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Uefa sub-17 na HD: Final, Alemanha x Holanda
Arnaldo Ribeiro
- 18h09
- 26Apr
Kaká não fica no Real Madrid. Kaká não é a solução para os problemas da seleção. Kaká não consegue mais jogar em alto nível. Kaká acabou.
Li, ouvi e refleti sobre cada uma das afirmações após a eliminação do Real Madrid diante do Bayern, com direito à pífia atuação do brasileiro, que começou na reserva e perdeu um dos pênaltis na disputa final.
Vamos aos fatos. O Kaká atual não tem a mesma desenvoltura física, marca do seu futebol. Está tentando reaprender a jogar, se reinventando, obrigado pelos problemas médicos que teve (alguns mal explicados até hoje, por sinal).
O Kaká atual demora mais do que o normal para entrar no ritmo de uma partida. Portanto: não pode ser um reserva. Até ele entrar na pilha da partida, tchau. Isso ficou evidente contra o Bayern. Nos jogos em que começou jogando em 2012, contra adversários mais fracos, é verdade, jogou bem – se encaixando aos poucos ao ritmo dos jogos.
Para continuar na reserva do Real Madrid (e hoje o Real Madrid tem titulares excelentes no meio e no ataque), é melhor (para todo mundo) sair.
E sair significa: baixar de nível e aceitar um clube menor da Europa, voltar ao seu Milan ou retornar ao Brasil. Sim, ao Brasil.
Aqui, num futebol nivelado por baixo tecnicamente, Kaká provavelmente ainda faria diferença. Diferença suficiente para garantir vaga numa seleção brasileira em formação, que não consegue encontrar uma cabeça pensante.
Esse é o Kaká atual e as perspectivas para a reta final de sua carreira.
Mas existe o Kaká de sempre. E o Kaká de sempre exige outra discussão. O Kaká de sempre desperta mais ódio que amor. Ele não tem exatamente carisma. Nunca foi um ídolo nacional (nem ídolo total do time de origem, o São Paulo, ele é), é visto com desconfiança, antipatia – menos pelo povo, e mais pela crítica, pelos jornalistas, pela imprensa.
Talvez por conta da ligação com a religião. Talvez por não ter conquistado uma Copa pela seleção.
Kaká tem alguns pontos a seu favor, pontos que podem fazer alguma diferença nestes últimos capítulos de sua carreira em alto nível. Ele é sério, dedicado, profissional (avesso a baladas), quer vencer, treina, se empenha, justifica seu salário, não se deixa seduzir pelo ‘estrelismo’.
Eu queria um cara desses, mesmo sem o repertório de antigamente, no meu time. Acho que Mano Menezes, em princípio, também pensa assim. E você?
Li, ouvi e refleti sobre cada uma das afirmações após a eliminação do Real Madrid diante do Bayern, com direito à pífia atuação do brasileiro, que começou na reserva e perdeu um dos pênaltis na disputa final.
Vamos aos fatos. O Kaká atual não tem a mesma desenvoltura física, marca do seu futebol. Está tentando reaprender a jogar, se reinventando, obrigado pelos problemas médicos que teve (alguns mal explicados até hoje, por sinal).
O Kaká atual demora mais do que o normal para entrar no ritmo de uma partida. Portanto: não pode ser um reserva. Até ele entrar na pilha da partida, tchau. Isso ficou evidente contra o Bayern. Nos jogos em que começou jogando em 2012, contra adversários mais fracos, é verdade, jogou bem – se encaixando aos poucos ao ritmo dos jogos.
Para continuar na reserva do Real Madrid (e hoje o Real Madrid tem titulares excelentes no meio e no ataque), é melhor (para todo mundo) sair.
E sair significa: baixar de nível e aceitar um clube menor da Europa, voltar ao seu Milan ou retornar ao Brasil. Sim, ao Brasil.
Aqui, num futebol nivelado por baixo tecnicamente, Kaká provavelmente ainda faria diferença. Diferença suficiente para garantir vaga numa seleção brasileira em formação, que não consegue encontrar uma cabeça pensante.
Esse é o Kaká atual e as perspectivas para a reta final de sua carreira.
Mas existe o Kaká de sempre. E o Kaká de sempre exige outra discussão. O Kaká de sempre desperta mais ódio que amor. Ele não tem exatamente carisma. Nunca foi um ídolo nacional (nem ídolo total do time de origem, o São Paulo, ele é), é visto com desconfiança, antipatia – menos pelo povo, e mais pela crítica, pelos jornalistas, pela imprensa.
Talvez por conta da ligação com a religião. Talvez por não ter conquistado uma Copa pela seleção.
Kaká tem alguns pontos a seu favor, pontos que podem fazer alguma diferença nestes últimos capítulos de sua carreira em alto nível. Ele é sério, dedicado, profissional (avesso a baladas), quer vencer, treina, se empenha, justifica seu salário, não se deixa seduzir pelo ‘estrelismo’.
Eu queria um cara desses, mesmo sem o repertório de antigamente, no meu time. Acho que Mano Menezes, em princípio, também pensa assim. E você?
Antes de mais nada duas perguntas para você, caro leitor. 1) Você está plenamente satisfeito com o goleiro do seu time? 2) Quem deve ser o goleiro da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014 na sua opinião?
O último final de semana foi especialmente trágico para goleiros brasileiros. Júlio César, do Corinthians, saiu de campo chorando, responsável direto pela eliminação de sua equipe no Campeonato Paulista. Mas ele não foi o único. Deola, do Palmeiras, falhou também. Felipe, do Flamengo, bateu roupa. Fernando Prass, do Vasco, aceitou um chute de longuíssima distância. E assim por diante...
Final de semana atípico, portanto? Não. Final de semana típico. O Brasil, por incrível que pareça, vive uma crise de goleiros. O outro Júlio César, titular na última Copa do Mundo, vive a pior temporada da carreira na Internazionale e não tem substituto em vista.
Gomes não joga mais no Tottenham. Diego Alves até que vai bem no Valencia, mas não é titular absoluto.
A situação interna não é muito melhor. Os goleiros mais longevos e confiáveis nos seus clubes, casos de Victor (Grêmio), Jefferson (Botafogo) e Fábio (Cruzeiro) também não estão no auge. Alguns clubes apostam em jovens, como Santos, Corinthians, Palmeiras, Inter... Alguns desistiram de apostar, caso do Atlético-MG.
Marcos, ex-Palmeiras, aposentou-se. Rogério Ceni, do São Paulo, vive inusitada situação: está machucado e só volta no segundo semestre, algo raro em sua carreira.
