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NHL: Rangers x Devils, jogo 4, às 21h na ESPN e HD
Gian Oddi
“Campeão com justiça” e “título merecido” são, em geral, duas das expressões mais utilizadas instantes depois de decisões de campeonatos.
Reparem: nas análises, um título nunca é conquistado sem justiça. O vencedor sempre merece a vitória, assim como o derrotado, mesmo criando mais oportunidades, faz por merecer sua derrota.
Depois dos jogos, explicações são sempre definitivas para justificar derrotas, transformando o futebol em ciência exata. Ganhou porque o time é “cascudo”, porque estava psicologicamente mais preparado, porque isso, porque aquilo.
É curioso, contudo, que todas as justificativas às vezes dependem de um único lance, de um mero detalhe, para mudar totalmente.
Cito o exemplo da última final da Liga dos Campeões. Tivesse Robben convertido o pênalti desperdiçado ou mesmo Drogba acertado a trave no cabeceio que deu o gol de empate ao Chelsea, a relação de explicações, justificativas e análises sobre o jogo mudaria completamente.
Explicações e justificativa para o título alemão brotariam fáceis e seriam até mais numerosas do que aquelas encontradas para justificar a conquista inglesa. E o Chelsea, essa é fácil prever, teria pagado o preço por abdicar do jogo.
Teremos sempre a opção de não analisar o mérito ou não de uma vitória ou de um título. De argumentar que atacar mais e criar mais chances não quer dizer merecer. A argumentação faz sentido, porque o futebol, apaixonante também por isso, permite a um time “jogar menos” (ou, ok, de forma menos ofensiva e vistosa) e vencer.
Foi o que fez o Chelsea. Diante de sua inferioridade incontestável nas semifinais, foi massacrado pelo Barcelona nas chances de gol criadas e na posse de bola. Mas ganhou. Repetiu a tática contra o Bayern, talvez com a justificativa de atuar fora de casa. E ganhou novamente.
Foi um campeão legítimo. Não burlou regras, não contou com a ajuda da arbitragem. E foi campeão. Por isso, incontestável.
Contou com o acaso, contou com a sorte? Contou. Não há demérito nisso. Sobretudo para vencer o Barcelona, o Chelsea precisava contar com a sorte. Fazia, aliás, parte da “tática” do time inglês, como chegou a afirmar o técnico Di Matteo antes dos embates.
Só acho o seguinte: se analisamos a "justiça", se queremos abordar esse tema, o principal aspecto da análise precisa ser a quantidade de chances criadas, a busca pelo gol e o número de finalizações (mais que a posse de bola, inclusive). A vontade de vencer.
Pra fazer essa análise, não temos que ter medo de "diminuir os campeões". Eles podem ser campeões legítimos e incontestáveis, mas podem, sim, merecer o título menos que seus adversários.
Foi o caso do Chelsea contra o Bayern.
Reparem: nas análises, um título nunca é conquistado sem justiça. O vencedor sempre merece a vitória, assim como o derrotado, mesmo criando mais oportunidades, faz por merecer sua derrota.
Depois dos jogos, explicações são sempre definitivas para justificar derrotas, transformando o futebol em ciência exata. Ganhou porque o time é “cascudo”, porque estava psicologicamente mais preparado, porque isso, porque aquilo.
É curioso, contudo, que todas as justificativas às vezes dependem de um único lance, de um mero detalhe, para mudar totalmente.
Cito o exemplo da última final da Liga dos Campeões. Tivesse Robben convertido o pênalti desperdiçado ou mesmo Drogba acertado a trave no cabeceio que deu o gol de empate ao Chelsea, a relação de explicações, justificativas e análises sobre o jogo mudaria completamente.
Explicações e justificativa para o título alemão brotariam fáceis e seriam até mais numerosas do que aquelas encontradas para justificar a conquista inglesa. E o Chelsea, essa é fácil prever, teria pagado o preço por abdicar do jogo.
Teremos sempre a opção de não analisar o mérito ou não de uma vitória ou de um título. De argumentar que atacar mais e criar mais chances não quer dizer merecer. A argumentação faz sentido, porque o futebol, apaixonante também por isso, permite a um time “jogar menos” (ou, ok, de forma menos ofensiva e vistosa) e vencer.
Foi o que fez o Chelsea. Diante de sua inferioridade incontestável nas semifinais, foi massacrado pelo Barcelona nas chances de gol criadas e na posse de bola. Mas ganhou. Repetiu a tática contra o Bayern, talvez com a justificativa de atuar fora de casa. E ganhou novamente.
Foi um campeão legítimo. Não burlou regras, não contou com a ajuda da arbitragem. E foi campeão. Por isso, incontestável.
Contou com o acaso, contou com a sorte? Contou. Não há demérito nisso. Sobretudo para vencer o Barcelona, o Chelsea precisava contar com a sorte. Fazia, aliás, parte da “tática” do time inglês, como chegou a afirmar o técnico Di Matteo antes dos embates.
Só acho o seguinte: se analisamos a "justiça", se queremos abordar esse tema, o principal aspecto da análise precisa ser a quantidade de chances criadas, a busca pelo gol e o número de finalizações (mais que a posse de bola, inclusive). A vontade de vencer.
Pra fazer essa análise, não temos que ter medo de "diminuir os campeões". Eles podem ser campeões legítimos e incontestáveis, mas podem, sim, merecer o título menos que seus adversários.
Foi o caso do Chelsea contra o Bayern.

Contando com Thiago Motta e Amauri, ambos naturalizados italianos, foram 37 os brasileiros que jogaram pelo menos um minuto na última Série A do Campeonato Italiano. Das 20 equipes da competição, só cinco não utilizaram nenhum brasileiro: Napoli, Palermo, Catania, Bologna e... a campeã Juventus.
A exemplo do que fez no final do primeiro turno da competição, o blog publica abaixo uma análise sobre o desempenho de cada um dos 38 brasileiros, divididos em 5 categorias:
***** ÓTIMO (2 jogadores)
Danilo (foto, Udinese) – Depois do goleiro Handanovic, o ex-zagueiro do Palmeiras foi quem mais jogou no time. Titular 36 vezes, foi apontado por Di Natale como a grande novidade da Udinese, que, de novo, garantiu vaga na Liga dos Campeões. Ainda marcou um golaço.
Thiago Silva (Milan) – Seguro como na temporada passada. Fez 27 jogos, todos como titular. Mas perdeu o fim do campeonato por lesão.
**** BOM (5)
Marquinho (Roma) – Chegou no meio da temporada do Fluminense, fez 9 partidas como titular e cinco saindo do banco. Marcou 3 gols e mostrou que pode ser útil.
Thiago Ribeiro (Cagliari) – Foi titular na maior parte da temporada: foram 27 jogos atuando desde o início e 7 saindo do banco. Marcou 5 vezes, mas também ajudou na criação de jogadas.
Julio César (Inter) – Não foi brilhante como em outras temporadas, mas, pelo menos na Inter, segue sendo importante.
Maicon (Inter) – Sofreu com diversas lesões, mas quando teve condições, foi sempre titular. Marcou 2 gols, incluindo um golaço no derby contra o Milan que garantiu o título à Juve.
