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Fora de Jogo

Contando com Thiago Motta e Amauri, ambos naturalizados italianos, foram 37 os brasileiros que jogaram pelo menos um minuto na última Série A do Campeonato Italiano. Das 20 equipes da competição, só cinco não utilizaram nenhum brasileiro: Napoli, Palermo, Catania, Bologna e... a campeã Juventus.
A exemplo do que fez no final do primeiro turno da competição, o blog publica abaixo uma análise sobre o desempenho de cada um dos 38 brasileiros, divididos em 5 categorias:
***** ÓTIMO (2 jogadores)
Danilo (foto, Udinese) – Depois do goleiro Handanovic, o ex-zagueiro do Palmeiras foi quem mais jogou no time. Titular 36 vezes, foi apontado por Di Natale como a grande novidade da Udinese, que, de novo, garantiu vaga na Liga dos Campeões. Ainda marcou um golaço.
Thiago Silva (Milan) – Seguro como na temporada passada. Fez 27 jogos, todos como titular. Mas perdeu o fim do campeonato por lesão.
**** BOM (5)
Marquinho (Roma) – Chegou no meio da temporada do Fluminense, fez 9 partidas como titular e cinco saindo do banco. Marcou 3 gols e mostrou que pode ser útil.
Thiago Ribeiro (Cagliari) – Foi titular na maior parte da temporada: foram 27 jogos atuando desde o início e 7 saindo do banco. Marcou 5 vezes, mas também ajudou na criação de jogadas.
Julio César (Inter) – Não foi brilhante como em outras temporadas, mas, pelo menos na Inter, segue sendo importante.
Maicon (Inter) – Sofreu com diversas lesões, mas quando teve condições, foi sempre titular. Marcou 2 gols, incluindo um golaço no derby contra o Milan que garantiu o título à Juve.
Hernanes (Lazio) – Deixou de ser o principal jogador do time com a chegada de Klose. Acabou perdendo espaço a ponto de virar reserva em algumas partidas. Na reta final, se machucou. Mesmo assim, jogou 31 vezes e marcou 8 gols.
*** REGULAR (14)
Robinho (Milan) – Virou titular por causa dos problemas de Cassano e Pato, mas voltou à reserva no fim do torneio. Em relação à temporada passada, caiu de rendimentos e também no número de gols (de 14 para apenas 6).
Lúcio (Inter) – Cometeu mais falhas do que nas temporadas passadas, mas foi titular absoluto da Inter, com 33 jogos iniciados como titular.
Taddei (Roma) – Quase descartado por Luis Enrique, foi titular em 24 partidas, quase sempre jogando nas laterais. Fez 1 gol.
Fabio Simplício (Roma) – Como Taddei, recuperou algum espaço no meio do campeonato. Mas jogou só 9 vezes como titular e 10 saindo do banco. Marcou 4 gols.
Juan (Roma) – Quando esteve em condições físicas, foi titular (16 vezes) e alternou grandes atuações com algumas falhas. Se machucou muito, de novo. Marcou 3 gols.
Roger Carvalho (Genoa) – Chegou no meio do campeonato, do Figueirense, e participou de 7 jogos, cinco deles como titular. Não decepcionou.
Thiago Motta (Inter) – Fez 10 jogos como titular antes de se transferir ao PSG no meio da temporada.
Phillippe Coutinho (Inter) – Teve poucas oportunidades desde que Rafa Benitez deixou a Inter. Após 5 jogos no primeiro turno, foi emprestado ao Espanyol.
Jonathan (Inter / Parma) – Jogou apenas 4 vezes pela Inter, não convenceu e acabou emprestado ao Parma, onde melhorou: atuou 11 vezes e marcou 1 gol.
André Dias (Lazio) – Alternou bons jogos (foi titular 22 vezes) com alguns episódios de desequilíbrio. No Italiano, recebeu dois cartões vermelhos.
Matuzalem (Lazio) – No primeiro turno, deixado de lado por Edy Reja, parecia prestes a deixar o clube. Acabou ficando e jogou 21 vezes, 12 delas como titular.
Jeda (Novara) – Começou como reserva do Novara, mas acabou virando titular apesar de só ter marcado 3 gols. Jogou 23 vezes, 14 como titular, na campanha do rebaixamento.
Éder (Cesena) – O atacante marcou 2 gols e 17 jogos pelo Cesena e acabou contratado pela Sampdoria para jogar a Série B na segunda parte da temporada.
Luciano (Chievo) – Foi titular em 21 partidas, mas não brilhou como em outros campeonatos pelo clube. Marcou apenas 1 gol.
** DISCRETO (12)
Pato (Milan) – Outra vez prejudicado por suas infinitas lesões. Jogou apenas 11 vezes, 7 como titular. Marcou só 1 gol.
Cicinho (Roma) – Foi ignorado pelo técnico Luis Enrique, que preferiu improvisar na lateral-direita. Jogou só duas vezes, uma delas saindo do banco.
Adriano Ferreira Pinto (Atalanta) – O meio-campista entrou em campo apenas 7 vezes, uma delas como titular.
Nenê (Cagliari) – Ficou machucado em parte do campeonato e foi titular apenas 10 vezes. Marcou 1 gol.
Raphael Martinho (Cesena) – Rebaixado com o Cesena, esse desconhecido meia fez 14 jogos como titular e 4 saindo do banco.
Amauri (Fiorentina) – Ignorado pelo técnico Antonio Conte na Juventus, foi à Fiorentina, jogou 13 vezes, mas marcou só 1 gol. Ironicamente, contra o Milan, ajudando Conte a ser campeão pela Juve.
Rômulo (Fiorentina) – O lateral começou tendo algumas oportunidades, mas quase não jogou no returno. No total, fez 9 jogos, apenas 3 como titular.
Zé Eduardo (Genoa) – Mesmo depois de se recuperar da lesão sofrida no início da temporada, não vingou. Fez 9 jogos e não marcou nenhum gol.
Neuton (Udinese) – Ao contrário de Danilo, o ex-gremista não se firmou: jogou apenas 4 vezes na Série A em 2011, todas no primeiro turno.
Júlio Sergio (Lecce) – No começo do torneio brigava por vaga de titular. Sofreu com lesões, perdeu a posição e, no total, jogou apenas 10 vezes pelo rebaixado Lecce.
Ângelo (Siena) – O ex-lateral do Corinthians atuou em 13 partidas, mas sem destaque. Foi titular da equipe em sete oportunidades.
