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- 06Dec
VÍDEO E ÁUDIO: Campeão 'no intervalo', Inter vence Santo André, mas fica com o vice
por ESPN.com.br
Foi por pouco que o Internacional não conquistou o título brasileiro. Neste domingo, o time de Mário Sérgio fez a sua parte, bateu o Santo André no Beira-Rio, por 4 a 1, mas acabou com o vice-campeonato.
CLIQUE NO PLAYER DE VÍDEO E VEJA OS GOLS DA PARTIDA
Além da vitória, o Internacional dependia de pelo menos um empate do Grêmio com o Flamengo, no Maracanã. O rival gaúcho até abriu o placar no Rio de Janeiro, mas o rubro-negro carioca conseguiu a virada e ficou com a taça.
No intervalo das partidas, a torcida do Colorado comemorava o título. A equipe vencia o time do ABC Paulista por 2 a 0, e o Flamengo empatava em 1 a 1 com o Grêmio. O gol de cabeça de Ronaldo Angelim no segundo tempo deixou frustrada a torcida do Internacional. Pelos lados do Santo André, sobrou lamentar o rebaixamento para a Série B.
O Internacional fecha o ano do seu Centenário de uma forma que não gostaria. Ainda sob o comando do técnico Tite, a equipe colorada sinalizava que poderia ser a grande sensação de 2009 – foi campeã gaúcha vencendo os dois turnos do estadual e apresentando um grande futebol. A maré começou a virar a partir da perda do título da Copa do Brasil para o Corinthians, o que gerou forte turbulência no Beira-Rio.
Ainda este ano, o Internacional disputou a Recopa Sul-Americana na condição de campeão da Copa Sul-Americana de 2008, contra a LDU, do Equador, vencedora da Libertadores do ano passado. O time equatoriano levou a melhor sobre o Inter e deixou a situação do então técnico Tite praticamente insustentável.
Em agosto, a equipe gaúcha conquistou a Copa Suruga, no Japão, derrotando o Oita Trinita (JAP) por 2 a 1. Mas os torcedores queriam mais. E não conseguiram. O técnico Mário Sérgio chegou confiante no título, mas o objetivo não foi alcançado.
A partida
Taison, sem marcar há um turno, ganhou chance como titular. Na sua escalação, ele via a chance de terminar o ano do mesmo modo que havia iniciando, com boa atuação. O camisa 7 estava impetuoso pelo lado esquerdo. Puxou contra-ataques e arriscou de longe, mas a mira seguia avariada.
Seu companheiro de ataque, Alecsandro, também, não vivia grande momento. Eram sete jogos sem gol. A seca poderia ter acabado aos 13 minutos, quando ele colocou a bola na rede, mas em posição de impedimento, o gol foi anulado. Com o time mais calmo em campo, a torcida começava a demonstrar nervosismo.
Aos 20 minutos ela explodiu, transformando o nervosismo em esperança. O Inter estava no ataque, mas o gol ocorreu no Rio de Janeiro. Incrivelmente era do Grêmio. A comemoração prosseguia quando Alecsandro voltou a ir à rede. Dessa vez valeu. O impossível virou realidade. Naquele momento, os colorados estavam com a mão no tetra. Até uma camisa gremista apareceu na social do Beira-Rio.
O Inter cresceu. Passou a pressionar mais. Porém, o ímpeto logo foi diminuindo. Os sentidos dos jogadores pareciam conectados ao Maracanã, pois o Flamengo havia empatado. O Santo André precisou trocar o goleiro Neneca, lesionado, por Júlio César.
Nas arquibancadas apenas murmúrios. Os gritos de incentivo tinham desaparecido. Era aquele silêncio anterior a quando algo importante está para ocorrer. Ocorreu aos 33 minutos, quando Taison escorou para Índio ampliar.
A partida estava decidida. O Inter passava a pensar só no Rio. Sua parte da tarefa estava realizada. Tentando se manter na elite, o Santo André especulava de fora da área. O único chute que foi ao gol saiu aos 44 minutos, quando Marcelinho arrematou e Lauro espalmou.
No segundo tempo, o melhor amigo do torcedor que foi ao Beira-Rio era o radinho de pilha. A angústia era o sentimento a cada vez que o Flamengo atacava. Na frente da torcida, o Inter sofreu uma pressão nos primeiros minutos. A partir dos 8, os colorados voltaram a exercer superioridade. Duas oportunidades consecutivas foram criadas. Primeiro com Danilo Silva e depois com Alecandro.