O Brasil, que já teve três goleiraços da mesma geração e do mesmo nível (Marcos, Rogério e Dida) ficou de repente sem referência no gol.
E goleiro ganha jogo? Se não ganha, ajuda a ganhar. As três últimas seleções campeãs do mundo tiveram goleiros como protagonistas. Casillas, da Espanha, em 2010; Buffon, da Itália, em 2006; Marcos, do Brasil, em 2002...
Insisto. Quem é o melhor goleiro do Brasil? O Brasil terá um grande goleiro em 2014?
O último final de semana foi especialmente trágico para goleiros brasileiros. Júlio César, do Corinthians, saiu de campo chorando, responsável direto pela eliminação de sua equipe no Campeonato Paulista. Mas ele não foi o único. Deola, do Palmeiras, falhou também. Felipe, do Flamengo, bateu roupa. Fernando Prass, do Vasco, aceitou um chute de longuíssima distância. E assim por diante...
Final de semana atípico, portanto? Não. Final de semana típico. O Brasil, por incrível que pareça, vive uma crise de goleiros. O outro Júlio César, titular na última Copa do Mundo, vive a pior temporada da carreira na Internazionale e não tem substituto em vista.
Gomes não joga mais no Tottenham. Diego Alves até que vai bem no Valencia, mas não é titular absoluto.
A situação interna não é muito melhor. Os goleiros mais longevos e confiáveis nos seus clubes, casos de Victor (Grêmio), Jefferson (Botafogo) e Fábio (Cruzeiro) também não estão no auge. Alguns clubes apostam em jovens, como Santos, Corinthians, Palmeiras, Inter... Alguns desistiram de apostar, caso do Atlético-MG.
Marcos, ex-Palmeiras, aposentou-se. Rogério Ceni, do São Paulo, vive inusitada situação: está machucado e só volta no segundo semestre, algo raro em sua carreira.
O Brasil, que já teve três goleiraços da mesma geração e do mesmo nível (Marcos, Rogério e Dida) ficou de repente sem referência no gol.
E goleiro ganha jogo? Se não ganha, ajuda a ganhar. As três últimas seleções campeãs do mundo tiveram goleiros como protagonistas. Casillas, da Espanha, em 2010; Buffon, da Itália, em 2006; Marcos, do Brasil, em 2002...
Insisto. Quem é o melhor goleiro do Brasil? O Brasil terá um grande goleiro em 2014?
- 16h23
- 09Apr
Daniel Alves, Marcelo, Thiago Silva e, sobretudo, Neymar. Qualquer seleção brasileira formada hoje teria esses quatro jogadores. E quem mais?
Difícil resposta. A seleção brasileira hoje vive uma crise de identidade. Mano Menezes se esforça para repetir a base nas suas convocações, mas a base ainda não deu liga.
São pouquíssimos os jogadores confiáveis e inquestionáveis no Brasil hoje. Mesmo os quatro acima têm algumas ressalvas. Os laterais, por exemplo. Daniel Alves nunca conseguiu ser brilhante na seleção como é no Barcelona (aliás, não dá para comparar, né?). E Marcelo reina no outro lado por absoluta falta de concorrência. Thiago Silva e Neymar talvez sejam os únicos hoje em dia acima de qualquer suspeita.
Comecemos pelo gol. Júlio César não é mais o mesmo? Não. Isso está claro. Para qualquer um. Mas quem se habilita? Diego Alves? Nem titular absoluto do Valencia ele é? Os goleiros que atuam no Brasil? Victor e Fabio caíram de produção. Jefferson oscila também...
Na zaga. Quem seria o companheiro de Thiago Silva? David Luiz surgiu bem, mas ainda não é uma segurança. Dedé é um fenômeno local. Ainda não foi devidamente testado.
Dupla de volantes? Terreno pantanoso. Mano apostou em Lucas Leiva, que se machucou seriamente. Sandro tem pedigree, mas não é titular na Inglaterra. Ralf joga muito no Corinthians. Mas e na seleção? Candidatos a segundo volante não faltam. Fernandinho, Elias, Paulinho, Arouca, mas ninguém incontestável. Nem Hernanes, que vem atuando na seleção e na Lazio mais à frente.
E o camisa 10? Aí a batalha é de fato dura. PH Ganso não emplaca. Ronaldinho Gaúcho? Acho que já deu, né? Kaká é uma possibilidade. Mas não consegue a sequencia que tanto deseja no Real Madrid?
E os campanheiros de Neymar? Pelos lados, algumas possibilidades. Lucas, Hulk, Robinho (?) ou mais um jogador para fechar o meio-campo, mudando o sistema.
O que não dá é para abrir mão de um camisa 9 incontestável. E ele joga no Brasil, certo? Alexandre Pato precisa começar tudo de novo e se livrar das lesões para merecer nova chance. No país, encontram-se hoje os principais goleadores do país. Os mais veteranos (que convivem com lesões), como Fred, Vágner Love e Luís Fabiano, a aposta Leandro Damião...
A Olimpíada pode dar uma mão a Mano Menezes e confirmar algumas possibilidades. Fernando (Grêmio), Casemiro (São Paulo)... Ou deixar o cenário ainda mais obscuro. Para você: qual a seleção brasileira ideal hoje, a dois anos da Copa?
Difícil resposta. A seleção brasileira hoje vive uma crise de identidade. Mano Menezes se esforça para repetir a base nas suas convocações, mas a base ainda não deu liga.
São pouquíssimos os jogadores confiáveis e inquestionáveis no Brasil hoje. Mesmo os quatro acima têm algumas ressalvas. Os laterais, por exemplo. Daniel Alves nunca conseguiu ser brilhante na seleção como é no Barcelona (aliás, não dá para comparar, né?). E Marcelo reina no outro lado por absoluta falta de concorrência. Thiago Silva e Neymar talvez sejam os únicos hoje em dia acima de qualquer suspeita.
Comecemos pelo gol. Júlio César não é mais o mesmo? Não. Isso está claro. Para qualquer um. Mas quem se habilita? Diego Alves? Nem titular absoluto do Valencia ele é? Os goleiros que atuam no Brasil? Victor e Fabio caíram de produção. Jefferson oscila também...
Na zaga. Quem seria o companheiro de Thiago Silva? David Luiz surgiu bem, mas ainda não é uma segurança. Dedé é um fenômeno local. Ainda não foi devidamente testado.
Dupla de volantes? Terreno pantanoso. Mano apostou em Lucas Leiva, que se machucou seriamente. Sandro tem pedigree, mas não é titular na Inglaterra. Ralf joga muito no Corinthians. Mas e na seleção? Candidatos a segundo volante não faltam. Fernandinho, Elias, Paulinho, Arouca, mas ninguém incontestável. Nem Hernanes, que vem atuando na seleção e na Lazio mais à frente.