Reginaldo (Siena) – O atacante participou de 13 jogou pelo Siena, só 4 como titular, e não marcou gols.
* SEM AVALIAÇÃO (4)
Felipe (Fiorentina) – Zagueiro jogou apenas 188 minutos em todo o campeonato. Impossível avaliá-lo.
Neto (Fiorentina) – Constantemente convocado por Mano Menezes, o goleiro fez apenas um jogo no Campeonato Italiano.
Barreto (Udinese) – O atacante jogou apenas 213 minuutos nesta Série A e não chegou a marcar gols.
Gabriel Silva (Novara) – Deixou o Palmeiras contratado pela Udinese no meio da temporada. Foi logo emprestado ao Novara, onde jogou apenas 3 vezes.
* O zagueiro Fabiano Santacroce (Lecce), que apesar de ter nascido na Bahia não fala português, não consta na relação.
O Atlético de Madrid comandou a final da Liga Europa do começo ao fim.
Taticamente bem definido no 4-2-3-1, o time de Diego Simeone é resultado do seu posicionamento correto, e de um quarteto ofensivo que tem jogado muito bem: Ádrian, Arda Turan, Diego e Falcão Garcia.
Mesmo assim ainda é pouco para vencer uma competição internacional. Desde a chegada de Simeone, em janeiro, o Atlético melhorou também sua postura defensiva, adquiriu personalidade.
O Athletic Bilbao de Bielsa foi valente, mas não conseguiu chegar ao gol de Curtois devido à falta de criação do meio de campo.
No 4-3-3, e ao contrário de oponente, cuja identidade é o posicionamento sem grandes variações, a equipe basca tentou compensar a ausência de um criativo com movimentação.
No primeiro tempo, a transição foi lenta, a bola demorou a chegar ao ataque, isolando o trabalho de LLorente.
Enquanto isso, na área oposta, Falcão Garcia foi simplesmente espetacular.
A tristeza dos jogadores do Athletic foi comovente. Aberto apenas a jogadores de origem basca, o time joga por um país, por uma ideologia. Valeu.
ATLÉTICO DE MADRI 3 X 0 ATHLETIC BILBAO
Local: Estádio Nacional de Bucareste (Romênia)
Data: 9 de maio de 2012 (quarta-feira)
Horário: 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha)
Cartões amarelos: Amorebieta, Íñigo Pérez, Ander Herrera e Susaeta (Athletic Bilbao). Falcao (Atlético de Madri)
Gols: Falcao García, aos sete e aos 34 minutos do primeiro tempo, e Diego, aos 40 minutos do segundo tempo
ATLÉTICO DE MADRI: Courtois; Juanfran, Miranda, Godín e Luis Filipe; Gabi, Mario, Arda Turan (Álvaro Domínguez), Diego (Koke) e Adrián (Salvio); Falcao
Técnico: Diego Simeone
ATHLETIC BILBAO: Iraizoz; Iraola, Javi Martínez, Amorebieta e Aurtenetxe (Ibai Gómez); Iturraspe (Íñigo Pérez), De Marcos, Ander Herrera (Toquero), Susaeta e Muniain; Llorente
Técnico: Marcelo Bielsa
*** Temporariamente o blog não aceitará comentários ***
Taticamente bem definido no 4-2-3-1, o time de Diego Simeone é resultado do seu posicionamento correto, e de um quarteto ofensivo que tem jogado muito bem: Ádrian, Arda Turan, Diego e Falcão Garcia.
Mesmo assim ainda é pouco para vencer uma competição internacional. Desde a chegada de Simeone, em janeiro, o Atlético melhorou também sua postura defensiva, adquiriu personalidade.
O Athletic Bilbao de Bielsa foi valente, mas não conseguiu chegar ao gol de Curtois devido à falta de criação do meio de campo.
No 4-3-3, e ao contrário de oponente, cuja identidade é o posicionamento sem grandes variações, a equipe basca tentou compensar a ausência de um criativo com movimentação.
No primeiro tempo, a transição foi lenta, a bola demorou a chegar ao ataque, isolando o trabalho de LLorente.
Enquanto isso, na área oposta, Falcão Garcia foi simplesmente espetacular.
A tristeza dos jogadores do Athletic foi comovente. Aberto apenas a jogadores de origem basca, o time joga por um país, por uma ideologia. Valeu.
ATLÉTICO DE MADRI 3 X 0 ATHLETIC BILBAO
Local: Estádio Nacional de Bucareste (Romênia)
Data: 9 de maio de 2012 (quarta-feira)
Horário: 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha)
Cartões amarelos: Amorebieta, Íñigo Pérez, Ander Herrera e Susaeta (Athletic Bilbao). Falcao (Atlético de Madri)
Gols: Falcao García, aos sete e aos 34 minutos do primeiro tempo, e Diego, aos 40 minutos do segundo tempo
ATLÉTICO DE MADRI: Courtois; Juanfran, Miranda, Godín e Luis Filipe; Gabi, Mario, Arda Turan (Álvaro Domínguez), Diego (Koke) e Adrián (Salvio); Falcao
Técnico: Diego Simeone
ATHLETIC BILBAO: Iraizoz; Iraola, Javi Martínez, Amorebieta e Aurtenetxe (Ibai Gómez); Iturraspe (Íñigo Pérez), De Marcos, Ander Herrera (Toquero), Susaeta e Muniain; Llorente
Técnico: Marcelo Bielsa
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Post para ler ouvindo (ou depois de ver) um dos muitos shows da torcida da Juve em seu novo estádio nesta temporada:
A Juventus, enfim, voltou pra valer. Seis anos depois do rebaixamento à Série B pelo escândalo conhecido como Calciopoli (e se a essa altura você não sabe do que se trata, dei um Google pra você), o time volta a conquistar um título italiano.
Para os torcedores, o 30o título. Oficialmente, justamente por causa do Calciopoli, o 28o.
Mas não importa. Importa, sim, o fato de o título ter sido conquistado com absoluta justiça (e não sou dos que acham títulos ou vitórias sempre justos): além de ainda não ter perdido sequer um jogo na temporada, a Juve tem um elenco inferior ao do Milan, com menos estrelas. Tanto que, pelo menos até a segunda metade do returno, sempre vi o time milanês como favorito.
Quebrei a cara, mas quebrei satisfeito. Porque o reencontro da Juventus com os títulos e seu retorno à Champions League é bom para a principal competição interclubes do mundo. E, claro, é bom para o futebol italiano, que volta a ter um clube forte e tradicional como representante na Europa.

