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- 11h45
- 30Jan
O futebol brasileiro e os outros esportes. Parte 1
por Fernando A Fleury, blogueiro do ESPN.com.br
O futebol é, sem dúvida, o esporte mais popular do planeta. Milhões de pesquisas já demostraram isso. No Brasil, não é uma questão de ser o esporte mais popular, mas sim uma preocupação de ser o único esporte.
Emissoras, patrocinadoras e torcida investem tempo e dinheiro no futebol e acabam por abandonar qualquer outra modalidade. Se você, fã de esportes, acha que estou enganado faça uma auto-avaliação e me responsa qual outro esporte você tem por habito assistir in loco?
No Brasil a popularidade do esporte pode ser explicada por diversos motivos. No começo da década de 90, quando as emissoras começaram a investir na transmissão esportiva, assistir qualquer esporte que não fosse o futebol era algo praticamente impossível.
Com a entrada das TVs a cabo e, principalmente, da ESPN, começamos a ter uma variedade maior de modalidades sendo transmitidas, porém o gosto do Brasileiro praticamente não foi alterado. Tivemos picos de um ou outro esporte de acordo com a performance de cada modalidade. Tivemos o momento de torcer para o tênis, para a GRD, para o basquete, para o vôlei, mas a paixão nacional sempre ficou presa ao futebol.
Porém, hoje, com a internet e todos os meios possíveis para se ver o que quiser, quando quiser, não existe mais desculpas para não assistirmos outros esportes e eles ganham espaço, mesmo que pequeno, mas ganham.
Sou fã dos esportes americanos. Não apenas pela questão esportiva, mas pela maneira que eles executam o esporte. Principalmente nas modalidades que tem mais apelo ao público, onde corre o dinheiro, cada regra da modalidade é pensada de maneira a entreter, dar transparência e competitividade.
Assim, o calendário esportivo é trabalhado de forma a garantir que as principais competições nem se choquem ou seja, quando chegamos na reta final de uma NFL estamos começando a temporada de basquete, por exemplo. Isso garante as emissoras, patrocinadores e torcedores acesso ao esporte de alto rendimento 365 dias por ano.
Não é a toa que o futebol ainda não é um dos esportes mais queridos nos EUA. O tempo longo (45 minutos) sem intervalo prejudica não apenas as emissoras e patrocinadores, mas também o público que vai ao estádio. Para o americano ir ao estádio é um evento. Envolve mais do que a partida. Tem o ritual da cerveja, do hot-dog e da compra de suvenires. Como os americanos tratam o esporte como entretenimento a preocupação que vemos com o público num grande show (aliás show é a palavra usada para descrever isso) aqui no Brasil é a mesma que os americanos tem num dia de jogo.
E isso é produtivo em termos de receita?
Sem dúvida. Com frequência o preço do produto esportivo é invariavelmente bastante pequeno em comparação com o custo total pago pelo consumidor. Os custos com ingressos podem ser apenas um terço do custo total de uma família, ou seja, o torcedor americano gasta e muito dentro do estádio ou ginásio.
O futebol ainda tem um longo caminho a ser percorrido. Não só na questão do marketing, mas até mesmo na questão das regras. Mas isso trataremos no próximo post.
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por Fernando Fleury
/fernandofleury- 19h34
- 15Feb
José Maia
Ótimo ... A busca de maiores receitas deve nortear ... Vejamos o futebol : jamais conseguiremos níveis europeus se não reavaliarmos os campeonatos e o calendário ... O retorno da tal " SANTANDER LIBERTADORES " para os nossos grandes é pífio ... O critério geográfico adotado para a seleção das equipes é retrógrado demais ... Expor nossas equipes à altitude e viagens absurdas é loucura .. Está mais que na hora de reformular tudo ! Proponho Conferência do Atlântico ( 10 grandes brasileiros 4 grandes argentinos 2 uruguaios ) e Conferência do Pacífico ( os demais ) ... Não tenho dúvidas que a Conferência do Atlântico com ( /- ) 5 meses de duração traria ótimo retorno financeiro ... Finalíssima : Atlântico X Pacífico ... Livre é pensar ... J.C.Maia ...
- 13h57
- 15Feb
Cadu Ito
Excelente matéria, Só das finais não baterem no mesmo período do calendário já seria excelente, não entendo, por exemplo, como aqui todas as finais tem que ser em dezembro com a desculpa de fechar o ano. Creio que o primeiro passo seria arrumar o calendário do futebol e as outras modalidades pegando "brechas" dentro deste calendário para aparecerem. Temos potencial de pessoas e econômico para lidar com isso, a midia tratar as partidas como "espetáculos", aí sim conseguir mais fans para os times e modalidades.
- 15h30
- 07Feb
Vinicius Braga
Concordo plenamente com o que foi escrito,o Brasil é um país de um esporte só,de vez em quando surge um grande nome em outro esporte,como Senna,Guga etc...um grande time de basquete ou vôlei e essas outras modalidades acabam se tornando esportes passageiros.Gostaria que essa cultura mudasse,pois somos um país grande e temos condições de termos grandes talentos em outras áreas...Mas infelizmente nossos "políticos'' só querem passa a mão no dinheiro,serem eternos em seus cargos e outras coisa.E nosso futebol é muito,mas muito MAL administrado!!!
- 17h55
- 04Feb
G.Oliveira
Vê-se perfeitamente que o senhor só conhece pouco do Brasil e o pouco que conhece só depois de 1990. Lamentável o artigo
- 11h54
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Fernando Fleury, Professor de Marketing - especializado em Marketing Esportivo, Editor-Executivo do site www.fanaticosporfutebol.com.br, blogueiro e fanático por esporte.