E o camisa 10? Aí a batalha é de fato dura. PH Ganso não emplaca. Ronaldinho Gaúcho? Acho que já deu, né? Kaká é uma possibilidade. Mas não consegue a sequencia que tanto deseja no Real Madrid?
E os campanheiros de Neymar? Pelos lados, algumas possibilidades. Lucas, Hulk, Robinho (?) ou mais um jogador para fechar o meio-campo, mudando o sistema.
O que não dá é para abrir mão de um camisa 9 incontestável. E ele joga no Brasil, certo? Alexandre Pato precisa começar tudo de novo e se livrar das lesões para merecer nova chance. No país, encontram-se hoje os principais goleadores do país. Os mais veteranos (que convivem com lesões), como Fred, Vágner Love e Luís Fabiano, a aposta Leandro Damião...
A Olimpíada pode dar uma mão a Mano Menezes e confirmar algumas possibilidades. Fernando (Grêmio), Casemiro (São Paulo)... Ou deixar o cenário ainda mais obscuro. Para você: qual a seleção brasileira ideal hoje, a dois anos da Copa?
A Champions League ferve. É verdade. Mas os principais campeonatos 'nacionais' europeus também. E como... É a melhor, mais equilibrada e de mais alto nível técnico dos últimos anos. A seguir, um raio-X do Espanhol, do Inglês, do Italiano e do Alemão. As chances dos favoritos, os próximos jogos e o meu palpite. Quero o seu também...
ESPANHOL - Sim. Temos um campeonato, faltando 10 rodadas. O Barça, encantado pelo recordista Messi, engatou a série de vitórias. O Real, que não tropeçava, tropeçou duas vezes. Os dois times se enfrentam em Barcelona (que ganhou em Madri na ida). Confronto direto é o primeiro critério de desempate.
Real Madrid (72 pontos): Real Sociedad (c), Osasuna (f), Valencia (c), Atlético (f), Gijón (c), Barcelona (f), Sevilla (c), Bilbao (f), Granada (f) e Mallorca (c)
Barcelona (66 pontos): Mallorca (f), Bilbao (c), Zaragoza (f), Getafe (c), Levante (f), Real Madrid (c), Rayo (f), Malaga (c), Espanyol (c), Betis (f)
Palpite: Real Madrid, raspando. Importante salientar. NÃO TORÇO PARA O REAL MADRID. Só não acreditava na manutenção do nível de jogo do Barcelona por tanto tempo. Ainda bem que eles surpreenderam… As tabelas são parecidas. Os dois têm clássicos locais e desafios parelhos. A distância de pontos, hoje pequena, pode ser decisiva.
INGLÊS – Temporada espetacular! Times de Londres brigam pelas vagas restantes na Champions. A briga pelo título confronta os times de Manchester. A favor do United, a tabela mais fácil e, sobretudo, a tradição recente de conquistas. Ferguson e Giggs, por exemplo, foram 12 vezes campeões ingleses!!! 12 vezes !!! No City, que vive jejum de títulos, quem mais venceu o Inglês foi o ex-renegado Teves: 2 vezes, pelo United...
Manchester United (70 pontos): Fulham (c), Blackburn (f), QPR (c), Wigan (f), Aston Villa (c), Everton (c), Manchester City (f), Swansea (c) e Sunderland (f)
Manchester City (69 pontos): Stoke City (f), Sunderland (c), Arsenal (f), West Brom (c), Norwich (f), Wolves (f), Manchester United (c), Newcastle (f), QPR (c)
Palpite: United. O time não joga tão bonito como o rival? Não. A hegemonia vermelha é maléfica para o futebol inglês? Sim. Mas a tradição deve pesar. O confronto direto é no estádio do City, o melhor mandante do futebol europeu hoje. Mas o time azul precisa melhorar demais fora se quiser levar o troféu pra casa, independentemente do duelo com o rival.
ITALIANO – Na Copa da Itália, a Juve levou a melhor e disputará a final. No Italiano, o título está mais uma vez nas mãos do Milan. Vantagem razoável, tabela favorável, time mais rodado. A Juventus precisa manter-se viva nas próximos quatro rodadas quanto tem três jogos cruciais em casa (Inter, Napoli, e Lazio).
Milan (60 pontos): Roma (c), Catania (f), Fiorentina (c), Chievo (f), Genoa (c), Bologna (c), Siena (f), Atalanta (c), Inter (f), Novara (c)
Juventus (56 pontos): Inter (c), Napoli (c), Palermo (f), Lazio (c), Cesena (f), Roma (c), Novara (f), Lecce (c), Cagliari (f), Atalanta (c)
Palpite: Milan. Tem tudo a seu favor. O que pode atrapalhar, por incrível que pareça, é o duríssimo confronto na Champions League com o Barcelona – além das já habituais lesões. Será que o time perde o foco no Italiano para pensar no Barça. A Juventus espera que sim.
ALEMÃO – São disparados os melhores times da Alemanha, cada um ao seu estilo. Se descolaram dos demais. Decidirão a Copa da Alemanha e também o campeonato, onde o Borussia tem uma vantagem considerável. O Bayern, envolvido também na Champions League, terá de se desdobrar.
Borussia Dortmund (59 pontos): Colonia (f), Stuttgart (c), Wolfsburg (f), Bayern (c), Schalke (f), Borussia M´Gladbach (c), Kaiserlautern (f), Freiburg (c)
Bayern Munique (54 pontos): Hannover (c), Nuremberg (f), Augsburg (c), Dortmund (f), Mainz (c), Werder Bremen (f), Stuttgart (c), Colonia (f)
Palpite: Dortmund. Tem a tabela mais complicada, mas o time encaixou novamente e vai receber seu grande adversário em casa. Se vencer o confronto direto, dificilmente perde o título, embora não dependa do duelo com o Bayern para conquistador o campeonato.
ESPANHOL - Sim. Temos um campeonato, faltando 10 rodadas. O Barça, encantado pelo recordista Messi, engatou a série de vitórias. O Real, que não tropeçava, tropeçou duas vezes. Os dois times se enfrentam em Barcelona (que ganhou em Madri na ida). Confronto direto é o primeiro critério de desempate.
