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Uefa sub-17 na HD: Final, Alemanha x Holanda
André Argolo
- 18h30
- 27Feb
Momento 1: Sábado, 26 de fevereiro de 2011. Vi pela televisão o motorista de um carro escuro atropelando quase 20 pessoas que pedalavam em um protesto pelas ruas de Porto Alegre (RS).
Momento 2: Domingo, 27 de fevereiro de 2011. Estava eu dirigindo até uma praça na cidade de São Paulo, nesse domingo, levando, com minha esposa, o meu filho de 5 meses para um passeio. Deparei-me com um grupo de ciclistas na direção contrária, numa rua de mão dupla. Eles não pedalavam apenas na faixa da direção em que vinham, mas invadiam a faixa em que eu estava também. Não achei certo, porque estavam desrespeitando a lei de trânsito e a mim também. Mas parei e esperei, sem reclamar.
Momento 3: Já na praça, vi uma família chegando em algumas bicicletas. O carro que vinha logo atrás de um homem e de uma criança, últimos do grupo, acelerou forte assim que teve um mínimo espaço para virar a esquina. Foi ameaçadora a atitude do motorista, foi de pasmo a reação do ciclista adulto, de medo a da criança. Não levou 15 segundos a espera do motorista impaciente. Ele não pôde esperar 15 segundos para seguir tranquilamente seu destino; mostrou que era poderoso, com sua arma de aço e volante, deixou claro que os ciclistas não deveriam tê-lo feito esperar... 15 segundos que fosse.
Momento 4: Na nova ciclofaixa da avenida Pedroso de Morais, perto da mesma praça, vários ciclistas passeavam seguros, com bastante apoio de pessoas da CET e cones demarcando bem a faixa exclusiva de quem pedala, entre 7h e 14h de todo domingo. Perto de um farol, um ciclista mais apressado deixa a ciclofaixa, invade a pista dos carros para ultrapassar ciclistas menos rápidos.
Parece que o desrespeito não é feito de aço e volante ou pedal. A falta de respeito é de carne e osso, tem nome (quando identificável), sobrenome, história, profissão, família. Mas o fato é que há desrespeitos mais letais do que outros, pura matemática entre causa, consequência, peso e velocidade - coisa que qualquer adulto portador de uma carta de motorista é obrigado a entender.
Bikes habitam nosso Planeta EXPN. Muitos ciclistas (BMXers ou MTBikers), nossos heróis. Pedalar, como propagamos em nossa linha editorial, deveria ser apenas saudável.
Momento 2: Domingo, 27 de fevereiro de 2011. Estava eu dirigindo até uma praça na cidade de São Paulo, nesse domingo, levando, com minha esposa, o meu filho de 5 meses para um passeio. Deparei-me com um grupo de ciclistas na direção contrária, numa rua de mão dupla. Eles não pedalavam apenas na faixa da direção em que vinham, mas invadiam a faixa em que eu estava também. Não achei certo, porque estavam desrespeitando a lei de trânsito e a mim também. Mas parei e esperei, sem reclamar.
Momento 3: Já na praça, vi uma família chegando em algumas bicicletas. O carro que vinha logo atrás de um homem e de uma criança, últimos do grupo, acelerou forte assim que teve um mínimo espaço para virar a esquina. Foi ameaçadora a atitude do motorista, foi de pasmo a reação do ciclista adulto, de medo a da criança. Não levou 15 segundos a espera do motorista impaciente. Ele não pôde esperar 15 segundos para seguir tranquilamente seu destino; mostrou que era poderoso, com sua arma de aço e volante, deixou claro que os ciclistas não deveriam tê-lo feito esperar... 15 segundos que fosse.
Momento 4: Na nova ciclofaixa da avenida Pedroso de Morais, perto da mesma praça, vários ciclistas passeavam seguros, com bastante apoio de pessoas da CET e cones demarcando bem a faixa exclusiva de quem pedala, entre 7h e 14h de todo domingo. Perto de um farol, um ciclista mais apressado deixa a ciclofaixa, invade a pista dos carros para ultrapassar ciclistas menos rápidos.
Parece que o desrespeito não é feito de aço e volante ou pedal. A falta de respeito é de carne e osso, tem nome (quando identificável), sobrenome, história, profissão, família. Mas o fato é que há desrespeitos mais letais do que outros, pura matemática entre causa, consequência, peso e velocidade - coisa que qualquer adulto portador de uma carta de motorista é obrigado a entender.
Bikes habitam nosso Planeta EXPN. Muitos ciclistas (BMXers ou MTBikers), nossos heróis. Pedalar, como propagamos em nossa linha editorial, deveria ser apenas saudável.
VÍDEO: Assista à matéria completa
O surf brasileiro foi celebrado nessa noite de quinta-feira, num lugar que costuma chamar de casa: Florianópolis. A entrega do Prêmio Greenish 2010, da maior onda, do melhor tubo e o melhor aéreo surfado em águas brasileiras durante todo o ano passado poderia ter sido algo burocrático como muitas premiações são no mundo, em todas as áreas – às vezes até o Oscar; mas não. Essa festa teve alma. Com o perdão de roubar o nome da publicação de Romeu Andreatta, teve alma surf.
Bruno Santos ganhou sozinho a categoria estreante de melhor tubo. Sua onda nota 10 pelo Circuito Nordestino de 2010, em Fernando de Noronha (Cacimba do Padre), foi a única inscrita. Segundo o Legend Fábio Gouveia, ninguém teve coragem de comparar qualquer outra onda com a de Bruninho. “Eu sou louco pelos tubos, entubar é o que mais me realiza no surf, corro o mundo atrás das ondas mais perfeitas por causa deles”, declarou o vencedor, que já havia vencido o Greenish em 2007, na categoria maior onda.
Mas se Bruninho já chegou campeão à festa, realizada na casa noturna Confraria das Artes, na Lagoa da Conceição, em Floripa, os dois outros vencedores só foram anunciados oficialmente durante a festa.
Passava das onze e meia da noite, muita gente já havia comentado que Luel Felipe dropou a maior onda de 2010 na Cacimba do Padre (início da mesma ondulação do 10 de Bruno Santos) e que o melhor aéreo, disparado, havia sido o de Ricardo Wendhausen, o Riquinho, no Matadeiro (praia ao sul de Floripa). A galera entende do que fala, porque entende do que faz: surf.
Riquinho fez um discurso emocionado. E lembrou do pai, shaper legend do Arpoador Wander Bill, morto num acidente de carro em 1990 em Garopaba, Santa Catarina. Seu 540 no Matadeiro tem, entre seus admiradores, o skatista campeão mundial de Bowl Pedro Barros, que costuma tanto surfar quanto andar de skate com Ricardo. Pedrinho esteve na festa e disse que o skate tem ajudado Riquinho a aperfeiçoar seus aéreos.
Antes de Luel também receber seu prêmio de forma emocionada, chamando o pai até o local da premiação, Aldemir Calunga reafirmou uma atitude muito típica do surf e que não costuma ser tão intensa em outros esportes: a reverência aos pioneiros. Lembrou de Bill, de Ronchi, Tony Villela e muitos outros. Surf de alma, entre lágrimas de alegria e de saudade.
Já começou
O responsável pela premiação, Petrônio Tavares, diretor da Greenish, lembrou que o prêmio de 2011 já está valendo desde 1º de janeiro desse ano. Quem tiver o registro de uma onda muito boa já pode se inscrever. “Isso é muito bom para o surf. Porque não é todo surfista que vai bem em competição, mas pega altas ondas também”, arrematou Fabinho Gouveia, sobre a importância do prêmio brasileiro.
Cada surfista vencedor levou um cheque de 10 mil reais. Os cinegrafistas das ondas vencedoras ganharam 2 mil reais cada, assim como os shapers dos surfistas ganhadores.
Jurados
O corpo de jurados da cada categoria procurou reunir especialistas. Gabriel Medina, por exemplo, votou na categoria Melhor Aéreo. Fábio Gouveia e Carlos Burle foram outros nomes de peso que votaram. Além dos comentaristas da ESPN no Brasil Taiu Bueno e Edinho Leite.
Bruno Santos ganhou sozinho a categoria estreante de melhor tubo. Sua onda nota 10 pelo Circuito Nordestino de 2010, em Fernando de Noronha (Cacimba do Padre), foi a única inscrita. Segundo o Legend Fábio Gouveia, ninguém teve coragem de comparar qualquer outra onda com a de Bruninho. “Eu sou louco pelos tubos, entubar é o que mais me realiza no surf, corro o mundo atrás das ondas mais perfeitas por causa deles”, declarou o vencedor, que já havia vencido o Greenish em 2007, na categoria maior onda.
