Essa autoanálise sentimental me faz pensar em algumas coisas. Primeiro, é incrível como uma boa parte da "torcida" das pessoas por seus times tem mais a ver com o sarro do dia seguinte do que outra coisa. Em outros tempos, eu estaria pensando: "nossa, vai me encher o saco amanhã no trabalho". Hoje, estou cag... e andando para isso. Estou muito bem resolvido com o meu clube. Tanto na vitória quanto na derrota, o que importa é minha relação com ele - e não o que as pessoas pensam, dizem, acham.
O torcedor de futebol se preocupa demais com isso. Não deveria.
Outra coisa que avalio. É incrível como a distância do estádio faz o torcedor reagir de forma diferente aos fatos. Neste semestre, não consegui ir a jogos. Basicamente devido ao trabalho e porque não queria me estressar com torcedores chatos xingando técnico, jogadores, todo mundo. Então vi o Paulistão como se fosse algo muito distante... Realmente, torcer é estar no estádio. Nada substitui essa relação com o time.
Vamos, agora, tentar racionalizar a queda da Portuguesa. A pergunta "o que acontece com a Lusa?" foi, disparado, a que eu mais escutei nos últimos quatro meses.
Primeiro, vou voltar cinco meses e meio no tempo, ao dia 1/11/2011. Eu e meu irmão estávamos chegando ao estádio em Criciúma para o jogo que poderia ter sido o do título da Série B. Ao passar pela entrada do time visitante, havia um portão entreaberto e vimos o Jorginho, que também nos viu. Entramos, batemos um belo papo, tiramos fotos. Inesquecível.
A primeira coisa que Jorginho fez ao nos ver ali, camiseta no peito, bandeira enrolada no corpo, foi gargalhar e perguntar: "Que diabos vocês estão fazendo aqui?? Vocês são loucos!". E durante a conversa deu a dica. O clube está quebrado. Nem conto para vocês as coisas que acontecem lá dentro, é melhor aproveitar esse momento (mágico da Série B) e não se preocupar. E foi mais ou menos assim que eu e meu irmão encaramos a coisa.
Não somos bobos. Somos pessoas esclarecidas, bem informadas e, digamos, do mundo do futebol. É óbvio que a Portuguesa não tinha se organizado da noite para o dia e que aquele conto de fadas acabaria. Por isso, talvez, tratamos de aproveitar tanto quanto aproveitamos.
O conto de fadas acabou. E foi rápido. O clube segue endividado até o pescoço - enquanto outros, populares, contam com o olhar brando da Justiça, a Portuguesa não tem a mesma sorte. O clube segue sendo controlado por pessoas antigas, despreparadas, burras, que usam a Portuguesa para outros interesses e têm pouca - ou nenhuma - noção de gestão empresarial de uma entidade esportiva. A torcida é pequena, a TV paga pouco, a receita gerada é baixa... enfim. É lógico que as perspectivas não tinham virado as melhores do mundo por causa de uma campanha dos sonhos na Série B.
Vem o Paulista e a primeira notícia é de que a Portuguesa receberia o mesmo valor de cotas de TV dos clubes pequenos do interior. Nada intermediário, entre os quatro grandes e o resto. Recusou-se a participar da reunião técnica do campeonato na Federação Paulista. E foi operada nas rodadas iniciais. Isso eu não falo como torcedor. Quem tiver interesse e paciência, pegue os vídeos, assista aos jogos e vai entender.
Teve bola que entrou contra o Bragantino, gol anulado por impedimento absurdo contra o Guarani, gol impedido do Corinthians no Pacaembu. Foram faltas invertidas, laterais invertidos, cartões pra lá e para cá. As primeiras seis, sete rodadas foram nefastas. Isso não justifica a queda para a segunda divisão paulista. Mas ajuda a contextualizar.
Tem mais respostas para "o que aconteceu". O time entrou no campeonato como candidato ao título!!! Torcedor achar isso? Tudo bem. Imprensa? Vá lá. Mas os jogadores e pessoas do clube nunca podiam ter achado que eram tudo isso... pelo jeito, acharam. Houve um componente "cair na real" nestes últimos meses.
Futebolisticamente, o time perdeu dois de seus mais importantes jogadores. Marco Antônio, armador e marcador, o pensador do time, peça rara no futebol de hoje em dia. E Edno, que era o desafogo lá na frente. Mas não foram só eles.
