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Gerd Wenzel
- 10h40
- 29Sep
"Hoje não acontecerá mais nada. A decisão sobre a situação do brasileiro será dada ao conhecimento público em momento oportuno", completou a procuradora.
O advogado do jogador, Wolfgang Leitner, está confiante na liberação do atleta já nos próximos dias. Breno demonstrou que está disposto a cooperar com as autoridades no sentido de esclarecer as circunstâncias nas quais ocorreu o incêndio na sua casa na madrugada de 20 de setembro.
É o que informa o enviado especial da ESPN Brasil João Castelo Branco, que está em Munique para cobrir o jogo e o caso Breno. O jornal "Bild", em sua edição desta quarta-feira, confirma a informação: Uli Hoeness declarou essa noite que "...movimentamos todos os pauzinhos nos bastidores e acredito que Breno deverá estar em liberdade em alguns dias".
Pessoas próximas de Breno e fontes que preferiram não se identificar, do próprio Bayern Munique, dão conta que o jogador, além de sérios problemas de relacionamento com sua mulher, Renata, luta com dificuldades financeiras.
Isto porque já há algum tempo ele não recebe o seu salário integral do clube, mas apenas o limite mensal máximo estabelecido pelo sindicato dos jogadores, que é de 5,8 mil euros, aproximadamente R$ 14 mil.
A situação é prevista em contrato e colocada em prática no caso de "incapacidade temporária do exercício da profissão". Consta que o jogador tem um seguro para este tipo de situação, porém, especula-se que o valor desse seguro é muito baixo.
- 16h50
- 11Aug
Peter Ahrens, um dos mais conceituados jornalistas esportivos alemães da revista semanal Spiegel, fornece um exemplo clássico da renovação na "Nationalelf". Diz ele: "Lukas Podolski já é um dos jogadores mais experientes do elenco alemão. Atuou em 90 oportunidades pela Alemanha, participou de 4 grandes competições internacionais e só tem 26 anos. Em outros tempos, ele seria um novato cuja obrigação era se espelhar nos veteranos de 30 anos ou mais."
Esses "outros tempos" já eram, pelo menos na Alemanha.
Se Lukas Podolski, Philippe Lahm, Bastian Schweinsteiger e Mario Gomez (todos com idade entre 26 e 27 anos) não tomarem cuidado, poderão ser atropelados pela "Jovem Guarda" que vem ai: Mario Götze (19), Ilkay Gündogan (20), Toni Kroos (21), André Schürrle (20) e Marco Reus (22). Sem contar a ala jovem que já é titular na seleção: Hummels (22), Müller (21), Özil (22) e Khedira (24).
Jochen Löw declarou em recente entrevista que um dos seus principais objetivos em 2011 e 2012 é envolver cada vez mais jogadores jovens com os trabalhos da seleção, o que significa que o treinador alemão convocará no futuro cada vez mais novos talentos que vão surgindo às pencas nos clubes alemães. Tempo para isto não faltará a Löw, especialmente se a Alemanha garantir prematuramente a sua classificação para a Eurocopa 2012, o que poderá acontecer já na primeira semana de setembro: basta vencer a Áustria em Gelsenkirchen.
A decantada experiência dos veteranos já não conta mais, mesmo porque essa experiência a "Jovem Guarda" vem adquirindo nos times de base e nas competições internacionais sub-17, sub-19 ou sub-20. "Exceção feita a Miroslav Klose, Tim Wiese, Simon Rolfes e Cacau, não havia ninguém com mais de 29 anos no elenco na partida contra o Brasil", escreve Ahrens.
É bom para Jochen Löw, bom para a Alemanha e bom para o futebol que passa a ser jogado com mais leveza, velocidade e talento. Mas, acima de tudo, é bom para a torcida que terá mais um motivo para lotar os estádios e ver a molecada jogando um futebol do tipo praticado por Mario Götze - "Götzinho" para os íntimos.
- 20h00
- 07Aug
Pena que os outros dois favoritos ao título desta 49ª temporada da Bundesliga não corresponderam às expectativas da crítica esportiva e da torcida. A começar pelo Bayer Leverkusen, que na qualidade de vice-campeão alemão vai disputar a Champions League. Não bastasse a sua eliminação precoce da Copa da Alemanha pelo Dynamo Dresden, neste domingo enfrentou o Mainz e perdeu sem choro nem vela por 2 a 0, após apresentação desastrosa na Coface Arena, novo e barato estádio do Mainz 05.
E o que dizer do Bayern Munique? 69.000 torcedores lotaram a Allianz Arena para apoiar o time que foi apontado por 17 dos 18 técnicos da Bundesliga como favorito disparado à conquista de mais um título. Pode até ganhar, mas que começou mal a temporada, isso começou. Há dez anos que o Bayern não perdia o seu primeiro jogo da temporada. Dá última vez que isso aconteceu foi em 2001/2002 - derrota por 1 a 0. Para quem? Para o Borussia M'Gladbach. Quis o destino que uma década depois, a história se repetisse. Foi a segunda vitória borussiana em Munique em toda sua história na Bundesliga. Karl-Heinz Rummenigge, executivo do Bayern, não poupou palavras: "Tudo que queríamos evitar, acabou acontecendo. Já estamos correndo atrás do prejuízo de novo."