Mas se Bruninho já chegou campeão à festa, realizada na casa noturna Confraria das Artes, na Lagoa da Conceição, em Floripa, os dois outros vencedores só foram anunciados oficialmente durante a festa.
Passava das onze e meia da noite, muita gente já havia comentado que Luel Felipe dropou a maior onda de 2010 na Cacimba do Padre (início da mesma ondulação do 10 de Bruno Santos) e que o melhor aéreo, disparado, havia sido o de Ricardo Wendhausen, o Riquinho, no Matadeiro (praia ao sul de Floripa). A galera entende do que fala, porque entende do que faz: surf.
Riquinho fez um discurso emocionado. E lembrou do pai, shaper legend do Arpoador Wander Bill, morto num acidente de carro em 1990 em Garopaba, Santa Catarina. Seu 540 no Matadeiro tem, entre seus admiradores, o skatista campeão mundial de Bowl Pedro Barros, que costuma tanto surfar quanto andar de skate com Ricardo. Pedrinho esteve na festa e disse que o skate tem ajudado Riquinho a aperfeiçoar seus aéreos.
Antes de Luel também receber seu prêmio de forma emocionada, chamando o pai até o local da premiação, Aldemir Calunga reafirmou uma atitude muito típica do surf e que não costuma ser tão intensa em outros esportes: a reverência aos pioneiros. Lembrou de Bill, de Ronchi, Tony Villela e muitos outros. Surf de alma, entre lágrimas de alegria e de saudade.
Já começou
O responsável pela premiação, Petrônio Tavares, diretor da Greenish, lembrou que o prêmio de 2011 já está valendo desde 1º de janeiro desse ano. Quem tiver o registro de uma onda muito boa já pode se inscrever. “Isso é muito bom para o surf. Porque não é todo surfista que vai bem em competição, mas pega altas ondas também”, arrematou Fabinho Gouveia, sobre a importância do prêmio brasileiro.
Cada surfista vencedor levou um cheque de 10 mil reais. Os cinegrafistas das ondas vencedoras ganharam 2 mil reais cada, assim como os shapers dos surfistas ganhadores.
Jurados
O corpo de jurados da cada categoria procurou reunir especialistas. Gabriel Medina, por exemplo, votou na categoria Melhor Aéreo. Fábio Gouveia e Carlos Burle foram outros nomes de peso que votaram. Além dos comentaristas da ESPN no Brasil Taiu Bueno e Edinho Leite.
Festa de comemoração do prêmio
Crédito da imagem: James Twisted
Crédito da imagem: James Twisted
Luel Felipi vence a Maior Onda 2010
Crédito da imagem: james Twisted
Crédito da imagem: james Twisted
André Argolo entrevista Fabinho Gouveia
Crédito da imagem: James Twisted
Crédito da imagem: James Twisted
- 10h00
- 12Feb
Estava no alto da montanha, onde sempre queria estar quando em algum lugar lá embaixo estava.
Ficar, no entanto, não era o desejo. Montanhas são de ir e voltar.
Só não teve escolha.
Bernardo Collares, montanhista experiente, de tão experiente era um dos montanhistas do mundo que sabiam dos riscos da atividade. Deve ter pensado nisso e em muito mais enquanto viu sua companheira de escalada ir embora, para pelo menos ela tentar se salvar. Quem sabe a ele? - a esperança costuma se embrenhar nas mínimas frestas. Acidentado, impossibilitado de se mover, não leu em jornal nenhum nem recebeu telegrama, e-mail, telefonema, de que foi dado como morto por autoridades argentinas
lá de baixo da montanha.
Estava a correr, capacetado, luvado, protegido contra eventual capotamento e fogo, mas não contra o detalhe do caminho que o tira da rota da vida escolhida.
Robert Kubica corre porque ama correr. Não é um empregado exclusivo da Fórmula 1, mas um corredor e estava num rali de velocidade na Itália, quando bateu. Quantas vezes já bateu? Quantas vezes um corredor bate na vida, um skatista cai, um surfista toma um caldo?
Conheci um aviador que já caiu mais do que os dedos de suas mãos podem contar... e sobreviveu a todas, tornando-se mais do que um aviador, um cara que sobrevive ao que muita gente acha que é morte certa.
Pois, voltando à trilha do texto, Kubica não morreu. Quebrou-se inteiro pelo guard-rail que cortou seu carro, atingido de uma das poucas formas em que não era previsto para ser atingido, pela ponta de seu início. A velocidade fez do metal, faca; do carro, queijo. Que azar, não? De certa forma o piloto é um dos no mundo que sabem do risco que corre,
porque corre.
“Ah... isso não vale de nada, não alivia a dor da perda da vida Collares ou da incerta continuidade da carreira Kubica.”
Será que não deveria?
Faz muito tempo, talvez 1996, 1997... estava em Santos quando soube da queda de um avião da esquadrilha da fumaça, durante apresentação sobre as praias da cidade. A asa do avião partiu-se durante o voo. O piloto ejetou-se do aparelho, que caiu no mar. A asa que desprendeu-se, caiu mais proximamente à faixa de areia. Caiu em cima de um menino que brincava perto de uma pedra. Banhando-se no mar, ele foi vítima fatal
de um acidente aéreo.
Acontece no trânsito, com quem anda numa calçada e inadvertidamente é atingido por um carro descontrolado, a moto que ultrapassa o sinal vermelho e bate em quem atravessa - já vi.
Quantas outras coisas...
Collares praticava a atividade que o fazia feliz e por meio dela tornava melhor o mundo ao seu redor. Kubica fazia o que escolheu fazer da vida, não por obrigação, senão o faria só pra cumprir seu contrato de trabalho na F1.
Acidentes de trabalho.
Acidentes de trabalho?
As notícias tristes sobre Kubica e Collares, que marcam nosso início de 2011, são acidentes da vida que vivem,
viveram.
Se a vida é feita de escolhas, tende-se a achar feliz quem escolhe como viver. Mas felicidade é outro mistério, de outra lógicas. Escolha não supõe felicidade, que é mais parecida com a asa desprendida que matou o menino no mar.
Acidente de quê?
Ficar, no entanto, não era o desejo. Montanhas são de ir e voltar.
Só não teve escolha.
Bernardo Collares, montanhista experiente, de tão experiente era um dos montanhistas do mundo que sabiam dos riscos da atividade. Deve ter pensado nisso e em muito mais enquanto viu sua companheira de escalada ir embora, para pelo menos ela tentar se salvar. Quem sabe a ele? - a esperança costuma se embrenhar nas mínimas frestas. Acidentado, impossibilitado de se mover, não leu em jornal nenhum nem recebeu telegrama, e-mail, telefonema, de que foi dado como morto por autoridades argentinas
lá de baixo da montanha.
Estava a correr, capacetado, luvado, protegido contra eventual capotamento e fogo, mas não contra o detalhe do caminho que o tira da rota da vida escolhida.
Robert Kubica corre porque ama correr. Não é um empregado exclusivo da Fórmula 1, mas um corredor e estava num rali de velocidade na Itália, quando bateu. Quantas vezes já bateu? Quantas vezes um corredor bate na vida, um skatista cai, um surfista toma um caldo?
Conheci um aviador que já caiu mais do que os dedos de suas mãos podem contar... e sobreviveu a todas, tornando-se mais do que um aviador, um cara que sobrevive ao que muita gente acha que é morte certa.
Pois, voltando à trilha do texto, Kubica não morreu. Quebrou-se inteiro pelo guard-rail que cortou seu carro, atingido de uma das poucas formas em que não era previsto para ser atingido, pela ponta de seu início. A velocidade fez do metal, faca; do carro, queijo. Que azar, não? De certa forma o piloto é um dos no mundo que sabem do risco que corre,
porque corre.
“Ah... isso não vale de nada, não alivia a dor da perda da vida Collares ou da incerta continuidade da carreira Kubica.”
Será que não deveria?
Faz muito tempo, talvez 1996, 1997... estava em Santos quando soube da queda de um avião da esquadrilha da fumaça, durante apresentação sobre as praias da cidade. A asa do avião partiu-se durante o voo. O piloto ejetou-se do aparelho, que caiu no mar. A asa que desprendeu-se, caiu mais proximamente à faixa de areia. Caiu em cima de um menino que brincava perto de uma pedra. Banhando-se no mar, ele foi vítima fatal
de um acidente aéreo.
Acontece no trânsito, com quem anda numa calçada e inadvertidamente é atingido por um carro descontrolado, a moto que ultrapassa o sinal vermelho e bate em quem atravessa - já vi.
Quantas outras coisas...
