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- 29Sep
Universitário e ex-presidente da Confederação Brasileira lutam por medalhas no Pan
por Felipe Alencar, da redação do ESPN.com.br
Dos 64 atletas (32 homens e 32 mulheres) que disputarão as provas de boliche nos Jogos Pan-Americanos, 4 são brasileiros. E o país aposta em uma mistura de juventude e experiência para conseguir bons resultados em Guadalajara. A mescla acontece tanto no lado masculino quanto no feminino, gerando algumas peculiaridades na delegação nacional.
Entre os homens que representarão o Brasil no México está Marcelo Suartz, de 24 anos. Ele reside e estuda na Webber International University, nos Estados Unidos, e foi considerado o melhor jogador universitário de boliche do país na temporada 2010/2011. Suartz tem de arranjar tempo para conciliar os treinos, os estudos e o estágio.
Se por um lado Marcelo Suartz é uma das grandes promessas do Brasil, Márcio Vieira – outro representante do país em Guadalajara – já possui uma longa trajetória no esporte. Aos 58 anos, Márcio não é somente um jogador, mas um estudioso do boliche. Além disso, ele dedicou parte da sua carreira para transformar a modalidade em um esporte profissional no Brasil.
Márcio Vieira é o fundador da Federação Carioca de Boliche, e se tornou o primeiro presidente da Confederação Brasileira. O jogador ainda carrega consigo a experiência de quatro edições de Jogos Pan-Americanos. Em 1991, em Havana, quando o boliche entrou no calendário do Pan, Vieira já teve a oportunidade de representar o Brasil.
“A medalha de duplas é uma expectativa sólida e viável. Em agosto, disputamos um evento preparatório com os rivais e conseguimos o bronze. É de se ressaltar, no entanto, o equilíbrio da disputa. Na ocasião, ao fim do dia, faltando apenas um arremesso para cada atleta, poderíamos ter conseguido a prata ou terminado em sexto lugar”, conta Vieira.
“No individual, acredito que o maior desafio seria passar para as finais. A partir daí, o sistema de mata-mata nos permite o bronze com duas vitórias”, encerra o brasileiro.
As mulheres
A mistura entre experiência e juventude também caracteriza a parte feminina da delegação brasileira que vai embarcar para o México. Marizete Scheer, de 34 anos, é a primeira colocada do ranking brasileiro, e foi a vencedora da eliminatória para o Pan.
Por outro lado, Stephanie Martins, de apenas 19 anos, tem uma carreira mais recente, porém promissora. Assim como Marcelo Suartz, ela reside e estuda na Webber International University, na Flórida. Stephanie é bicampeã sul-americana juvenil e foi a segunda colocada na eliminatória para os Jogos Pan-Americanos. Para Marizete, os contrastes na delegação podem ajudar o Brasil a surpreender.
“Será o maior desafio da minha carreira. O Pan é o lugar máximo que o boliche chega, pois não está na Olimpíada. Então, pra gente, é como se fosse uma Olimpíada. Espero fazer a melhor competição da minha vida. Estou confiante, temos chances de sair com uma medalha. Não vou baixar a cabeça não”, diz Marizete, contando como tem sido o seu contato com Stephanie.
“Tem um tempo que não a encontro, pois ela treina nos Estados Unidos. Mas a gente se fala pela Internet. Depois das eliminatórias, nos encontramos umas 3 ou 4 vezes, e procuramos jogar juntas, dar dicas uma para a outra. Ela me passa técnicas novas que vem apresentando. E eu posso ajudar em coisas como maturidade, controle, disciplina”, completa Marizete Scheer.
Entre os homens que representarão o Brasil no México está Marcelo Suartz, de 24 anos. Ele reside e estuda na Webber International University, nos Estados Unidos, e foi considerado o melhor jogador universitário de boliche do país na temporada 2010/2011. Suartz tem de arranjar tempo para conciliar os treinos, os estudos e o estágio.
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Se por um lado Marcelo Suartz é uma das grandes promessas do Brasil, Márcio Vieira – outro representante do país em Guadalajara – já possui uma longa trajetória no esporte. Aos 58 anos, Márcio não é somente um jogador, mas um estudioso do boliche. Além disso, ele dedicou parte da sua carreira para transformar a modalidade em um esporte profissional no Brasil.
Márcio Vieira é o fundador da Federação Carioca de Boliche, e se tornou o primeiro presidente da Confederação Brasileira. O jogador ainda carrega consigo a experiência de quatro edições de Jogos Pan-Americanos. Em 1991, em Havana, quando o boliche entrou no calendário do Pan, Vieira já teve a oportunidade de representar o Brasil.

Márcio, Stephanie, Marizete e Marcelo representam o Brasil no Pan do México
Crédito da imagem: Divulgação - CBBOL
Quatro anos mais tarde, em Mar del Plata, ele teve uma nova experiência, desta vez como técnico. Novamente como jogador, disputou o Pan de 1999, em Winnipeg. No Rio de Janeiro, em 2007, Márcio Vieira foi o treinador de Fábio Rezende. E foi na prova de duplas, ao lado de Rodrigo Hermes, que Fábio Rezende conquistou a medalha de prata, a primeira do Brasil no boliche em Pan-Americanos. É justamente na parceria com o jovem Marcelo Suartz que Márcio Vieira 'deposita as suas fichas' nesta edição do Pan.Crédito da imagem: Divulgação - CBBOL
“A medalha de duplas é uma expectativa sólida e viável. Em agosto, disputamos um evento preparatório com os rivais e conseguimos o bronze. É de se ressaltar, no entanto, o equilíbrio da disputa. Na ocasião, ao fim do dia, faltando apenas um arremesso para cada atleta, poderíamos ter conseguido a prata ou terminado em sexto lugar”, conta Vieira.
“No individual, acredito que o maior desafio seria passar para as finais. A partir daí, o sistema de mata-mata nos permite o bronze com duas vitórias”, encerra o brasileiro.
As mulheres
A mistura entre experiência e juventude também caracteriza a parte feminina da delegação brasileira que vai embarcar para o México. Marizete Scheer, de 34 anos, é a primeira colocada do ranking brasileiro, e foi a vencedora da eliminatória para o Pan.
Por outro lado, Stephanie Martins, de apenas 19 anos, tem uma carreira mais recente, porém promissora. Assim como Marcelo Suartz, ela reside e estuda na Webber International University, na Flórida. Stephanie é bicampeã sul-americana juvenil e foi a segunda colocada na eliminatória para os Jogos Pan-Americanos. Para Marizete, os contrastes na delegação podem ajudar o Brasil a surpreender.
“Será o maior desafio da minha carreira. O Pan é o lugar máximo que o boliche chega, pois não está na Olimpíada. Então, pra gente, é como se fosse uma Olimpíada. Espero fazer a melhor competição da minha vida. Estou confiante, temos chances de sair com uma medalha. Não vou baixar a cabeça não”, diz Marizete, contando como tem sido o seu contato com Stephanie.
“Tem um tempo que não a encontro, pois ela treina nos Estados Unidos. Mas a gente se fala pela Internet. Depois das eliminatórias, nos encontramos umas 3 ou 4 vezes, e procuramos jogar juntas, dar dicas uma para a outra. Ela me passa técnicas novas que vem apresentando. E eu posso ajudar em coisas como maturidade, controle, disciplina”, completa Marizete Scheer.
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