Luis Ricardo, o atacante que virou lateral direito improvisado no ano passado, caiu muito de produção. E nunca teve um reserva. Um dos zagueiros titulares saiu, assim como o volante titular na Série B (Mateus e Ferdinando). Marcelo Cordeiro, o lateral esquerdo titular, quase não jogou no campeonato. Guilherme, a maior esperança do time, demorou para estar bem fisicamente. Ananias, peça fundamental na frente, foi embora pro Bahia, voltou, machucou, demorou. Até o Ivo, que era um reserva que entrava em todos os jogos, saiu.
Então, caros amigos, da Barcelusa'2011 para a Vexamelusa'2012 havia pouca coisa parecida. Não foram só dois jogadores, foi muito mais do que isso.
Isso falando esportivamente. O que eu não sei, e nem quero saber (vou seguir o conselho do Jorginho), é sobre o que rola dentro do clube. A diretoria contrata cinco, seis reforços (??) no começo do ano, a maioria dos caras fora de forma ou machucados. No meio do campeonato, manda todos eles embora. A culpa é dos jogadores? Ou de quem contratou?? Tem coisa esquisitaça por aí.
Agora, mesmo com arbitragens nefastas, jogadores que se foram e problemas internos desconhecidos por mim, é óbvio que esse time não deveria ter caído para a segunda divisão. Foi uma fatalidade.
No meio de tudo isso e desse rebaixamento deprimente, há de se contextualizar o seguinte.
O Campeonato Paulista está em processo terminal irreversível, assim como todos os regionais. Eu sou um defensor dos campeonatos estaduais, acho que eles devem continuar existindo (menores e com regulamentos mais dinâmicos). Mas o fato é que o futebol brasileiro, que nasce baseado nas regionalidades, hoje é nacional. Para a Portuguesa, não importa estar na terceira, quarta ou quinta divisão do Paulista. Desde que siga na elite do Brasileiro. Aqui sim, é o que importa.
De repente, a Lusa poderia inovar. Abandona de vez o Paulistão. Manda uma banana para a Federação Paulista, não joga mais essa porcaria de campeonato e concentra forças somente para estar sempre na elite nacional.
O torcedor precisa ter paciência. E os "brilhantes" diretores, idem. O time está na Série A do Brasileiro e precisa manter o técnico de todas as maneiras. Precisa se estruturar melhor, precisa pagar suas dívidas, precisa tirar a base das mãos de empresários, trabalhar melhor o celeiro de jogadores que ainda existe. Cuidar do seu produto. É vital se manter na Série A por três, quatro, cinco anos.
E quando eu digo "vital" é porque realmente a vida, a própria existência da Portuguesa, depende disso.
Como torcedor que não quer se envolver com as imundices do futebol, eu só tenho a desejar boa sorte para as pessoas que comandam a Portuguesa. Que acertem a mão na estruturação do clube. Isso nunca aconteceu na história da Lusa. Nunca. Mas vai saber... sempre é tempo.
Minha bandeira segue aberta no terraço da minha casa. Na alegria e na tristeza. Até que a morte nos separe.
- 19h54
- 11Apr
Tem duas discussões que estão ficando cansativas para mim. Uma, contestando os que dizem que a liga espanhola é uma porcaria, fraca tecnicamente. Outra, que Cristiano Ronaldo "é só marketing".
Cristiano tornou-se hoje o primeiro jogador da história a marcar 40 gols em duas temporadas seguidas em uma das quatro grandes ligas da Europa (Espanha, Inglaterra, Itália e Alemanha). E aí, as duas discussões citadas no primeiro parágrafo se misturam - vai ter gente falando "claro, ele faz tudo isso de gol porque só joga contra baba".
Quem quiser enxergar assim, fique à vontade.
Mas, sinto informar. Não é assim.
O campeonato é restrito em sua disputa pelo título, mas com times bons, capazes de triunfar na Europa, tirar pontos dos gigantes e com alto nível técnico e tático. Cristiano Ronaldo é um monstro do futebol mundial e está no primeiríssimo nível há seis anos. E esse nível tem só dois integrantes: ele e Messi.