Collares praticava a atividade que o fazia feliz e por meio dela tornava melhor o mundo ao seu redor. Kubica fazia o que escolheu fazer da vida, não por obrigação, senão o faria só pra cumprir seu contrato de trabalho na F1.
Acidentes de trabalho.
Acidentes de trabalho?
As notícias tristes sobre Kubica e Collares, que marcam nosso início de 2011, são acidentes da vida que vivem,
viveram.
Se a vida é feita de escolhas, tende-se a achar feliz quem escolhe como viver. Mas felicidade é outro mistério, de outra lógicas. Escolha não supõe felicidade, que é mais parecida com a asa desprendida que matou o menino no mar.
Acidente de quê?
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Carlos Dudu Ribeiro
Crédito da imagem: Renato Custódio
- O que é São Paulo pra você?Crédito da imagem: Renato Custódio
- Quem tem razão na guerra santa? Judeus ou árabes? Você viu motivos pra guerra?
Eu vi, sim. Na realidade não dá pra falar quem tem razão. Mas eu acho que os judeus são muito rígidos na religião deles. E acredito que os árabes são mais flexíveis, mais gente boa, mais fáceis de se comunicar.
- E se skatistas virassem políticos, como jogadores de futebol, a situação vai melhorar ou não tem nada a ver essa mistura?
Acredito que vá mudar pra melhor, sim. Porque se ele é skatista, tem a sensação de andar de skate e com essa sensação aí acredito que ele tenha uma vida muito boa e vai querer trazer uma vida muito boa pra todo mundo. Pra mim, Fábio Cristiano podia ser político, seria bem votado. Rodrigo Teixeira poderia concorrer à presidência do Brasil e... (hesita)... Otavio Neto seria bem votado também.
Nota do editor: Dudu foi muito bem-vindo a este Planeta e será habitante frequente. Estamos de olho na viagem que ele fará aos Estados Unidos ainda este ano (espera apenas pelo visto), pra conhecer, segundo ele mesmo contou, as raízes do esporte que adotou pra vida, o skate.
- 17h40
- 21Jan
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/EXPN /BMX /MOTOX /SURF /SKATE /XGAMES
O mundo dos esportes de ação está de volta às tardes da ESPN, AO VIVO e com novidades. É semana de Winter X Games, com cobertura total, direto de Aspen. E tem a estreia de Tiago Brant na apresentação do programa.
Quer saber de mais? Vivian Mesquita te conta nesta segunda (24/01), a partir das 14 horas, na ESPN.
O mesmo Planeta de sempre, diferente sempre.
Esse estranho 'de A a Z' ao redor do mundo EXPN em 2010 foi feito a partir das palavras mais esquisitas que pude encontrar nos dicionários, indo do cômico ao trágico, do encantador ao intrigante, para resumir o ano que termina.
Abafarete
As causas da morte do tricampeão mundial de surf Andy Irons foram levadas em banho maria desde que seu corpo foi encontrado em 2 de novembro, num hotal em Dallas. Começaremos 2011 sem saber, oficialmente, por que ele morreu.
Quer saber mais sobre este fato?
Significado: Ato de abafar; Qualquer bebida para esquecer.
Barestesia
Sintoma muito comum é a barestesia em adversários de Kelly Slater no circuito mundial de surf. Ocorre de forma crescente nos últimos 18 anos, com raros casos de imunidade.
Poderia significar anestesia tomada num bar…mas isso seria antes ou depois das baterias, o que não é o caso.
Quer lembrar o ano de 2010 no surf?
Significado: sensibilidade a peso ou pressão
Chalaça
Tem livro premiado com esse título. Como seu autor, José Roberto Torero, é natural de Santos, o título de 2010 vai para o também santista Picuruta Salazar. Aos 50 anos de idade, o ‘Gato’ continua sendo um dos mais competitivos surfistas brasileiros e um dos maiores tiradores de sarro do esporte nacional. Falou no início do ano que seria seu último como competidor. Falou… pegadinha!
Significado: zombaria, troça, caçoada.
Denodado
Luís Roberto Formiga surgiu para o esporte nacional como skatista de elite. Foi campeão brasileiro de voo livre. Aprendeu paraquedismo e seus derivados mais perigosos como sky surf e o salto com wingsuit. Enfrenta ondas grandes no surf, montanhas grandes no snowboard. E, aos 47 anos de idade, teve a coragem de encarar o skate novamente, buscando mais do que um rolezinho pra passar o tempo, pelo contrário, buscando manobras.
Significado: conhecido por sua bravura; que demonstra desenvoltura e coragem face ao perigo.
Egrégio
Um título dado por políticos tende a ser menosprezado, pelo o que a classe representa de ruim na história do Brasil. Mas não é sempre assim. A medalha José de Anchieta que Renata Falzoni recebeu esse ano da Câmara Municipal de São Paulo foi o reconhecimento público a um trabalho de 30 anos, pelo menos, persistente que só, em defesa e propagação de um estilo de vida mais saudável para todos nós: o cicloativismo.
Significado: notável, admirável, nobre, ilustre.
Fúfio
Pense em quem você quiser.
Significado: engrandecido pelo acaso, sem merecimentos; reles, ordinário.
Gnatobdélido
Todo administrador que resolve inaugurar uma pista de skate no município que governa, sem ouvir os especialistas antes da construção, ou seja, skatistas mais experientes, jogando assim dinheiro da população no lixo e não beneficiando em nada a juventude e o esporte do Brasil.
Significado: referente a uma ordem de vermes anelídeos, aquáticos ou terrestres, providos de ventosas e três maxilas; espécie de sanguessuga
Heroicidade
Essa não é muito difícil de se entender, apesar de raramente aparecer em um texto, de rara que é a própria atitude. Mas como definir o que aconteceu na cidade de São Luiz do Paraitinga no início de 2010, quando equipes locais de rafting se juntaram pra salvar a população da cidade, engolida e destruída por uma enchente?
Significado: Heroísmo
Incunábulo
O Stand Up Paddle se espalhou como nunca por todo o mundo, valorizando uma relação com o mar que é mais parecida com o princípio do surf. Serve como transporte e esporte.
Significado: origem, berço.
Joinvilense
Ah, nem é tão difícil, é? Quem é natural de Joinville, Santa Catarina, é joinvilense, como o campeão brasileiro de surf em 2010, Jean da Silva. E veja bem que a praia com boas ondas mais próxima fica a algumas dezenas de quilômetros da cidade, que já foi conhecida como a capital das bicicletas.
Significado: nascido na cidade de Joinville, Santa Catarina.
Kafkiano
Insanos de tão fantásticos e cheios de significados são os livros O Processo e Metamorfose, de Kafka. Poderia ter saído de um livro dele alguém como Travis Pastrana, que sempre faz algo nunca antes realizado em toda modalidade que pratica, muda os parâmetros do esporte, desafia a lógica. Deu show nos X Games 16, deixou o rali de velocidade, quer agora a Nascar.
Significado: relativo aos livros de Franz Kafka.
Labrusco
Sunny Garcia. O havaiano que já socou o brasileiro Neco Padaratz durante um campeonato no Havaí, que já foi preso por problemas com o Fisco norte-americano, esse ano encrencou na água com um legend do surf mundial, Tom Curren. Isso num evento especial, só com veteranos, durante o WQS de Haleiwa.
Significado: sujeito rude, tosco, inculto, agreste, montês.
Maranha
Copa do Mundo de 2014, Olimpíada de 2016. E os organizadores brasileiros dos maiores eventos esportivos do mundo parecem agir como se pudessem comprar a estrutura de tudo pronta, num supermercado, a qualquer momento.
Significado: porção de fios enredados; intriga, confusão; esperteza; malandragem.
Navífrago
Impressionantes os relatos do livro A Onda, da jornalista canadense Susan Casey, lançado esse ano. Ondas gigantes, com mais de 30 metros, surgem de repente durante tempestades no Oceano, em meio a colegas de “apenas” 15 metros, e afundam navios inteiros, ameaçam plataformas de petróleo e não deixam muitas explicações sobre como se formaram. O intrigante fenômeno preocupa porque parece estar se intensificando com o aquecimento global. Enquanto isso, big riders tentam encontrá-las pelo prazer do esporte ou pelos prêmios de maior onda surfada no ano.
Significado: que despedaça embarcações (imagine o que faz com corpos e pranchas).
Onomatopeia
Aaahhhh, uuuhhh, uuuaaahhhhh. Os sons emitidos pelo público do Staples Center, em Los Angeles, durante os X Games, são reproduzidos nas narrações de BMX de Luciano KDRA Lancellotti, com Rui Ogawa comentando, esclarecendo mais sobre as manobras do que as mil palavras das imagens que provocam os aahhhh, uuuhhh, uuuaaahhhhh.