Real Madrid (72 pontos): Real Sociedad (c), Osasuna (f), Valencia (c), Atlético (f), Gijón (c), Barcelona (f), Sevilla (c), Bilbao (f), Granada (f) e Mallorca (c)
Barcelona (66 pontos): Mallorca (f), Bilbao (c), Zaragoza (f), Getafe (c), Levante (f), Real Madrid (c), Rayo (f), Malaga (c), Espanyol (c), Betis (f)
Palpite: Real Madrid, raspando. Importante salientar. NÃO TORÇO PARA O REAL MADRID. Só não acreditava na manutenção do nível de jogo do Barcelona por tanto tempo. Ainda bem que eles surpreenderam… As tabelas são parecidas. Os dois têm clássicos locais e desafios parelhos. A distância de pontos, hoje pequena, pode ser decisiva.
INGLÊS – Temporada espetacular! Times de Londres brigam pelas vagas restantes na Champions. A briga pelo título confronta os times de Manchester. A favor do United, a tabela mais fácil e, sobretudo, a tradição recente de conquistas. Ferguson e Giggs, por exemplo, foram 12 vezes campeões ingleses!!! 12 vezes !!! No City, que vive jejum de títulos, quem mais venceu o Inglês foi o ex-renegado Teves: 2 vezes, pelo United...
Manchester United (70 pontos): Fulham (c), Blackburn (f), QPR (c), Wigan (f), Aston Villa (c), Everton (c), Manchester City (f), Swansea (c) e Sunderland (f)
Manchester City (69 pontos): Stoke City (f), Sunderland (c), Arsenal (f), West Brom (c), Norwich (f), Wolves (f), Manchester United (c), Newcastle (f), QPR (c)
Palpite: United. O time não joga tão bonito como o rival? Não. A hegemonia vermelha é maléfica para o futebol inglês? Sim. Mas a tradição deve pesar. O confronto direto é no estádio do City, o melhor mandante do futebol europeu hoje. Mas o time azul precisa melhorar demais fora se quiser levar o troféu pra casa, independentemente do duelo com o rival.
ITALIANO – Na Copa da Itália, a Juve levou a melhor e disputará a final. No Italiano, o título está mais uma vez nas mãos do Milan. Vantagem razoável, tabela favorável, time mais rodado. A Juventus precisa manter-se viva nas próximos quatro rodadas quanto tem três jogos cruciais em casa (Inter, Napoli, e Lazio).
Milan (60 pontos): Roma (c), Catania (f), Fiorentina (c), Chievo (f), Genoa (c), Bologna (c), Siena (f), Atalanta (c), Inter (f), Novara (c)
Juventus (56 pontos): Inter (c), Napoli (c), Palermo (f), Lazio (c), Cesena (f), Roma (c), Novara (f), Lecce (c), Cagliari (f), Atalanta (c)
Palpite: Milan. Tem tudo a seu favor. O que pode atrapalhar, por incrível que pareça, é o duríssimo confronto na Champions League com o Barcelona – além das já habituais lesões. Será que o time perde o foco no Italiano para pensar no Barça. A Juventus espera que sim.
ALEMÃO – São disparados os melhores times da Alemanha, cada um ao seu estilo. Se descolaram dos demais. Decidirão a Copa da Alemanha e também o campeonato, onde o Borussia tem uma vantagem considerável. O Bayern, envolvido também na Champions League, terá de se desdobrar.
Borussia Dortmund (59 pontos): Colonia (f), Stuttgart (c), Wolfsburg (f), Bayern (c), Schalke (f), Borussia M´Gladbach (c), Kaiserlautern (f), Freiburg (c)
Bayern Munique (54 pontos): Hannover (c), Nuremberg (f), Augsburg (c), Dortmund (f), Mainz (c), Werder Bremen (f), Stuttgart (c), Colonia (f)
Palpite: Dortmund. Tem a tabela mais complicada, mas o time encaixou novamente e vai receber seu grande adversário em casa. Se vencer o confronto direto, dificilmente perde o título, embora não dependa do duelo com o Bayern para conquistador o campeonato.
Tudo começou com um desabafo de Lucas no twitter depois do jogo contra o Independente (PA), pela Copa do Brasil, quando o são-paulino teve uma de suas piores atuações desde que virou titular e referência (precoce) da equipe.
@Lucasnarede 'As vezes nao entendo,se parto pra cima eu to errado,se toco de lado tambem estou errado..nao sei mais oq faço...'
O desabafo fez com que algumas personalidades do futebol se manifestassem em solidariedade. Caso do cerebral Alex, do Fenerbahçe, da Turquia. Conversei com Alex sobre Lucas, via twitter. Cheguei a algumas conclusões.
Lucas precisa de auxílio, ou pode se perder pelo caminho. Auxílio do São Paulo, da comissão técnica, dos companheiros, dos mais experientes, do seu staff, da sua família, dos seus amigos...
Enquanto eles não se manifestam publicamente, vamos tentar ajudar Lucas. Trata-se de um menino, talentoso, dedicado, voluntarioso, interessado, cabeça boa. Mas... Mas... Não é um craque. Nem nunca será!
Alguém colocou na cabeça dele. "Lucas: você é craque. Vai para cima, vai para dentro dos caras." E ele tenta provar que é craque, fazer o gol de placar em todas as jogadas. As grandes atuações que teve no Sul-Americano sub-20 ano passado, quando fez parceria e chegou a ser comparado com Neymar, só o atrapalharam. Alguns golaços eventuais, partindo com a bola desde seu campo, também não ajudaram.
Lucas tenta fazer isso sempre. Ficou fominha. Abaixou a cabeça, passou sempre a escolher a pior jogada. Passou muitas vezes a atrapalhar o próprio time pelo individualismo.
São as bolas perdidas por Lucas em suas jogadas individuais que originam os principais contra-ataques sofridos pelo São Paulo. Por tentar evitar um desses contra-ataques, Lucas foi expulso num jogo-chave contra o Flamengo no Brasileiro do ano passado, estreia de Luís Fabiano, resultando que minou as chances de o time se classificar para a Libertadores e ajudou a colocar o rival na competição sul-americana. O técnico Adílson Batista pagou o pato. Lucas saiu ileso.
Saiu ileso e não aprendeu. Neste ano, voltou pior. Voltou achando que precisa decidir sempre. Assumir a responsabilidade (coisa difícil para um jovem) não é tentar a jogada individual sempre. É se apresentar para o jogo. Marcar. Roubar bolas. Passar! O passe é o principal fundamento do futebol. Lucas ainda não domina esse fundamento.
As comparações com Neymar, seu amigo, são péssimas para ele. E seu staff, o mesmo que toma conta da carreira de Neymar, com Ronaldo Fenômeno e cia, em vez de ajudar, atrapalha (no dia seguinte ao desabafo, levou Lucas ao programa Altas Horas, da Globo, e foi aquela babação de ovo...).