As defesas do goleiro Marcelo Grohe, do Grêmio, mereciam tanta vibração quando as duas que Lauro fez evitando o gol do Santo André, aos 14 minutos. O clima de expectativa foi quebrado com Andrezinho. Como contra o Sport, ele cobrou falta com maestria aos 22 minutos, colocando a goleada no placar. O Beira-Rio trepidava.
Nem mesmo o segundo gol do Flamengo diminuiu a festa. Não era a comemoração de um título, mas o reconhecimento do dever cumprido na última rodada. O Inter sentiu o sabor doce do tetra por uma hora e dez minutos.
O torcedor passou a ficar mais preocupado com o que ocorria no Rio. Vibrava com os lances ofensivos do Grêmio. Enquanto esperava o desenrolar no Maracanã, Taison cruzou para Giuliano maçar o quarto, de cabeça. O Santo André ainda descontou com Nunes, de pênalti. Após o término do jogo, os colorados seguiram inertes no estádio até o fim do jogo do Flamengo.
FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL 4 x 1 SANTO ANDRÉ
Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 6 de dezembro de 2009, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Assistentes: Belmiro da Silva e Adson Márcio Lopes (ambos da BA)
Renda: R$ 591.785,00
Público: 36.597 pessoas
Cartão amarelo: Júnior Dutra, Vinícius e Ricardo Conceição (SA)
GOLS: INTERNACIONAL: Alecsandro, aos 21 minutos, e Índio, aos 33 minutos do primeiro tempo; Andrezinho, aos 22, e Giuliano aos minutos do segundo tempo;
SANTO ANDRÉ: Nunes, aos 40 minutos do segundo tempo;
INTERNACIONAL: Lauro; Danilo Silva, Índio, Bolívar e Kleber (Taller Cunha); Sandro, Andrezinho (Fabiano Eller), Giuliano e D'Alessandro; Taison e Alecsandro (Marquinhos)
Técnico: Mário Sérgio
SANTO ANDRÉ: Neneca (Júlio César), Rômulo, Vinícius, Marcel e Arthur; Ricardo Conceição, Júnior Dutra, Camilo (Fernando) e Marcelinho (Rodriguinho); Nunes e Wanderley
Técnico: Sérgio Soares
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Além da vitória, o Internacional dependia de pelo menos um empate do Grêmio com o Flamengo, no Maracanã. O rival gaúcho até abriu o placar no Rio de Janeiro, mas o rubro-negro carioca conseguiu a virada e ficou com a taça.
No intervalo das partidas, a torcida do Colorado comemorava o título. A equipe vencia o time do ABC Paulista por 2 a 0, e o Flamengo empatava em 1 a 1 com o Grêmio. O gol de cabeça de Ronaldo Angelim no segundo tempo deixou frustrada a torcida do Internacional. Pelos lados do Santo André, sobrou lamentar o rebaixamento para a Série B.
O Internacional fecha o ano do seu Centenário de uma forma que não gostaria. Ainda sob o comando do técnico Tite, a equipe colorada sinalizava que poderia ser a grande sensação de 2009 – foi campeã gaúcha vencendo os dois turnos do estadual e apresentando um grande futebol. A maré começou a virar a partir da perda do título da Copa do Brasil para o Corinthians, o que gerou forte turbulência no Beira-Rio.
Ainda este ano, o Internacional disputou a Recopa Sul-Americana na condição de campeão da Copa Sul-Americana de 2008, contra a LDU, do Equador, vencedora da Libertadores do ano passado. O time equatoriano levou a melhor sobre o Inter e deixou a situação do então técnico Tite praticamente insustentável.
Em agosto, a equipe gaúcha conquistou a Copa Suruga, no Japão, derrotando o Oita Trinita (JAP) por 2 a 1. Mas os torcedores queriam mais. E não conseguiram. O técnico Mário Sérgio chegou confiante no título, mas o objetivo não foi alcançado.
A partida
Taison, sem marcar há um turno, ganhou chance como titular. Na sua escalação, ele via a chance de terminar o ano do mesmo modo que havia iniciando, com boa atuação. O camisa 7 estava impetuoso pelo lado esquerdo. Puxou contra-ataques e arriscou de longe, mas a mira seguia avariada.