Significado: Palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada.
Porfia
Na megarrampa do quintal de sua casa na Califórinia, Bob Burnquist completou a manobra que nenhum outro skatista tinha conseguido ainda na rampa gigante, o novecentos.
Quer se lembrar desse momento?
Significado: insistência, obstinação; diz-se à porfia quando com rivalidade, em disputa de primazia.
Quatrolho
À voz, uniram-se os resultados e cada vez menos a experiência tem a ver com o que é ultrapassado e mais se faz ouvida de fato. Kelly Slater tem 38 anos de idade e disputou um título mundial com um garoto de 22. Assim ganhou seu décimo título mundial de surf, competindo conforme as exigências atuais, evoluindo.
Não tem nada a ver com apelido de quem usa óculos.
Quer viajar de volta à Porto Rico e ver Slater campeão pela 10ª vez?
Significado: que tem as sobrancelhas brancas.
Raiputo
Não é palavrão, não. Lee Ann Curren pode não surfar como o pai, Tom, mas impõe respeito pela personalidade. Coco Ho debaixo do mesmo guarda-chuva. Leco Salazar não coleciona títulos como o pai, Picuruta, mas é outro que aproveita o DNA herdado com maestria, craque do SUP, com elogios até de Garrett MacNamara. E tem o filho de Tony Hawk, Riley, que vem arrebentando no skate street com estilo próprio e independente, apesar do sobrenome pesado. Leia esta matéria de Sidney Arakaki sobre Riley.
Significado: Vem de rajaputro; filho do rei.
Sideral
Refresco para os palavrões. Só pra registrar que um homem que um dia quis ser pássaro, quis depois ser mais do que pássaro e chegar ao espaço. Especial nessa história foi que Luiz Henrique Sabiá chegou mesmo ao espaço em 2010. A história ficou para ser contada em 2011.
Significado: espacial, cósmico, interplanetário.
Telúrico
Cicloativismo de Falzoni, sonho de KDRA, de um Mundo 2 Rodas movido a eletricidade e não mais a derivados de petróleo, dia-a-dia de Edinho Leite sobre as ondas, escaladas de Frechou, todos por um Planeta melhor.
Significado: relativo à Terra.
Utopista
Não precisam ter nomes, não precisam ter razão, só os sonhos, que esticam a realidade e acabam por alterá-la de alguma forma – não a ideal, claro, senão utopia não teria o significado que tem, de algo inatingível; mas não há mudança sem os que sonham com elas (cidades completamente transitáveis por bicicletas ou skates, mares e rios limpos, incentivo público real à prática de esportes ao ar livre).
Significado: que propaga utopias.
Vagomestre
Espn.com.br/expn. Nele, um show de informações dos esportes de ação, apresentadas do melhor jeito possível. Os blogueiros do site, representados durante 2010 principalmente por Sidney Arakaki (skate), Celestino Flaire e José Gaspar (MX e FMX), Rui Ogawa (BMX), Edinho Leite (surf), Eliseu Frechou (montanhismo), além de nossos heróis do Planeta EXPN Formiga, Sabiá, Falzoni, KDRA e Otavio Neto, foram verdadeiros soldados dos esportes que representam e de que são especialistas respeitados. Acompanhar o que escrevem toda semana é uma cursar universidade, dos reitores Aguinaldo Melo (editor-chefe), Vivian Mesquita (diretora do dpto. Radicais) e Renata Neto (chefe de redação ESPN).
Significado: membro do exército francês que se incumbe da correspondência dos soldados.
Xacoco
Não falemos do que é xacoco, mas do que é exatamente o oposto disso: Travis Pastrana, Kelly Slater, Gabriel Medina, Pedro Barros, Diogo Canina, Letícia Bufoni, Sabiá no Ar, viagens de Otavio Neto, Pedro Oliveira, Paulo Henrique Ganso, Bob Burnquist, X Games. Tá bom, um xacoco só: seleção brasileira de Dunga.
Significado: que não tem graça, nem arte.
Zaragata
A maioria dos campeonatos organizados nos esportes de ação ainda carece de boa divulgação e de um sistema que facilite o entendimento de mais pessoas do que as que já participam dele diretamente. Quem são os melhores do mundo no BMX, no skate, no FMX? Quem é do meio sabe, mas quem não é e acha o esporte interessante segue por fora, sem entender muita coisa. Esporte precisa de público, senão, viver dele se torna impossível. Organização e união fazem a força de verdade.
Significado: confusão, desordem, algazarra, banzé
*Foram usados dois dicionários para esse post: Novo Aurélio Século XXI e Houaiss de Sinônimos e Antônimos
Abafarete
As causas da morte do tricampeão mundial de surf Andy Irons foram levadas em banho maria desde que seu corpo foi encontrado em 2 de novembro, num hotal em Dallas. Começaremos 2011 sem saber, oficialmente, por que ele morreu.
Quer saber mais sobre este fato?
Significado: Ato de abafar; Qualquer bebida para esquecer.
Barestesia
Sintoma muito comum é a barestesia em adversários de Kelly Slater no circuito mundial de surf. Ocorre de forma crescente nos últimos 18 anos, com raros casos de imunidade.
Poderia significar anestesia tomada num bar…mas isso seria antes ou depois das baterias, o que não é o caso.
Quer lembrar o ano de 2010 no surf?
Significado: sensibilidade a peso ou pressão
Chalaça
Tem livro premiado com esse título. Como seu autor, José Roberto Torero, é natural de Santos, o título de 2010 vai para o também santista Picuruta Salazar. Aos 50 anos de idade, o ‘Gato’ continua sendo um dos mais competitivos surfistas brasileiros e um dos maiores tiradores de sarro do esporte nacional. Falou no início do ano que seria seu último como competidor. Falou… pegadinha!
Significado: zombaria, troça, caçoada.
Denodado
Luís Roberto Formiga surgiu para o esporte nacional como skatista de elite. Foi campeão brasileiro de voo livre. Aprendeu paraquedismo e seus derivados mais perigosos como sky surf e o salto com wingsuit. Enfrenta ondas grandes no surf, montanhas grandes no snowboard. E, aos 47 anos de idade, teve a coragem de encarar o skate novamente, buscando mais do que um rolezinho pra passar o tempo, pelo contrário, buscando manobras.
Significado: conhecido por sua bravura; que demonstra desenvoltura e coragem face ao perigo.
Egrégio
Um título dado por políticos tende a ser menosprezado, pelo o que a classe representa de ruim na história do Brasil. Mas não é sempre assim. A medalha José de Anchieta que Renata Falzoni recebeu esse ano da Câmara Municipal de São Paulo foi o reconhecimento público a um trabalho de 30 anos, pelo menos, persistente que só, em defesa e propagação de um estilo de vida mais saudável para todos nós: o cicloativismo.
Significado: notável, admirável, nobre, ilustre.
Fúfio
Pense em quem você quiser.
Significado: engrandecido pelo acaso, sem merecimentos; reles, ordinário.
Gnatobdélido
Todo administrador que resolve inaugurar uma pista de skate no município que governa, sem ouvir os especialistas antes da construção, ou seja, skatistas mais experientes, jogando assim dinheiro da população no lixo e não beneficiando em nada a juventude e o esporte do Brasil.
Significado: referente a uma ordem de vermes anelídeos, aquáticos ou terrestres, providos de ventosas e três maxilas; espécie de sanguessuga
Heroicidade
Essa não é muito difícil de se entender, apesar de raramente aparecer em um texto, de rara que é a própria atitude. Mas como definir o que aconteceu na cidade de São Luiz do Paraitinga no início de 2010, quando equipes locais de rafting se juntaram pra salvar a população da cidade, engolida e destruída por uma enchente?
Significado: Heroísmo
Incunábulo
O Stand Up Paddle se espalhou como nunca por todo o mundo, valorizando uma relação com o mar que é mais parecida com o princípio do surf. Serve como transporte e esporte.
Significado: origem, berço.
Joinvilense
Ah, nem é tão difícil, é? Quem é natural de Joinville, Santa Catarina, é joinvilense, como o campeão brasileiro de surf em 2010, Jean da Silva. E veja bem que a praia com boas ondas mais próxima fica a algumas dezenas de quilômetros da cidade, que já foi conhecida como a capital das bicicletas.
Significado: nascido na cidade de Joinville, Santa Catarina.