O staff de Lucas estimula a comparação com Neymar. Trata os dois como Fenômenos. Neymar já cruzou a linha. Tem um ano a mais como profissional e isso conta muito. Já é craque. É diferente. Lucas vai cruzar a linha provavelmente, mas nunca será craque. Alguém precisa dizer isso clararamente para ele. Urgente.
@Lucasnarede 'As vezes nao entendo,se parto pra cima eu to errado,se toco de lado tambem estou errado..nao sei mais oq faço...'
O desabafo fez com que algumas personalidades do futebol se manifestassem em solidariedade. Caso do cerebral Alex, do Fenerbahçe, da Turquia. Conversei com Alex sobre Lucas, via twitter. Cheguei a algumas conclusões.
Lucas precisa de auxílio, ou pode se perder pelo caminho. Auxílio do São Paulo, da comissão técnica, dos companheiros, dos mais experientes, do seu staff, da sua família, dos seus amigos...
Enquanto eles não se manifestam publicamente, vamos tentar ajudar Lucas. Trata-se de um menino, talentoso, dedicado, voluntarioso, interessado, cabeça boa. Mas... Mas... Não é um craque. Nem nunca será!
Alguém colocou na cabeça dele. "Lucas: você é craque. Vai para cima, vai para dentro dos caras." E ele tenta provar que é craque, fazer o gol de placar em todas as jogadas. As grandes atuações que teve no Sul-Americano sub-20 ano passado, quando fez parceria e chegou a ser comparado com Neymar, só o atrapalharam. Alguns golaços eventuais, partindo com a bola desde seu campo, também não ajudaram.
Lucas tenta fazer isso sempre. Ficou fominha. Abaixou a cabeça, passou sempre a escolher a pior jogada. Passou muitas vezes a atrapalhar o próprio time pelo individualismo.
São as bolas perdidas por Lucas em suas jogadas individuais que originam os principais contra-ataques sofridos pelo São Paulo. Por tentar evitar um desses contra-ataques, Lucas foi expulso num jogo-chave contra o Flamengo no Brasileiro do ano passado, estreia de Luís Fabiano, resultando que minou as chances de o time se classificar para a Libertadores e ajudou a colocar o rival na competição sul-americana. O técnico Adílson Batista pagou o pato. Lucas saiu ileso.
Saiu ileso e não aprendeu. Neste ano, voltou pior. Voltou achando que precisa decidir sempre. Assumir a responsabilidade (coisa difícil para um jovem) não é tentar a jogada individual sempre. É se apresentar para o jogo. Marcar. Roubar bolas. Passar! O passe é o principal fundamento do futebol. Lucas ainda não domina esse fundamento.
As comparações com Neymar, seu amigo, são péssimas para ele. E seu staff, o mesmo que toma conta da carreira de Neymar, com Ronaldo Fenômeno e cia, em vez de ajudar, atrapalha (no dia seguinte ao desabafo, levou Lucas ao programa Altas Horas, da Globo, e foi aquela babação de ovo...).
O staff de Lucas estimula a comparação com Neymar. Trata os dois como Fenômenos. Neymar já cruzou a linha. Tem um ano a mais como profissional e isso conta muito. Já é craque. É diferente. Lucas vai cruzar a linha provavelmente, mas nunca será craque. Alguém precisa dizer isso clararamente para ele. Urgente.
- 16h49
- 15Feb
A convocação da seleção para o primeiro jogo de 2012 turbinou mais uma vez as discussões sobre o potencial do time e a carência de grandes jogadores no futebol brasileiro.
Está cada vez mais claro para todo mundo que Neymar é o craque solitário de qualquer seleção brasileira que se monte hoje. Olímpica ou Principal. É Neymar e mais 10. Os outros craques em potencial minguaram. Ronaldinho não consegue voltar ao nível de antigamente. Kaká sofre com problemas físicos e não se firma como titular no Real Madrid. Pato está sumido no Milan. Paulo Henrique Ganso não consegue mais uma sequencia de grandes jogos...
O futebol brasileiro ficou dependente de um menino talentoso. E isso é tão trágico assim?
Existem craques acima de Neymar no resto do mundo? Sim. Claramente um argentino: Messi. Claramente um português: Cristiano Ronaldo. E só.
E nem por isso as seleções argentina e portuguesa me parecem melhores que a brasileira. São?
Creio que não... O Brasil de Mano Menezes tem dois dos melhores zagueiros do mundo: Daniel Alves e Marcelo; tem também um dos melhores zagueiros do mundo: Thiago Silva; tem bons e jovens jogadores de meio: Sandro, Ramires, Fernandinho, Hernanes e Elias...; tem também pelo menos um promissor artilheiro, Leandro Damião, e um velocista bom finalizador, Lucas.
Ou seja: Neymar tem bons coadjuvantes. Mano Menezes tem material para formar um bom time. Ainda não é um bom time, mas pode vir a ser.
O problema é que o torcedor brasileiro se acostumou a ver o Brasil campeão mundial com uma constelação de craques: Pelé e Garrincha em 58; Garrincha e cia em 62; Pelé, Tostão, Gérson e Rivellino em 70; Ronaldo e Rivaldo em 2002...
Faltou um título? Sim, faltou. Em 1994, o Brasil foi campeão com um craque só. Romário era o Neymar da época. O resto do time garantia. E o Brasil pode ser campeão de novo com um time e não com um punhado de craques. Dá tempo de forma-lo. Não dá?
Está cada vez mais claro para todo mundo que Neymar é o craque solitário de qualquer seleção brasileira que se monte hoje. Olímpica ou Principal. É Neymar e mais 10. Os outros craques em potencial minguaram. Ronaldinho não consegue voltar ao nível de antigamente. Kaká sofre com problemas físicos e não se firma como titular no Real Madrid. Pato está sumido no Milan. Paulo Henrique Ganso não consegue mais uma sequencia de grandes jogos...
O futebol brasileiro ficou dependente de um menino talentoso. E isso é tão trágico assim?
Existem craques acima de Neymar no resto do mundo? Sim. Claramente um argentino: Messi. Claramente um português: Cristiano Ronaldo. E só.
E nem por isso as seleções argentina e portuguesa me parecem melhores que a brasileira. São?
Creio que não... O Brasil de Mano Menezes tem dois dos melhores zagueiros do mundo: Daniel Alves e Marcelo; tem também um dos melhores zagueiros do mundo: Thiago Silva; tem bons e jovens jogadores de meio: Sandro, Ramires, Fernandinho, Hernanes e Elias...; tem também pelo menos um promissor artilheiro, Leandro Damião, e um velocista bom finalizador, Lucas.
Ou seja: Neymar tem bons coadjuvantes. Mano Menezes tem material para formar um bom time. Ainda não é um bom time, mas pode vir a ser.
