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- 27May
VÍDEO: Preocupado com 'tudo', Guardiola exige Barça melhor que em 2009 para ficar com o título
por Julio Gomes, de Londres (Inglaterra), para o ESPN.com.br
A pergunta foi simples. A resposta não podia ter sido mais direta. "O que te preocupa mais no time do Manchester United?", questionou um repórter a Josep Guardiola, em catalão. "Tot. Preocupat amb tot.". Nem precisa ser poliglota para entender. "Tudo" preocupa Guardiola um dia antes da final da Champions League, em Wembley, às 15h45 deste sábado (horário de Brasília, com ESPN, ESPN HD e Rádio Estadão/ESPN).
"Eles têm Vidic e Ferdinand, Van der Sar, Chicharito, que é uma grande surpresa. Ele é incrível jogando no espaço vazio, se movimenta muito bem sem a bola, o Manchester comprou um jogador enorme. … é um dos times mais completos que já vi."
Ainda que o Barcelona esteja à frente nas casas de apostas, muitos especialistas acreditam que o fator "vingança" possa ser fundamental em um duelo tão disputado. Aquilo que não é possível medir, o fator que pode fazer um jogador entrar com um pouquinho de vontade a mais do que o outro em campo.
"Era meu primeiro ano e a primeira final de muitos jogadores. Revendo aquele jogo, me dei conta de que fomos piores do que eu achava. Se jogarmos naquele nível, não ganharemos do Manchester United. A intensidade, o aspecto defensivo, temos que tentar ser muito mais rápidos na circulação da bola… Nós não jogamos da mesma maneira que dois anos atrás. Vamos ter que mudar algumas coisas para ganhar dessa vez", exigiu o técnico.
Em sua terceira temporada no Barcelona, Guardiola ganhou 9 dos 13 títulos que disputou. No ano passado, quando perdeu um deles, a Champions League, na semifinal para a Internazionale, ele prometeu aos torcedores que o Barça estaria de volta à final europeia na temporada seguinte. "Fui atrevido ao anunciar uma coisa como essa", confessou, mas o fato se concretizou.
O Barcelona volta a Wembley 19 anos depois de ter conquistado, no tempo do futebol inglês, sua primeira Copa da Europa. Guardiola jogou aquela decisão contra a Sampdoria, e o técnico era seu mentor - e do futebol vistoso do Barcelona -, o holandês Johan Cruyff. Hoje, Cruyff disse em entrevista a um jornal italiano que não se surpreenderia se Guardiola deixasse o cargo após a decisão de sábado, apesar de ter ainda um ano de contrato pela frente. A notícia causou impacto imediato na Espanha, e o técnico, hoje, negou a saída - mas sem exagerar na ênfase.
"Somos privilegiados, trabalhamos uma barbaridade para chegar até aqui. Tenho contrato por mais um ano e espero cumprir", disse. "Mas quando se treina times como o Barcelona, há um desgaste sempre. Se não é uma coisa, é outra, se não é outra, é outra. São três, quatro anos em que você não para. Ganhar te permite seguir e trabalhar com tranquilidade no futuro. Mas sabendo que tem que voltar a ganhar no dia seguinte", acrescentou, dando indícios de que começa a se sentir consumido pelo stress da profissão.
Guardiola contou na entrevista coletiva que já sabe que time irá colocar em campo no sábado. Apesar de dizer que todos estão preparados para jogar, dificilmente irá escalar, juntos, Puyol e Abidal, que sofreram com lesão e a retirada de um tumor, respectivamente, durante a temporada. A tendência é que Mascherano seja titular da zaga, com Puyol na lateral esquerda. "O fato de eles estarem aqui é um exemplo para todos os outros".
Falta apenas ser confirmada a previsão de "melhor final da década", feita por Alex Ferguson. "Estou convencido, jogaremos o melhor futebol possível. Quando os dois querem jogar, respeitam a bola, querem atacar, vai ser uma grande final. Eles têm a força deles, nós temos a nossa, vamos ver quem controla melhor as situações", finalizou Guardiola.