Kafkiano
Insanos de tão fantásticos e cheios de significados são os livros O Processo e Metamorfose, de Kafka. Poderia ter saído de um livro dele alguém como Travis Pastrana, que sempre faz algo nunca antes realizado em toda modalidade que pratica, muda os parâmetros do esporte, desafia a lógica. Deu show nos X Games 16, deixou o rali de velocidade, quer agora a Nascar.
Significado: relativo aos livros de Franz Kafka.
Labrusco
Sunny Garcia. O havaiano que já socou o brasileiro Neco Padaratz durante um campeonato no Havaí, que já foi preso por problemas com o Fisco norte-americano, esse ano encrencou na água com um legend do surf mundial, Tom Curren. Isso num evento especial, só com veteranos, durante o WQS de Haleiwa.
Significado: sujeito rude, tosco, inculto, agreste, montês.
Maranha
Copa do Mundo de 2014, Olimpíada de 2016. E os organizadores brasileiros dos maiores eventos esportivos do mundo parecem agir como se pudessem comprar a estrutura de tudo pronta, num supermercado, a qualquer momento.
Significado: porção de fios enredados; intriga, confusão; esperteza; malandragem.
Navífrago
Impressionantes os relatos do livro A Onda, da jornalista canadense Susan Casey, lançado esse ano. Ondas gigantes, com mais de 30 metros, surgem de repente durante tempestades no Oceano, em meio a colegas de “apenas” 15 metros, e afundam navios inteiros, ameaçam plataformas de petróleo e não deixam muitas explicações sobre como se formaram. O intrigante fenômeno preocupa porque parece estar se intensificando com o aquecimento global. Enquanto isso, big riders tentam encontrá-las pelo prazer do esporte ou pelos prêmios de maior onda surfada no ano.
Significado: que despedaça embarcações (imagine o que faz com corpos e pranchas).
Onomatopeia
Aaahhhh, uuuhhh, uuuaaahhhhh. Os sons emitidos pelo público do Staples Center, em Los Angeles, durante os X Games, são reproduzidos nas narrações de BMX de Luciano KDRA Lancellotti, com Rui Ogawa comentando, esclarecendo mais sobre as manobras do que as mil palavras das imagens que provocam os aahhhh, uuuhhh, uuuaaahhhhh.
Significado: Palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada.
Porfia
Na megarrampa do quintal de sua casa na Califórinia, Bob Burnquist completou a manobra que nenhum outro skatista tinha conseguido ainda na rampa gigante, o novecentos.
Quer se lembrar desse momento?
Significado: insistência, obstinação; diz-se à porfia quando com rivalidade, em disputa de primazia.
Quatrolho
À voz, uniram-se os resultados e cada vez menos a experiência tem a ver com o que é ultrapassado e mais se faz ouvida de fato. Kelly Slater tem 38 anos de idade e disputou um título mundial com um garoto de 22. Assim ganhou seu décimo título mundial de surf, competindo conforme as exigências atuais, evoluindo.
Não tem nada a ver com apelido de quem usa óculos.
Quer viajar de volta à Porto Rico e ver Slater campeão pela 10ª vez?
Significado: que tem as sobrancelhas brancas.
Raiputo
Não é palavrão, não. Lee Ann Curren pode não surfar como o pai, Tom, mas impõe respeito pela personalidade. Coco Ho debaixo do mesmo guarda-chuva. Leco Salazar não coleciona títulos como o pai, Picuruta, mas é outro que aproveita o DNA herdado com maestria, craque do SUP, com elogios até de Garrett MacNamara. E tem o filho de Tony Hawk, Riley, que vem arrebentando no skate street com estilo próprio e independente, apesar do sobrenome pesado. Leia esta matéria de Sidney Arakaki sobre Riley.
Significado: Vem de rajaputro; filho do rei.
Sideral
Refresco para os palavrões. Só pra registrar que um homem que um dia quis ser pássaro, quis depois ser mais do que pássaro e chegar ao espaço. Especial nessa história foi que Luiz Henrique Sabiá chegou mesmo ao espaço em 2010. A história ficou para ser contada em 2011.
Significado: espacial, cósmico, interplanetário.
Telúrico
Cicloativismo de Falzoni, sonho de KDRA, de um Mundo 2 Rodas movido a eletricidade e não mais a derivados de petróleo, dia-a-dia de Edinho Leite sobre as ondas, escaladas de Frechou, todos por um Planeta melhor.
Significado: relativo à Terra.
Utopista
Não precisam ter nomes, não precisam ter razão, só os sonhos, que esticam a realidade e acabam por alterá-la de alguma forma – não a ideal, claro, senão utopia não teria o significado que tem, de algo inatingível; mas não há mudança sem os que sonham com elas (cidades completamente transitáveis por bicicletas ou skates, mares e rios limpos, incentivo público real à prática de esportes ao ar livre).
Significado: que propaga utopias.
Vagomestre
Espn.com.br/expn. Nele, um show de informações dos esportes de ação, apresentadas do melhor jeito possível. Os blogueiros do site, representados durante 2010 principalmente por Sidney Arakaki (skate), Celestino Flaire e José Gaspar (MX e FMX), Rui Ogawa (BMX), Edinho Leite (surf), Eliseu Frechou (montanhismo), além de nossos heróis do Planeta EXPN Formiga, Sabiá, Falzoni, KDRA e Otavio Neto, foram verdadeiros soldados dos esportes que representam e de que são especialistas respeitados. Acompanhar o que escrevem toda semana é uma cursar universidade, dos reitores Aguinaldo Melo (editor-chefe), Vivian Mesquita (diretora do dpto. Radicais) e Renata Neto (chefe de redação ESPN).
Significado: membro do exército francês que se incumbe da correspondência dos soldados.
Xacoco
Não falemos do que é xacoco, mas do que é exatamente o oposto disso: Travis Pastrana, Kelly Slater, Gabriel Medina, Pedro Barros, Diogo Canina, Letícia Bufoni, Sabiá no Ar, viagens de Otavio Neto, Pedro Oliveira, Paulo Henrique Ganso, Bob Burnquist, X Games. Tá bom, um xacoco só: seleção brasileira de Dunga.
Significado: que não tem graça, nem arte.
Zaragata
A maioria dos campeonatos organizados nos esportes de ação ainda carece de boa divulgação e de um sistema que facilite o entendimento de mais pessoas do que as que já participam dele diretamente. Quem são os melhores do mundo no BMX, no skate, no FMX? Quem é do meio sabe, mas quem não é e acha o esporte interessante segue por fora, sem entender muita coisa. Esporte precisa de público, senão, viver dele se torna impossível. Organização e união fazem a força de verdade.
Significado: confusão, desordem, algazarra, banzé
*Foram usados dois dicionários para esse post: Novo Aurélio Século XXI e Houaiss de Sinônimos e Antônimos
A ESPN Brasil leva ao ar, nas próximas três madrugadas, aventuras que mudaram a história do mundo. Às quatro da manhã desta quarta para quinta-feira, o TRIZ sobre Richard Burton. De quinta para sexta, também às 4h, o TRIZ Charles Darwin e, na primeira madrugada de 2011, o documentário Viajantes Radicais, pelo caminho de Lévi-Strauss, no mesmo horário (4h).
Fui o repórter da fase mais recente do programa TRIZ, que contou as histórias do cientista inglês Charles Darwin, autor do livro A Origem das Espécies, que revolucionou o conhecimento humano, e do aventureiro e escritor inglês Richard Burton, que desbravou culturas e lugares pouco conhecidos pelos europeus ocidentais, no fim do século 19. Foram os trabalhos mais encantadores que já realizei como jornalista.
As fotos contam um pouco da primeira viagem, que refez o caminho de Darwin no Brasil, começando pelo arquipélago de São Pedro e São Paulo, um dos lugares mais longínquos do país, ao mesmo tempo em que é um de seus maiores tesouros.
O objetivo do programa era contar a passagem de Charles Darwin pelo Brasil, no início de sua volta ao mundo a bordo do HMS Beagle, na qual colheria as informações que viria a transformar em livro, em 1859 (A Origem das Espécies), mudando o rumo do conhecimento humano sobre si e sobre a vida em geral no Planeta. A Teoria da Evolução de Darwin, basicamente, mostrou que os seres vivos da Terra eram fruto de um processo constante de evolução, ao longo de toda a existência conhecida.
Darwin partiu da Inglaterra em 1831 e, no início de 32, o Beagle parou em S.Pedro e S.Paulo. Depois, passou por Fernando de Noronha (por algumas horas, conforme os registros). Seguiu para Salvador, onde ficou por alguns dias e, então, para o Rio de Janeiro (onde também ficou por vários dias). Esse trecho brasileiro de sua volta ao mundo foi o embrião de tudo o que viria a colecionar de conhecimento para sua Teoria da Evolução, base da biologia atual. Só para se registrar: antes dele, a biologia seguia o princípio da religião cristã de que os seres haviam sido criados de uma vez só por Deus. Até hoje há religiosos que não aceitam as descobertas científicas.