Hernanes (Lazio) – Deixou de ser o principal jogador do time com a chegada de Klose. Acabou perdendo espaço a ponto de virar reserva em algumas partidas. Na reta final, se machucou. Mesmo assim, jogou 31 vezes e marcou 8 gols.
*** REGULAR (14)
Robinho (Milan) – Virou titular por causa dos problemas de Cassano e Pato, mas voltou à reserva no fim do torneio. Em relação à temporada passada, caiu de rendimentos e também no número de gols (de 14 para apenas 6).
Lúcio (Inter) – Cometeu mais falhas do que nas temporadas passadas, mas foi titular absoluto da Inter, com 33 jogos iniciados como titular.
Taddei (Roma) – Quase descartado por Luis Enrique, foi titular em 24 partidas, quase sempre jogando nas laterais. Fez 1 gol.
Fabio Simplício (Roma) – Como Taddei, recuperou algum espaço no meio do campeonato. Mas jogou só 9 vezes como titular e 10 saindo do banco. Marcou 4 gols.
Juan (Roma) – Quando esteve em condições físicas, foi titular (16 vezes) e alternou grandes atuações com algumas falhas. Se machucou muito, de novo. Marcou 3 gols.
Roger Carvalho (Genoa) – Chegou no meio do campeonato, do Figueirense, e participou de 7 jogos, cinco deles como titular. Não decepcionou.
Thiago Motta (Inter) – Fez 10 jogos como titular antes de se transferir ao PSG no meio da temporada.
Phillippe Coutinho (Inter) – Teve poucas oportunidades desde que Rafa Benitez deixou a Inter. Após 5 jogos no primeiro turno, foi emprestado ao Espanyol.
Jonathan (Inter / Parma) – Jogou apenas 4 vezes pela Inter, não convenceu e acabou emprestado ao Parma, onde melhorou: atuou 11 vezes e marcou 1 gol.
André Dias (Lazio) – Alternou bons jogos (foi titular 22 vezes) com alguns episódios de desequilíbrio. No Italiano, recebeu dois cartões vermelhos.
Matuzalem (Lazio) – No primeiro turno, deixado de lado por Edy Reja, parecia prestes a deixar o clube. Acabou ficando e jogou 21 vezes, 12 delas como titular.
Jeda (Novara) – Começou como reserva do Novara, mas acabou virando titular apesar de só ter marcado 3 gols. Jogou 23 vezes, 14 como titular, na campanha do rebaixamento.
Éder (Cesena) – O atacante marcou 2 gols e 17 jogos pelo Cesena e acabou contratado pela Sampdoria para jogar a Série B na segunda parte da temporada.
Luciano (Chievo) – Foi titular em 21 partidas, mas não brilhou como em outros campeonatos pelo clube. Marcou apenas 1 gol.
** DISCRETO (12)
Pato (Milan) – Outra vez prejudicado por suas infinitas lesões. Jogou apenas 11 vezes, 7 como titular. Marcou só 1 gol.
Cicinho (Roma) – Foi ignorado pelo técnico Luis Enrique, que preferiu improvisar na lateral-direita. Jogou só duas vezes, uma delas saindo do banco.
Adriano Ferreira Pinto (Atalanta) – O meio-campista entrou em campo apenas 7 vezes, uma delas como titular.
Nenê (Cagliari) – Ficou machucado em parte do campeonato e foi titular apenas 10 vezes. Marcou 1 gol.
Raphael Martinho (Cesena) – Rebaixado com o Cesena, esse desconhecido meia fez 14 jogos como titular e 4 saindo do banco.
Amauri (Fiorentina) – Ignorado pelo técnico Antonio Conte na Juventus, foi à Fiorentina, jogou 13 vezes, mas marcou só 1 gol. Ironicamente, contra o Milan, ajudando Conte a ser campeão pela Juve.
Rômulo (Fiorentina) – O lateral começou tendo algumas oportunidades, mas quase não jogou no returno. No total, fez 9 jogos, apenas 3 como titular.
Zé Eduardo (Genoa) – Mesmo depois de se recuperar da lesão sofrida no início da temporada, não vingou. Fez 9 jogos e não marcou nenhum gol.
Neuton (Udinese) – Ao contrário de Danilo, o ex-gremista não se firmou: jogou apenas 4 vezes na Série A em 2011, todas no primeiro turno.
Júlio Sergio (Lecce) – No começo do torneio brigava por vaga de titular. Sofreu com lesões, perdeu a posição e, no total, jogou apenas 10 vezes pelo rebaixado Lecce.
Ângelo (Siena) – O ex-lateral do Corinthians atuou em 13 partidas, mas sem destaque. Foi titular da equipe em sete oportunidades.
Reginaldo (Siena) – O atacante participou de 13 jogou pelo Siena, só 4 como titular, e não marcou gols.
* SEM AVALIAÇÃO (4)
Felipe (Fiorentina) – Zagueiro jogou apenas 188 minutos em todo o campeonato. Impossível avaliá-lo.
Neto (Fiorentina) – Constantemente convocado por Mano Menezes, o goleiro fez apenas um jogo no Campeonato Italiano.
Barreto (Udinese) – O atacante jogou apenas 213 minuutos nesta Série A e não chegou a marcar gols.
Gabriel Silva (Novara) – Deixou o Palmeiras contratado pela Udinese no meio da temporada. Foi logo emprestado ao Novara, onde jogou apenas 3 vezes.
* O zagueiro Fabiano Santacroce (Lecce), que apesar de ter nascido na Bahia não fala português, não consta na relação.
Post para ler ouvindo (ou depois de ver) um dos muitos shows da torcida da Juve em seu novo estádio nesta temporada:
A Juventus, enfim, voltou pra valer. Seis anos depois do rebaixamento à Série B pelo escândalo conhecido como Calciopoli (e se a essa altura você não sabe do que se trata, dei um Google pra você), o time volta a conquistar um título italiano.
Para os torcedores, o 30o título. Oficialmente, justamente por causa do Calciopoli, o 28o.
Mas não importa. Importa, sim, o fato de o título ter sido conquistado com absoluta justiça (e não sou dos que acham títulos ou vitórias sempre justos): além de ainda não ter perdido sequer um jogo na temporada, a Juve tem um elenco inferior ao do Milan, com menos estrelas. Tanto que, pelo menos até a segunda metade do returno, sempre vi o time milanês como favorito.
Quebrei a cara, mas quebrei satisfeito. Porque o reencontro da Juventus com os títulos e seu retorno à Champions League é bom para a principal competição interclubes do mundo. E, claro, é bom para o futebol italiano, que volta a ter um clube forte e tradicional como representante na Europa.

O técnico Antonio Conte (foto) foi talvez o principal destaque da conquista: montou um time sólido, uma defesa fortísssima e um meio campo que alia como poucos a capacidade de marcação com a qualidade criativa. O novato Conte também mostrou grande variação de esquemas táticos durante a conquista do scudetto: seus adversários raramente sabiam como a Juve jogaria. Com uma simples modificação no posicionamente de Chiellini, Conte fazia a Juventus mudar de esquema sem precisar fazer alterações. E, mais impressionante, o rendimento nas mais variadas formações era, em geral, o mesmo. Sempre eficiente.