O técnico Antonio Conte (foto) foi talvez o principal destaque da conquista: montou um time sólido, uma defesa fortísssima e um meio campo que alia como poucos a capacidade de marcação com a qualidade criativa. O novato Conte também mostrou grande variação de esquemas táticos durante a conquista do scudetto: seus adversários raramente sabiam como a Juve jogaria. Com uma simples modificação no posicionamente de Chiellini, Conte fazia a Juventus mudar de esquema sem precisar fazer alterações. E, mais impressionante, o rendimento nas mais variadas formações era, em geral, o mesmo. Sempre eficiente.
Assim como o Milan com Allegri no ano passado, a Juventus deu uma aula ao apostar em um técnico jovem, deixando de lado os medalhões. Mas seu principal ensinamento para os demais clubes italianos foi o Juventus Stadium (veja post antigo sobre o estádio, que custou menos de R$ 280 milhões). Sempre lotado, o novo estádio fez com que a Juve deixasse de ser vista como a equipe com a-maior-torcida-que-não-ia-ao-estádio-da-Itália.
A Juve mostrou que estádios (baratos!) podem, sim, ser parte importante na recuperação de clubes e, mais ainda, na recuperação do futebol de todo um país. O vídeo no início do post é uma prova disso. Hoje, o Juventus Stadium é um caso único no futebol italiano. Mas é preciso que vire um exemplo.
Por fim, vamos a eles, os jogadores. Os 25 caras que ganharam o troféu suando, os que jogaram pelo menos um minuto. Avaliados abaixo, em ordem descrescente de importância na conquista. Mais tarde volto aqui para escrever uma frase sobre cada um deles, explicando a avaliação abaixo. Por ora, a avaliação fica na base das estrelas:

CINCO ESTRELAS *****
Pirlo (foto) - Maestro do time, não sentiu as lesões do último campeonato pelo Milan e foi quem mais jogou: 36 vezes como titular
Marchisio - Ao lado de Pirlo, o único a atuar em 36 jogos (35 como titular). Mesmo volante, foi o vice-artilheiro da equipe, com 9 gols
QUATRO ESTRELAS ****
Buffon - O fato de ter sido aplaudido após o jogo em que falhou contra o Lecce prova que seu campeonato foi muito bom
Barzagli - Melhor zagueiro do Campeonato Italiano de acordo com as notas da Gazzetta dello Sport
Chiellini - Importante para a variação tática do time, só não leva 5 estrelas por um início não tão bom na lateral. Depois, foi bem tanto na zaga como na lateral.
Vidal - Melhor das contratações para a temporada. Formou um incrível trio no meio, ao lado de Pirlo e Marchisio. Fez 7 gols
Vucinic - Demorou um pouco a se acertar, mas provou que, tecnicamente (Del Piero à parte), é o melhor atacante do time, como disse Conte.
Del Piero - Nem jogou tanto para ganhar 4 estrelas, mas a explicação pela boa avaliação está neste post antigo
Matri - Começou bem, acabou mal. Mas foi o artilheiro da equipe até o jogo do título, com 10 gols.
TRÊS ESTRELAS ***
Lichtsteiner - Começou muito, mas muito, bem. Caiu de produção no meio do campeonato, e sua vaga como titular chegou a ficar ameaçada pela chegada de Cáceres.
Bonucci - Apesar da força da defesa juventina, cometeu algumas falhas individuais e viu a torcida pegar no seu pé. Mas foi titular absoluto.
Pepe - Importante em alguns momentos da campanha, não manteve a regularidade por todo o campeonato.
DUAS ESTRELAS **
Quagliarella - Perdeu parte do campeonato por lesão e jogou mais como reserva do que como titular.
De Ceglie - Como Chiellini atuou várias vezes na lateral-esquerda, não jogou tanto (foi titular 16 vezes).
Giaccherini - Mostrou que pode ser útil nas próximas temporadas, mas ainda não foi protagonista.
Estigarribia - Outra novidade do elenco, não obteve o mesmo sucesso que Vidal no meio-campo. Ainda está devendo.
Borriello - Chegou no meio da temporada e marcou apenas 2 gols em 12 jogos.
Cáceres - Outro que poderá ser muito último. Mas, como chegou no meio do campeonato, atuou só 11 vezes, 6 como titular.
UMA ESTRELA *
Pazienza - Fez 1 partida como titular, 6 como reserva e saiu para jogar na Udinese.
Krasic - Nem sombra do que mostrou em sua primeira temporada, ficou de lado. Deve deixar o clube.
Padoin - Contratado em janeiro, ainda é uma incógnita na Juventus.
Elia - Talvez a mais decepcionante das contratações do início de temporada. Não vingou.
Storari - Fez só dois jogos, quando Buffon não pode atuar.
Grosso - Deixado de lado por Conte, o campeão mundial jogou duas partidas. Deve sair do clube.
Marrone - Dois jogos saindo do banco e uma lesão séria.
QUER AVALIAR OS JOGADORES DA CONQUISTA, APONTAR SEUS DESTAQUES? É SÓ USAR O ESPAÇOS DOS COMENTÁRIOS ABAIXO.
A Juventus, enfim, voltou pra valer. Seis anos depois do rebaixamento à Série B pelo escândalo conhecido como Calciopoli (e se a essa altura você não sabe do que se trata, dei um Google pra você), o time volta a conquistar um título italiano.
Para os torcedores, o 30o título. Oficialmente, justamente por causa do Calciopoli, o 28o.
Mas não importa. Importa, sim, o fato de o título ter sido conquistado com absoluta justiça (e não sou dos que acham títulos ou vitórias sempre justos): além de ainda não ter perdido sequer um jogo na temporada, a Juve tem um elenco inferior ao do Milan, com menos estrelas. Tanto que, pelo menos até a segunda metade do returno, sempre vi o time milanês como favorito.
Quebrei a cara, mas quebrei satisfeito. Porque o reencontro da Juventus com os títulos e seu retorno à Champions League é bom para a principal competição interclubes do mundo. E, claro, é bom para o futebol italiano, que volta a ter um clube forte e tradicional como representante na Europa.

O técnico Antonio Conte (foto) foi talvez o principal destaque da conquista: montou um time sólido, uma defesa fortísssima e um meio campo que alia como poucos a capacidade de marcação com a qualidade criativa. O novato Conte também mostrou grande variação de esquemas táticos durante a conquista do scudetto: seus adversários raramente sabiam como a Juve jogaria. Com uma simples modificação no posicionamente de Chiellini, Conte fazia a Juventus mudar de esquema sem precisar fazer alterações. E, mais impressionante, o rendimento nas mais variadas formações era, em geral, o mesmo. Sempre eficiente.