Seu companheiro de ataque, Alecsandro, também, não vivia grande momento. Eram sete jogos sem gol. A seca poderia ter acabado aos 13 minutos, quando ele colocou a bola na rede, mas em posição de impedimento, o gol foi anulado. Com o time mais calmo em campo, a torcida começava a demonstrar nervosismo.
Aos 20 minutos ela explodiu, transformando o nervosismo em esperança. O Inter estava no ataque, mas o gol ocorreu no Rio de Janeiro. Incrivelmente era do Grêmio. A comemoração prosseguia quando Alecsandro voltou a ir à rede. Dessa vez valeu. O impossível virou realidade. Naquele momento, os colorados estavam com a mão no tetra. Até uma camisa gremista apareceu na social do Beira-Rio.
O Inter cresceu. Passou a pressionar mais. Porém, o ímpeto logo foi diminuindo. Os sentidos dos jogadores pareciam conectados ao Maracanã, pois o Flamengo havia empatado. O Santo André precisou trocar o goleiro Neneca, lesionado, por Júlio César.
Nas arquibancadas apenas murmúrios. Os gritos de incentivo tinham desaparecido. Era aquele silêncio anterior a quando algo importante está para ocorrer. Ocorreu aos 33 minutos, quando Taison escorou para Índio ampliar.
A partida estava decidida. O Inter passava a pensar só no Rio. Sua parte da tarefa estava realizada. Tentando se manter na elite, o Santo André especulava de fora da área. O único chute que foi ao gol saiu aos 44 minutos, quando Marcelinho arrematou e Lauro espalmou.
No segundo tempo, o melhor amigo do torcedor que foi ao Beira-Rio era o radinho de pilha. A angústia era o sentimento a cada vez que o Flamengo atacava. Na frente da torcida, o Inter sofreu uma pressão nos primeiros minutos. A partir dos 8, os colorados voltaram a exercer superioridade. Duas oportunidades consecutivas foram criadas. Primeiro com Danilo Silva e depois com Alecandro.
As defesas do goleiro Marcelo Grohe, do Grêmio, mereciam tanta vibração quando as duas que Lauro fez evitando o gol do Santo André, aos 14 minutos. O clima de expectativa foi quebrado com Andrezinho. Como contra o Sport, ele cobrou falta com maestria aos 22 minutos, colocando a goleada no placar. O Beira-Rio trepidava.
Nem mesmo o segundo gol do Flamengo diminuiu a festa. Não era a comemoração de um título, mas o reconhecimento do dever cumprido na última rodada. O Inter sentiu o sabor doce do tetra por uma hora e dez minutos.
O torcedor passou a ficar mais preocupado com o que ocorria no Rio. Vibrava com os lances ofensivos do Grêmio. Enquanto esperava o desenrolar no Maracanã, Taison cruzou para Giuliano maçar o quarto, de cabeça. O Santo André ainda descontou com Nunes, de pênalti. Após o término do jogo, os colorados seguiram inertes no estádio até o fim do jogo do Flamengo.
FICHA TÉCNICA:
INTERNACIONAL 4 x 1 SANTO ANDRÉ
Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 6 de dezembro de 2009, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Assistentes: Belmiro da Silva e Adson Márcio Lopes (ambos da BA)
Renda: R$ 591.785,00
Público: 36.597 pessoas
Cartão amarelo: Júnior Dutra, Vinícius e Ricardo Conceição (SA)
GOLS: INTERNACIONAL: Alecsandro, aos 21 minutos, e Índio, aos 33 minutos do primeiro tempo; Andrezinho, aos 22, e Giuliano aos minutos do segundo tempo;
SANTO ANDRÉ: Nunes, aos 40 minutos do segundo tempo;
INTERNACIONAL: Lauro; Danilo Silva, Índio, Bolívar e Kleber (Taller Cunha); Sandro, Andrezinho (Fabiano Eller), Giuliano e D'Alessandro; Taison e Alecsandro (Marquinhos)
Técnico: Mário Sérgio
SANTO ANDRÉ: Neneca (Júlio César), Rômulo, Vinícius, Marcel e Arthur; Ricardo Conceição, Júnior Dutra, Camilo (Fernando) e Marcelinho (Rodriguinho); Nunes e Wanderley
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