Assim como o Milan com Allegri no ano passado, a Juventus deu uma aula ao apostar em um técnico jovem, deixando de lado os medalhões. Mas seu principal ensinamento para os demais clubes italianos foi o Juventus Stadium (veja post antigo sobre o estádio, que custou menos de R$ 280 milhões). Sempre lotado, o novo estádio fez com que a Juve deixasse de ser vista como a equipe com a-maior-torcida-que-não-ia-ao-estádio-da-Itália.
A Juve mostrou que estádios (baratos!) podem, sim, ser parte importante na recuperação de clubes e, mais ainda, na recuperação do futebol de todo um país. O vídeo no início do post é uma prova disso. Hoje, o Juventus Stadium é um caso único no futebol italiano. Mas é preciso que vire um exemplo.
Por fim, vamos a eles, os jogadores. Os 25 caras que ganharam o troféu suando, os que jogaram pelo menos um minuto. Avaliados abaixo, em ordem descrescente de importância na conquista. Mais tarde volto aqui para escrever uma frase sobre cada um deles, explicando a avaliação abaixo. Por ora, a avaliação fica na base das estrelas:

CINCO ESTRELAS *****
Pirlo (foto) - Maestro do time, não sentiu as lesões do último campeonato pelo Milan e foi quem mais jogou: 36 vezes como titular
Marchisio - Ao lado de Pirlo, o único a atuar em 36 jogos (35 como titular). Mesmo volante, foi o vice-artilheiro da equipe, com 9 gols
QUATRO ESTRELAS ****
Buffon - O fato de ter sido aplaudido após o jogo em que falhou contra o Lecce prova que seu campeonato foi muito bom
Barzagli - Melhor zagueiro do Campeonato Italiano de acordo com as notas da Gazzetta dello Sport
Chiellini - Importante para a variação tática do time, só não leva 5 estrelas por um início não tão bom na lateral. Depois, foi bem tanto na zaga como na lateral.
Vidal - Melhor das contratações para a temporada. Formou um incrível trio no meio, ao lado de Pirlo e Marchisio. Fez 7 gols
Vucinic - Demorou um pouco a se acertar, mas provou que, tecnicamente (Del Piero à parte), é o melhor atacante do time, como disse Conte.
Del Piero - Nem jogou tanto para ganhar 4 estrelas, mas a explicação pela boa avaliação está neste post antigo
Matri - Começou bem, acabou mal. Mas foi o artilheiro da equipe até o jogo do título, com 10 gols.
TRÊS ESTRELAS ***
Lichtsteiner - Começou muito, mas muito, bem. Caiu de produção no meio do campeonato, e sua vaga como titular chegou a ficar ameaçada pela chegada de Cáceres.
Bonucci - Apesar da força da defesa juventina, cometeu algumas falhas individuais e viu a torcida pegar no seu pé. Mas foi titular absoluto.
Pepe - Importante em alguns momentos da campanha, não manteve a regularidade por todo o campeonato.
DUAS ESTRELAS **
Quagliarella - Perdeu parte do campeonato por lesão e jogou mais como reserva do que como titular.
De Ceglie - Como Chiellini atuou várias vezes na lateral-esquerda, não jogou tanto (foi titular 16 vezes).
Giaccherini - Mostrou que pode ser útil nas próximas temporadas, mas ainda não foi protagonista.
Estigarribia - Outra novidade do elenco, não obteve o mesmo sucesso que Vidal no meio-campo. Ainda está devendo.
Borriello - Chegou no meio da temporada e marcou apenas 2 gols em 12 jogos.
Cáceres - Outro que poderá ser muito último. Mas, como chegou no meio do campeonato, atuou só 11 vezes, 6 como titular.
UMA ESTRELA *
Pazienza - Fez 1 partida como titular, 6 como reserva e saiu para jogar na Udinese.
Krasic - Nem sombra do que mostrou em sua primeira temporada, ficou de lado. Deve deixar o clube.
Padoin - Contratado em janeiro, ainda é uma incógnita na Juventus.
Elia - Talvez a mais decepcionante das contratações do início de temporada. Não vingou.
Storari - Fez só dois jogos, quando Buffon não pode atuar.
Grosso - Deixado de lado por Conte, o campeão mundial jogou duas partidas. Deve sair do clube.
Marrone - Dois jogos saindo do banco e uma lesão séria.
QUER AVALIAR OS JOGADORES DA CONQUISTA, APONTAR SEUS DESTAQUES? É SÓ USAR O ESPAÇOS DOS COMENTÁRIOS ABAIXO.
A Juventus, enfim, voltou pra valer. Seis anos depois do rebaixamento à Série B pelo escândalo conhecido como Calciopoli (e se a essa altura você não sabe do que se trata, dei um Google pra você), o time volta a conquistar um título italiano.
Para os torcedores, o 30o título. Oficialmente, justamente por causa do Calciopoli, o 28o.
Mas não importa. Importa, sim, o fato de o título ter sido conquistado com absoluta justiça (e não sou dos que acham títulos ou vitórias sempre justos): além de ainda não ter perdido sequer um jogo na temporada, a Juve tem um elenco inferior ao do Milan, com menos estrelas. Tanto que, pelo menos até a segunda metade do returno, sempre vi o time milanês como favorito.
Quebrei a cara, mas quebrei satisfeito. Porque o reencontro da Juventus com os títulos e seu retorno à Champions League é bom para a principal competição interclubes do mundo. E, claro, é bom para o futebol italiano, que volta a ter um clube forte e tradicional como representante na Europa.

O técnico Antonio Conte (foto) foi talvez o principal destaque da conquista: montou um time sólido, uma defesa fortísssima e um meio campo que alia como poucos a capacidade de marcação com a qualidade criativa. O novato Conte também mostrou grande variação de esquemas táticos durante a conquista do scudetto: seus adversários raramente sabiam como a Juve jogaria. Com uma simples modificação no posicionamente de Chiellini, Conte fazia a Juventus mudar de esquema sem precisar fazer alterações. E, mais impressionante, o rendimento nas mais variadas formações era, em geral, o mesmo. Sempre eficiente.
Assim como o Milan com Allegri no ano passado, a Juventus deu uma aula ao apostar em um técnico jovem, deixando de lado os medalhões. Mas seu principal ensinamento para os demais clubes italianos foi o Juventus Stadium (veja post antigo sobre o estádio, que custou menos de R$ 280 milhões). Sempre lotado, o novo estádio fez com que a Juve deixasse de ser vista como a equipe com a-maior-torcida-que-não-ia-ao-estádio-da-Itália.
A Juve mostrou que estádios (baratos!) podem, sim, ser parte importante na recuperação de clubes e, mais ainda, na recuperação do futebol de todo um país. O vídeo no início do post é uma prova disso. Hoje, o Juventus Stadium é um caso único no futebol italiano. Mas é preciso que vire um exemplo.
