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- 21h08
- 01Feb
ÁUDIO: Técnico revela omissão de policiais e diz que também apanhou em massacre no Egito
por ESPN.com.br
O técnico português Manuel José, do Al Ahly, também foi vítima da brutalidade de torcedores do Al Masry que invadiram o gramado de um estádio da cidade de Port Said, nesta quarta-feira, durante partida do Campeonato Egípcio, mataram pelo menos 74 pessoas e deixaram mais de 1000 feridas.
Em entrevista a TV lusa SIC, o treinador descreveu os momentos de terror vividos após a partida. “No meio do campo havia milhares de pessoas. Levei chutes, pontapés, murros. Trouxeram-me para um quartel fora da cidade.”
Manuel José negou que os jogadores do Ahly tenham participado dos atos de violência e culpou as forças de segurança locais pela tragédia. “Eles - atletas do Ahly - não fizeram nada, estavam chateados. Tinha dezenas de soldados dentro do estádio, mas quando acabou o jogo, desapareceram todos. Ninguém quis saber de coisa nenhuma. Foi um caos completo.”
Fontes no Egito dizem que vários jogos de futebol têm descambado para a violência após a revolução no país, no ano passado. “Neste vácuo de segurança que surgiu após a revolução, as forças policiais basicamente sumiram das ruas”, disse Rawya Rageh, repórter da Al Jazeera. Além disso, torcedores do Al-Masry e do Al-Ahly têm um histórico de confusão entre si e, nos últimos anos, acabaram causando brigas.
O astro do Al-Ahly e da seleção egípcia Mohamed Aboutrika também atacou os acontecimentos. “As forças de segurança nos deixaram, não nos protegeram. Um dos nossos torcedores morreu no vestiário, na minha frente. Isso não é futebol. Isso é uma guerra e as pessoas estão morrendo na nossa frente. Não há movimento e não há segurança, não há ambulâncias. Essa é uma situação horrível e o dia de hoje nunca pode ser esquecido", disse Abutrika ao canal de TV do Al Ahly.
Em entrevista a TV lusa SIC, o treinador descreveu os momentos de terror vividos após a partida. “No meio do campo havia milhares de pessoas. Levei chutes, pontapés, murros. Trouxeram-me para um quartel fora da cidade.”
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Manuel José negou que os jogadores do Ahly tenham participado dos atos de violência e culpou as forças de segurança locais pela tragédia. “Eles - atletas do Ahly - não fizeram nada, estavam chateados. Tinha dezenas de soldados dentro do estádio, mas quando acabou o jogo, desapareceram todos. Ninguém quis saber de coisa nenhuma. Foi um caos completo.”
Clique e ouça a entrevista do técnico português
Fontes no Egito dizem que vários jogos de futebol têm descambado para a violência após a revolução no país, no ano passado. “Neste vácuo de segurança que surgiu após a revolução, as forças policiais basicamente sumiram das ruas”, disse Rawya Rageh, repórter da Al Jazeera. Além disso, torcedores do Al-Masry e do Al-Ahly têm um histórico de confusão entre si e, nos últimos anos, acabaram causando brigas.
O astro do Al-Ahly e da seleção egípcia Mohamed Aboutrika também atacou os acontecimentos. “As forças de segurança nos deixaram, não nos protegeram. Um dos nossos torcedores morreu no vestiário, na minha frente. Isso não é futebol. Isso é uma guerra e as pessoas estão morrendo na nossa frente. Não há movimento e não há segurança, não há ambulâncias. Essa é uma situação horrível e o dia de hoje nunca pode ser esquecido", disse Abutrika ao canal de TV do Al Ahly.
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