Assim como o Milan com Allegri no ano passado, a Juventus deu uma aula ao apostar em um técnico jovem, deixando de lado os medalhões. Mas seu principal ensinamento para os demais clubes italianos foi o Juventus Stadium (veja post antigo sobre o estádio, que custou menos de R$ 280 milhões). Sempre lotado, o novo estádio fez com que a Juve deixasse de ser vista como a equipe com a-maior-torcida-que-não-ia-ao-estádio-da-Itália.
A Juve mostrou que estádios (baratos!) podem, sim, ser parte importante na recuperação de clubes e, mais ainda, na recuperação do futebol de todo um país. O vídeo no início do post é uma prova disso. Hoje, o Juventus Stadium é um caso único no futebol italiano. Mas é preciso que vire um exemplo.
Por fim, vamos a eles, os jogadores. Os 25 caras que ganharam o troféu suando, os que jogaram pelo menos um minuto. Avaliados abaixo, em ordem descrescente de importância na conquista. Mais tarde volto aqui para escrever uma frase sobre cada um deles, explicando a avaliação abaixo. Por ora, a avaliação fica na base das estrelas:

CINCO ESTRELAS *****
Pirlo (foto) - Maestro do time, não sentiu as lesões do último campeonato pelo Milan e foi quem mais jogou: 36 vezes como titular
Marchisio - Ao lado de Pirlo, o único a atuar em 36 jogos (35 como titular). Mesmo volante, foi o vice-artilheiro da equipe, com 9 gols
QUATRO ESTRELAS ****
Buffon - O fato de ter sido aplaudido após o jogo em que falhou contra o Lecce prova que seu campeonato foi muito bom
Barzagli - Melhor zagueiro do Campeonato Italiano de acordo com as notas da Gazzetta dello Sport
Chiellini - Importante para a variação tática do time, só não leva 5 estrelas por um início não tão bom na lateral. Depois, foi bem tanto na zaga como na lateral.
Vidal - Melhor das contratações para a temporada. Formou um incrível trio no meio, ao lado de Pirlo e Marchisio. Fez 7 gols
Vucinic - Demorou um pouco a se acertar, mas provou que, tecnicamente (Del Piero à parte), é o melhor atacante do time, como disse Conte.
Del Piero - Nem jogou tanto para ganhar 4 estrelas, mas a explicação pela boa avaliação está neste post antigo
Matri - Começou bem, acabou mal. Mas foi o artilheiro da equipe até o jogo do título, com 10 gols.
TRÊS ESTRELAS ***
Lichtsteiner - Começou muito, mas muito, bem. Caiu de produção no meio do campeonato, e sua vaga como titular chegou a ficar ameaçada pela chegada de Cáceres.
Bonucci - Apesar da força da defesa juventina, cometeu algumas falhas individuais e viu a torcida pegar no seu pé. Mas foi titular absoluto.
Pepe - Importante em alguns momentos da campanha, não manteve a regularidade por todo o campeonato.
DUAS ESTRELAS **
Quagliarella - Perdeu parte do campeonato por lesão e jogou mais como reserva do que como titular.
De Ceglie - Como Chiellini atuou várias vezes na lateral-esquerda, não jogou tanto (foi titular 16 vezes).
Giaccherini - Mostrou que pode ser útil nas próximas temporadas, mas ainda não foi protagonista.
Estigarribia - Outra novidade do elenco, não obteve o mesmo sucesso que Vidal no meio-campo. Ainda está devendo.
Borriello - Chegou no meio da temporada e marcou apenas 2 gols em 12 jogos.
Cáceres - Outro que poderá ser muito último. Mas, como chegou no meio do campeonato, atuou só 11 vezes, 6 como titular.
UMA ESTRELA *
Pazienza - Fez 1 partida como titular, 6 como reserva e saiu para jogar na Udinese.
Krasic - Nem sombra do que mostrou em sua primeira temporada, ficou de lado. Deve deixar o clube.
Padoin - Contratado em janeiro, ainda é uma incógnita na Juventus.
Elia - Talvez a mais decepcionante das contratações do início de temporada. Não vingou.
Storari - Fez só dois jogos, quando Buffon não pode atuar.
Grosso - Deixado de lado por Conte, o campeão mundial jogou duas partidas. Deve sair do clube.
Marrone - Dois jogos saindo do banco e uma lesão séria.
QUER AVALIAR OS JOGADORES DA CONQUISTA, APONTAR SEUS DESTAQUES? É SÓ USAR O ESPAÇOS DOS COMENTÁRIOS ABAIXO.
Pouco após a eliminação do Real Madrid na Liga dos Campeões, o Diario Marca publica homérica cornetada sobre Kaká. A nota do jornal atribui à má atuação do brasileiro, que jogou cerca de 15 minutos do segundo tempo e mais a prorrogação contra o Bayern, sua provável saída do clube no próximo verão europeu.
Para falar de Kaká, o Marca usa termos como "sensação de impotência", "desespero do público", "partida nefasta" e "lentidão desesperadora".
Não faz sentido. Não foi a atuação de Kaká contra o Bayern, tampouco o pênalti desperdiçado (de maneira bem menos bizarra que Sergio Ramos, diga-se), a decretar a mais que provável saída de Kaká do Real Madrid.

Ao contrário do manifesto apaixonado do Marca, o respeitado Diario El Pais vem publicando há mais de um ano informações sobre a falta de confiança de José Mourinho em relação a Kaká.
Os últimos três importantíssimos jogos do Real, dois contra o Bayern e um contra o Barcelona, comprovaram a tese do El Pais. Na hora decisiva, provavelmente por questões físicas, Mourinho não confiou em Kaká. Nas duas primeiras partidas, o brasileiro não jogou nem um minuto. Na terceira, entrou faltando cerca de 15 minutos para o fim do segundo tempo.
Tivesse feito 15 minutos excepcionais e decidido a classificação à final da Liga Kaká poderia ter alterado o que parece ser um final melancólico no Real? Pode ser. Mas atribuir a esses minutos com o Bayern o fator decisivo para sua saída não parece fazer sentido.
"Resta a Kaká jogar as quatro partidas que faltam na Liga e esperar o verão", diz o Marca, para o qual o futuro do brasileiro será "bem longe do Bernabéu", "em Londres ou Paris".