Por fim, vamos a eles, os jogadores. Os 25 caras que ganharam o troféu suando, os que jogaram pelo menos um minuto. Avaliados abaixo, em ordem descrescente de importância na conquista. Mais tarde volto aqui para escrever uma frase sobre cada um deles, explicando a avaliação abaixo. Por ora, a avaliação fica na base das estrelas:

CINCO ESTRELAS *****
Pirlo (foto) - Maestro do time, não sentiu as lesões do último campeonato pelo Milan e foi quem mais jogou: 36 vezes como titular
Marchisio - Ao lado de Pirlo, o único a atuar em 36 jogos (35 como titular). Mesmo volante, foi o vice-artilheiro da equipe, com 9 gols
QUATRO ESTRELAS ****
Buffon - O fato de ter sido aplaudido após o jogo em que falhou contra o Lecce prova que seu campeonato foi muito bom
Barzagli - Melhor zagueiro do Campeonato Italiano de acordo com as notas da Gazzetta dello Sport
Chiellini - Importante para a variação tática do time, só não leva 5 estrelas por um início não tão bom na lateral. Depois, foi bem tanto na zaga como na lateral.
Vidal - Melhor das contratações para a temporada. Formou um incrível trio no meio, ao lado de Pirlo e Marchisio. Fez 7 gols
Vucinic - Demorou um pouco a se acertar, mas provou que, tecnicamente (Del Piero à parte), é o melhor atacante do time, como disse Conte.
Del Piero - Nem jogou tanto para ganhar 4 estrelas, mas a explicação pela boa avaliação está neste post antigo
Matri - Começou bem, acabou mal. Mas foi o artilheiro da equipe até o jogo do título, com 10 gols.
TRÊS ESTRELAS ***
Lichtsteiner - Começou muito, mas muito, bem. Caiu de produção no meio do campeonato, e sua vaga como titular chegou a ficar ameaçada pela chegada de Cáceres.
Bonucci - Apesar da força da defesa juventina, cometeu algumas falhas individuais e viu a torcida pegar no seu pé. Mas foi titular absoluto.
Pepe - Importante em alguns momentos da campanha, não manteve a regularidade por todo o campeonato.
DUAS ESTRELAS **
Quagliarella - Perdeu parte do campeonato por lesão e jogou mais como reserva do que como titular.
De Ceglie - Como Chiellini atuou várias vezes na lateral-esquerda, não jogou tanto (foi titular 16 vezes).
Giaccherini - Mostrou que pode ser útil nas próximas temporadas, mas ainda não foi protagonista.
Estigarribia - Outra novidade do elenco, não obteve o mesmo sucesso que Vidal no meio-campo. Ainda está devendo.
Borriello - Chegou no meio da temporada e marcou apenas 2 gols em 12 jogos.
Cáceres - Outro que poderá ser muito último. Mas, como chegou no meio do campeonato, atuou só 11 vezes, 6 como titular.
UMA ESTRELA *
Pazienza - Fez 1 partida como titular, 6 como reserva e saiu para jogar na Udinese.
Krasic - Nem sombra do que mostrou em sua primeira temporada, ficou de lado. Deve deixar o clube.
Padoin - Contratado em janeiro, ainda é uma incógnita na Juventus.
Elia - Talvez a mais decepcionante das contratações do início de temporada. Não vingou.
Storari - Fez só dois jogos, quando Buffon não pode atuar.
Grosso - Deixado de lado por Conte, o campeão mundial jogou duas partidas. Deve sair do clube.
Marrone - Dois jogos saindo do banco e uma lesão séria.
QUER AVALIAR OS JOGADORES DA CONQUISTA, APONTAR SEUS DESTAQUES? É SÓ USAR O ESPAÇOS DOS COMENTÁRIOS ABAIXO.
Guardiola deixará o Barcelona. Muito se falou e muito ainda vai se falar sobre seus grandes e indiscutíveis méritos na montagem deste incrível time. Inquestionavelmente mais incrível e mais temido que o (também vencedor) Barcelona de Frank Rijkaard, aquele de Ronaldinho Gaúcho e Eto’o.
A obsessão pela posse de bola, a marcação sob pressão, a capacidade de variação tática durante uma partida e todas as outras qualidades que levaram sua equipe a vencer do jeito que venceu 13 de 18 títulos disputados desde a temporada 2008-09 são conseqüências das ideias de Guardiola.
Mas seu Barcelona também foi incrível, ou pelo menos raro, fora de campo.
No ano passado, ao falar sobre a passagem pelo Barcelona em sua autobiografia, Zlatan Ibrahimovic reclamou da seguinte frase de Guardiola: "Vocês têm que manter os pés no chão, aqui não entram Porsches ou Ferraris".
Você pode não gostar, pode achar que técnico não deve se meter na vida dos jogadores, mas a frase e a decisão de Guardiola refletem bem o que foi esse seu Barcelona: o melhor time do mundo, mas desprovido de vaidades.
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Legado de Guardiola vai além do bom futebol do Barça; veja análise de Gian Oddi
Guardiola sempre quis fazer do Barcelona um time, não um conjunto de estrelas. Dispensou Ronaldinho, Eto'o e Deco num momento em que o segundo manifestava insistente ciúme em relação ao primeiro.Messi ficou, melhorou e logo virou o melhor do mundo. Mas continuamos vendo o "Messi do Barcelona" e não o "Barcelona do Messi".
Além de Messi, Xavi e Iniesta brigaram pelo título de melhor do planeta nos últimos anos. E nunca ouvimos, de nenhum deles, sequer uma palavra sobre injustiças ou decepções na escolha da Fifa.
O Barcelona jogou, ganhou e comemorou unido, em campo.
Seu predomínio no gramado foi inversamente proporcional a sua presença em colunas sociais e publicações de celebridades. Dependessem do Barcelona, tablóides sensacionalistas iriam à falência (ok, talvez Pique mantivesse um ou outro vivo...).
Num período em que a marra, as provocações, as frases de efeito e até a falta de educação geram visibilidade (e lucro), o Barcelona de Guardiola destacou-se apenas por seu futebol.
Gosto muito de José Mourinho, mas foi bom que o português tenha tido como seu principal rival um técnico com a educação, a calma e a classe de Pep Guardiola. O seu contraponto.
Guardiola soube ganhar, assim como soube perder. Enfim derrotado, limitou-se a falar de sua equipe e, pasmem, a parabenizar o adversário em vez de procurar desculpas. Sem ódio, consciente de que o futebol é um jogo.
O marketing é muito importante no futebol atual, ninguém discute. Mas este Barcelona fez do futebol o seu principal marketing. É só mais um dos méritos de Guardiola.
Pouco após a eliminação do Real Madrid na Liga dos Campeões, o Diario Marca publica homérica cornetada sobre Kaká. A nota do jornal atribui à má atuação do brasileiro, que jogou cerca de 15 minutos do segundo tempo e mais a prorrogação contra o Bayern, sua provável saída do clube no próximo verão europeu.
Para falar de Kaká, o Marca usa termos como "sensação de impotência", "desespero do público", "partida nefasta" e "lentidão desesperadora".
Não faz sentido. Não foi a atuação de Kaká contra o Bayern, tampouco o pênalti desperdiçado (de maneira bem menos bizarra que Sergio Ramos, diga-se), a decretar a mais que provável saída de Kaká do Real Madrid.

Ao contrário do manifesto apaixonado do Marca, o respeitado Diario El Pais vem publicando há mais de um ano informações sobre a falta de confiança de José Mourinho em relação a Kaká.
Os últimos três importantíssimos jogos do Real, dois contra o Bayern e um contra o Barcelona, comprovaram a tese do El Pais. Na hora decisiva, provavelmente por questões físicas, Mourinho não confiou em Kaká. Nas duas primeiras partidas, o brasileiro não jogou nem um minuto. Na terceira, entrou faltando cerca de 15 minutos para o fim do segundo tempo.