Foram três gols do portuga que deram ao Real Madrid uma vitória de 4 a 1 sobre o Atlético no Calderón. Eu tenho dó do torcedor do Atlético. O clube cresceu nos últimos anos, voltou a formar bons times, ganhou título. Mas não consegue fazer o que o torcedor realmente gostaria: atrapalhar a vida do Real Madrid.
Foi mais uma chance de ouro para o Atlético. Um empate nem seria tão bom para as pretensões do time no campeonato, mas seria suficiente para complicar muito a vida do Real Madrid - e deixar a torcida colchonera sorridente. De novo, não deu. A fila só aumenta.
Como em outras oportunidades, foi um jogo difícil, pegado, equilibrado. O Atlético chegou ao empate com Falcao (que belíssimo atacante!) e era superior no jogo quando Cristiano Ronaldo acertou um petardo magnífico e decidiu a partida.
Olhando para a tabela uma semana atrás, o Barcelona contava com dois tropeços do Real Madrid em clássicos contra Valencia e Atlético. Foi só um tropeço. A vantagem está em quatro pontos, e uma análise da tabela agora mostra mais dificuldades para os blaugranas.
Enquanto alguns (são poucos e bobos) leitores e tuiteiros ficam me "acusando" de torcer por Barça ou Real Madrid - ainda não entenderam que não tenho preferência por nenhum deles -, eu afirmo que espero só uma coisa: que o Real Madrid não seja campeão perdendo as duas para o Barça. Seria deprimente para todos os envolvidos.
Essa possibilidade existe, e não é pequena. Ela era muito maior antes dos tropeços recentes do time de Mourinho, mas não seria absurdo pensar em vitória do Barcelona no Camp Nou e vitórias do Real nos outros jogos que restam.
Antes de falar mais da tabela, vamos aos jogos que faltam para cada um, na ordem:
REAL MADRID - Sporting (em casa), Barcelona (fora), Sevilla (casa), Athletic Bilbao (fora), Granada (fora) e Mallorca (casa).
BARCELONA - Levante (fora), Real Madrid (em casa), Rayo Vallecano (fora), Málaga (casa), Espanyol (casa) e Bétis (fora).
Olhando para a classificação do campeonato, parece que a batata, que estava assando no colo de Mourinho, agora passou para o colo de Guardiola.
Se o Real Madrid ganhar ou empatar no Camp Nou no jogo do dia 21, será campeão espanhol. Não tenho dúvidas ao fazer essa afirmação.
Mas vamos levar em conta uma vitória do Barça - até porque o histórico recente mostra que essa possibilidade é maior do que as outras.
Sigo achando que o Barcelona só terá possibilidades de título se vencer os seis jogos restantes. Isso significaria terminar a liga com 16 vitórias consecutivas, um feito impressionante. Olhando para a tabela, dá para considerar todos os jogos "ganháveis". O problema é a ausência de margem de erro. Levante, Málaga e Espanyol jogam por competições europeias, não são sacos de pancada - os três já tiraram pontos ou de Real ou Barça na temporada.
Para os lados do Real Madrid, a tabela parece bem mais fácil, com uma exceção. O jogo contra o Athletic de Bielsa, em Bilbao. Estará o Athletic envolvido até o pescoço na Europa League? Estará Bielsa tão interessando quanto a torcida em tirar o título do maior inimigo? Veremos em campo o Athletic firme da Europa ou frágil da liga?
O que eu vejo acontecendo:
Os dois ganham na próxima rodada e a diferença fica em quatro pontos para o clássico. Aí, como disse, o Real sai campeão do Camp Nou caso não perca. Caso o Barcelona vença o clássico, o campeonato será decidido dez duas depois, na rodada marcada para 2 de maio (Barça x Málaga, Athletic x Real).
Preparem os corações...
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Bola e música. Além de dar nome ao programa do amigo Rodrigo Rodrigues, as duas coisas estão muito presentes na minha vida. Mais a bola do que a música. Mas essa balança foi se equilibrando ao longo dos anos e hoje não saberia dizer se prefiro um bom jogo ou um bom show.
Uma diferença fundamental é que futebol tem toda semana, quase todo dia. E eu gosto de ver jogos daqui, da Inglaterra, Espanha, onde for. O jogo me encanta. Com música, é diferente. Por mais que haja um pequeno número de gêneros que eu abomine, são poucas as bandas que me fazem gastar dinheiro e tempo para ir a um show, baixar um CD completo, decorar as letras.