Atentei a esse fato pela primeira vez em Fernando de Noronha. Estava na sede do Ibama, esperando por uma autorização para gravações na ilha, quando um dos funcionários me pediu para explicar do que se tratava o documentário. Fui percebendo, enquanto falava animadamente, que a mulher da limpeza me rondava, limpando o chão, com olhar bem desconfiado e bufando de tempo em tempo. Aí ela disse: "esse tal de Darwin tá bem enganado. Na Bíblia diz que Deus criou todos os bichos de uma vez só. Isso aí está errado".
A segunda parte das gravações foi na Bahia, onde Darwin aportou em pleno Carnaval. Carnaval de 1932, que era bem diferente do que o atual. Lá, a primeira impressão do naturalista inglês foi péssima, por causa da escravidão. Mas também foi o primeiro contato dele com a Mata Atlântica, ainda abundante ao redor de Salvador, naquela época.
Depois, fomos a Fernando de Noronha. Da ilha, segunda parada de Darwin no Brasil, partimos para seu primeiro contato com território nacional: o pequenino arquipélago de São Pedro e São Paulo.
Era chamado de Penedos antigamente, porque é um monte de pedras mesmo. Seus habitantes: uma espécie endêmica de caranguejo, atobás e viuvinhas (aves), que brigam o tempo todo por um pedaço de pedra pra chamar de ninho. Além de, a cada 15 dias, quatro seres humanos diferentes (porque não se aguenta muito mais do que isso num lugar sem fonte de água potável), que normalmente são dois oficiais da Marinha do Brasil e dois pesquisadores.
Está debaixo d'água o verdadeiro tesouro de São Pedro e São Paulo: um número enorme de espécies concentradas em volta do lugar. Por isso é tão procurado para pesquisas. Por isso a visita ao local é tão controlada pela Marinha. Nossa equipe de mergulho, organizada pelo biólogo e videorrepórter João Talocchi, tinha como principal missão gravar essa riqueza. Eduardo Meurer (foto abaixo) foi fundamental durante as gravações. Foi inteiramente dele a ideia de gravarmos com um capacete de mergulho, cópia do que foi criado alguns anos depois da passagem de Darwin pelo Brasil.
Tudo antagônico, tudo ligado. Pelas descobertas que Darwin fez, mesmo sem ter tecnologia abundante, sem poder mergulhar, podemos entender hoje em dia muito do que podemos ver debaixo d'água.
Burton e o Rio São Francisco
O Triz seguinte ao de Darwin foi sobre Richard Burton. Oficial do exército inglês, esse cara fez de tudo na vida; vida que valeu por trinta, por tudo o que fez.
Burton foi o primeiro ocidental a chegar a Meca, território proibido a não-muçulmanos. Escreveu sobre essa sua aventura, foi o primeiro ocidental a traduzir o clássico indiano Kama Sutra e o clássico árabe As Mil e Uma Noites. Tomou uma flechada que lhe atravessou o rosto enquanto tentava achar a nascente do Rio Nilo, no coração da África. Entre muitas outras coisas.
Um dia, veio ao Brasil. E decidiu subir o Rio São Francisco numa balsa. Inteiro! Essa aventura se transformou no segundo Triz de 2008, o último até agora (o programa, que faz parte de grande parte da história de 15 anos da ESPN no Brasil no momento está em repouso). Ponto alto do documentário foram os voos acrobáticos do comandante Albrecht no avião vermelho que aparece ao fundo dessa foto abaixo, tirada ao fim de um dia de gravações no cânion de Paulo Afonso, na Bahia. Repare que estávamos revendo, encantados, as imagens do avião entre as paredes que se levantam nas duas margens do Velho Chico.
Em 2010 a ideia inicial ganhou proporções bem maiores, com a produção do documentário Viajantes Radicais, pelo caminho de Lévi-Strauss, com direção e produção de Jader Lago, em parceria da ESPN com o Canal Azul, que atingiu patamar ainda mais elevado de produção, captação e finalização - verdadeira evolução da espécie.
Portanto, quem tiver disposição de acordar cedinho ou dormir bem tarde vai fazer três viagens fantásticas, de autênticos Indiana Jones, que mudaram o mundo a partir de seus espíritos de aventura e descoberta.
TRIZ Richard Burton
dia 30, às 4h, na ESPN Brasil
TRIZ Charles Darwin
dia 31, às 4h, na ESPN Brasil
Viajantes Radicais, pelo caminho de Lévi-Strauss
dia 1º, às 4h, na ESPN Brasil
Fui o repórter da fase mais recente do programa TRIZ, que contou as histórias do cientista inglês Charles Darwin, autor do livro A Origem das Espécies, que revolucionou o conhecimento humano, e do aventureiro e escritor inglês Richard Burton, que desbravou culturas e lugares pouco conhecidos pelos europeus ocidentais, no fim do século 19. Foram os trabalhos mais encantadores que já realizei como jornalista.
As fotos contam um pouco da primeira viagem, que refez o caminho de Darwin no Brasil, começando pelo arquipélago de São Pedro e São Paulo, um dos lugares mais longínquos do país, ao mesmo tempo em que é um de seus maiores tesouros.
O veleiro Ausstaiger parte de Fernando de Noronha rumo a S.Pedro e S.Paulo
Crédito da imagem: João Talocchi
Crédito da imagem: João Talocchi
O objetivo do programa era contar a passagem de Charles Darwin pelo Brasil, no início de sua volta ao mundo a bordo do HMS Beagle, na qual colheria as informações que viria a transformar em livro, em 1859 (A Origem das Espécies), mudando o rumo do conhecimento humano sobre si e sobre a vida em geral no Planeta. A Teoria da Evolução de Darwin, basicamente, mostrou que os seres vivos da Terra eram fruto de um processo constante de evolução, ao longo de toda a existência conhecida.
Darwin partiu da Inglaterra em 1831 e, no início de 32, o Beagle parou em S.Pedro e S.Paulo. Depois, passou por Fernando de Noronha (por algumas horas, conforme os registros). Seguiu para Salvador, onde ficou por alguns dias e, então, para o Rio de Janeiro (onde também ficou por vários dias). Esse trecho brasileiro de sua volta ao mundo foi o embrião de tudo o que viria a colecionar de conhecimento para sua Teoria da Evolução, base da biologia atual. Só para se registrar: antes dele, a biologia seguia o princípio da religião cristã de que os seres haviam sido criados de uma vez só por Deus. Até hoje há religiosos que não aceitam as descobertas científicas.
Atentei a esse fato pela primeira vez em Fernando de Noronha. Estava na sede do Ibama, esperando por uma autorização para gravações na ilha, quando um dos funcionários me pediu para explicar do que se tratava o documentário. Fui percebendo, enquanto falava animadamente, que a mulher da limpeza me rondava, limpando o chão, com olhar bem desconfiado e bufando de tempo em tempo. Aí ela disse: "esse tal de Darwin tá bem enganado. Na Bíblia diz que Deus criou todos os bichos de uma vez só. Isso aí está errado".
Eu no Aussteiger, já ancorado no destino. A ida para S.Pedro e S.Paulo levou três dias inteiros.
Crédito da imagem: João Talocchi
As gravações começaram em janeiro de 2008, no Rio de Janeiro. Portanto, começamos pelo fim, ao mesmo tempo que pelo começo. Explico. O Rio foi a passagem de despedida de Darwin no Brasil - dali o Beagle seguiu para o Uruguai (passaria pela Terra do Fogo, na Argentina, por Galápagos, no Equador, Nova Zelândia e Austrália, voltando ao Brasil em 1936 e terminando a viagem de cinco anos na Inglaterra). Ele chegou a escalar o Corcovado para estudar espécies locais. E justamente no Rio havia uma exposição do Museu de Arte Natural de Nova Iorque, organizada por um dos maiores especialistas em evolucionismo no mundo, o norte-americano Niles Eldredge. Ele nos deu uma sensacional entrevista. Partindo de suas informações, com tudo o que a equipe do Triz já havia lido a respeito de Darwin, o restante da captação do programa fluiu muito bem. Crédito da imagem: João Talocchi
A segunda parte das gravações foi na Bahia, onde Darwin aportou em pleno Carnaval. Carnaval de 1932, que era bem diferente do que o atual. Lá, a primeira impressão do naturalista inglês foi péssima, por causa da escravidão. Mas também foi o primeiro contato dele com a Mata Atlântica, ainda abundante ao redor de Salvador, naquela época.