Tivesse feito 15 minutos excepcionais e decidido a classificação à final da Liga Kaká poderia ter alterado o que parece ser um final melancólico no Real? Pode ser. Mas atribuir a esses minutos com o Bayern o fator decisivo para sua saída não parece fazer sentido.
"Resta a Kaká jogar as quatro partidas que faltam na Liga e esperar o verão", diz o Marca, para o qual o futuro do brasileiro será "bem longe do Bernabéu", "em Londres ou Paris".
Mas Kaká, se quiser, tem ainda várias opções, não apenas em Londres ou Paris. As muitas oportunidades possíveis apesar de seus constantes problemas físicos, aliás, são fruto de sua absoluta dedicação e profissionalismo, é bom que se diga.
Quais seriam essas opções? Dê uma olhada e avalie qual seria a melhor para Kaká:
1) Inglaterra
Chelsea, Manchester City, Arsenal e até o Tottenham estariam interessados no jogador, segundo a imprensa europeia. A Inglaterra seria um destino que permitiria a Kaká continuar jogando em um campeonato de ponta e recebendo um salário polpudo sem perder a visibilidade necessária para quem pretende jogar a Copa de 2014 no Brasil.
2) Itália
Berlusconi, dono do Milan, já cogitou o retorno de Kaká. A volta lhe permitiria continuar no futebol de ponta, em um clube gigante com um bom time, e seguir "perto" da seleção. Há ainda, nesse caso, a vantagem do crédito com a torcida, que o adora: os italianos seriam mais pacientes que os ingleses se Kaká demorar a engrenar. A desvantagem? Dinheiro. Hoje, o Milan pagaria menos que ingleses, franceses, norte-americanos ou árabes.
3) França
Não é novidade para ninguém o interesse do novo-rico PSG em Kaká. Seu técnico, Carlo Ancelotti, gosta do brasileiro. Dinheiro não falta ao clube. A visibilidade em relação à seleção é menor que na Inglaterra ou Itália, mas não é desprezível, sobretudo com o PSG na próxima Champions League. Trata-se, porém, de um projeto novo e cuja viabilidade ainda não está tão clara.
4) Times ricos
Jogar nos Estados Unidos, nos Emirados Árabes, na Arábia Saudita ou até mesmo na Rússia (no Anzhi?) seria uma opção que deixaria de lado maiores pretensões esportivas (incluindo aí a disputa da Copa do Mundo) para ganhar dinheiro. Kaká tem apenas 30 anos, e não parece ter chegado a hora de fazer essa opção. A não ser que lhe fosse imposta por sua condição física...
5) Brasil
Se manifestasse o desejo de voltar ao futebol brasileiro, certamente não faltariam times interessados em Kaká (o São Paulo, aliás, já manifestou esse interesse). Mas faltaria, muito provavelmente, dinheiro para lhe garantir uma remuneração como a que teria na Europa ou nos “times ricos” citados acima. A favor, a possível aproximação de uma vaga na seleção para a Copa de 2014.
E aí? Qual seria o melhor destino para Kaká, caso ele confirme sua saída do Real no meio do ano?
Para falar de Kaká, o Marca usa termos como "sensação de impotência", "desespero do público", "partida nefasta" e "lentidão desesperadora".
Não faz sentido. Não foi a atuação de Kaká contra o Bayern, tampouco o pênalti desperdiçado (de maneira bem menos bizarra que Sergio Ramos, diga-se), a decretar a mais que provável saída de Kaká do Real Madrid.

Ao contrário do manifesto apaixonado do Marca, o respeitado Diario El Pais vem publicando há mais de um ano informações sobre a falta de confiança de José Mourinho em relação a Kaká.
Os últimos três importantíssimos jogos do Real, dois contra o Bayern e um contra o Barcelona, comprovaram a tese do El Pais. Na hora decisiva, provavelmente por questões físicas, Mourinho não confiou em Kaká. Nas duas primeiras partidas, o brasileiro não jogou nem um minuto. Na terceira, entrou faltando cerca de 15 minutos para o fim do segundo tempo.
Tivesse feito 15 minutos excepcionais e decidido a classificação à final da Liga Kaká poderia ter alterado o que parece ser um final melancólico no Real? Pode ser. Mas atribuir a esses minutos com o Bayern o fator decisivo para sua saída não parece fazer sentido.
"Resta a Kaká jogar as quatro partidas que faltam na Liga e esperar o verão", diz o Marca, para o qual o futuro do brasileiro será "bem longe do Bernabéu", "em Londres ou Paris".
Mas Kaká, se quiser, tem ainda várias opções, não apenas em Londres ou Paris. As muitas oportunidades possíveis apesar de seus constantes problemas físicos, aliás, são fruto de sua absoluta dedicação e profissionalismo, é bom que se diga.
Quais seriam essas opções? Dê uma olhada e avalie qual seria a melhor para Kaká:
1) Inglaterra
Chelsea, Manchester City, Arsenal e até o Tottenham estariam interessados no jogador, segundo a imprensa europeia. A Inglaterra seria um destino que permitiria a Kaká continuar jogando em um campeonato de ponta e recebendo um salário polpudo sem perder a visibilidade necessária para quem pretende jogar a Copa de 2014 no Brasil.
2) Itália
Berlusconi, dono do Milan, já cogitou o retorno de Kaká. A volta lhe permitiria continuar no futebol de ponta, em um clube gigante com um bom time, e seguir "perto" da seleção. Há ainda, nesse caso, a vantagem do crédito com a torcida, que o adora: os italianos seriam mais pacientes que os ingleses se Kaká demorar a engrenar. A desvantagem? Dinheiro. Hoje, o Milan pagaria menos que ingleses, franceses, norte-americanos ou árabes.
3) França
Não é novidade para ninguém o interesse do novo-rico PSG em Kaká. Seu técnico, Carlo Ancelotti, gosta do brasileiro. Dinheiro não falta ao clube. A visibilidade em relação à seleção é menor que na Inglaterra ou Itália, mas não é desprezível, sobretudo com o PSG na próxima Champions League. Trata-se, porém, de um projeto novo e cuja viabilidade ainda não está tão clara.
4) Times ricos
Jogar nos Estados Unidos, nos Emirados Árabes, na Arábia Saudita ou até mesmo na Rússia (no Anzhi?) seria uma opção que deixaria de lado maiores pretensões esportivas (incluindo aí a disputa da Copa do Mundo) para ganhar dinheiro. Kaká tem apenas 30 anos, e não parece ter chegado a hora de fazer essa opção. A não ser que lhe fosse imposta por sua condição física...
5) Brasil
Se manifestasse o desejo de voltar ao futebol brasileiro, certamente não faltariam times interessados em Kaká (o São Paulo, aliás, já manifestou esse interesse). Mas faltaria, muito provavelmente, dinheiro para lhe garantir uma remuneração como a que teria na Europa ou nos “times ricos” citados acima. A favor, a possível aproximação de uma vaga na seleção para a Copa de 2014.
E aí? Qual seria o melhor destino para Kaká, caso ele confirme sua saída do Real no meio do ano?