O problema é que o torcedor brasileiro se acostumou a ver o Brasil campeão mundial com uma constelação de craques: Pelé e Garrincha em 58; Garrincha e cia em 62; Pelé, Tostão, Gérson e Rivellino em 70; Ronaldo e Rivaldo em 2002...
Faltou um título? Sim, faltou. Em 1994, o Brasil foi campeão com um craque só. Romário era o Neymar da época. O resto do time garantia. E o Brasil pode ser campeão de novo com um time e não com um punhado de craques. Dá tempo de forma-lo. Não dá?
Vai começar para valer o torneio mais querido dos clubes brasileiros: a Copa Libertadores. Mais uma vez o país conta com representantes de peso, todos eles (ou quase todos) candidatos à conquista do título. Bom momento para avaliar o momento e o potencial de cada um deles...
. Santos: atual campeão. Está no Grupo 1, ao lado de outro brasileiro, o Internacional. Os demais adversários? Dois times fracos: The Strongest e sua altitude boliviana, e Juan Aurich, do Peru. Não deve ter dificuldade em passar de fase, mas preocupa o início titubeante de um time que já mostrou fragilidade na decisão do Mundial de Clubes, contra o Barcelona. Perdeu Danilo. Praticamente não contratou. E continua excessivamente dependente de Neymar. Detalhe: Neymar vai estar a serviço das seleções (olímpica e principal) durante boa parte do ano, o que pode prejudicar seu desempenho no clube.
. Internacional: deve disputar com o Santos o primeiro lugar do Grupo 1. Passou bem pela Pré-Libertadores, diante de um adversário difícil: o Once Caldas. Manteve a boa base do ano passado e ainda conseguiu reforços importantes, como Datolo, Dagoberto, Marcos Aurélio... Tem tradição recente na competição, não teve pudor nenhum ao deixar o Gauchão de lado e se preparou para brigar pelo título sul-americano.
. Flamengo: passou com dificuldade pela Pré-Libertadores e vive a beira do caos. Já trocou a comissão técnica, a diretoria de futebol, tem problemas financeiros. Mas tem um bom time, com jogadores experientes, graúdos. Ganhou mais um deles, Vágner Love. O Grupo 2, em que está inserido, não é nenhuma moleza. Tem Lanús (Argentina), Emelec (Equador) e Olimpia (Paraguai). Não tem tradição de ir bem na Libertadores, mas o que assusta mesmo é a bagunça interna.
. Fluminense: já tinha um ótimo elenco, um técnico campeão da Libertadores e investiu pesado, trazendo alguns jogadores de ponta, como Thiago Neves. Mas o começo ruim no Estadual assustou. O Grupo 4 da Libertadores também é 'hostil'. Tem dois argentinos (Boca Juniors e Arsenal) e um venezuelano candidato a saco de pancadas (Zamora). Abel tem pouco tempo para achar o time titular e fazer o time render. Se embalar, pode até chegar. Mas o início preocupa.
. Vasco: caiu num grupo enjoado, o Grupo 5, como Nacional (URU), Alianza Lima (PER) e Libertad (PAR). Vive problemas financeiros, o que é sempre uma ameaça. Mas largou bem no Estadual, tem jogadores maduros e responsáveis. O time titular é muito bom, mas o banco não acompanha. Se conseguir dar a atenção necessária à Libertadores, pode chegar.
. Corinthians: Libertadores para o corintiano é o assunto mais sério que pode existir. O time não perdeu nenhum titular campeão brasileiro, e ainda conseguiu reforços importantes, como Douglas. É um dos favoritos, se conseguir manter o foco e a cabeça fria. Caiu numa chave tranquila, o Grupo 6, com Cruz Azul (MEX), Deportivo Tachira (VEN) e Nacional (PAR). O único problema são as viagens longas. O potencial do time será medido de fato no mata-mata.
Para você, qual o brasileiro que chegará mais longe na Libertadores. E por quê?
. Santos: atual campeão. Está no Grupo 1, ao lado de outro brasileiro, o Internacional. Os demais adversários? Dois times fracos: The Strongest e sua altitude boliviana, e Juan Aurich, do Peru. Não deve ter dificuldade em passar de fase, mas preocupa o início titubeante de um time que já mostrou fragilidade na decisão do Mundial de Clubes, contra o Barcelona. Perdeu Danilo. Praticamente não contratou. E continua excessivamente dependente de Neymar. Detalhe: Neymar vai estar a serviço das seleções (olímpica e principal) durante boa parte do ano, o que pode prejudicar seu desempenho no clube.
. Internacional: deve disputar com o Santos o primeiro lugar do Grupo 1. Passou bem pela Pré-Libertadores, diante de um adversário difícil: o Once Caldas. Manteve a boa base do ano passado e ainda conseguiu reforços importantes, como Datolo, Dagoberto, Marcos Aurélio... Tem tradição recente na competição, não teve pudor nenhum ao deixar o Gauchão de lado e se preparou para brigar pelo título sul-americano.
. Flamengo: passou com dificuldade pela Pré-Libertadores e vive a beira do caos. Já trocou a comissão técnica, a diretoria de futebol, tem problemas financeiros. Mas tem um bom time, com jogadores experientes, graúdos. Ganhou mais um deles, Vágner Love. O Grupo 2, em que está inserido, não é nenhuma moleza. Tem Lanús (Argentina), Emelec (Equador) e Olimpia (Paraguai). Não tem tradição de ir bem na Libertadores, mas o que assusta mesmo é a bagunça interna.
. Fluminense: já tinha um ótimo elenco, um técnico campeão da Libertadores e investiu pesado, trazendo alguns jogadores de ponta, como Thiago Neves. Mas o começo ruim no Estadual assustou. O Grupo 4 da Libertadores também é 'hostil'. Tem dois argentinos (Boca Juniors e Arsenal) e um venezuelano candidato a saco de pancadas (Zamora). Abel tem pouco tempo para achar o time titular e fazer o time render. Se embalar, pode até chegar. Mas o início preocupa.
. Vasco: caiu num grupo enjoado, o Grupo 5, como Nacional (URU), Alianza Lima (PER) e Libertad (PAR). Vive problemas financeiros, o que é sempre uma ameaça. Mas largou bem no Estadual, tem jogadores maduros e responsáveis. O time titular é muito bom, mas o banco não acompanha. Se conseguir dar a atenção necessária à Libertadores, pode chegar.