Mas Kaká, se quiser, tem ainda várias opções, não apenas em Londres ou Paris. As muitas oportunidades possíveis apesar de seus constantes problemas físicos, aliás, são fruto de sua absoluta dedicação e profissionalismo, é bom que se diga.
Quais seriam essas opções? Dê uma olhada e avalie qual seria a melhor para Kaká:
1) Inglaterra
Chelsea, Manchester City, Arsenal e até o Tottenham estariam interessados no jogador, segundo a imprensa europeia. A Inglaterra seria um destino que permitiria a Kaká continuar jogando em um campeonato de ponta e recebendo um salário polpudo sem perder a visibilidade necessária para quem pretende jogar a Copa de 2014 no Brasil.
2) Itália
Berlusconi, dono do Milan, já cogitou o retorno de Kaká. A volta lhe permitiria continuar no futebol de ponta, em um clube gigante com um bom time, e seguir "perto" da seleção. Há ainda, nesse caso, a vantagem do crédito com a torcida, que o adora: os italianos seriam mais pacientes que os ingleses se Kaká demorar a engrenar. A desvantagem? Dinheiro. Hoje, o Milan pagaria menos que ingleses, franceses, norte-americanos ou árabes.
3) França
Não é novidade para ninguém o interesse do novo-rico PSG em Kaká. Seu técnico, Carlo Ancelotti, gosta do brasileiro. Dinheiro não falta ao clube. A visibilidade em relação à seleção é menor que na Inglaterra ou Itália, mas não é desprezível, sobretudo com o PSG na próxima Champions League. Trata-se, porém, de um projeto novo e cuja viabilidade ainda não está tão clara.
4) Times ricos
Jogar nos Estados Unidos, nos Emirados Árabes, na Arábia Saudita ou até mesmo na Rússia (no Anzhi?) seria uma opção que deixaria de lado maiores pretensões esportivas (incluindo aí a disputa da Copa do Mundo) para ganhar dinheiro. Kaká tem apenas 30 anos, e não parece ter chegado a hora de fazer essa opção. A não ser que lhe fosse imposta por sua condição física...
5) Brasil
Se manifestasse o desejo de voltar ao futebol brasileiro, certamente não faltariam times interessados em Kaká (o São Paulo, aliás, já manifestou esse interesse). Mas faltaria, muito provavelmente, dinheiro para lhe garantir uma remuneração como a que teria na Europa ou nos “times ricos” citados acima. A favor, a possível aproximação de uma vaga na seleção para a Copa de 2014.
E aí? Qual seria o melhor destino para Kaká, caso ele confirme sua saída do Real no meio do ano?
Para falar de Kaká, o Marca usa termos como "sensação de impotência", "desespero do público", "partida nefasta" e "lentidão desesperadora".
Não faz sentido. Não foi a atuação de Kaká contra o Bayern, tampouco o pênalti desperdiçado (de maneira bem menos bizarra que Sergio Ramos, diga-se), a decretar a mais que provável saída de Kaká do Real Madrid.

Ao contrário do manifesto apaixonado do Marca, o respeitado Diario El Pais vem publicando há mais de um ano informações sobre a falta de confiança de José Mourinho em relação a Kaká.
Os últimos três importantíssimos jogos do Real, dois contra o Bayern e um contra o Barcelona, comprovaram a tese do El Pais. Na hora decisiva, provavelmente por questões físicas, Mourinho não confiou em Kaká. Nas duas primeiras partidas, o brasileiro não jogou nem um minuto. Na terceira, entrou faltando cerca de 15 minutos para o fim do segundo tempo.
Tivesse feito 15 minutos excepcionais e decidido a classificação à final da Liga Kaká poderia ter alterado o que parece ser um final melancólico no Real? Pode ser. Mas atribuir a esses minutos com o Bayern o fator decisivo para sua saída não parece fazer sentido.
"Resta a Kaká jogar as quatro partidas que faltam na Liga e esperar o verão", diz o Marca, para o qual o futuro do brasileiro será "bem longe do Bernabéu", "em Londres ou Paris".
Mas Kaká, se quiser, tem ainda várias opções, não apenas em Londres ou Paris. As muitas oportunidades possíveis apesar de seus constantes problemas físicos, aliás, são fruto de sua absoluta dedicação e profissionalismo, é bom que se diga.
Quais seriam essas opções? Dê uma olhada e avalie qual seria a melhor para Kaká:
1) Inglaterra
Chelsea, Manchester City, Arsenal e até o Tottenham estariam interessados no jogador, segundo a imprensa europeia. A Inglaterra seria um destino que permitiria a Kaká continuar jogando em um campeonato de ponta e recebendo um salário polpudo sem perder a visibilidade necessária para quem pretende jogar a Copa de 2014 no Brasil.
2) Itália
Berlusconi, dono do Milan, já cogitou o retorno de Kaká. A volta lhe permitiria continuar no futebol de ponta, em um clube gigante com um bom time, e seguir "perto" da seleção. Há ainda, nesse caso, a vantagem do crédito com a torcida, que o adora: os italianos seriam mais pacientes que os ingleses se Kaká demorar a engrenar. A desvantagem? Dinheiro. Hoje, o Milan pagaria menos que ingleses, franceses, norte-americanos ou árabes.
3) França
Não é novidade para ninguém o interesse do novo-rico PSG em Kaká. Seu técnico, Carlo Ancelotti, gosta do brasileiro. Dinheiro não falta ao clube. A visibilidade em relação à seleção é menor que na Inglaterra ou Itália, mas não é desprezível, sobretudo com o PSG na próxima Champions League. Trata-se, porém, de um projeto novo e cuja viabilidade ainda não está tão clara.
4) Times ricos
Jogar nos Estados Unidos, nos Emirados Árabes, na Arábia Saudita ou até mesmo na Rússia (no Anzhi?) seria uma opção que deixaria de lado maiores pretensões esportivas (incluindo aí a disputa da Copa do Mundo) para ganhar dinheiro. Kaká tem apenas 30 anos, e não parece ter chegado a hora de fazer essa opção. A não ser que lhe fosse imposta por sua condição física...
5) Brasil
Se manifestasse o desejo de voltar ao futebol brasileiro, certamente não faltariam times interessados em Kaká (o São Paulo, aliás, já manifestou esse interesse). Mas faltaria, muito provavelmente, dinheiro para lhe garantir uma remuneração como a que teria na Europa ou nos “times ricos” citados acima. A favor, a possível aproximação de uma vaga na seleção para a Copa de 2014.