Nesse fim de semana, a música falou muito mais alto do que o futebol para mim.
Antes, a bola. Não vi o jogo do Barcelona, vi o empate do Real Madrid. Não vou me alongar muito sobre a discussão do futebol na Espanha. Eles são campeões da Europa e do mundo com times formados por jogadores que atuam na liga espanhola, têm os dois melhores times do planeta (disparado), outros tantos de grande qualidade, estão disseminando nas bases o futebol que todo mundo sonha em ver no Brasil... mas ainda se insiste que o campeonato é uma porcaria, etc, etc, etc. Não vou me alongar nesse post, falo mais disso durante a semana, porque acho que vale a pena.
Mas, enfim. Quem acompanha futebol, sabe que o Valencia tem um time bom. Bem montado por um ótimo técnico (injustiçado pelas bandas dos laranjais valencianos), com jogadores de qualidade e capazes de encarar o Real de frente. Foi o que aconteceu. Claro que o Real Madrid esteve mais perto do gol, mas não seria absurdo se tivesse perdido o duelo.
A volta de Di María é fundamental nessa reta final, é um jogador tático, com poder de finalização, de drible e de criar chances. Kaká, creio, ocupará mais o espaço de Ozil nos jogos grandes - deveria ter entrado antes contra o Valencia.
O fato é que, por mais normal que o resultado seja, o Real Madrid empata pela terceira vez. E a diferença, que era de 10, agora é de 4 pontos. Eu dava a liga como morta. Obviamente, ela não está. Estava e não está mais. Isso se chama ressurreição.
Há quem diga que ela nunca esteve morta. Eu discordo. O andar da carruagem mostrava um Barcelona instável, alternando grandes jogos com atuações médias e excesso de Messi-dependência. E o Real Madrid ganhando de todo mundo com sobras. Por jogo apresentado e chances de gol, era para ter ganhado do Málaga. Do Villarreal. E do Valencia. Não ganhou de nenhum dos três.
O Barcelona vem de 9 vitórias seguidas e vai ter que ganhar os últimos 7 jogos para ser campeão (não seria um milagre e, sim, um feito). Se não vencer o duelo direto com o Real Madrid, no Camp Nou, esquece. Se vencer o duelo direto, mas tropeçar alguma vez, terá de torcer por dois outros tropeços do Real. Ou seja, percebam que o Barcelona, caso não ganhe seus sete jogos, terá de contar com que o Real Madrid não ganhe três de sete. Muito difícil que isso aconteça.
A tabela do Real é mais complicada. Terá de ir ao Calderón no meio da semana e a Bilbao a três rodadas do fim. Mas o Barcelona tem um elenco mais curto, e a parte física pode fazer diferença na reta final. De todas as maneiras, a disputa está reaberta e todas as rodadas terão "finais" para os gigantes. A liga, como dizem lá, está "al rojo vivo".
Chega de bola, vamos à música.
Todos temos bandas preferidas, né? As minhas, são quatro, e não necessariamente nessa ordem. Beatles, ACDC, Metallica e Foo Fighters. Então foi um momento especial para mim ter uma dessas bandas tocando pela primeira vez em minha cidade nesse fim de semana.
Primeiro, a corneta soa. Precisamos aprender a fazer eventos. São Paulo cresce, o Brasil cresce, as coisas começam a acontecer por aqui, mas parece que não acompanhamos a necessidade de evoluir na organização de eventos.
Com todos os elogios que merece o Lollapalooza (toda uma instituição!), não dá para termos uma hora de fila para comprar as fichas no caixa. Depois uma hora de fila para pegar algo nos bares/lanchonetes. E mais uma hora de fila para ir ao banheiro. Não dá para ser montada uma estrutura com duas torres enormes e tendas na frente do palco principal. Visibilidade comprometida, terreno em declínio, ideal para qualquer coisa, menos shows. Telões que mais pareciam TVs de 29 polegadas e não permitiam o bom acompanhamento dos shows à distância. Tudo isso precisa melhorar.