O campeão da Copa da Alemanha e da Supercopa não deixou por menos: diante um insinuante Stuttgart, o Schalke 04 não encontrou meios nem forças para resistir. Perdeu por 3 a 0 e já vai segurando a lanterna do campeonato juntamente com o infeliz Colônia que apanhou pelo mesmo placar do Wolfsburg de Felix Magath.
É nisto que está o fascínio do campeonato alemão: qualquer um pode ganhar de qualquer um. E é esse fascínio que atrai como nunca o torcedor aos estádios. Nesta primeira rodada, 462.099 espectadores marcaram presença em nove jogos - uma média de 51.344 torcedores por partida.
É sempre bom lembrar que é apenas o começo. Na temporada passada, o Borussia Dortmund, jogando em casa, foi humilhado pelo Bayer Leverkusen: perdeu por 2 a 0. Daí para frente, deu inicio à uma campanha irretocável que culminou com a conquista do título com três rodadas de antecedência. Nada impede que Bayern Munique, Leverkusen ou Schalke possam fazer o mesmo.
Promete um Borussia Dortmund defendendo com unhas e dentes o status de atual campeão!
Promete um Bayern de Munique ainda mais forte. O clube que mais gastou com reforços não fica 2 anos sem ganhar nada há uma década e meia. Não será desta vez!
Promete um brilho especial com craques brasileiros como Renato Augusto, Luiz Gustavo e Rafinha!
Promete estádios lotados, como sempre: já foram vendidos 480.000 carnês anuais antecipadamente!
E, finalmente, promete o usual show de cobertura por parte dos canais ESPN, do ESPN.com.br e do ESPN360. Fique ligado!
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- 17h30
- 08Jul
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Confirmando as piores expectativas, o Brasil vem transformando a Copa do Mundo de 2014 em uma verdadeira festa com o dinheiro público. Um grande exemplo disso é a já iniciada reforma do Maracanã. Orçada em mais de R$ 700 milhões, a obra poderia até ter sido 'barateada', afinal, antes mesmo de começar o estádio está igual ao melhor do que alguns palcos de jogos utilizados na África do Sul. Mas a Fifa exigiu o caminho mais caro. E vem sendo atendida por brasileiros de postura, digamos, cordata, sob o argumento de que será o estádio da final. Será?
Apesar de parecer um absurdo, essa subserviência à entidade (compartilhada também pela África do Sul em 2010) pode ser, sim, questionada. Basta que a população seja mais atuante,com dirigentes e políticos que defendam nossos interesses. Uma prova disso é o Mundial de 2006, na qual a toda poderosa Fifa foi obrigada a aceitar diversas imposições feitas pelo povo alemão. Veja os vídeos abaixo - gravados para o programa Futebol no Mundo desta sexta-feira - para entender a diferença entre a subserviência brasileira para 2014 em relação à soberania alemã em 2006.
PS: note que o diretor da Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro admite que poderemos ter no Maracanã, apesar de todo o dinheiro investido, a repetição do ocorrido em Durban, África do Sul, algo que ese blog mostrou - clique aqui e veja.
CLIQUE NO PLAYER DE VÍDEO ABAIXO PARA VER A ANÁLISE SOBRE A REFORMA DO MARACANÃ ![]()
Agora entenda como foi a preparação alemã para a Copa de 2006 com o comentarista Gerd Wenzel, alemão, como se sabe, e que não só estevce no Mundial disputado em seu país natal como acompanhou atentamente todo o desenvolvimento e a preparação dos germânicos para aquele Mundial.
CLIQUE NO PLAYER DE VÍDEO ABAIXO PARA VER O RELATO DE GERD WENZEL ![]()
A expectativa da torcida alemã certamente era outra, já que estavam se enfrentando os dois ataques mais poderosos do futebol alemão. No entanto, apenas um funcionou - o do Bayern Munique.
O placar foi aberto aos 35', através de cobrança de penalidade máxima. Mertesacker interceptou com a mão um passe de Olic. Robben cobrou sem chance para Wiese: 1 a 0.
No segundo tempo, o Werder voltou a campo disposto a reverter o mau resultado. Thomas Schaaf, treinador do Werder, colocou o atacante Hugo Almeida no lugar de Aron Hunt. A alteração pouco mudou no panorama geral da partida.
Aos 7' do segundo tempo, Arjen Robben bateu um escanteio com perfeição que Mertesacker não conseguiu interceptar. Olic estava atento e a quatro metros do gol, fuzilou inapelável: 2 a 0.
Até parecia que os bávaros queriam logo liquidar a fatura para economizar energias visando a final da Champions League no próximo sábado contra a Inter de Milão. O capitão van Bommel fez um lançamento longo para Ribéry que passou por Naldo e de frente para o gol de Wiese marcou o seu: 3 a 0 aos 18' da segunda etapa.
Não contente, o Bayern continuou pressionando: Lahm passeava pelo seu setor direito, foi à linha de fundo e cruzou para Schweinsteiger que, sem ser importunado pelo zagueiro Fritz, empurrou a bola tranquilamente para o fundo das redes: 4 a 0.
E assim o maior campeão alemão de todos os tempos, o Bayern Munique, festejou o seu 15º título de campeão da Copa da Alemanha.
Leia mais sobre o futebol alemão em www.bundesliga.com.br
Aqui nós podemos debater tudo sobre um dos principais campeonatos europeus de futebol: a Bundesliga!