E aí? Qual seria o melhor destino para Kaká, caso ele confirme sua saída do Real no meio do ano?
Começam nesta semana as semifinais da Liga dos Campeões da Europa e da Liga Europa. Nos quatro jogos, espanhois são favoritos a avançar, pelo menos de acordo com as principais casas de apostas europeias.
Na Champions, o Barça leva ampla vantagem sobre o Chelsea (sempre de acordo com as apostas), enquanto o Real é favorito (com menor intensidade) no duelo diante do Bayern de Munique. Ou seja, Barcelona x Real Madrid será a final para a maioria dos apostadores.
Na Liga Europa, uma das semifinais já é 100% espanhola, o equilibrado confronto entre Valencia e Atlético de Madri. Na outra semi, o Athletic Bilbao é favorito diante do Sporting, de Portugal.
Se confirmados os favoritismos dos três espanhois nos confrontos contra times de outros países, antes mesmo da disputa das finais de Champions e Europa League, a Espanha alcançará a Itália como o país mais vencedor de copas europeias da história de clubes.
A Espanha já é o país com mais conquistas da Liga/Copa dos Campeões, o mais importante torneio interclubes da Europa, mas ainda tem dois títulos a menos que os italianos quando computados os títulos de Liga Europa/Copa da Uefa e da extinta Recopa. Confira como está a classificação*:
1) Itália – 12 Champions, 9 Liga Europa, 7 Recopa – TOTAL 28
2) Espanha – 13 Champions, 6 Liga Europa, 7 Recopa – TOTAL 26
3) Inglaterra – 11 Champions, 6 Liga Europa, 8 Recopa – TOTAL 25
4) Alemanha – 6 Champions, 6 Liga Europa, 4 Recopa – TOTAL 16
5) Holanda – 6 Champions, 4 Liga Europa, 1 Recopa – TOTAL 11
6) Portugal – 4 Champions, 2 Liga Europa, 1 Recopas – TOTAL 7
* Computadas as conquistas de Liga dos Campeões e sua equivalente Copa dos Campeões; Liga Europa e sua equivalente Copa da Uefa; além da Recopa, o extinto torneio que reunia os vencedores das Copas nacionais.
* Por se tratar de troféu disputado em apenas uma partida, não estão computadas as conquistas da Supercopa Europeia, vencida 9 vezes pela Itália, 8 pela Espanha e 7 pela Inglaterra.
* Também não está computada a extinta Copa Intertoto, que foi utilizada pela Uefa como um torneio de acesso à Copa Uefa, sem sequer, para isso, definir um campeão todos os anos.
Na Champions, o Barça leva ampla vantagem sobre o Chelsea (sempre de acordo com as apostas), enquanto o Real é favorito (com menor intensidade) no duelo diante do Bayern de Munique. Ou seja, Barcelona x Real Madrid será a final para a maioria dos apostadores.
Na Liga Europa, uma das semifinais já é 100% espanhola, o equilibrado confronto entre Valencia e Atlético de Madri. Na outra semi, o Athletic Bilbao é favorito diante do Sporting, de Portugal.
Se confirmados os favoritismos dos três espanhois nos confrontos contra times de outros países, antes mesmo da disputa das finais de Champions e Europa League, a Espanha alcançará a Itália como o país mais vencedor de copas europeias da história de clubes.
A Espanha já é o país com mais conquistas da Liga/Copa dos Campeões, o mais importante torneio interclubes da Europa, mas ainda tem dois títulos a menos que os italianos quando computados os títulos de Liga Europa/Copa da Uefa e da extinta Recopa. Confira como está a classificação*:
1) Itália – 12 Champions, 9 Liga Europa, 7 Recopa – TOTAL 28
2) Espanha – 13 Champions, 6 Liga Europa, 7 Recopa – TOTAL 26
3) Inglaterra – 11 Champions, 6 Liga Europa, 8 Recopa – TOTAL 25
4) Alemanha – 6 Champions, 6 Liga Europa, 4 Recopa – TOTAL 16
5) Holanda – 6 Champions, 4 Liga Europa, 1 Recopa – TOTAL 11
6) Portugal – 4 Champions, 2 Liga Europa, 1 Recopas – TOTAL 7
* Computadas as conquistas de Liga dos Campeões e sua equivalente Copa dos Campeões; Liga Europa e sua equivalente Copa da Uefa; além da Recopa, o extinto torneio que reunia os vencedores das Copas nacionais.
* Por se tratar de troféu disputado em apenas uma partida, não estão computadas as conquistas da Supercopa Europeia, vencida 9 vezes pela Itália, 8 pela Espanha e 7 pela Inglaterra.
* Também não está computada a extinta Copa Intertoto, que foi utilizada pela Uefa como um torneio de acesso à Copa Uefa, sem sequer, para isso, definir um campeão todos os anos.

O cara tem 37 anos de idade, e mais da metade deles, 19, passou como jogador da Juventus de Turim, onde está desde 1993.
Apesar disso, o cara não se incomodou quando o presidente do clube, há poucos meses, informou de maneira desastrada, numa assembléia de acionistas (!), que o cara não continuaria na Juventus após o fim da temporada.
Na verdade, o cara até se incomodou. Mas deixou claro que preferia não criar polêmicas e não dar declarações que poderiam conturbar o ambiente do time, que ia bem no Campeonato Italiano.
Logo depois de conquistar uma Copa do Mundo em 2006 marcando um gol importantíssimo na semifinal contra a Alemanha (veja abaixo), o cara foi jogar a Série B da Itália com a Juventus, que fora rebaixada por culpa de seus dirigentes – e não dos jogadores.
Depois da Copa e desse gol, como eu dizia, o cara jogou a Série B, fez 30 gols naquela temporada, foi campeão e logo retornou para a Série A.
Mas aos poucos, à medida que sua idade ia subindo, o cara ia aceitando diminuir seu salário para poder continuar na Juventus, da qual é o capitão e maior ídolo.
Para se ter uma idéia dessas reduções, o cara começou a temporada atual apenas com o 22º maior salário entre os 27 do elenco profissional do clube. Recebe 1 milhão de euros por temporada, menos que jogadores como Quagliarella, Grosso, Storari, Pazienza e De Ceglie.
Talvez por isso, mas mais provavelmente por seus 37 anos, o cara mal era utilizado pelo bom técnico Antonio Conte no início da temporada. Simplesmente não jogava e, quando o fazia, entrava depois dos 35 minutos do segundo tempo.