Depois, fomos a Fernando de Noronha. Da ilha, segunda parada de Darwin no Brasil, partimos para seu primeiro contato com território nacional: o pequenino arquipélago de São Pedro e São Paulo.
O arquipélago de S.Pedro e S.Paulo: visão grandiosa de uma pequena porção de terra
Crédito da imagem: João Talocchi
São Pedro e São Paulo é a ponta de uma cordilheira submarina. Fica um pouco acima da linha do Equador, no Oceano Atlântico, a praticamente um terço de caminho para o norte da África. Sua área total que aparece no mar não é muito maior do que um estádio de futebol como a Vila Belmiro, do Santos Futebol Clube (17 mil metros quadrados e altura máxima de 18 metros). Crédito da imagem: João Talocchi
Era chamado de Penedos antigamente, porque é um monte de pedras mesmo. Seus habitantes: uma espécie endêmica de caranguejo, atobás e viuvinhas (aves), que brigam o tempo todo por um pedaço de pedra pra chamar de ninho. Além de, a cada 15 dias, quatro seres humanos diferentes (porque não se aguenta muito mais do que isso num lugar sem fonte de água potável), que normalmente são dois oficiais da Marinha do Brasil e dois pesquisadores.
Atobás são pássaros bem folgados. Invadiram nosso barco sem a menor cerimônia (ou fomos nós que invadimos o pedaço deles?)
Crédito da imagem: João Talocchi
Crédito da imagem: João Talocchi
Está debaixo d'água o verdadeiro tesouro de São Pedro e São Paulo: um número enorme de espécies concentradas em volta do lugar. Por isso é tão procurado para pesquisas. Por isso a visita ao local é tão controlada pela Marinha. Nossa equipe de mergulho, organizada pelo biólogo e videorrepórter João Talocchi, tinha como principal missão gravar essa riqueza. Eduardo Meurer (foto abaixo) foi fundamental durante as gravações. Foi inteiramente dele a ideia de gravarmos com um capacete de mergulho, cópia do que foi criado alguns anos depois da passagem de Darwin pelo Brasil.
Tudo antagônico, tudo ligado. Pelas descobertas que Darwin fez, mesmo sem ter tecnologia abundante, sem poder mergulhar, podemos entender hoje em dia muito do que podemos ver debaixo d'água.
Edu Meurer, mergulhador, capitão de veleiros, estudioso da vida marinha e um fantástico contador de histórias. Nessa foto, em Noronha.
Crédito da imagem: João Talocchi
Crédito da imagem: João Talocchi
João Talocchi, biólogo e videorrepórter, organizou as gravações dos mergulhos. Hoje está no Greenpeace
Crédito da imagem: Andre Argolo
Crédito da imagem: Andre Argolo
O veleiro Aussteiger, bravo e espartano barco que serviu de HMS Beagle para nossa expedição
Crédito da imagem: João Talocchi
Crédito da imagem: João Talocchi
Dormi ao relento por sete, dos nove dias da viagem a São Pedro e São Paulo: no segundo dia da viagem passou a vazar vapor de óleo diesel na porta da minha cabine e era insuportável ficar lá. Ainda bem que não fez frio...
Crédito da imagem: João Talocchi
Crédito da imagem: João Talocchi
Burton e o Rio São Francisco
O Triz seguinte ao de Darwin foi sobre Richard Burton. Oficial do exército inglês, esse cara fez de tudo na vida; vida que valeu por trinta, por tudo o que fez.
Burton foi o primeiro ocidental a chegar a Meca, território proibido a não-muçulmanos. Escreveu sobre essa sua aventura, foi o primeiro ocidental a traduzir o clássico indiano Kama Sutra e o clássico árabe As Mil e Uma Noites. Tomou uma flechada que lhe atravessou o rosto enquanto tentava achar a nascente do Rio Nilo, no coração da África. Entre muitas outras coisas.
Um dia, veio ao Brasil. E decidiu subir o Rio São Francisco numa balsa. Inteiro! Essa aventura se transformou no segundo Triz de 2008, o último até agora (o programa, que faz parte de grande parte da história de 15 anos da ESPN no Brasil no momento está em repouso). Ponto alto do documentário foram os voos acrobáticos do comandante Albrecht no avião vermelho que aparece ao fundo dessa foto abaixo, tirada ao fim de um dia de gravações no cânion de Paulo Afonso, na Bahia. Repare que estávamos revendo, encantados, as imagens do avião entre as paredes que se levantam nas duas margens do Velho Chico.
Equipe ESPN com o comandante Albrecht e o avião vermelho de acrobacias, em Paulo Afonso (BA). Adriana Mamprin, Marcelo Santos, Gustavo Albrecht, João Talocchi e Andre Argolo.
Crédito da imagem: Clayton Russo
Crédito da imagem: Clayton Russo
Em 2010 a ideia inicial ganhou proporções bem maiores, com a produção do documentário Viajantes Radicais, pelo caminho de Lévi-Strauss, com direção e produção de Jader Lago, em parceria da ESPN com o Canal Azul, que atingiu patamar ainda mais elevado de produção, captação e finalização - verdadeira evolução da espécie.
Portanto, quem tiver disposição de acordar cedinho ou dormir bem tarde vai fazer três viagens fantásticas, de autênticos Indiana Jones, que mudaram o mundo a partir de seus espíritos de aventura e descoberta.
TRIZ Richard Burton
dia 30, às 4h, na ESPN Brasil
TRIZ Charles Darwin
dia 31, às 4h, na ESPN Brasil
Viajantes Radicais, pelo caminho de Lévi-Strauss
dia 1º, às 4h, na ESPN Brasil
O escritor italiano Umberto Eco lançou um livro sobre a velha mania humana de elencar preferências (A Vertigem das Listas). Há o filme, que também partiu de livro (de Nick Hornby), Alta Fidelidade, com John Cusack, ator do personagem que transforma tudo o que pode nas "10 mais".
Listas ordenam nossos desejos. Papai Noel deve ter recebido várias, que começa a cumprir hoje, não é isso?
Para o Planeta EXPN de 2011 desejo:
- o 1.080 de Bob Burnquist;
- o primeiro brasileiro campeão mundial de surf profissional;
- X de ouro para Diogo Canina;
- Pedro Barros medalhista no Big Air;
- manobra nova do Pastrana;
- Bufoni imbatível, bicampeã mundial invicta;
- Silvana Lima ou Jaqueline Silva campeã do mundo;
- Longboard valorizado, com muitas etapas do brasileiro e do mundial;
- muitas viagens de KDRA, Falzoni, Formiga, Otavio Neto, Sabiá, Elizeu Frechou e do Grillo, que faz o novo programa de Surf (aguardem!);
- e, mais do que tudo, que você goste do que assista, que se sinta inspirado(a) pelos habitantes do Planeta EXPN e com o jeito como suas histórias são contadas no programa.
Se tiver vontade, deixe aqui sua lista de 10 itens, em forma de comentário (clique abaixo). Podemos transformá-la em vídeos no Planeta EXPN de 2011.
Não esqueça de deixar seu nome, escreva um pouco sobre quem você é, o que faz da vida, que esporte pratica e de quais gosta mais.
Bem-vindo sempre ao nosso mundo, seu Planeta EXPN!
Listas ordenam nossos desejos. Papai Noel deve ter recebido várias, que começa a cumprir hoje, não é isso?
Para o Planeta EXPN de 2011 desejo:
- o 1.080 de Bob Burnquist;
- o primeiro brasileiro campeão mundial de surf profissional;
- X de ouro para Diogo Canina;
- Pedro Barros medalhista no Big Air;
- manobra nova do Pastrana;
- Bufoni imbatível, bicampeã mundial invicta;
- Silvana Lima ou Jaqueline Silva campeã do mundo;
- Longboard valorizado, com muitas etapas do brasileiro e do mundial;
- muitas viagens de KDRA, Falzoni, Formiga, Otavio Neto, Sabiá, Elizeu Frechou e do Grillo, que faz o novo programa de Surf (aguardem!);
- e, mais do que tudo, que você goste do que assista, que se sinta inspirado(a) pelos habitantes do Planeta EXPN e com o jeito como suas histórias são contadas no programa.
Se tiver vontade, deixe aqui sua lista de 10 itens, em forma de comentário (clique abaixo). Podemos transformá-la em vídeos no Planeta EXPN de 2011.
Não esqueça de deixar seu nome, escreva um pouco sobre quem você é, o que faz da vida, que esporte pratica e de quais gosta mais.
Bem-vindo sempre ao nosso mundo, seu Planeta EXPN!