Aí, fora do festival, aquele abandono de sempre com o qual temos de conviver os que moramos em São Paulo. A prefeitura de São Paulo é uma instituição nula. Não serve para nada. E deu mais um show de incompetência em um evento programado há mais de quatro meses. Não havia engenharia de trânsito, transporte público, bolsões de estacionamento, organização para táxis, iluminação, segurança. Nada. 70 mil pessoas saíram ao mesmo tempo do mesmo local e... nada. Uma vergonha total.
São Paulo adora se gabar por ser a "locomotiva do Brasil". Havia milhares de pessoas de outros Estados no Jockey sábado, era possível ouvir sotaques de gente de todos os lugares do país. Não devem ter ficado muito impressionados com São Paulo, não.
Bom, guardo a corneta no bolso para dedicar algumas palavras ao show do Foo Fighters.
Em 13 de janeiro de 2001, 11 anos atrás, eu fui ao Rock in Rio para assistir ao REM. No mesmo dia, tocaria o Foo Fighters. Eu conhecia as principais músicas, gostava delas, mas a ideia era ver a banda que fecharia aquele dia. Fui pra ver o REM. Vi Foo Fighters. No dia seguinte, comprei três CDs em algum shopping do Rio. Os três CDs que a banda tinha lançado até então.
Foram 13 músicas, êxtase total. Na época, o Napster era dos meus melhores amigos. E meu IPod toca até hoje três ou quatro músicas daquele show específico. Nada como a Internet para eternizar momentos eternos de nossas vidas.
Morei cinco anos na Europa, onde bandas tocam em todas as esquinas, e não fui a nenhum show do Foo Fighters. Passei o domingo "à la Mourinho" me perguntando: "por que? por que? por que?". Sei lá por quê. Mas não fui.
Muitas vezes na vida a gente se encanta com alguma coisa - um show, um restaurante, uma praia, um lugar - e, quando tenta repetir o momento, se decepciona. As coisas nunca são iguais. E são raras as coisas tão boas, mas tão boas, que ficam em nossas memórias e corações para sempre.
Eu estava com um certo medo, confesso. Receio talvez seja a melhor palavra. 11 anos depois, voltaria a ver o Foo Fighters. E se não fosse tão bom? E se, aos 32, meu pique e meu estado de espírito fossem muito distintos dos meus 21 anos de idade? E se eles não tocassem a música X ou a Y?
É. Não foi tão bom.
Foi melhor.
A mulher da minha vida, que eu tinha deixado alguns metros para trás no meio da multidão de 2001 (nunca me perdoei), ficou o tempo inteiro ao meu lado em 2012. Amigos do coração também estavam comigo. E putz, eles não me decepcionaram. Nada me decepcionou. 26 músicas. 26 músicas que eu gosto e conheço. O dobro de 2001 para um coração que pedia o dobro, mas ficaria igualmente feliz com o triplo, com o quádruplo. Na verdade, acho que eu poderia ver seis, sete horas de show sem reclamar. Talvez esse show pudesse tocar em loop constante em minha vida.
Alguém tuitou a seguinte frase, sei lá com qual intenção: "Quem disser que essa noite viu o show da sua vida vai estar contando mais sobre a sua vida do que sobre o show de hoje". Espero, ao corroborar tal frase, estar contando aos leitores coisas boas sobre mim.
Como não consigo parar de pensar e repassar os detalhes do evento de sábado, assisti a um DVD que comprei e não havia tirado da caixa. Back and Forth. A criação da banda e toda sua história. A história de uma banda que gira em torno de um cara que foi baterista de uma outra tal banda que simplesmente revolucionou o mundo 20 anos atrás. Para quem gosta, fica a recomendação.
Vida longa ao rock and roll. Vida longa a David Grohl. Vida longa aos Foo Fighters.
Clique aqui para ver o set list do show do Rock in Rio em 2001. Aqui para ver o set list do show de São Paulo, sábado. E aqui para assistir, no You Tube, o show completo.
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- 18h11
- 11Mar
Há coisas na vida da gente que ficam marcadas para sempre.
Hoje acordei, tomei meu café da manhã, li meu jornal e olhei diversas vezes para a data. 11 de março... 11 de março... 11 de março. "Por que diabos essa data me lembra alguma coisa?"...
Algum aniversário, talvez... Não, ninguém da família faz aniversário nessa data. Nem amigos. Alguma festa, alguma data de namoro, casamento... Fiquei por um bom tempo encucado com a data. E aí, lembrei. Lembrei justamente quando andava de bicicleta pela ciclovia da Marginal do Rio Pinheiros e um trem me "ultrapassou".