No total, nesta temporada, o cara foi titular em apenas 3 jogos da Juventus na Série A. Entrou em campo em outros 19, mas quase sempre no final do jogo.
Porém, mesmo entrando no final do jogo, o cara, que já tinha feito gols importantes contra o Milan, pela Copa da Itália, e contra a Inter, pelo Campeonato Italiano, voltou a ser decisivo – e como – no jogo contra a Lazio, ontem, em Turim.
O cara entrou em campo aos 28 do segundo tempo e, aos 37, fez de falta o gol que manteve a sua Juve um ponto à frente do Milan, ainda na liderança do Campeonato Italiano. Veja o vídeo do gol da visão da torcida, para ter uma ideia de seu significado e importância:
Depois de ontem, o cara chegou aos 700 jogos com a camisa da Juventus, dos quais 474 pela Série A. Marcou 187 gols pelo Italiano, 44 na Liga dos Campeões, 25 na Copa da Itália, 20 na Série B, 5 na Liga Europa, 3 na Supercopa Italiana, 2 na Supercopa Europeia, 1 na Copa Intercontinental e 1 na Copa Intertoto.
Ao final da temporada, Del Piero não terá sido o principal jogador da Juventus, que contou com um Pirlo inspiradíssimo e sempre em campo.
Mas, para a torcida a Juve, menos por seus (até aqui) dois gols decisivos e mais por sua fidelidade, respeito e amor ao clube, Del Piero, 37 anos, terá sido “o cara”.
- 23h22
- 09Apr
Tanto faz se o diretor de seleções da CBF gosta ou não do futebol do Barcelona.
Ninguém é obrigado a se encantar com o estilo do time de Guardiola e nem transformá-lo em padrão de futebol bem jogado.
Mas também não dá para afirmar que o jogo catalão é uma balela.
Algo diferente anda acontecendo na Espanha e o responsável por todas as seleções nacionais deveria saber mais, estar disposto a entender como funciona a metodologia de treinamento criticada por ele.
O Corinthians, time que ele dirigiu até o final do ano, jogou no domingo contra o Paulista pelo Campeonato Estadual com apenas dois jogadores criados nas divisões de base: o goleiro Julio Cesar e o zagueiro Marquinhos, hoje ainda reserva do reserva.
Já o Barcelona, contra o Milan, na semana passada, pela Liga dos Campeões, entrou em campo com nove jogadores formados na base.
Só pode ser mesmo balela.
“Eu já fui pra lá e não vi o time jogar igual ao profissional, ainda perderam de 2 a 0 para o sub-17 do Corinthians”, disse o ex-presidente corintiano.
É verdade que o Barcelona perdeu para o Corinthians no sub-17, Corinthians que dois meses depois se livrou da comissão técnica responsável pelo feito. E mais: o placar foi 2 a 1.
Nesta terça tem Messi e suas balelas na tela dos canais ESPN.
Ninguém é obrigado a se encantar com o estilo do time de Guardiola e nem transformá-lo em padrão de futebol bem jogado.
Mas também não dá para afirmar que o jogo catalão é uma balela.
Algo diferente anda acontecendo na Espanha e o responsável por todas as seleções nacionais deveria saber mais, estar disposto a entender como funciona a metodologia de treinamento criticada por ele.
O Corinthians, time que ele dirigiu até o final do ano, jogou no domingo contra o Paulista pelo Campeonato Estadual com apenas dois jogadores criados nas divisões de base: o goleiro Julio Cesar e o zagueiro Marquinhos, hoje ainda reserva do reserva.
Já o Barcelona, contra o Milan, na semana passada, pela Liga dos Campeões, entrou em campo com nove jogadores formados na base.
Só pode ser mesmo balela.
“Eu já fui pra lá e não vi o time jogar igual ao profissional, ainda perderam de 2 a 0 para o sub-17 do Corinthians”, disse o ex-presidente corintiano.
É verdade que o Barcelona perdeu para o Corinthians no sub-17, Corinthians que dois meses depois se livrou da comissão técnica responsável pelo feito. E mais: o placar foi 2 a 1.
Nesta terça tem Messi e suas balelas na tela dos canais ESPN.

Faz sentido falarmos mais desse sujeito do que de Messi ou Ibra?
Não há dúvida: se Bjorn Kuipers não tivesse marcado o pênalti de Nesta sobre Busquets ninguém estaria agora falando sobre o tal árbitro holandês. Talvez alguns gatos pingados contestassem a não marcação da penalidade, mas certamente não seria esse, neste momento, o assunto principal da partida.
Isso basta para classificar como equivocada a decisão do árbitro. Se a bola estava ou não em jogo na hora da falta de Nesta, se Puyol também cometeu falta no italiano, se esse tipo de lance acontece a toda hora após cobranças de escanteio são justificativas possíveis. Cada um escolhe o argumento que achar mais conveniente.
O segundo tempo do jogo nem havia começado e Eládio Paramés, o polêmico e falastrão porta-voz de Mourinho já escrevia em seu sempre frenético Twitter: "Depois desses 45 minutos, já sabemos quem vai ganhar a Champions. Hoje aprendemos que os pênaltis podem ser marcados mesmo quando a bola não está em jogo".
Partida encerrada, foi a vez de Ibrahimovic reclamar, dizendo que agora entendia "porque Mourinho se sentia daquele jeito quando saía para jogar no Camp Nou". Guardiola respondeu, com a elegância habitual, dizendo que enquanto Ibra e Mourinho falam, o seu Barcelona joga bola. O que é verdade.
Mas também é verdade que passaremos mais alguns dias lendo e ouvindo notícias e lamúrias sobre arbitragem. Os árbitros viraram as estrelas do futebol mundial na Espanha, na Itália e no Brasil. Na Inglaterra e na Alemanha, se não é assim, o motivo é única e exclusivamente a postura mais respeitosa dos profissionais do futebol em relação à autoridade dos árbitros. Porque na Inglaterra, por exemplo, também foram muitos os erros na temporada.
Tem algo errado.
Futebol não precisa de polêmica de arbitragem pra ser divertido. Os jogos não precisam de erros para ser bons. O papo de que a conversa de botequim perde a graça sem o erro do juiz é baboseira. Polêmicas de arbitragem podem gerar alguns jornais vendidos a mais, mas isso não parece um bom motivo para que nada seja feito para sanar os erros constantes.