- 13h00
- 21Dec
E se Papai Noel mora mesmo no Pólo Norte, testemunha, vizinho e vítima do aquecimento global? E se for uma espécie de Laird Hamilton com barbas brancas, sem barrigão? Teria ele quantos seguidores no twitter?
@truenoel: acabei de escutar mais um degelo gigante, aqui deitado na rede da minha varanda. Vai rolar ondão!
@truenoel: Galera, uns 20 metros... meu trenó balançou num dregrau da onda. Quase o Natal fica sem mim. Saí na baforada. Rudolph, melhor que jet ski!
@truenoel: Meu duendes trabalharam bem. Os presentes estão prontos. Ah, se pudesse entregar tudo rapidinho... Que o Aikau role depois de 25...
@truenoel: Fui... e sem smartphone. Só 'tuíto' agora depois do Carnaval. Feliz 2011!
* Inspirou essa alucinação... o livro A Onda, da jornalista canadense Susan Casey (ed. Zahar), que li nos últimos dias. Ela perseguiu, durante essa década, cientistas, navegadores e surfistas de ondas grandes para entender o que anda acontecendo nos oceanos. Há cada vez mais registros de ondas monstruosas, com 30 metros ou mais, que afundam navios enormes. E há uma preocupação de que as mudanças no clima da Terra, causadas ou não pela Humanidade (os cientistas divergem sobre isso), ameacem populações costeiras em todo o planeta. Os surfistas de ondas grandes ajudam a entender os fenômenos, com leituras cada vez mais precisas dos efeitos de tempestades. O livro vale também para quem gosta do esporte, o surf, porque passa em detalhes o ambiente entre os praticantes dessa modalidade; principalmente com as descrições sobre o grande ícone, o havaiano Laird Hamilton.
@truenoel: acabei de escutar mais um degelo gigante, aqui deitado na rede da minha varanda. Vai rolar ondão!
@truenoel: Galera, uns 20 metros... meu trenó balançou num dregrau da onda. Quase o Natal fica sem mim. Saí na baforada. Rudolph, melhor que jet ski!
@truenoel: Meu duendes trabalharam bem. Os presentes estão prontos. Ah, se pudesse entregar tudo rapidinho... Que o Aikau role depois de 25...
@truenoel: Fui... e sem smartphone. Só 'tuíto' agora depois do Carnaval. Feliz 2011!
* Inspirou essa alucinação... o livro A Onda, da jornalista canadense Susan Casey (ed. Zahar), que li nos últimos dias. Ela perseguiu, durante essa década, cientistas, navegadores e surfistas de ondas grandes para entender o que anda acontecendo nos oceanos. Há cada vez mais registros de ondas monstruosas, com 30 metros ou mais, que afundam navios enormes. E há uma preocupação de que as mudanças no clima da Terra, causadas ou não pela Humanidade (os cientistas divergem sobre isso), ameacem populações costeiras em todo o planeta. Os surfistas de ondas grandes ajudam a entender os fenômenos, com leituras cada vez mais precisas dos efeitos de tempestades. O livro vale também para quem gosta do esporte, o surf, porque passa em detalhes o ambiente entre os praticantes dessa modalidade; principalmente com as descrições sobre o grande ícone, o havaiano Laird Hamilton.
Rodrigo Raineri é montanhista. Transformou-se em voador. E provavelmente vai virar o que for preciso a cada sonho que tiver. O convidado de hoje no Planeta EXPN quer chegar novamente ao topo do Everest, mas desta vez quer decolar de lá de parapente, como já fez no Mont Blanc em 2009.
O texto que abre o programa de hoje é sobre todos que, como ele, como Luiz Henrique Sabiá, como Luís Roberto Formiga e tantos (mas não muitos no mundo) como eles, realizam sonhos da humanidade, transformando a vida em poesia, sob o apelido "radical".
SABE O QUE É MAIS RADICAL DE TUDO O QUE PARECE MAIS RADICAL NO MUNDO?
SONHAR.
ANTES DE SUBIR NA TORRE EIFFEL, UM HOMEM SONHOU SER PÁSSARO, VIROU SABIÁ, SONHOU CHEGAR ATÉ LÁ... E VOAR.
VOAR O RIO DA MÃO DE CRISTO.
PISAR NO TOPO DO MUNDO.
DAR DUAS VOLTAS COMPLETAS DE MOTO NO AR.
TODA REALIZAÇÃO NESTE NOSSO PLANETA EXPN NASCE DE UM ATO QUE PODERIA SE CHAMAR SONHARAÇÃO...
AH, NÃO EXISTE?
E O QUE EXISTE FEITO PELO HOMEM, ANTES DE SER SONHADO PELO HOMEM?
SONHA O HOMEM PORQUE NUNCA SE SENTE COMPLETO.
MAS SOBRE ISSO UM POETA JÁ ESCREVEU. O PACATO MANOEL DE BARROS, DE MATO GROSSO, QUE não parece nada RADICAL, MAS VEJA BEM O QUE VAI OUVIR (aqui no blog, ler):
"A MAIOR RIQUEZA DO HOMEM
É A SUA INCOMPLETUDE.
NESSE PONTO SOU ABASTADO.
PALAVRAS QUE ME ACEITAM COMO SOU - EU NÃO ACEITO.
NÃO AGÜENTO SER APENAS UM SUJEITO QUE ABRE PORTAS,
QUE PUXA VÁLVULAS, QUE OLHA O RELÓGIO,
QUE COMPRA PÃO ÀS 6 HORAS DA TARDE,
QUE VAI LÁ FORA, QUE APONTA LÁPIS,
QUE VÊ A UVA ETC. ETC.
PERDOAI
MAS EU PRECISO SER OUTROS.
EU PENSO RENOVAR O HOMEM USANDO BORBOLETAS."
BEM-VINDO AO PLANETA QUE NÃO NASCEU DO CAOS; RENASCE TODO DIA, NA CONSTANTE SONHARAÇÃO...
O texto que abre o programa de hoje é sobre todos que, como ele, como Luiz Henrique Sabiá, como Luís Roberto Formiga e tantos (mas não muitos no mundo) como eles, realizam sonhos da humanidade, transformando a vida em poesia, sob o apelido "radical".
SABE O QUE É MAIS RADICAL DE TUDO O QUE PARECE MAIS RADICAL NO MUNDO?
SONHAR.
ANTES DE SUBIR NA TORRE EIFFEL, UM HOMEM SONHOU SER PÁSSARO, VIROU SABIÁ, SONHOU CHEGAR ATÉ LÁ... E VOAR.
VOAR O RIO DA MÃO DE CRISTO.
PISAR NO TOPO DO MUNDO.
DAR DUAS VOLTAS COMPLETAS DE MOTO NO AR.
TODA REALIZAÇÃO NESTE NOSSO PLANETA EXPN NASCE DE UM ATO QUE PODERIA SE CHAMAR SONHARAÇÃO...
AH, NÃO EXISTE?
E O QUE EXISTE FEITO PELO HOMEM, ANTES DE SER SONHADO PELO HOMEM?
SONHA O HOMEM PORQUE NUNCA SE SENTE COMPLETO.
MAS SOBRE ISSO UM POETA JÁ ESCREVEU. O PACATO MANOEL DE BARROS, DE MATO GROSSO, QUE não parece nada RADICAL, MAS VEJA BEM O QUE VAI OUVIR (aqui no blog, ler):
"A MAIOR RIQUEZA DO HOMEM
É A SUA INCOMPLETUDE.
NESSE PONTO SOU ABASTADO.
PALAVRAS QUE ME ACEITAM COMO SOU - EU NÃO ACEITO.
NÃO AGÜENTO SER APENAS UM SUJEITO QUE ABRE PORTAS,
QUE PUXA VÁLVULAS, QUE OLHA O RELÓGIO,
QUE COMPRA PÃO ÀS 6 HORAS DA TARDE,
QUE VAI LÁ FORA, QUE APONTA LÁPIS,
QUE VÊ A UVA ETC. ETC.
PERDOAI
MAS EU PRECISO SER OUTROS.
EU PENSO RENOVAR O HOMEM USANDO BORBOLETAS."
BEM-VINDO AO PLANETA QUE NÃO NASCEU DO CAOS; RENASCE TODO DIA, NA CONSTANTE SONHARAÇÃO...
Na ESPN, desde 2007, André teve o privilégio de participar do inovador TRIZ Viajantes Radicais, 1º contando a passagem de Charles Darwin pelo Brasil. Em seguida refez o caminho do explorador inglês Richard Burton. Atualmente, o jornalista divide seus trabalhos no Núcleo de Radicais da ESPN com o Por Dentro da ESPN
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