"Eles têm Vidic e Ferdinand, Van der Sar, Chicharito, que é uma grande surpresa. Ele é incrível jogando no espaço vazio, se movimenta muito bem sem a bola, o Manchester comprou um jogador enorme. … é um dos times mais completos que já vi."
Ainda que o Barcelona esteja à frente nas casas de apostas, muitos especialistas acreditam que o fator "vingança" possa ser fundamental em um duelo tão disputado. Aquilo que não é possível medir, o fator que pode fazer um jogador entrar com um pouquinho de vontade a mais do que o outro em campo.
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Clique no player para ver a entrevista de Pep Guardiola!
E esse pouquinho pode bastar. Talvez pensando nisso, Guardiola adotou um discurso surpreendente e tenta convencer seus atletas de que o passado já não vale para mais nada. O que o Barcelona fez para ganhar a final de 2009 contra o Manchester United, em Roma, pode não ser suficiente para que o feito seja repetido em Londres."Era meu primeiro ano e a primeira final de muitos jogadores. Revendo aquele jogo, me dei conta de que fomos piores do que eu achava. Se jogarmos naquele nível, não ganharemos do Manchester United. A intensidade, o aspecto defensivo, temos que tentar ser muito mais rápidos na circulação da bola… Nós não jogamos da mesma maneira que dois anos atrás. Vamos ter que mudar algumas coisas para ganhar dessa vez", exigiu o técnico.
Em sua terceira temporada no Barcelona, Guardiola ganhou 9 dos 13 títulos que disputou. No ano passado, quando perdeu um deles, a Champions League, na semifinal para a Internazionale, ele prometeu aos torcedores que o Barça estaria de volta à final europeia na temporada seguinte. "Fui atrevido ao anunciar uma coisa como essa", confessou, mas o fato se concretizou.
O Barcelona volta a Wembley 19 anos depois de ter conquistado, no tempo do futebol inglês, sua primeira Copa da Europa. Guardiola jogou aquela decisão contra a Sampdoria, e o técnico era seu mentor - e do futebol vistoso do Barcelona -, o holandês Johan Cruyff. Hoje, Cruyff disse em entrevista a um jornal italiano que não se surpreenderia se Guardiola deixasse o cargo após a decisão de sábado, apesar de ter ainda um ano de contrato pela frente. A notícia causou impacto imediato na Espanha, e o técnico, hoje, negou a saída - mas sem exagerar na ênfase.
"Somos privilegiados, trabalhamos uma barbaridade para chegar até aqui. Tenho contrato por mais um ano e espero cumprir", disse. "Mas quando se treina times como o Barcelona, há um desgaste sempre. Se não é uma coisa, é outra, se não é outra, é outra. São três, quatro anos em que você não para. Ganhar te permite seguir e trabalhar com tranquilidade no futuro. Mas sabendo que tem que voltar a ganhar no dia seguinte", acrescentou, dando indícios de que começa a se sentir consumido pelo stress da profissão.
Guardiola contou na entrevista coletiva que já sabe que time irá colocar em campo no sábado. Apesar de dizer que todos estão preparados para jogar, dificilmente irá escalar, juntos, Puyol e Abidal, que sofreram com lesão e a retirada de um tumor, respectivamente, durante a temporada. A tendência é que Mascherano seja titular da zaga, com Puyol na lateral esquerda. "O fato de eles estarem aqui é um exemplo para todos os outros".
Falta apenas ser confirmada a previsão de "melhor final da década", feita por Alex Ferguson. "Estou convencido, jogaremos o melhor futebol possível. Quando os dois querem jogar, respeitam a bola, querem atacar, vai ser uma grande final. Eles têm a força deles, nós temos a nossa, vamos ver quem controla melhor as situações", finalizou Guardiola.
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