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- 24Feb
VÍDEO: 'O Cade e o povo do futebol estão sendo estuprados', dispara Alexandre Kalil
por ESPN.com.br
Em entrevista exclusiva à ESPN Brasil, nesta quinta-feira, o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, criticou o racha que está acontecendo no Clube dos 13 antes mesmo de as propostas feitas pelas emissoras de TV pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro no triênio 2012-2014 serem conhecidas. Um dos membros da comissão que organizou o edital para a concorrência entre Globo, Record e RedeTV!, as interessadas, o dirigente mineiro acredita que os clubes insatisfeitos com o processo estão fazendo um mal ao futebol brasileiro.
Além da concorrência pela TV aberta, o Clube dos 13 também venderá separadamente TV fechada, pay-per-view, Internet, Celular e direitos internacionais. Com isso, a entidade estima que os clubes receberiam um montanto de mais de R$ 1 bilhão, ou seja, mais do que o dobro do acordo atual.
"São R$ 3,9 bilhões em três anos, reclamar agora é no minimo curioso. Tivemos meses e meses de discussão, porque foi em abril a eleição [do Clube dos 13], até março deste ano. Eu não sou tão idiota assim, e nenhum outro presidente de clube é idiota, parto deste princípio", afirmou Kalil. O fim do monopólio das transmissões do Campeonato Brasileiro foi definido pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no ano passado. Até então, a Globo tinha a prerrogativa de conhecer as propostas concorrentes e igualá-las ou superá-las.
O Clube dos 13 definiu um ágio de 10% a favor da TV Globo com relação às propostas que devem ser apresentadas por Record e RedeTV. Ou seja: se uma emissora oferecer R5 550 milhões e a Globo, R$ 500 milhões, a empresa carioca seguirá com os direitos de transmissão do Brasileiro.
Avacalhação e cuspe na cara
Alexandre Kalil chamou de "avacalhação" o racha que acontece no Clube dos 13, encabeçado pelo Corinthians e que tem o apoio conjunto de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco e alguns dos clubes menores da entidade. No entanto, o dirigente mineiro admitiu que o Clube dos 13 não atendeu a todos os seus associados com a devida atenção. "Os cariocas não têm mais o que receber até setembro. Se alguém me explicar por que Coritiba e Goiás saíram do C13... É uma baderna, tentaram avacalhar", criticou.
"Em principio, o Clube dos 13 nasceu para isso [ser uma liga dos clubes], mas perdeu o trem da história. Nós temos que, primeiro, nos fortalecer como entidade de classe. Ela representa os 20 principais clubes do Brasil. Ela tem que atender a todos, e temos que ter a consciência que Corinthians e Flamengo dão mais audiência que Atlético, Internacional, mas tem Bahia, por exemplo, que não tem a força que nós temos, que não consegue vender [patrocínio de] camisa por R$ 10, 15 milhões. O caso é: tem que se explicar a tomada de posição de quem não quer ver o dinheiro em cima da mesa. A torcida brasileira vai saber quanto vale o futebol brasileiro", seguiu Kalil.
O presidente do Atlético-MG criticou mais duramente a posição de Patrícia Amorim, do Flamengo. Ele disse que tanto o Corinthians quanto o clube carioca poderiam assumir um papel mais preponderante dentro do C13, mas que a agremiação rubro-negra não poderia pedir um empréstimo milionário e em menos de 10 dias "cuspir na cara" de Fábio Koff ao se voltar-se contra o Clube dos 13.
"O Corinthians podia perfeitamente assumir a liderança do processo, queremos mudar a história e o patamar do C13. O Flamengo também poderia. A avacalhação, o tumulto de não querer sentar na mesa é que é revoltante. Corinthians e Flamengo se justificam por si só, mas o Flamengo não pode ir no Fábio Koff pedir R$ 8 milhões emprestados e oito dias depois dizer que vai negociar separado e cuspir na cara do Koff", revelou.
Fogo amigo
Alexandre Kalil e Zezé Perrella nunca foram melhores amigos. Porém, os dois presidentes se reaproximaram nos últimos meses por causa das discussões sobre os direitos de transmissão para o Brasileirão. O dirigente atleticano admitiu que seu colega cruzeirense pensar em deixar o Clube dos 13 há um tempo, mas revelou que Perrella quer esperar a abertura dos envelopes com as propostas das emissores de TV para saber qual posição tomar.
"Tenho diferenças históricas, antagônicas, com o presidente do Cruzeiro. Ele é um forte candidato a dissidente do Clube dos 13. Mas ele me disse: 'Eu posso sair daqui um mês e meio, mas preciso esperar a abertura dos envelopes'. Isso é coerência. Querem implodir o Clube dos 13, implodam, mas vamos ver quanto vale o futebol brasileiro. Quero ver se minha cota vai ser de 13 para 40", falou Kalil.