. Corinthians: Libertadores para o corintiano é o assunto mais sério que pode existir. O time não perdeu nenhum titular campeão brasileiro, e ainda conseguiu reforços importantes, como Douglas. É um dos favoritos, se conseguir manter o foco e a cabeça fria. Caiu numa chave tranquila, o Grupo 6, com Cruz Azul (MEX), Deportivo Tachira (VEN) e Nacional (PAR). O único problema são as viagens longas. O potencial do time será medido de fato no mata-mata.
Para você, qual o brasileiro que chegará mais longe na Libertadores. E por quê?
- 17h38
- 26Jan
Mais de 20 anos de clube. Mais de 1000 jogos pela equipe. Mais de 100 gols... Rogério Ceni é o jogador mais importante da história do São Paulo (e um dos maiores goleiros brasileiros de todos os tempos), gostem dele ou não.
Rogério é o goleirão, o líder, o cara que dá a última palavra antes de o time entrar em campo, o cara que mais treina, o cara que entende o time mais que o treinador, o cara que sabe tudo sobre o adversário, o cara que comanda como dirigente.
Isso tem o lado bom, claro. E o lado ruim também. O São Paulo tornou-se excessivamente dependente de Rogério Ceni, sobretudo nesses tempos de vacas magras.
Agora, seis meses afastado por conta de uma cirurgia (apenas a segunda contusão na carreira do goleiro), o São Paulo antecipa a discussão sobre a vida pós-Ceni.
É complicadíssimo e delicado o processo de ruptura do cordão umbilical com o ídolo, ainda mais o ídolo de um clube só, o ídolo em extinção.
Em pleno processo (radical) de refomulação, o São Paulo perde sua referência.
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Será o fim da carreira de Rogério Ceni? O repórter Eduardo Affonso analisa!
Como substituir Rogério Ceni? O mais simples parece ser a substituição no gol. Denis é um bom goleiro tecnicamente falando (não deve aos demais dos grandes clubes do país), mas vai herdar uma responsabilidade e pressão monstruosas. O problema maior é o pacote completo, o que transcende o goleiro. É repor tudo aquilo que Rogério Ceni significa. Candidatos a líder não faltam. Luís Fabiano, o capitão temperamental e ídolo da torcida? Rhodolfo, que era capitão no Atlético-PR? Fabrício, que veio para ser líder, mas não tem identidade com o clube? Ou Leão, que estava escondido, mas sempre gostou de mandar (aliás, como têm semelhanças Rogério Ceni e Leão...)?
O futuro do São Paulo depende da indicação de Rogério Ceni. Ele vai querer continuar jogando? Só até o fim do ano? Mais um ano? Vai querer ser técnico? Dirigente?
O sucesso do São Paulo vai depender dessa transição, delicada transição. O São Paulo sabe viver sem Rogério Ceni dentro e fora de campo?
- 15h45
- 13Jan
Ano passado, fui flagrado sorrateiramente por uma câmera escondida na redação dos canais ESPN. Gravaram conversas (fiadas) minhas, declarações 'descompromissadas' e escapou algo como: "o Barça é o clube mais supervalorizado do mundo; virou o fio; não vai ganhar nada nesta temporada."
Meses depois, passado, por exemplo, o massacre no Mundial de Clubes diante do Santos, eu sustento as declarações. Não por vaidade, ou por querer ser do contra, fazer tipo e tudo mais...
Eu acredito mais no Real Madrid de Mourinho do que no Barcelona de Guardiola nesta temporada. Não que eu goste mais. Longe disso. Só acho que o Real ganha o Campeonato Espanhol e tem mais (ou pelo menos iguais) possibilidades na Champions League. Antes disso, os dois rivais se enfrentam pela Copa do Rei, pelas quartas de final. Na temporada passada, o Real só superou o Barça justamente na Copa do Rei. Agora, penso que pode ir além. Por quê?
1. O Barcelona desta temporada evoluiu em relação à temporada passada, em termos de conjunto e também do elenco, com a chegada de Fabregas, por exemplo. Mas o Real evoluiu ainda mais. O elenco continua sendo 'superior' ao do Barça, em termos de opções. E o Real hoje tem enfim conjunto. Não é mais um bando de jogadores talentosos espalhados. A diferença entre os dois diminuiu. Diminuiu bastante, mesmo que o último confronto entre eles não tenha deixado isso claro.
2. O Barça mostra alguns sinais de fadiga. Claro. Óbvio. Não dá para manter a mesma concentração e verve por tantos meses seguidos. São muitas competições, calendário apertado etc. Não à toa o time de Guardiola 'escolhe os jogos' nesta temporada. Joga para valer os jogos grandes, os graúdos. Nessa toada, será difícil descontar a diferença para o Real no Campeonato Espanhol. O Real está jogando melhor os jogos pequenos, aqueles que valem também os preciosos três pontos.
3. Mourinho é o único técnico do mundo, que tem o único time do mundo capaz de desafiar o Barcelona. Tem estudado meticulosamente o adversário. Já conseguiu impor dificuldades novas nos confrontos. Talvez tenha passado do ponto na questão da 'pilha'. Os jogadores do Real Madrid estão perdendo o clássico mais no aspecto emocional do que tático ou técnico. Se souberem 'dosar a vontade de vencer'...
Enfim, vão os meus palpites...
Campeonato Espanhol: Real Madrid
Copa do Rei: passa o Real Madrid
Champions League: Real Madrid chega mais longe que o Barça.
Polêmico...
Meses depois, passado, por exemplo, o massacre no Mundial de Clubes diante do Santos, eu sustento as declarações. Não por vaidade, ou por querer ser do contra, fazer tipo e tudo mais...
Eu acredito mais no Real Madrid de Mourinho do que no Barcelona de Guardiola nesta temporada. Não que eu goste mais. Longe disso. Só acho que o Real ganha o Campeonato Espanhol e tem mais (ou pelo menos iguais) possibilidades na Champions League. Antes disso, os dois rivais se enfrentam pela Copa do Rei, pelas quartas de final. Na temporada passada, o Real só superou o Barça justamente na Copa do Rei. Agora, penso que pode ir além. Por quê?
1. O Barcelona desta temporada evoluiu em relação à temporada passada, em termos de conjunto e também do elenco, com a chegada de Fabregas, por exemplo. Mas o Real evoluiu ainda mais. O elenco continua sendo 'superior' ao do Barça, em termos de opções. E o Real hoje tem enfim conjunto. Não é mais um bando de jogadores talentosos espalhados. A diferença entre os dois diminuiu. Diminuiu bastante, mesmo que o último confronto entre eles não tenha deixado isso claro.