Um trem. 11 de março. "El 11-M".
Faz oito anos que eu acordei em Madri, tomava meu café, lia meu jornal, me preparava para ir à universidade (eu fazia mestrado) quando meu colega de casa, o grande Antonio Jimenez, levantou pálido e saiu de seu quarto. "Julio, buenos días. Liga a TV. Aconteceu alguma coisa muito grave".
Ligamos a TV.
Trens com suas ferragens abertas e retorcidas. Corpos espalhados pelos trilhos. Sangue. Lá, as TVs não têm muitos pudores com essas coisas. Mostram tudo mesmo. Pedaço de pé, braço jogado, poças de sangue. Cenas horríveis, marcantes. "Foi o ETA", dizia o governo maldito de José María Aznar - hoje, seus "alinhados" estão de volta ao poder.
Liguei para meu pai. Eram 4h da manhã no Brasil, mas preferi tranquilizá-lo. Eu andava muito de trem. Liguei pra minha namorada, hoje esposa, que estava em Londres. Fiz o mesmo. Entrei no carro do meu amigo português Chico Caldeira, que me dava carona com seu Ford Fiesta azul, dois lugares, e ligamos o rádio.
Eram 10 mortos, Viraram 20, 30, 60, 90. No total, foram 191 almas perdidas. Olhamos um para o outro. "Deu merda", foi o pensamento mútuo. Não era o ETA. Era terrorismo islâmico, era a resposta pela Espanha ter entrado em guerras que não eram dela, ter ido ao Iraque fazer o jogo de Bush.
"Chico, não vou fazer aula alguma. Me deixe o mais perto de Atocha possível, por favor".
É nesses momentos que só quem é jornalista sabe o que é o jornalismo. A vontade incontrolável e inconsequente de estar onde se tem que estar. Jornalista não é feito para estar dentro de escritório. Pode estar, sim. Mas alguma vez na vida precisa ver a coisas como elas são. Olhar o rosto das pessoas, conversar com elas, entender os sentimentos para poder transmití-los, seja na TV, no rádio, no jornal, na revista, na Internet.
Não consegui chegar perto da Atocha. Fui ao centro, à Puerta del Sol. Acompanhei uma manisfestação sileciosa. Vi pessoas acenderem velas, chorarem. Rir foi proibido em Madri durante um tempo, algumas semanas depois daquilo. Era um contante silêncio nas ruas, nos trens do metrô, mesmo nos bares. Em uma cidade de 3 milhões de habitantes (à época), quase 2 milhões participaram de manifestações pelas vítimas e contra as mentiras do governo - que cairia três dias depois, perdendo uma eleição que estava ganha.
Eu comecei uma intensa jornada de boletins e entradas ao vivo na Rádio Bandeirantes. O que me levou depois à TV Bandeirantes. O que me abriu portas definitivas na minha carreira de jornalista. Talvez naquele dia eu tenha nascido, de verdade, para minha profissão.
Eu vi o 11-M. Senti o 11-M. Nunca me esquecerei do 11-M. Nenhum espanhol vai, ninguém que viu aquilo vai. Faz 8 anos. Parece que foi ontem.
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Quem me segue no Twitter, e ultimamente eu tenho sido muitíssimo mais assíduo lá do que cá, sabe bem que eu sempre tive muitas ressalvas às frases feitas que detonam o Campeonato Espanhol pelo domínio exacerbado de dois clubes.
Dois clubes que sempre dominaram o futebol do país, mas nunca de maneira tão clara e simultânea.
Minha posição é claríssima. Não são os outros que são ruins, mas Barcelona e Real Madrid, os dois clubes de futebol mais famosos do mundo, que são bons demais. O Barça é possivelmente o melhor time da história (para não polemizar aqui, deixemos entre um dos três). O Real Madrid tem o time mais milionário da sua (rica) história, o melhor treinador da década, o segundo melhor jogador do mundo, é tão bom, mas tão bom, que vai ganhar todo um campeonato do… melhor da história.
O domínio dos gigantes leva um monte de gente, até mesmo gente que acompanha futebol, a dizer que o Campeonato Espanhol é ridículo, é um campeonato de apenas dois times. Insinua-se que Real e Barça só ganham tantos jogos, só marcam tantos gols, porque os rivais são fracos. Todos fracos.