A FIFA precisa se mexer, com o que quer que seja. Pode ser com tecnologia, com mais gente, com melhor preparação, com menos subjetividade ou com qualquer outra brilhante ideia que porventura saia da cabeça de seus rodados dirigentes. Mas precisa se mexer.
Não fosse a arbitragem, provavelmente estaríamos aqui falando mais de um Barcelona classificado sem polêmicas. E de um Milan que merece elogios por ter se mostrado, entre as grandes equipes, aquela que melhor soube enfrentar o time mais forte do planeta e um dos mais fortes da história do futebol.
Mas não. Estamos falando de um holandês sem importância alguma para o futebol.
Até quando?
- 20h06
- 02Apr

O Milan tem o tempo a seu favor. O empate sem gols na partida de ida é o melhor entre os piores resultados que um mandante pode ter em uma etapa eliminatória com o regulamento utilizado na Champions.
O Milan é dono do tempo se souber se defender, se marcar o time de Guardiola como o fez no San Siro. Massimiliano Allegri não deve afundar sua equipe na defesa, mas pode esperar pelo Barça e acreditar nos contra-ataques.
A pressão está no lado catalão. E também a obrigação de chegar à semifinal. Agora depende de Guardiola, que assumiu todo o seu respeito pelo adversário ao escalar Keita para proteger a defesa ao lado de Busquets.
A formação aumentou o poder de marcação e retirou um jogador do lado esquerdo. E o Barcelona ficou manco, pois o fluxo de jogo é muito forte no setor direito. A transição do ataque para a defesa apresenta grande volume com Daniel, Xavi, Messi e Alexis.
É da direita para a esquerda, para o jogador que entra na diagonal no lado oposto, como fazia David Villa antes de se contundir. Guardiola tem apostado em Tello, 20 anos, mais um produto de La Masia. Mas como titular...
Sem ocupar o setor, o time trabalha a bola e acaba insistindo demais pela faixa central. Falta um nome. Tello? Fábregas? Cuenca? Keita? Essa é a dúvida que pode decidir o estilo a ser adotado e o jogo.
O Milan vai esperar, defender e jogar por uma bola.
Com um jogador para receber a bola na esquerda e entrar em diagonal, o Barça fica perto da classificação.
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Gian Oddi e Leonardo Bertozzi analisam a reta final do Italiano
Confira abaixo quais os últimos jogos de quem ainda está na briga pelo título, por vagas nas copas europeias ou para fugir no rebaixamento no Italiano 2011-12. E aproveite para responder: quem fica com o scudetto, quem pega a terceira vaga na Liga dos Campeões, quem vai à Liga Europa e quem cai?
* BRIGA PELO SCUDETTO
Milan e Juventus se alternam, a cada rodada, para reclamar da arbitragem. Porém, os erros dos árbitros, em que pese a falha grosseira pró-Juve no confronto direto em Milão, tem prejudicado ou beneficiado os dois times de forma mais ou menos equivalente. O que não parece nada equivalente, hoje, é a tabela, favorável à equipe de Milão: o jogo mais duro do Milan é apenas na penúltima rodada, no derby contra a Inter; já a Juve pega o Palermo fora, a Lazio e a Roma nas próximas rodadas.
MILAN, 64 pontos
Fiorentina (c), Chievo (f), Genoa (c), Bologna (c), Siena (f), Atalanta (c), Inter (f), Novara (c)
JUVENTUS, 62 pontos
Palermo (f), Lazio (c), Cesena (f), Roma (c), Novara (f), Lecce (c), Cagliari (f). Atalanta (c)
* BRIGA POR VAGA NA CHAMPIONS (+ 1 vaga)
Apesar de contar com a melhor colocação na tabela, a Lazio tem teoricamente os compromissos mais difíceis pela frente (ainda joga com Napoli, Juventus, Udinese e Inter). O Napoli joga contra os dois times romanos fora de casa, mas seus outros compromissos parecem lhe dar a tabela mais tranqüila pela frente. A Roma, única vencedora entre os quatro na última rodada, pode tirar a vantagem de Napoli e Udinese em confrontos diretos na capital, mas tem uma parada duríssima contra a Juventus, em Turim.
LAZIO, 51 pontos
Napoli (c), Juventus (f), Novara (f), Lecce (c), Udinese (f), Siena (c), Atalanta (f), Inter (c)
NAPOLI, 48 pontos
Lazio (f), Atalanta (c), Lecce (f), Novara (c), Roma (f), Palermo (c), Bologna (f), Siena (c)
UDINESE, 48 pontos
Parma (c), Roma (f), Inter (c), Chievo (f), Lazio (c), Cesena (f), Genoa (c), Catania (f)
ROMA, 47 pontos
Lecce (f), Udinese (c), Fiorentina (c), Juventus (f), Napoli (c), Chievo (f), Catania (c), Cesena (f)
* BRIGA POR VAGA NA LIGA EUROPA (3 vagas)
Como a final da Copa da Itália será entre Napoli e Juventus, dois times que conseguirão vagas nas copas europeias através do Campeonato Italiano, as vagas para a Liga Europa através do campeonato nacional, neste ano, serão três: do 4º ao 6º colocado. Teoricamente, os três times de cima que perderem a disputa pela última vaga na Champions são os favoritos a estes postos. Mas a “nova” Inter do técnico Stramaccioni e o surpreendente Catania de Vincenzo Montella ainda estão na briga
INTER, 44 pontos
Cagliari (f), Siena (c), Udinese (f), Fiorentina (f), Cesena (c), Parma (f), Milan (c), Lazio (f)
CATANIA, 43 pontos
Chievo (f), Lecce (c), Cagliari (f), Atalanta (c), Palermo (f), Bologna (c), Roma (f), Udinese (c)
* BRIGA CONTRA A QUEDA (3 caem)
O Cesena, com 19 pontos, está praticamente rebaixado. Novara, com 24, e Lecce, com 28, parecem próximos do mesmo destino. Mas a tradicional Fiorentina, apesar de estar hoje com cinco pontos de vantagem sobre o primeiro time na zona de queda (Lecce), precisa se cuidar: a equipe ainda faz jogos duros fora de casa, contra Milan, Roma e Atalanta, além de receber a reanimada Inter de Stramaccioni em Florença.
Com a crescente exportação de ?pé-de-obra?, o futebol brasileiro ganha cada vez mais importância no planeta bola. Há, também, as milionárias transações, que recheiam de emoção os principais campeonatos da Europa. Tudo isso, e muito mais, é discutido em ?Fora de Jogo?, na ESPN.