2. O Barça mostra alguns sinais de fadiga. Claro. Óbvio. Não dá para manter a mesma concentração e verve por tantos meses seguidos. São muitas competições, calendário apertado etc. Não à toa o time de Guardiola 'escolhe os jogos' nesta temporada. Joga para valer os jogos grandes, os graúdos. Nessa toada, será difícil descontar a diferença para o Real no Campeonato Espanhol. O Real está jogando melhor os jogos pequenos, aqueles que valem também os preciosos três pontos.
3. Mourinho é o único técnico do mundo, que tem o único time do mundo capaz de desafiar o Barcelona. Tem estudado meticulosamente o adversário. Já conseguiu impor dificuldades novas nos confrontos. Talvez tenha passado do ponto na questão da 'pilha'. Os jogadores do Real Madrid estão perdendo o clássico mais no aspecto emocional do que tático ou técnico. Se souberem 'dosar a vontade de vencer'...
Enfim, vão os meus palpites...
Campeonato Espanhol: Real Madrid
Copa do Rei: passa o Real Madrid
Champions League: Real Madrid chega mais longe que o Barça.
Polêmico...
Hora de fecharmos o balanço do futebol brasileiro em 2011. A ideia aqui é estabelecer um mini-ranking envolvendo os 12 clubes mais populares do país. Quem fez bonito e quem fez feio no ano que está acabando. Menções honrosas para a Portuguesa, Ponte, Náutico, Sport, Figueirense e, sobretudo, ao Coritiba. Coxa bateu recorde, jogou bem boa parte do ano e por pouco não foi a Libertadores. Vamos à lista... Você concorda?
1. Vasco: campeão da Copa do Brasil. Disputou Brasileiro e Sul-Americana até o fim, com chances. Soube lidar muito bem com a saída traumática de seu treinador, Ricardo Gomes.
2. Corinthians: saiu de um dos maiores vexames da sua história, a derrota para o Tolima na Pré-Libertadores, encerrou a “Era Ronaldo-Roberto Carlos” e terminou o ano campeão brasileiro.
3. Santos: ganhou o Paulista e o título mais importante da temporada: a Libertadores. Mas terminou o ano com uma baita fiasco diante do Barcelona. Sim, a última impressão é a que fica.
4. Flamengo: ganhou Estadual e ficou com uma das vagas na Libertadores. Sim. Ficou o gostinho de ‘quero mais’. O investimento era para mais do que isso. Mas fechou o ano ‘dignamente’.
5. Internacional: bem semelhante ao Flamengo. Estadual e vaga na Libertadores no fim, no sufoco. Mas tinha time, expectativa e investimento para muito mais. Ficou devendo.
6. Fluminense: fechou a temporada sem um troféu, mas compensou a traumática eliminação na Libertadores com bela arrancada no Brasileiro e a vaga no torneio sul-americano em 2012.
7. Cruzeiro: campeão estadual, eliminação traumática na Libertadores. Péssima campanha no Brasileirão, mas o que foi aquele último jogo contra o Atlético-MG? Valeu, não valeu?
8. São Paulo: ficou no quase, em todas as competições. Teve bons e maus momentos. Terminou o ano frustrado pelo time que montou. Só celebrou os recordes de Rogério Ceni.
9. Botafogo: outro que ficou no quase. Outro que chegou a mobilizar o torcedor. Mas acabar o ano sem nada novamente estragou o trabalho feito. Caiu técnico, caiu tudo. Restou pouco.
10. Grêmio: ano para esquecer. Perdeu tudo, não arrancou, não empolgou, não disputou nada para valer. Não honrou, enfim, a fama de ‘imortal’. Muda tudo para 2012.
11. Palmeiras: ainda bem que o ano acabou, e acabou com vitória sobre o São Paulo e empate com o campeão Corinthians. O resto (os vexames, as brigas, os desmandos...) é pra esquecer.
12. Atlético-MG: o torcedor atleticano até teve bons momentos. Vibrou com a arrancada do time, a fuga do rebaixamento, mas terminou o ano massacrado pelo rival quando podia rebaixa-lo...
1. Vasco: campeão da Copa do Brasil. Disputou Brasileiro e Sul-Americana até o fim, com chances. Soube lidar muito bem com a saída traumática de seu treinador, Ricardo Gomes.
2. Corinthians: saiu de um dos maiores vexames da sua história, a derrota para o Tolima na Pré-Libertadores, encerrou a “Era Ronaldo-Roberto Carlos” e terminou o ano campeão brasileiro.
3. Santos: ganhou o Paulista e o título mais importante da temporada: a Libertadores. Mas terminou o ano com uma baita fiasco diante do Barcelona. Sim, a última impressão é a que fica.
4. Flamengo: ganhou Estadual e ficou com uma das vagas na Libertadores. Sim. Ficou o gostinho de ‘quero mais’. O investimento era para mais do que isso. Mas fechou o ano ‘dignamente’.
5. Internacional: bem semelhante ao Flamengo. Estadual e vaga na Libertadores no fim, no sufoco. Mas tinha time, expectativa e investimento para muito mais. Ficou devendo.
6. Fluminense: fechou a temporada sem um troféu, mas compensou a traumática eliminação na Libertadores com bela arrancada no Brasileiro e a vaga no torneio sul-americano em 2012.
7. Cruzeiro: campeão estadual, eliminação traumática na Libertadores. Péssima campanha no Brasileirão, mas o que foi aquele último jogo contra o Atlético-MG? Valeu, não valeu?
8. São Paulo: ficou no quase, em todas as competições. Teve bons e maus momentos. Terminou o ano frustrado pelo time que montou. Só celebrou os recordes de Rogério Ceni.
9. Botafogo: outro que ficou no quase. Outro que chegou a mobilizar o torcedor. Mas acabar o ano sem nada novamente estragou o trabalho feito. Caiu técnico, caiu tudo. Restou pouco.
10. Grêmio: ano para esquecer. Perdeu tudo, não arrancou, não empolgou, não disputou nada para valer. Não honrou, enfim, a fama de ‘imortal’. Muda tudo para 2012.
11. Palmeiras: ainda bem que o ano acabou, e acabou com vitória sobre o São Paulo e empate com o campeão Corinthians. O resto (os vexames, as brigas, os desmandos...) é pra esquecer.
12. Atlético-MG: o torcedor atleticano até teve bons momentos. Vibrou com a arrancada do time, a fuga do rebaixamento, mas terminou o ano massacrado pelo rival quando podia rebaixa-lo...
No jornalismo esportivo desde 1992, Arnaldo Ribeiro cobriu Copa do Mundo, Copa América, Copa das Confederações e muito mais. Passou pelo Estadão e trabalhou por 11 anos na revista Placar. Em 2004, chegou à ESPN para comentar futebol, sua grande especialidade. Hoje, é blogueiro e Gerente de Programação dos canais ESPN