Corinthians e Palmeiras tiveram roteiros muito parecidos em suas eliminações do Campeonato Paulista, neste domingo. Ambos perderam para times de Campinas. Ambos viram seus adversários saírem vencendo por 2 a 0, depois diminuíram para 2 a 1, tomaram o terceiro gol e, já no final do jogo, voltaram a diminuir. Ambos tiveram falhas de seus goleiros, muito contestados depois das derrotas.
As semelhanças, porém, param por aí.
A eliminação do Corinthians foi surpreendente, tanto quanto possa ser “surpreendente” uma eliminação em um campeonato disputado nesse estúpido formato do Paulistão. Já a queda do Palmeiras, que jogava fora de casa contra um adversário de melhor campanha e que ainda não perdeu para o trio de ferro paulista, não surpreendeu ninguém.
O título paulista pouco significaria ao Corinthians, que, após sua eventual conquista, mal poderia desfrutá-la, porque, como a gente sabe, sua obsessão é outra. Uma obsessão para a qual, convenhamos, a queda no estadual pode até ter consequências positivas. Assim como o Santos, o Corinthians não precisava tanto do Paulista. Porque o atual campeão brasileiro não precisa se consolidar como time, não busca confiança.
Para o Palmeiras, o contrário. Assim como para o São Paulo, o título paulista lhe faria bem. Daria a uma nova equipe, montada com bons reforços como Barcos, Juninho e Daniel Carvalho (e Wesley?), a confiança e o otimismo que há tempos andam longe do clube. Felipão ganharia crédito e tranquilidade (se é que essa palavra poderá um dia ser utilizada nos conturbados corredores do Palestra) para seguir seu trabalho na Copa do Brasil e no Brasileirão.
Ao Corinthians de hoje, depois da derrota, basta não sair do rumo. Já o Palmeiras ainda tem que encontrar o seu (e com Felipão, antes que perguntem).
A única coisa comum a ambos, hoje, talvez seja uma dúvida: com qual goleiro fazê-lo?
As semelhanças, porém, param por aí.
A eliminação do Corinthians foi surpreendente, tanto quanto possa ser “surpreendente” uma eliminação em um campeonato disputado nesse estúpido formato do Paulistão. Já a queda do Palmeiras, que jogava fora de casa contra um adversário de melhor campanha e que ainda não perdeu para o trio de ferro paulista, não surpreendeu ninguém.
O título paulista pouco significaria ao Corinthians, que, após sua eventual conquista, mal poderia desfrutá-la, porque, como a gente sabe, sua obsessão é outra. Uma obsessão para a qual, convenhamos, a queda no estadual pode até ter consequências positivas. Assim como o Santos, o Corinthians não precisava tanto do Paulista. Porque o atual campeão brasileiro não precisa se consolidar como time, não busca confiança.
Para o Palmeiras, o contrário. Assim como para o São Paulo, o título paulista lhe faria bem. Daria a uma nova equipe, montada com bons reforços como Barcos, Juninho e Daniel Carvalho (e Wesley?), a confiança e o otimismo que há tempos andam longe do clube. Felipão ganharia crédito e tranquilidade (se é que essa palavra poderá um dia ser utilizada nos conturbados corredores do Palestra) para seguir seu trabalho na Copa do Brasil e no Brasileirão.
Ao Corinthians de hoje, depois da derrota, basta não sair do rumo. Já o Palmeiras ainda tem que encontrar o seu (e com Felipão, antes que perguntem).
A única coisa comum a ambos, hoje, talvez seja uma dúvida: com qual goleiro fazê-lo?
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Veja comentário feito no Bate-Bola 1ª edição desta segunda-feira!
Talvez a culpa seja deste incrível Barcelona. Talvez seja a simples popularização dos times e jogadores estrangeiros, hoje com mais espaço na mídia nacional. Talvez seja só a democratização dos debates ocorrida com a chegada das redes sociais. Muito provavelmente, é tudo isso junto.
Mas quem gosta de futebol e vive conectado nas redes sociais sabe que virou recorrente, nos últimos tempos, a discussão sobre futebol brasileiro versus futebol europeu.
Parece uma discussão tola, porque quem gosta de futebol certamente aprecia ambos, o europeu e o brasileiro. É o meu caso, embora nesse início de ano seja duro comparar jogos decisivos de um torneio como a Liga dos Campeões com as melancólicas partidas dos nossos minguados e agonizantes estaduais. Mas um ótimo Brasileirão vem aí, e logo mais tudo vai melhorar por aqui.
De qualquer forma, a discussão, como eu dizia, ganhou corpo e espaço. E ficou divertida.
Surgiram contas de Twitter como o bom @cornetaeuropa, especializado em tirar sarro do futebol europeu: “Hoje é aquele dia nulo pra corneta. Ou vence o time que nêgo tem tremidinhas de orgasmo ou uma joint venture russa”, publicou antes de Chelsea x Barcelona, nesta quarta.
O @flaviogomes69, aqui da ESPN, é outro que adora fazer piadinha com os assépticos e impecáveis campos, times e jogadores europeus: ele odeia decisões sem cusparadas. Um outro amigo, também jornalista, de outra emissora, adora tuitar coisas na linha "O Ibrahimovic é um Rodrigo Tiuí com grife" (eu até sei que ele não está falando sério, mas muita gente não sabe...).
E por aí vai. Tem muita gente simplesmente fazendo piada. Uns com mais graça e outros com menos, como de costume. Alguns querem claramente provocar discussão e debate, o que pode ser saudável. Nessa proliferação de diogos mainardis do esporte, uns tem mais estilo e outros menos. Faz parte e não é um problema.
O problema aparece quando o viés nacionalista começa a impregnar informações que deveriam ser só informações. Então, generosamente, vamos esclarecer:

• Pelo menos até hoje, o bom zagueiro David Luiz (foto acima), nunca foi considerado "a maior esperança de parar Lionel Messi". Nem a vaga de titular o brasileiro tinha garantida para o jogo contra o Barça. E Gary Cahill (seu SUPOSTO substituto) foi eleito um dos melhores em campo pela imprensa europeia.
• Não há hoje, em Madri, um grande clamor por Kaká como titular do Real. Ele tem feito bons jogos, é verdade, mas para a maioria dos torcedores do Real, como mostraram sondagens do diário Marca, Di Maria e Ozil deveriam mesmo ter sido titulares ao lado de Cristiano Ronaldo e Benzema contra o Bayern. Só por aqui tanta gente tinha certeza de que o brasileiro deveria começar a partida.
• Sobre o lateral Marcelo, do Real, uma opinião: poucos discutem que ele é melhor que Coentrão. Mas é impossível desconsiderar sua falta absurda sobre o alemão Muller com poucos minutos em campo. É a ausência deste cara, que por seu recorrente desequilibro deveria (de novo!) ter sido expulso e suspenso, que nos dá tantos argumentos para demonizar Mourinho pela derrota contra o forte Bayern?
Tirar sarro do futebol europeu não é problema. Acho até divertido. E, a não ser no caso das frases do Andres Sanchez, dizer que "Cristiano Ronaldo é só marketing", que "o Barcelona é uma balela" e que "Messi é uma cria da mídia" são obviamente piadas, provocações que não deveriam incomodar ninguém.
O problema é querer falar sério sobre um tema desconhecendo o contexto e impregnando-se de nacionalismo. Porque aí a piada vira desinformação.