É óbvio que o futebol espanhol precisa olhar para dentro, fazer uma autocrítica e mudar regras. É lógico que não é saudável ter dois times tão superiores. Está claro que a divisão de dinheiro precisa ser mais bem feita para evitar o abismo. Ninguém aqui está falando que o modelo é perfeito. Mas é simplesmente um erro dos grandes, dos grandes mesmo, menosprezar os times e o futebol da Espanha.
Seria oportunista me apegar somente aos resultados. Real e Barcelona só não farão a final da Champions League se caírem do mesmo lado da chave no sorteio. Os especialistas do mundo todo consideram Real e Barcelona proporcionalmente tão favoritos na Champions como o são no Campeonato Espanhol. O domínio exacerbado deles não é apenas doméstico, é continental. Na outra Copa, a Europa League, Valencia, Atlético de Madri e Athletic Bilbao estão virtualmente garantidos nas quartas de final. Três espanhóis entre os oito.
E é este último, o Athletic, que me inspirou a escrever essas tortas linhas.
Há muito tempo eu não via uma atuação como a do Athletic nesta quinta-feira. O próprio Barcelona, que é o Barcelona, não teve uma atuação nesta temporada tão boa quanto a do Athletic - considerando circunstância, poder de fogo, o adversário, o estádio, as limitações e virtudes de cada jogador.
É mais ou menos assim: se Messi jogasse no Athletic, o resultado da partida em Old Trafford teria sido uns 8 a 1 para cima do Manchester United. A temporada do Barça, retalhado entre lesões e um elenco curto, está mais Messi-dependente do que nunca. O Athletic não dependeu de ninguém individualmente para fazer o jogo que fez. Foi uma exibição coletiva de deixar os técnicos brasileiros de queixo caído.
Os 3 a 2 do Athletic no "Teatro dos Sonhos" formaram um resultado bastante curto. O goleiro De Gea, o único espanhol em campo vestindo uma camisa que não era do Athletic, fez cinco, seis, sete defesas enormes que evitaram a goleada. Vai ter gente minimizando esse resultado pela "desmotivação" do United.
Eu não vi desmotivação em campo. O que eu vi foi um time melhor que o outro. Um time tão afinado futebolisticamente que fez o seu jeito de jogar ser o único jeito de jogar em campo. Só um jogou. E só um jogou porque não deixou o outro jogar. Pressão, posse de bola, passes rápidos e curtos, velocidade, sincronia de movimentos, obediência tática, inversões de posições. O Athletic teve tudo.
Quem acha que o que aconteceu em Old Trafford foi decorrência de "desmotivação" do United deve considerar também que esse foi o fator fundamental do vareio que o United levou do Barcelona na final da Champions League, em Wembley. O vareio do Athletic hoje foi ainda maior.
Sim, é verdade que no segundo gol do Athletic havia impedimento. Mas também houve um pênalti claro não marcado sobre Llorente no primeiro tempo, elas por elas. Os gols do United só saíram pela genialidade de Giggs/Chicharito em um lance isolado e pela falta de cérebro do jogador bilbaíno que meteu a mão na bola dentro da área aos 46 do segundo tempo.
Mas nem essa estupidez diminuiu o ânimo e a felicidade dos 7 mil bascos que viveram um sonho no "Teatro". Um povo que tem no seu clube o seu representante maior, que prefere perder e manter suas raízes de identificação a ganhar a qualquer preço. Foi daqueles jogos em que fiquei com vontade de estar no estádio e ouvir, presenciar, sentir.
São quase 30 anos sem títulos, e de repente essa geração basca aparece com força e qualidade. A raça é inata, o espírito competitivo foi semeado por Caparrós, e a bola chega agora com Marcelo Bielsa. Llorente é um atacante espetacular - e não quer sair. Esse Muniaín vai dar muito o que falar. Javi Martínez é um monstro no meio. Esses caras vão dar o que falar.
Como eu disse, a Liga Espanhola tem que repensar várias coisas e é difícil repensar quando o país está afundado em crise e só o esporte salva a autoestima. Logicamente há times fracos, como em todas as ligas do mundo. Mas não há só dois times bons, não. Há dois que são os melhores do mundo, há vários taticamente arrumados e alguns muito bons.