Além da concorrência pela TV aberta, o Clube dos 13 também venderá separadamente TV fechada, pay-per-view, Internet, Celular e direitos internacionais. Com isso, a entidade estima que os clubes receberiam um montanto de mais de R$ 1 bilhão, ou seja, mais do que o dobro do acordo atual.
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"São R$ 3,9 bilhões em três anos, reclamar agora é no minimo curioso. Tivemos meses e meses de discussão, porque foi em abril a eleição [do Clube dos 13], até março deste ano. Eu não sou tão idiota assim, e nenhum outro presidente de clube é idiota, parto deste princípio", afirmou Kalil. O fim do monopólio das transmissões do Campeonato Brasileiro foi definido pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no ano passado. Até então, a Globo tinha a prerrogativa de conhecer as propostas concorrentes e igualá-las ou superá-las.
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"O Cade está sendo estuprado, mais do que isso: o povo do futebol está sendo estuprado", disparou o presidente do Atlético-MG. "Nós colocamos uma vantagem grande para ela [TV Globo]. Eu não deixo ninguém subjulgar minha pouca inteligência. Vamos raciocinar linearmente. Estamos aqui em um jogo de dinheiro", continuou.O Clube dos 13 definiu um ágio de 10% a favor da TV Globo com relação às propostas que devem ser apresentadas por Record e RedeTV. Ou seja: se uma emissora oferecer R5 550 milhões e a Globo, R$ 500 milhões, a empresa carioca seguirá com os direitos de transmissão do Brasileiro.
Avacalhação e cuspe na cara
Alexandre Kalil chamou de "avacalhação" o racha que acontece no Clube dos 13, encabeçado pelo Corinthians e que tem o apoio conjunto de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco e alguns dos clubes menores da entidade. No entanto, o dirigente mineiro admitiu que o Clube dos 13 não atendeu a todos os seus associados com a devida atenção. "Os cariocas não têm mais o que receber até setembro. Se alguém me explicar por que Coritiba e Goiás saíram do C13... É uma baderna, tentaram avacalhar", criticou.
"Em principio, o Clube dos 13 nasceu para isso [ser uma liga dos clubes], mas perdeu o trem da história. Nós temos que, primeiro, nos fortalecer como entidade de classe. Ela representa os 20 principais clubes do Brasil. Ela tem que atender a todos, e temos que ter a consciência que Corinthians e Flamengo dão mais audiência que Atlético, Internacional, mas tem Bahia, por exemplo, que não tem a força que nós temos, que não consegue vender [patrocínio de] camisa por R$ 10, 15 milhões. O caso é: tem que se explicar a tomada de posição de quem não quer ver o dinheiro em cima da mesa. A torcida brasileira vai saber quanto vale o futebol brasileiro", seguiu Kalil.
O presidente do Atlético-MG criticou mais duramente a posição de Patrícia Amorim, do Flamengo. Ele disse que tanto o Corinthians quanto o clube carioca poderiam assumir um papel mais preponderante dentro do C13, mas que a agremiação rubro-negra não poderia pedir um empréstimo milionário e em menos de 10 dias "cuspir na cara" de Fábio Koff ao se voltar-se contra o Clube dos 13.
"O Corinthians podia perfeitamente assumir a liderança do processo, queremos mudar a história e o patamar do C13. O Flamengo também poderia. A avacalhação, o tumulto de não querer sentar na mesa é que é revoltante. Corinthians e Flamengo se justificam por si só, mas o Flamengo não pode ir no Fábio Koff pedir R$ 8 milhões emprestados e oito dias depois dizer que vai negociar separado e cuspir na cara do Koff", revelou.
Fogo amigo
Alexandre Kalil e Zezé Perrella nunca foram melhores amigos. Porém, os dois presidentes se reaproximaram nos últimos meses por causa das discussões sobre os direitos de transmissão para o Brasileirão. O dirigente atleticano admitiu que seu colega cruzeirense pensar em deixar o Clube dos 13 há um tempo, mas revelou que Perrella quer esperar a abertura dos envelopes com as propostas das emissores de TV para saber qual posição tomar.
"Tenho diferenças históricas, antagônicas, com o presidente do Cruzeiro. Ele é um forte candidato a dissidente do Clube dos 13. Mas ele me disse: 'Eu posso sair daqui um mês e meio, mas preciso esperar a abertura dos envelopes'. Isso é coerência. Querem implodir o Clube dos 13, implodam, mas vamos ver quanto vale o futebol brasileiro. Quero ver se minha cota vai ser de 13 para 40", falou Kalil.
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