Mas quem gosta de futebol e vive conectado nas redes sociais sabe que virou recorrente, nos últimos tempos, a discussão sobre futebol brasileiro versus futebol europeu.
Parece uma discussão tola, porque quem gosta de futebol certamente aprecia ambos, o europeu e o brasileiro. É o meu caso, embora nesse início de ano seja duro comparar jogos decisivos de um torneio como a Liga dos Campeões com as melancólicas partidas dos nossos minguados e agonizantes estaduais. Mas um ótimo Brasileirão vem aí, e logo mais tudo vai melhorar por aqui.
De qualquer forma, a discussão, como eu dizia, ganhou corpo e espaço. E ficou divertida.
Surgiram contas de Twitter como o bom @cornetaeuropa, especializado em tirar sarro do futebol europeu: “Hoje é aquele dia nulo pra corneta. Ou vence o time que nêgo tem tremidinhas de orgasmo ou uma joint venture russa”, publicou antes de Chelsea x Barcelona, nesta quarta.
O @flaviogomes69, aqui da ESPN, é outro que adora fazer piadinha com os assépticos e impecáveis campos, times e jogadores europeus: ele odeia decisões sem cusparadas. Um outro amigo, também jornalista, de outra emissora, adora tuitar coisas na linha "O Ibrahimovic é um Rodrigo Tiuí com grife" (eu até sei que ele não está falando sério, mas muita gente não sabe...).
E por aí vai. Tem muita gente simplesmente fazendo piada. Uns com mais graça e outros com menos, como de costume. Alguns querem claramente provocar discussão e debate, o que pode ser saudável. Nessa proliferação de diogos mainardis do esporte, uns tem mais estilo e outros menos. Faz parte e não é um problema.
O problema aparece quando o viés nacionalista começa a impregnar informações que deveriam ser só informações. Então, generosamente, vamos esclarecer:

• Pelo menos até hoje, o bom zagueiro David Luiz (foto acima), nunca foi considerado "a maior esperança de parar Lionel Messi". Nem a vaga de titular o brasileiro tinha garantida para o jogo contra o Barça. E Gary Cahill (seu SUPOSTO substituto) foi eleito um dos melhores em campo pela imprensa europeia.
• Não há hoje, em Madri, um grande clamor por Kaká como titular do Real. Ele tem feito bons jogos, é verdade, mas para a maioria dos torcedores do Real, como mostraram sondagens do diário Marca, Di Maria e Ozil deveriam mesmo ter sido titulares ao lado de Cristiano Ronaldo e Benzema contra o Bayern. Só por aqui tanta gente tinha certeza de que o brasileiro deveria começar a partida.
• Sobre o lateral Marcelo, do Real, uma opinião: poucos discutem que ele é melhor que Coentrão. Mas é impossível desconsiderar sua falta absurda sobre o alemão Muller com poucos minutos em campo. É a ausência deste cara, que por seu recorrente desequilibro deveria (de novo!) ter sido expulso e suspenso, que nos dá tantos argumentos para demonizar Mourinho pela derrota contra o forte Bayern?
Tirar sarro do futebol europeu não é problema. Acho até divertido. E, a não ser no caso das frases do Andres Sanchez, dizer que "Cristiano Ronaldo é só marketing", que "o Barcelona é uma balela" e que "Messi é uma cria da mídia" são obviamente piadas, provocações que não deveriam incomodar ninguém.
O problema é querer falar sério sobre um tema desconhecendo o contexto e impregnando-se de nacionalismo. Porque aí a piada vira desinformação.
Começam nesta semana as semifinais da Liga dos Campeões da Europa e da Liga Europa. Nos quatro jogos, espanhois são favoritos a avançar, pelo menos de acordo com as principais casas de apostas europeias.
Na Champions, o Barça leva ampla vantagem sobre o Chelsea (sempre de acordo com as apostas), enquanto o Real é favorito (com menor intensidade) no duelo diante do Bayern de Munique. Ou seja, Barcelona x Real Madrid será a final para a maioria dos apostadores.
Na Liga Europa, uma das semifinais já é 100% espanhola, o equilibrado confronto entre Valencia e Atlético de Madri. Na outra semi, o Athletic Bilbao é favorito diante do Sporting, de Portugal.
Se confirmados os favoritismos dos três espanhois nos confrontos contra times de outros países, antes mesmo da disputa das finais de Champions e Europa League, a Espanha alcançará a Itália como o país mais vencedor de copas europeias da história de clubes.
A Espanha já é o país com mais conquistas da Liga/Copa dos Campeões, o mais importante torneio interclubes da Europa, mas ainda tem dois títulos a menos que os italianos quando computados os títulos de Liga Europa/Copa da Uefa e da extinta Recopa. Confira como está a classificação*:
1) Itália – 12 Champions, 9 Liga Europa, 7 Recopa – TOTAL 28
2) Espanha – 13 Champions, 6 Liga Europa, 7 Recopa – TOTAL 26
3) Inglaterra – 11 Champions, 6 Liga Europa, 8 Recopa – TOTAL 25
4) Alemanha – 6 Champions, 6 Liga Europa, 4 Recopa – TOTAL 16
5) Holanda – 6 Champions, 4 Liga Europa, 1 Recopa – TOTAL 11
6) Portugal – 4 Champions, 2 Liga Europa, 1 Recopas – TOTAL 7
* Computadas as conquistas de Liga dos Campeões e sua equivalente Copa dos Campeões; Liga Europa e sua equivalente Copa da Uefa; além da Recopa, o extinto torneio que reunia os vencedores das Copas nacionais.
* Por se tratar de troféu disputado em apenas uma partida, não estão computadas as conquistas da Supercopa Europeia, vencida 9 vezes pela Itália, 8 pela Espanha e 7 pela Inglaterra.
* Também não está computada a extinta Copa Intertoto, que foi utilizada pela Uefa como um torneio de acesso à Copa Uefa, sem sequer, para isso, definir um campeão todos os anos.
Na Champions, o Barça leva ampla vantagem sobre o Chelsea (sempre de acordo com as apostas), enquanto o Real é favorito (com menor intensidade) no duelo diante do Bayern de Munique. Ou seja, Barcelona x Real Madrid será a final para a maioria dos apostadores.
Na Liga Europa, uma das semifinais já é 100% espanhola, o equilibrado confronto entre Valencia e Atlético de Madri. Na outra semi, o Athletic Bilbao é favorito diante do Sporting, de Portugal.
Se confirmados os favoritismos dos três espanhois nos confrontos contra times de outros países, antes mesmo da disputa das finais de Champions e Europa League, a Espanha alcançará a Itália como o país mais vencedor de copas europeias da história de clubes.
A Espanha já é o país com mais conquistas da Liga/Copa dos Campeões, o mais importante torneio interclubes da Europa, mas ainda tem dois títulos a menos que os italianos quando computados os títulos de Liga Europa/Copa da Uefa e da extinta Recopa. Confira como está a classificação*:
1) Itália – 12 Champions, 9 Liga Europa, 7 Recopa – TOTAL 28
2) Espanha – 13 Champions, 6 Liga Europa, 7 Recopa – TOTAL 26
3) Inglaterra – 11 Champions, 6 Liga Europa, 8 Recopa – TOTAL 25
4) Alemanha – 6 Champions, 6 Liga Europa, 4 Recopa – TOTAL 16
5) Holanda – 6 Champions, 4 Liga Europa, 1 Recopa – TOTAL 11
6) Portugal – 4 Champions, 2 Liga Europa, 1 Recopas – TOTAL 7
* Computadas as conquistas de Liga dos Campeões e sua equivalente Copa dos Campeões; Liga Europa e sua equivalente Copa da Uefa; além da Recopa, o extinto torneio que reunia os vencedores das Copas nacionais.