O Athletic, com o gênio, genioso e genial Bielsa, é um deles. Esse time acaba de mudar de patamar.
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- 09h15
- 15Aug
Foi no longínquo dia 7 de maio de 2008 que o Barcelona disputou uma partida pela última vez, seja amistosa ou oficial, e ficou mais tempo correndo atrás da bola do que com ela nos pés. Acreditem se quiser, mas o time está há mais de três anos em uma impressionante sequência de 186 jogos oficiais (208, contando amistosos) com mais posse de bola do que o adversário, qualquer que seja ele. Ontem, esse tabu quase caiu.
No empate por 2 a 2 na Supercopa da Espanha, no Santiago Bernabéu, o Barcelona teve 51,79% de posse de bola contra 48,21% do Real Madrid. O jogo teve 50min53s de bola rolando e, destes, 26min21s com posse do Barcelona e 24min32s do Real.
No total, o Barcelona teve a bola por 1 minuto e 49 segundos a mais do que o Real Madrid. Este é o tempo que segura o tabu: 1 minuto e 49 segundos.
Muitos devem se perguntar: contra quem foi a última vez que o Barça teve menos posse que o rival? Adivinhem.....
Sim, lógico, o Real Madrid.
Eu já disse várias vezes. Considero que estamos vendo uma dinastia do Barcelona que começou em 2003, com as chegadas de Ronaldinho e Rijkaard. No meio de 2005, veio o primeiro título espanhol. Desde então, são cinco títulos de liga em sete possíveis e três Champions League. Só que essa dinastia teve um momento horroroso, de confusão, falta de comando e debandada de jogadores. Foi no meio de 2008.
O Real ganhou sua segunda liga seguida por antecipação e o Barcelona, em 7 de maio de 2008, fez o famoso "pasillo", o corredor em campo aplaudindo os campeões para delírio do Bernabéu. O Real ganhou o jogo por 4 a 1 e teve mais posse de bola do que o Barcelona. Foi a última vez.
Poucas semanas depois, Josep Guardiola foi apontado novo treinador do clube catalão, o círculo passou a ser virtuoso novamente e, o resto, todos sabem.
É isso mesmo. Nunca, desde que Guardiola assumiu o clube, o Barcelona teve menos posse de bola do que o rival. Quem chegou mais perto foi o Getafe, no segundo semestre de 2009. Naquela ocasião, o Barça teve 51,2% de posse (ontem, contra o Real, foram 51,8%). Aproveito para agradecer o MisterChip, especialista em estatística, por alguns destes números.
Não assisti ao jogo todo, então não serei leviano para opinar sobre o andamento da partida. Logicamente Mourinho apostou pela base do ano passado, sem usar os reforços, e o Real Madrid, por tudo que vi e li, foi melhor em campo. Era normal que fosse assim, vista a pré-temporada mais completa realizada pelo Real do que pelo Barcelona, que acaba de receber jogadores que estavam na Copa América e ainda nem conta com sua maior contratação, Cesc Fábregas.
O que deve assustar o torcedor do Real Madrid é o fato de o time estar mais inteiro, mais completo, quase conseguir o feito de ter mais a bola do que o Barcelona e... empatar. Deve ser frustrante.
Sobre os lances polêmicos. Para mim, ambos foram pênaltis. O de Valdés sobre Cristiano Ronaldo, bem mais difícil para o árbitro marcar. O de Marcelo em Pedro foi claríssimo. Enfim, segue a vida dos gigantes. Com polêmica incluída, senão fica sem graça.
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Atenção, há engraçadinhos fazendo comentários nos meus posts fingindo se passar por mim. Não acreditem, eu não uso a ferramenta para dialogar com vocês, leitores. E repito a regra de sempre: palavrões são automaticamente bloqueados. Agressões gratuitas, xingamentos ou comentários racistas, xenófobos, etc, sumariamente deletados.
Julio Gomes trabalha no jornalismo esportivo desde 1998, quando tinha 18 anos anos e começou a carreira no UOL. Quatro anos depois, cobriu sua primeira Copa do Mundo. Em 2003, foi à Espanha para fazer um mestrado e lá ficou por cinco anos como correspondente. Torcedor da Lusa, é desde março de 2009 o editor do ESPN.com.br e do ESPN 360.