* Por se tratar de troféu disputado em apenas uma partida, não estão computadas as conquistas da Supercopa Europeia, vencida 9 vezes pela Itália, 8 pela Espanha e 7 pela Inglaterra.
* Também não está computada a extinta Copa Intertoto, que foi utilizada pela Uefa como um torneio de acesso à Copa Uefa, sem sequer, para isso, definir um campeão todos os anos.

O cara tem 37 anos de idade, e mais da metade deles, 19, passou como jogador da Juventus de Turim, onde está desde 1993.
Apesar disso, o cara não se incomodou quando o presidente do clube, há poucos meses, informou de maneira desastrada, numa assembléia de acionistas (!), que o cara não continuaria na Juventus após o fim da temporada.
Na verdade, o cara até se incomodou. Mas deixou claro que preferia não criar polêmicas e não dar declarações que poderiam conturbar o ambiente do time, que ia bem no Campeonato Italiano.
Logo depois de conquistar uma Copa do Mundo em 2006 marcando um gol importantíssimo na semifinal contra a Alemanha (veja abaixo), o cara foi jogar a Série B da Itália com a Juventus, que fora rebaixada por culpa de seus dirigentes – e não dos jogadores.
Depois da Copa e desse gol, como eu dizia, o cara jogou a Série B, fez 30 gols naquela temporada, foi campeão e logo retornou para a Série A.
Mas aos poucos, à medida que sua idade ia subindo, o cara ia aceitando diminuir seu salário para poder continuar na Juventus, da qual é o capitão e maior ídolo.
Para se ter uma idéia dessas reduções, o cara começou a temporada atual apenas com o 22º maior salário entre os 27 do elenco profissional do clube. Recebe 1 milhão de euros por temporada, menos que jogadores como Quagliarella, Grosso, Storari, Pazienza e De Ceglie.
Talvez por isso, mas mais provavelmente por seus 37 anos, o cara mal era utilizado pelo bom técnico Antonio Conte no início da temporada. Simplesmente não jogava e, quando o fazia, entrava depois dos 35 minutos do segundo tempo.
No total, nesta temporada, o cara foi titular em apenas 3 jogos da Juventus na Série A. Entrou em campo em outros 19, mas quase sempre no final do jogo.
Porém, mesmo entrando no final do jogo, o cara, que já tinha feito gols importantes contra o Milan, pela Copa da Itália, e contra a Inter, pelo Campeonato Italiano, voltou a ser decisivo – e como – no jogo contra a Lazio, ontem, em Turim.
O cara entrou em campo aos 28 do segundo tempo e, aos 37, fez de falta o gol que manteve a sua Juve um ponto à frente do Milan, ainda na liderança do Campeonato Italiano. Veja o vídeo do gol da visão da torcida, para ter uma ideia de seu significado e importância:
Depois de ontem, o cara chegou aos 700 jogos com a camisa da Juventus, dos quais 474 pela Série A. Marcou 187 gols pelo Italiano, 44 na Liga dos Campeões, 25 na Copa da Itália, 20 na Série B, 5 na Liga Europa, 3 na Supercopa Italiana, 2 na Supercopa Europeia, 1 na Copa Intercontinental e 1 na Copa Intertoto.
Ao final da temporada, Del Piero não terá sido o principal jogador da Juventus, que contou com um Pirlo inspiradíssimo e sempre em campo.
Mas, para a torcida a Juve, menos por seus (até aqui) dois gols decisivos e mais por sua fidelidade, respeito e amor ao clube, Del Piero, 37 anos, terá sido “o cara”.

Faz sentido falarmos mais desse sujeito do que de Messi ou Ibra?
Não há dúvida: se Bjorn Kuipers não tivesse marcado o pênalti de Nesta sobre Busquets ninguém estaria agora falando sobre o tal árbitro holandês. Talvez alguns gatos pingados contestassem a não marcação da penalidade, mas certamente não seria esse, neste momento, o assunto principal da partida.
Isso basta para classificar como equivocada a decisão do árbitro. Se a bola estava ou não em jogo na hora da falta de Nesta, se Puyol também cometeu falta no italiano, se esse tipo de lance acontece a toda hora após cobranças de escanteio são justificativas possíveis. Cada um escolhe o argumento que achar mais conveniente.
O segundo tempo do jogo nem havia começado e Eládio Paramés, o polêmico e falastrão porta-voz de Mourinho já escrevia em seu sempre frenético Twitter: "Depois desses 45 minutos, já sabemos quem vai ganhar a Champions. Hoje aprendemos que os pênaltis podem ser marcados mesmo quando a bola não está em jogo".
Partida encerrada, foi a vez de Ibrahimovic reclamar, dizendo que agora entendia "porque Mourinho se sentia daquele jeito quando saía para jogar no Camp Nou". Guardiola respondeu, com a elegância habitual, dizendo que enquanto Ibra e Mourinho falam, o seu Barcelona joga bola. O que é verdade.
Mas também é verdade que passaremos mais alguns dias lendo e ouvindo notícias e lamúrias sobre arbitragem. Os árbitros viraram as estrelas do futebol mundial na Espanha, na Itália e no Brasil. Na Inglaterra e na Alemanha, se não é assim, o motivo é única e exclusivamente a postura mais respeitosa dos profissionais do futebol em relação à autoridade dos árbitros. Porque na Inglaterra, por exemplo, também foram muitos os erros na temporada.
Tem algo errado.
Futebol não precisa de polêmica de arbitragem pra ser divertido. Os jogos não precisam de erros para ser bons. O papo de que a conversa de botequim perde a graça sem o erro do juiz é baboseira. Polêmicas de arbitragem podem gerar alguns jornais vendidos a mais, mas isso não parece um bom motivo para que nada seja feito para sanar os erros constantes.
A FIFA precisa se mexer, com o que quer que seja. Pode ser com tecnologia, com mais gente, com melhor preparação, com menos subjetividade ou com qualquer outra brilhante ideia que porventura saia da cabeça de seus rodados dirigentes. Mas precisa se mexer.
Não fosse a arbitragem, provavelmente estaríamos aqui falando mais de um Barcelona classificado sem polêmicas. E de um Milan que merece elogios por ter se mostrado, entre as grandes equipes, aquela que melhor soube enfrentar o time mais forte do planeta e um dos mais fortes da história do futebol.
Mas não. Estamos falando de um holandês sem importância alguma para o futebol.
Até quando?
Comentarista da ESPN desde 2009, assumiu em maio de 2012 a função de editor-chefe da revista ESPN. Já foi editor-executivo do portal iG, editor e repórter da revista Placar, colaborador do diário espanhol Marca, colunista do jornal Placar, editor de blog sobre futebol italiano e repórter na cidade de Roma entre 2002 e 2003. No Twitter é @gianoddi.
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